Notas iniciais
OI POVO LINDO *----* Não liguem, eu to muito animada porque eu fiz um capítulo meio que grande comparado aos que eu geralmente faço, e foi tipo, muito rápido pra se fazer e tal. E eu realmente amei ele. Bom, acho que deveria pedir desculpas pelo capítulo anterior (?) Sim, acho que sim. Me desculpem, vocês merecem muito mais. Então esse capítulo tá bem simples, fofo, e eu amei de paixão. Tão vendo o progresso ? EU gostando de uma coisa que EU mesma faço! Ah, agradeçam a Sara por esse capítulo (acho que vocês sabem quem é), a fic dela simplesmente me inspira, não sei como, nem por que. Mas é verdade. Espero que possam apreciar a esse capítulo do mesmo modo que eu :) Até lá em baixo ^^ P.S.: Muita obrigada Dreams R5 pela recomendação maravilhosa! Capítulo dedicado pra você, viu ? Também ganhou um beijo e um abraço super especial da Tia Rafa :33

Pov. Ally

"Parecia que o mundo estava caindo. As fortes trovoadas e raios faziam minha sala de estar brilhar graças ao reflexo. Eu me assustava um pouco, ficando cada vez mais encolhida e com plena consciência de que aos olhos do garoto ao meu lado, podia ser uma cena engraçada.

Tudo bem, até eu podia admitir que era engraçado.

Mas Nick não disse nada muito menos caçoou de mim. Não, ele era gentil demais pra fazer isso. Ele apenas sorria para mim, como se quisesse me passar confiança.

Estávamos praticamente presos aqui. Tínhamos terminado nossa lição de casa e Nick já estava quase indo embora quando o mundo desabou e eu insisti que ele ficasse. Não seria bom sair na rua no meio dessa tempestade.

E eu também não queria ficar sozinha no momento.

– Ally ? — Ele chamou, sempre com o mesmo tom doce. — Você está bem ? — Estranhei sua pergunta mas só então percebi que estava abraçando as minhas pernas com a minha cabeça encostada nelas feito uma tonta.

– Eu ? — Como se tivesse outra Ally aqui, ou ao menos qualquer outra pessoa além de nossas dois. — Estou ... — Ia dizer que estava bem, até mesmo já estava desfazendo aquela pose ridícula tentando parecer um pouco mais controlada. Porém, fui interrompida por um estrondo enorme.

Era outra trovoada, percebi um pouquinho tarde demais. Eu já tinha pulado do sofá e soltado um grito. Céus, parecia que alguém estava me estrangulando. Desde quando eu me tornei tão fraca ? Só então notei o que também tinha me assustado infinitivamente: As luzes piscando algumas vezes antes de apagarem completamente.

Será que era loucura pensar que talvez tivesse um assassino ali dentro cortando a energia da minha casa apenas para me assassinar com uma faca ? Eu definitivamente não deveria ter ficado acordada até tão tarde ontem á noite assistindo a um filme de terror qualquer e idiota com Trish e Dez.

Mas pelo menos, o ruivo tinha se assustado mais do que eu.

Nick segurou meu braço me puxando de volta para o seu lado no sofá. Dessa vez, ele não se importou em rir baixinho de mim. Mal conseguia enxergar seu rosto com todo aquele breu graças a falta de luz, mas por um segundo, quis poder bater nele.

– Ei, você precisa se acalmar — era fácil dizer quando não se tinha medo do fim do mundo — ,vai passar logo. — Não tinha certeza disso mas tinha algo de tranquilizador no modo como ele falava isso. Se eu pudesse enxergá-lo direito, provavelmente confirmaria que seus olhos pareciam mesmo relampear.

– Não sei como — respondi depressa.

Uma de suas mãos estava em meu ombro e eu tinha quase certeza de que ele estava sorrindo.

– Pense em coisas boas. — Fiz uma careta e logo fiquei feliz dele não poder ver. Coisas boas ? Como flores em um jardim encantado com uma princesa cantando ? — Boas memórias ... Ei, um dia você me disse que um dos seus momentos favoritos com seu pai foi quando ele te ensinou a andar de bicicleta. Por que não pensa nisso ? — Talvez porque eu tenha caído daquela coisa umas oito ou nove vezes e meu pai estava sendo cruel o bastante para não me deixar desistir. Mesmo assim, pensei mesmo naquilo. E não era de todo o ruim. Se ele me deixasse desistir, eu nunca teria aprendido. E depois de tantos machucados e tentativas falhas, eu tinha até ganhado um sorvete no fim do dia.

