Notas iniciais
Gente, OI! Demorei?? Depende do ponto de vista. Mas eu tenho uma ideia: Vou tentar escrever um capítulo toda semana, ir preparando, sei lá, aí todo domingo, eu posto. O que acham?? Vou mesmo tentar sempre deixar pronto, mas preciso da ajuda de vocês também, viram? Isso quer dizer REVIEWS! Sério, sou muito grata a todos que comentam mas temos muito mais leitores aqui. Então, esse capítulo não faz parte de uma crise de criatividade mas também não tá uma bosta. Ele é apenas eu, escrevendo normalmente. E até que eu gostei. Esse capítulo ainda tem o nome da minha série favorita (ou uma delas, não sei, sou muito confusa) e acho que vocês vão entender o porquê. Enjoooooooy! P.S.: Desculpem os erros :(

Pov. Austin

Eu não sabia quanto tempo já tinha se passado. Não muito, eu acho, mas eu realmente não estava prestando atenção em mais nada além da garota deitada ao meu lado. Ally estava fazendo um enorme esforço para não deixar o sono a dominar.

Me virei para ela, pensando em como ela era perfeita e ao mesmo tempo imaginando se aquilo era clichê demais de se pensar. Estávamos em silêncio a alguns minutos, não era desconfortável, era bom. A morena estava vestindo apenas a minha camiseta, o que a deixava sexy.

Passei minha mão pelo seu rosto, depositando um beijo em sua testa. Ela ainda parecia tão pequena e o que eu fazia com aquela garota deveria ser um crime. Mesmo assim, estávamos envolvidos demais naquele transe para pensar.

– Você deveria dormir — sussurrei para ela, que balançou a cabeça.

– Não — Ally falou. — Tenho que ligar para os meus pais, eles ainda não sabem que chegamos.

– Alls, você está acabada — falei, rindo um pouco enquanto ela me fuzilava com os olhos. — Sério, o voo foi longo, e o que fizemos aqui realmente não diminuiu seu cansaço.

Eu ri ainda mais quando ela corou, mas eu sabia que estava pensando no mesmo que eu. Beijei seus lábios de leve aproveitando para saborear seu gosto. Droga, ela era realmente perfeita e eu estava cada vez mais apaixonado.

– Não posso dormir — ela murmurou, escondendo seu rosto em meu peito nu.

– Sim, você pode, eu ligo para a sua mãe.

– Esqueci que vocês são amiguinhos. — Eu ri e ela se afastou para me olhar. — Sério. É estranho.

– Um pouco — admiti. — Agora você precisa dormir.

Ally assentiu, finalmente se rendendo, se apoiou nos cotovelos para se levantar o bastante e me dar um beijo na bochecha, depois apenas se virou, toda encolhida e fechou os olhos. Não ia demorar nem dois minutos para ela cair em sono profundo. Sorri com aquela visão, me levantando para pegar meu celular.

Estar de volta em Miami era realmente muito bom.

( ... )

Meu primeiro dia em Miami depois de um ano estava sendo longo. Isso não era tão ruim, considerando que o passei com Ally. Depois que ela acordou, fomos direto para a casa de seus pais, aonde eu pude conhecer seu irmãozinho, Gabe; e me sentir mal pelo jeito como o pai dela me olhava.

Contamos quase tudo sobre a viagem, deixando casualmente de fora detalhes muito "pessoais". Eu tinha aquela estranha necessidade de precisar ficar a abraçando, me lembrando do porquê tinha me prometido deixar de ser tão idiota. Se aquela era a minha última chance, eu não podia arruinar, não é ?

Quase no final da tarde, fomos passear. Caminhamos pela beira da praia, a água chegando até os meus tornozelos e aquela sensação de estar em casa novamente me invadindo enquanto meus dedos se entrelaçavam perfeitamente nos dela.

– Sentiu falta disso ? — Ela perguntou, inclinando a cabeça na direção do mar.

– Senti falta de tudo em Miami — admiti. — Principalmente de você.

Ela sorriu, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha. Saímos da areia e contínuamos caminhando pelo calçadão. Ally me bateu de leve no braço quando eu disse uma besteira, mas ela estava rindo de novo um segundo depois.

Passei um dos meus braços pelos seus ombros, mas a observei um pouco confuso enquanto o seu sorriso desaparecia e a garota parecia entrar em choque.

Acompanhei seu olhar apenas para encontrar dois rostos familiares. A garota ruiva — Emma — parecia estar se divertindo com aquilo. Ela deu um sorriso irônico enquanto falava alguma coisa para Nick, que mais parecia que tinha visto um fantasma.

Eu não gostava do jeito que ele costumava olhar para Ally. Não gostava de pensar ou imaginar que eles tiveram alguma coisa enquanto eu estava longe, e geralmente, meu lado ciumento me controlaria nesse momento. Suspirei, minha promessa de fazer as coisas certas dessa vez pesando em minha mente. Olhei para Ally, que não estava muito diferente dele. Fiquei um pouco impaciente.

Emma arqueou as sobrancelhas para mim e resisti ao impulso de mostrar a língua para ela. A ruiva ainda parecia se divertir com aquilo, embora seu sorriso convencido tenha desaparecido um pouco quando ela viu a expressão do garoto ao seu lado. Estranhei aquilo. Tudo bem, ela estava sendo obrigada a passar um tempo com ele, ao menos eram o que suas mensagens diziam, mas Emma não era exatamente do tipo de se importar com os sentimentos dos outros. Ela era apenas incrivelmente durona.

