Rule The World

19 The Eyes & The Smiles


Notas iniciais
Gente do céu, olha eu aqui! ^^ Toda vez que eu escrevo um capítulo do qual eu não gosto, me dá um surto de criatividade e acabo escrevendo um outro rápido e meio grandinho qual eu acabo me apaixonando! Sério, eu amei esse capítulo. Tem Pov. Emma no final e eu amo ela demais mesmo! Sei que a maioria não, mas ela é maravilhosa, vocês vão ver. Acho que, talvez, vocês comecem a gostar dela nesse ... Estava morrendo de saudade de entrar na mente dela. Gente, eu tô machucada, eu tive uma torção no pescoço e tá doendo pra porra. Me desculpem pela palavra mas eu falo assim mesmo e é verdade, anyway. Então, não consigo me mexer direito, bem desconfortável isso. Enfim, aproveitem os capítulos. P.S.: Me desculpem pelos erros que sempre tem ...

Pov. Ally

Eu me sentia condenada de novo.

Me lembro de ter esse pensamento depois de uma briga (não exatamente, eu só havia dado um gelo nele quando o vi beijando Cassidy no corredor),quando ele me agarrou na sala de aula dizendo que meus lábios eram dele. Me lembro também de ter me assustado mas estranhamente gostado, aquele frio na barriga e as pernas tremendo como agora.

Sim, como agora, que ele estava me olhando com aqueles olhos castanhos, o canto dos lábios levemente levantado o deixando sexy. Eu o queria agora. Desisti de tentar ter algum pensamento normal com ele a muito tempo.

Eu tive uma leve crise de risos, tentando abafar meus pensamentos nada legais contando que estávamos em um avião e tinha uma senhora cochilando bem ao meu lado.

Eu nunca tinha sentido tanta vergonha na minha vida.

Ele se voltou para o filme. Estava grata por todas as poltronas terem uma mini televisão aonde pudéssemos escolher alguma coisa para assistir. O filme que estávamos vendo era rídiculo, eu nem mesmo lembrava o nome e não estava fazendo nenhum esforço para disfarçar que estava assistindo. Eu definitivamente não tinha nenhum interesse naquilo.

– Acha que nosso ano na faculdade vai ser assim ? — Austin perguntou, se referindo ao filme. Era um típico filme americano sobre adolescentes malucos em seu primeiro ano de faculdade. Tinha muitos caras sem camisa, fraternidades, garotas fúteis e nem sequer um segundo dentro de uma sala de aula. Eu consegui entender tudo isso olhando para a tela poucas vezes, o som passava nos meus fones de ouvido mas eu mal escutava.

– Espero estudar na faculdade — murmurei, encostando a cabeça em seu ombro. Talvez eu estivesse com um pouco de sono, o voo era longo, parecia interminável.

Ele riu, pausando o filme e afastando a cabeça para poder me olhar.

– Tudo bem, isso é importante. Mas tem tanta coisa nova — falou, com certo brilho no olhar -,eu nem sei o que vou fazer, espero decidir no primeiro ano, mas é a faculdade, vamos fazer protestos por coisas inúteis, beber demais e acabar passando o resto da noite vomitando, quebrar as regras, eu não sei, algo divertido.
Gargalhei com a sua ideia de diversão. Beber demais e passar o resto da noite — talvez o dia também — vomitando não parecia agradável. E certamente me trazia péssimas lembranças.

– Isso é muito idiota — falei, ainda rindo um pouco.

– Mas é divertido. Vou estar sozinho em Miami, meus pais ainda estão em Chicago, finalmente vou ter meu carro ao invés do reserva e ainda vou ter meu próprio apartamento. — O loiro falou a última parte com mais entusiamos. — Meu próprio apartamento! Não é incrível ?

Franzi a testa.

– Não vai mesmo ficar no campus ?

– Vou. Mas vou ter um lugar só meu pra ficar nos fins de semana ou quando quiser de um tempo. Você vai estar comigo, é claro.