– É, não é tão ruim — admiti. — Se você precisasse pensar em alguma coisa boa para se distrair o que seria ?

Foi uma longa pausa. Ele parecia estar pensando. E aquilo não me incomodava, eu ficava apenas tentando imaginar qual seria sua resposta.

– Estaria pensando em você — sussurrou,tão baixo que mal pude ouvir. E como não podia enxergá-lo com clareza, não tinha como saber se seu rosto estaria vermelho, já que ele era muito tímido. E por incrível que pareça, aquela resposta não me surpreendia.

E toda aquela distração realmente tinha me acalmado. Não sei se era por isso, por ele ter sido extremamente fofo pela milésima vez comigo ou apenas por alguma vibração fora do normal, mas eu realmente tive vontade de beijá-lo; não para fazer ciúmes em um certo loiro nem nada disso. Apenas senti isso. E dessa vez, eu agradeci por estar tão escuro para ele enxergar como meu rosto deveria estar corado agora."

Não fazia ideia do porquê estava pensando naquilo. Talvez seja porque vá começar a chover e eu tinha receio de que pudesse ter raios e trovoadas. Ainda mais por eu estar na rua e sozinha. E o fato dos meus pensamentos terem me levado de volta ao Nick e nosso tempo em Miami me assustou um pouco.

Tinha que ser por causa da ligação.

A ligação daquela garota me fazia pensar em outros relacionamentos. Me fazia questionar algumas coisas sobre Austin, o que me levava a questionar certas coisas sobre mim que enfim, me levavam de volta ao Nick.

Bom, como eu poderia explicar sobre a ligação ?

Eu tinha acordado hoje de manhã me sentindo extremamente bem. Tinha passado a noite toda com Austin, tínhamos dormido juntos (se você entende do que eu estou falando), e eu tinha a pequena sensação de que estava tudo perfeito de novo.

Mas eu já deveria estar acostumada a sempre ter algo para estragar.

E dessa vez, foi a droga de uma ligação.

Eu tinha acordado primeiro e o celular do Austin começou a tocar. Eu não ia atender, não estava com a mínima vontade de sair dos seus braços confortáveis muito mesmo daquela cama. Mas o aparelho continuava a tocar e o loiro parecia estar em um sono profundo. Sério, não acredito que ele não tenha acordado com aquele barulho.

Então contra toda a vontade do meu corpo de continuar naquela cama por ainda um bom tempo, eu me levantei com cuidado para conseguir alcançar o maldito celular.

Fiquei um pouco confusa ao perceber que a foto do contato que ligava, era meio que conhecida. Era uma garota ruiva. Droga, eu tinha que me lembrar da onde conhecia aquela garota! Emma era o seu nome, ou pelo menos era o que dizia no visor. E brevemente me lembrei daquela garota esbarrando em mim em uma rua em Miami. Será que aquilo poderia ser coincidência ? Não, nada comigo geralmente era.

Me xingando mentalmente, eu atendi. A garota nem ao menos me esperou falar alguma coisa, nem mesmo um "alô" nem nada. Apenas começou a tagarelar sobre como eu — bom, no caso, Austin — a havia abandonado justamente agora que ela tinha se mudado para Miami. "Que tipo de amigo faz isso ?" Ela perguntou, em alguma parte. Sua voz não parecia irritante nem nada disso, ela apenas falava como alguém zangado. Talvez por isso eu não tenha ficado brava, ela não se referiu á Austin em nenhum momento como nada além de um amigo.

Por isso mesmo eu me peguei pensando em por que simplesmente me vesti e saí daquele hotel. Não sei como uma simples ligação que nem era pra mim poderia me fazer questionar tantas coisas.

Por favor, eu nem estava brava, chateada ou qualquer coisa assim.

Mas por algum motivo, estava voltando a pensar no tempo em que passamos separados. No quanto eu fiquei feliz de ver as coisas dando certas para nós no último momento. Era quase um sonho.

Senti como se eu estivesse estragando nosso momento. Tínhamos voltado ? Isso poderia de alguma forma insana me fazer questionar sobre o que eu sentia por ele ? Eu o amava. Ponto. Então por que estava pensando em tudo isso ?

Pela primeira vez em muito tempo, me senti insegura em relação á nós.

Pela primeira vez em qualquer situação, tempo ou qualquer outra coisa, eu questionei o que eu sentia pelo Nick.

Eu só podia estar ficando maluca.