Olhei para Ally, pensando durante quanto tempo eu precisaria presenciar aquilo sem me zangar. Respirei fundo.

– Você deveria ir falar com ele — falei para ela, que no mesmo instante me olhou como se eu fosse um extraterrestre. Sorri para aliviar um pouco aquela tensão estranha. — É sério. Vai.

Estranho. Aquilo era muito estranho. Mas era o certo a se fazer, não era ? Eu esperava que fosse. De qualquer jeito, ela era minha. Não tinha com o que se preocupar. Ally me olhou mais uma vez, como se estivesse confirmando o que eu estava dizendo, assenti para ela.

A observei caminhar até aonde os dois estavam, em passos demorados. Ela estava se sentindo culpada, podia ver isso nos seus olhos. Me senti um pouco mal por fazê-la passar por aquilo mas todo jogo tem um vencedor, não é mesmo ?

Emma foi indiferente ao momento, dando de ombros enquanto deixava os dois a sós e vinha até mim.

– Cara, isso é tão estranho — ela disse quando se aproximou. Se virou para olhá-los mais uma vez, com os braços cruzados e me perguntei porque ela estava se preocupando com isso, mas deixei passar. — Vem. Tem um banco ali. — Falou, me puxando pelo braço. Me deixei ser levado apenas para não ficar encarando Ally e Nick.

– O que acha que eles estão falando ? — Perguntei, já sentado no banco de madeira com ela ao meu lado.

– Nossa — ela exclamou. — Sim, eu estou bem. O que achei de Miami ? É legal. Se estou me dando bem aqui ? Talvez. Obrigado por perguntar.

Revirei os olhos.

– Achei que você já tivesse falado tudo o que achava naquelas mensagens, lembra ? Aquelas que você usou pra me xingar.

– Tanto faz. — Murmurou, com seu típico mau humor. — Sua garota provavelmente está se desculpando e Nick está magoado. Já vi essa história antes. — Falou, me olhando com as sobrancelhas arqueadas. — Você sabe.

– Emma — falei, em tom de aviso. — O que aconteceu em Chicago, ficou em Chicago.

– Claro. Me desculpe. — Falou, erguendo as mãos. — Só fica um pouquinho ruim pra mim simplesmente pela garota ser minha prima, apenas isso. Não falo mais nada, juro.

Suspirei, balançando minha perna como sempre fazia quando estava nervoso.

– Então — comecei, tentando mudar de assunto -, o que está achando de Miami ?

Ela revirou os olhos.

– Quente. Miami é muito quente.

Eu ri, concordando com ela.

Emma começou a falar sobre seu irmão e sua mãe e isso me lembrou de como suas histórias eram engraçadas. Acho que tinha se passado uns dez minutos quando Ally veio até nós, a mesma expressão de antes.

Aquela situação ficava mais estranha e embaraçosa a cada momento.

– Podemos ir ? — Ela perguntou.

– Como foi ? — Perguntei,ignorando sua pergunta e quase engasgando enquanto as palavras saiam da minha boca.

– Foi ruim. Muito ruim. — Ally olhava para os próprios pés enquanto falava e resisti ao impulso de abraçá-la sem ao menos saber o porquê.

– Você quebrou o coração dele — Emma disse, como uma acusação e Ally a encarou como se a tivesse visto pela primeira vez. Por um segundo, até eu tinha esquecido que a ruiva ainda estava ali. — Claro que foi ruim.

Alls franziu a testa.

– Me desculpa, mas o que você tem a ver com isso ?

– Mais do que você pensa.

– Temos que ir, não é ? — Perguntei, me levantando rápido antes que Ally a respondesse. Ela me olhou sem expressão mas logo assentiu.

Emma também se levantou.

– Tenho que alcançar ele — falou. — A gente se vê. — Disse, olhando para mim. Depois, seu olhar parou em Ally e ela apenas a encarou por alguns segundos antes de sair andando, na direção oposta.

Ally suspirou e a encarei, preocupado.

– Você está bem ?

– Estou — respondeu rápido. Se ergueu na ponta dos pés para me dar um selinho. Seus lábios estavam tensos. Apenas a abracei igual antes e voltamos a caminhar.

Será que eu deveria a perguntar mais alguma coisa ? Talvez não. Decidi respeitar seu espaço e seja lá o que a tinha deixado tão cabisbaixa. Pelo menos aquele momento estranho já tinha acabado.

Notas finais
Austin, meu amor, o momento estranho nunca acaba. Então, o que acharam?? To tão orgulhosa desse pov. Austin! Fazia tempo que não escrevia um consideravelmente bom. E aí? Vocês acham que ainda vai ter treta com a Emma e a Ally??? E como será que foi a conversa dela com o Nick? Não tenho certeza se vou escrever a conversa e tal ou só ela pensando ou contando como foi. Mas vocês ainda vão saber. E OS MOMENTOS AUSLLY???O que acharam? Amo escrever isso, sério. Ah, peguei meu boletim da escola hoje e meus pais acharam uma bosta, se por acaso eu morrer, é por causa disso. Enfim, até. Mil beijos, R.