– Parece que você planejou tudo — falei.

– Tive um ano pra isso. Eu senti tanto a sua falta, é claro que imaginei quando estaríamos juntos de novo, na faculdade, fazendo qualquer coisa, mas juntos. — Austin balançou a cabeça, um grande sorriso estampado no rosto. — Vai ser um ano e tanto, Alls.

Disso eu tinha certeza. Sorri também, tentando parecer tão animada quanto ele. Eu estava feliz, obviamente, mas a ideia do primeiro ano na faculdade me arrepiava um pouco. Tanta coisa nova ...

A senhora ao nosso lado roncou, a cabeça despencando para o lado me assustando um pouco. Segurei o braço de Austin antes de começar a rir; ele me acompanhou.

Tentei ignorar o quanto aquilo parecia desconfortável apenas pelo fato de ser engraçado.

– Quer voltar a assistir o filme ? — Ele perguntou.

– Não, eu nem estava olhando.

– Eu percebi. — Austin deu aquele sorrisinho safado que me fazia ter vontade de bater nele. Eu até faria isso se já não tivesse admito a mim mesma a um bom tempo que gostava daquilo. — O que quer fazer, então ?

Olhei mais uma vez em seus olhos, tendo certeza do quanto aquilo era errado. Balancei a cabeça.

– Dormir. Preciso mesmo dormir. — Falei, por fim, fechando meus olhos apressadamente e o ouvindo rir.

( ... )

Eu ainda estava um pouco sonolenta quando finalmente chegamos em Miami. Austin carregou a maioria das minhas coisas, me livrando de todo aquele peso. Tínhamos chegado bem mais cedo, meus pais ainda deviam estar dormindo a essa hora, não eram nem sete horas da manhã.

– Temos tempo. Você pode conhecer meu apartamento. — Ele sorriu e o retribuí o sorriso.

Acho que dormi o tempo todo no táxi, quase no colo dele, com o mesmo brincando com meu cabelo. Por incrível que pareça, dormir quase toda torta no banco traseiro de um táxi enquando o sol nascia não era tão desconfortável. Não com ele ali, cuidando de mim.

Só me senti acordada de verdade quando chegamos ao seu apartamento. Caixas por toda a parte, mas os móveis da sala e cozinha pareciam completos.

– Quando você arrumou tudo isso ? — Perguntei, olhando em volta do lugar.

– Eu já tinha olhado esse lugar antes de ir embora. — Falou, deixando nossas coisas no chão, suspirando. — O resto foi coisa do meu pai. Nem parece tão ruim, não é ? Ainda tenho muito o que arrumar, do mesmo jeito.

– Esse lugar é incrível! — Exclamei, sorrindo.

Ele me pegou pela cintura, me girando e depois me beijando, sua língua invadindo minha boca rápido e com habilidade, segurei firme em sua camisa me perguntando se a mesma sensação que eu tinha sentido no avião estava voltando. Bom, depois de poucos segundos de suas mãos me apertando e sua boca colada na minha, tinha certeza disso.

– Tinha esquecido de como Miami é quente — ele murmurou, a boca ainda encostada na minha, a respiração começando a ficar ofegante.

– Acho que não é Miami — falei e ele riu, me beijando de novo.

Austin segurou minhas pernas, as entrelaçando em sua cintura, minhas mãos estavam presas em seu pescoço e o torpor daquele momento era grande demais para fazer com que eu esquecesse completamente qualquer outra coisa.

– Quando foi que você ficou desse jeito, Dawson ? — Perguntou com a voz rouca, desferindo beijos em meu pescoço.

– Provavelmente na primeira vez que você me beijou, no chão daquela cozinha — falei com dificuldade.

Ele me segurou ainda mais firme enquanto caminhava comigo, sem parar de me beijar, até um quarto. Ou eu pelo menos achava que era, não estava prestando muita atenção nisso. Quando ele me soltou, a única coisa que senti antes dele me beijar de novo, foi um colchão macio embaixo de mim.