– Ally! — Será que eu estava ouvindo vozes do além ou Austin tinha mesmo me encontrado ? Tudo bem, eu não estava longe, e estava parada no meio da rua encostada na vitrine de uma loja me sentindo uma idiota, mas eu deveria ficar sozinha pelo menos mais uma hora. Mas bem, não pensei mais nisso quando finalmente o vi.

Sabe aquelas cenas de filme de amor á primeira vista ? Bom, não tinha nada a ver com isso e estava longe de ser a primeira vez que o via mas essa foi a primeira coisa que me passou pela cabeça para explicar tão magnetismo.

Magnetismo esse que fez minhas pernas andarem sem minha permissão até ele, que me abraçou.

– Oi — eu disse, logo depois de retribuir o abraço. Oi ? Você dormiu com ele e saiu correndo pela manhã e agora diz 'oi' ? Eu era apenas uma boba.

– Por que você foi embora ? — Perguntou, com as mãos em meu rosto, soando preocupado. — Aconteceu alguma coisa ? — Eu até ia falar da ligação, mas optei por não. Sorri sem graça sentindo meu rosto corar. Eu não precisava ter vergonha, não era ? Era só o Austin.

– Coisa de garota — eu falei. Uma resposta completamente sem noção que o fez franzir a testa e rir baixinho.

– Você me deixou sozinho de manhã preocupado com você só por que teve uma crise de garota ? — Perguntou, levantando as sobrancelhas. — Eu te conheço muito melhor do que isso, Alls.

Eu ri, me sentindo como um inseto pequeno e sensível.

– Não se preocupa, já passou — falei, tentando desviar sua atenção disso. Austin não parecia nem um pouco convencido, mas eu o impedi de argumentar. — Por favor, sei que não vai esquecer disso, mas deixa pra lá, tá ?

Não tinha percebido que estava segurando firme em seu casaco mas o mesmo não parecia se importar.

– Isso foi por que a Emma ligou ? — Perguntou. Ele sabia da ligação, afinal. Deve ter visto no seu celular quando acordou. — Porque, Alls, ela é só uma amiga e ...

– Não. — Falei, o impedindo de continuar mais uma vez. — Não foi por isso. — Mas eu preferi, no momento, me convencer de que sim. Mas tinha sido apenas a minha segurança me fazendo temer qualquer coisa e me fazer pensar demais.

Ele suspirou, parecendo aliviado.

Me colou ao seu corpo e eu não pude evitar pensar o quanto ele era atraente, o quando eu não reclamaria de ficar assim com ele para sempre. Austin enterrou sua cabeça no meu pescoço, e eu passei as mãos pelos seus ombros. Era tão calmo e relaxante ficar assim com ele.

– Eu não suportaria a ideia de te ver brava comigo de novo — falou, entre meus cabelos. O loiro beijou meu pescoço antes de me olhar de novo. Percebi que eu queria que fizéssemos muito mais do que isso agora. Eu queria, eu precisava beijá-lo. Mas estávamos em uma rua um tanto movimentada e aquela simples toque já parecia demais para a minha aparente nova timidez. Ele estava sendo cuidadoso comigo; voltando ao tempo que ele me tratava como uma boneca que podia quebrar. Era fofo. Era meu lado favorito dele. Embora a parte da minha mente um pouco perversa gostava quando ... Bom, esquece.

Eu sorri para ele. Não precisava de nenhuma confirmação para saber o que aquilo significava. Eu e ele ... Éramos complicados demais, mas sem nenhuma palavra nos entendíamos perfeitamente.

E todas as minhas dúvidas e receios causadas por uma ligação pareceram desaparecer. E eu esperava mesmo que não voltassem.

Notas finais
O que dizer sobre um capítulo em que teve Nally e Auslly ? GENTE EU SENTI TANTA FALTA DO NICK! Não sei da onde saiu esse flashback, ele só aconteceu ... E ESTOU MUITO ORGULHOSA DISSO! Tudo bem, sei que vocês odeiam Nally e que Auslly sempre será o brilho blá blá blá, mas foi fofo, não foi ? Me digam, vocês preferiram o começo Nally ou o fim Auslly ? FALEM COMIGO! Me façam perguntas também, eu vou adorar responder. Juro que estava tentando uma fase emo gótica indie dark das trevas like Ross Lynch mas não serviu pra mim. Muito obrigada por sempre me apoiarem, vocês não fazem ideia do quanto um simples review me deixa contente e com muito mais vontade de escrever! Mil beijos e Até o próximo! XOXO