Pov. Emma

Passear.

Eu já estava cansada disso. Se eu tivesse sozinha, eu até levaria numa boa, mas não tenho praticamente nada para fazer nessa cidade. Não conheço ninguém mesmo. Bom, pelo menos não conhecia. Minha mãe — a doce Katy que adorava estragar o meu dia — ,tinha feito um acordo comigo: Ela não se intrometeria nas minhas coisas quando as aulas na faculdade começassem, me deixaria por conta própria, ajudando apenas quando — e se — eu a pedisse. Mas em troca disso, ela estava me obrigando a "conhecer" a cidade, quando a questionei sobre isso, alegando que eu já caminhava bastante pelas ruas conhecendo novos lugares, ela disse que não seria sozinha.

Aparentemente, ela tinha um plano ainda maior e mais maligno de acabar com a minha vida. Nicolas, aquele garoto que derrubou bebida em mim, que apareceu misteriosamente no restaurante no jantar de comemoração da nossa vinda para Miami, era a minha companhia.

De alguma forma, minha mãe havia conhecido os pais dele, se tornado amiguinha deles e ficado extremamente feliz e grata por ele ser tão gentil em aceitar sair comigo.

Aposto que ele estava apenas cumprindo ordens dos pais. Ele não é muito do tipo que vai contra alguma coisa.

Então estávamos em uma pizzaria. Minha cara fechada e as poucas míseras palavras que saíam da minha boca demonstravam o quanto eu estava feliz de estar ali.

Mas o garoto não parecia se importar. Ele apenas me olhava com seus olhos azuis — que talvez possam ser verdes — e contava sobre alguma coisa fascinante do seu dia. Nicolas era tímido, mas depois de alguns minutos não parecia se importar muito se eu fosse responder ou não.

Eu estava prestando atenção, apenas fingia que não. E ele continuava extremamente feliz mesmo sem conseguir uma resposta minha.

Não faço a menor ideia de qual era o problema dele.

– ... isso foi quando Ally, que é uma amiga minha, foi ...

– Você tem uma amiga chamada Ally ? — O interrompi, falando alguma coisa depois de quase vinte minutos em total silêncio.

– Tenho. Você tem ?

– Como ela é ? — Perguntei, antes de tirar mais um pedaço da pizza, que aliás, estava deliciosa.

– Ela é baixinha, morena, olhos marrons quase arregalados ...

– Ela namora um cara chamado Austin ? — A simples menção do nome de Austin o fez fechar a cara, ele desviou o olhar para tomar um gole do refrigerante antes de responder.

– Namorava.

– Acho que namora de novo. — Murmurei, dando de ombros. — Tenho quase certeza disso. Você está atrasado, cara. — Ele parecia estar cabisbaixo. Tentei continuar falando, me sentindo razoavelmente mal pelo olhar perdido em seu rosto e seu sorriso morto. — Então, meio que conheço ela, e acho que ela me conhece agora, depois de ter desligado o telefone na minha cara, não acho que eu tenha sido muito legal, de qualquer jeito ...

Parei de falar. Nicolas não estava prestando atenção mais. Ele definitivamente sentia algo a mais pela Ally. A garota do Austin. Estava completamente ferrado. Tomei o resto do meu refrigerante sem falar nada, estranhamente sentindo falta de quando ele não parava de sorrir e falar. Quando seus olhos azuis ainda brilhavam por qualquer idiotice.

Notas finais
Então, o que acharam ? Do fundo do meu coração, espero que tenham gostado porque eu simplesmente amei! Falem mais abertamente comigo, prometo responder os reviews logo, é só que me deu esse surto de criatividade e eu acabei escrevendo e postando rápido porque vocês merecem, mas me mandem suas partes favoritas, opiniões, etc. A participação de vocês é muito importante pra mim :) Muito obrigado por todo o apoio, significa muito mesmo! MIL BEIJOS E ATÉ O PRÓXIMO! XOXO