Rule The World

18 Last night in Paris


Notas iniciais
Eu tô muito frustrada. Gente, isso tá uma bosta. Vocês lembram do capítulo passado? Estava muito bom, perfeito, amei muito ele. Mas esse tá horrível, sério, mil desculpas por isso. Mas eu estou a mais de um mês escrevendo versões e versões dele ficou uma pior do que a outra. Sinto muito mesmo. E me desculpem pela demora também, um dia eu melhoro. Vamos torcer. Música: Iris - Goo Goo Dolls Essa música é linda, aconselho vocês a ouvirem.

(And I'd give up forever to touch you

'Cause I know that you feel me somehow

You're the closest to heaven that I'll ever be

And I don't want to go home right now

And all I can taste is this moment

And all I can breathe is your life

And sooner or later it's over

I just don't want to miss you tonight)

(E eu desistiria da eternidade para te tocar

Pois eu sei que você me sente de alguma maneira

Você é a mais próxima do paraíso que sempre estarei

E eu não quero ir para casa agora

E tudo que posso sentir é este momento

E tudo que posso respirar é a sua vida

E mais cedo ou mais tarde se acaba

Eu só não quero ficar sem você essa noite)

Pov. Ally

– Qual foi sua parte favorita da viagem ? — Perguntei a Austin.

Observei sua expressão pensativa e me perguntei o que passava pela sua cabeça. Aqui estamos nós, na nossa última noite em Paris, praticamente no meio da madrugada, em um piquenique interminável na Torre Eiffel. Aquele lugar era completamente iluminado pelas luzes, tornava tudo tão bonito. Austin tinha planejado tudo isso sem me consultar, me fazendo uma surpresa realmente surpreendente. Eu não pude deixar de sorrir, ele tinha mesmo planejado aquilo. Mais um motivo para qualquer insegurança minha desaparecer. Era o Austin, o loiro, eu o conhecia, não tinha motivos para me sentir confusa, tinha ?

– Noite passada, com certeza. — Ele disse, com seu sorriso irritante e safado no rosto. Noite passada. A noite em que tínhamos ficado juntos, o que resultou na minha "crise de garota" pela manhã. Eu ri, me amaldiçoando por sentir meu rosto corar; por ainda ter essas reações por causa dele.

– Eu tinha a leve impressão de que você diria isso — falei, balançando a cabeça. Seus braços me apertaram mais. Eu estava sentada no meio de suas pernas, sendo envolvida por todo o seu corpo, em cima de uma toalha e recostada em seu ombro. Aquela sensação de tê-lo tão perto de novo era quase nova, depois de todo esse tempo. Depois do quanto esperei por isso. Austin encostou os lábios em meu pescoço, me fazendo arrepiar. — Você está tão quieto.

– Só aproveitando o momento, amor — falou.

Não podia deixar de achar estranho ser chamada desse jeito mais uma vez por ele. Tão estranho quanto bom. Será que eu deveria dizer que sentia aquelas malditas borboletas no estômago ? Era verdade, e eu odiava admitir. Me fazia sentir tão idiota.

O jeito como ele me abraçava ... Me fazia lembrar do porquê fiquei em claro tantas noites pensando em quando teria isso de novo.

– Eu senti falta disso — admiti. Estávamos em silêncio quase a noite toda, assim que terminamos de comer. Não era desconfortável, era relaxante. Eu precisava desse silêncio e me deixava bastante tonta ele parecer precisar também. Tonta porque, graças a esse silêncio, eu podia apreciar cada toque dele em meu corpo. Não tinha nada de segundas intenções naquilo, eu juro. Era apenas o loiro sendo extremamente carinhoso comigo, sendo a minha versão favorita dele.

– Alls — ele sussurrou, me fazendo o olhar. — Por que você saiu daquele jeito de manhã ?

– Já falamos disso.

– Não, você inventou uma desculpa qualquer. — Austin disse. Olhei para frente pensando no que eu falaria pra ele. A verdade ? Eu não sabia nem se conseguia olhar em seus olhos e falar tudo o que tinha passado pela minha cabeça. — Ally ? — Ele segurou meu queixo, me fazendo o olhar de novo. — Fala comigo.

Deveriam ser seus olhos. Seus olhos castanhos que me faziam fazer qualquer coisa que ele queria. Suspirei, me sentindo muito frustrada por no momento, sendo uma péssima namorada.

– Me beija — pedi, segurando seu pescoço, seus lábios encontraram os meus calmamente e eu o puxei mais, o fazendo aprofundar o beijo. Se essa era uma noite romântica, eu precisava disso. Se eu fosse falar o quão confusa eu estava (ou talvez ainda estivesse) eu precisava disso. — Eu estava só ... — tentei começar, mas já estava quase atropelando minhas próprias palavras. — Confusa. Eu nem sei por que, mas estou quase enloquecendo por causa disso, quando a Emma ligou, eu simplesmente fugi daquele hotel porque me lembrei de tudo, e pensei que talvez eu estivesse com ciúmes, mas não era isso. Eu só estava com ... medo.

Eu tinha conseguido falar tudo isso ainda olhando firme em seus olhos. Não sabia no que ele estava pensando, mas seu rosto estava sério. Austin segurou meu rosto, o acariciando e fechei meus olhos com a sensação e a culpa me deixando mal.

– Com medo de mim ? — Perguntou, parecendo confuso.

– Com medo da situação. — Falei, com os olhos ainda fechados. — Com medo do que eu sentia e de me magoar de novo.

Senti sua mão em meu rosto por mais um tempo antes dele a tirar.

– Olha pra mim — ele pediu, sua voz falhando um pouco e temi tê-lo magoado ou o deixado bravo. Abri meus olhos e tudo o que eu vi nos dele foi culpa. — Eu te amo. Eu te amo e sinto muito por ter sido um idiota. Sinto muito por ter te magoado e sinto muito por não merecer você. — Sua voz estava baixa e calma, me causando arrepios. Parecia que nós dois estávamos nos sentindo culpados agora.

– Você já me disse isso antes — murmurei. — Já disse que não me merecia. Por quê ?

– Porque é verdade.

– Não, não é.

– É sim, Alls, eu realmente mudei depois que você se mudou, fiz coisas das quais não me orgulho e quando você voltou, quando viajamos pra Austrália ... Tudo o que eu fiz foi machucar você. E eu sempre disse que não queria machucar você. — Austin riu, sem humor algum. — Eu não quero fazer isso de novo, não posso. Eu prometi a mim mesmo não te magoar mais.

Ele encostou sua testa na minha. Nossa última noite em Paris estava sendo uma verdadeira montanha-russa emocional. Sorri por um instante, pensando se aquilo significasse que talvez estivéssemos crescendo e que as coisas seriam diferentes.

– Se queremos que isso dê certo, precisamos esquecer isso, tá ? — Pedi. — Precisamos ser menos instáveis, por favor.

O loiro assentiu.

Acho que aquela era a primeira vez em muito tempo em que conversávamos desse jeito. Sendo honestos.

Ele me puxou para o seu colo, me envolvendo novamente com seus braços, me passando aquela estranha sensação de segurança.

– Como você acha que vai ser quando voltarmos para Miami ? — Perguntei. — Vamos estar na faculdade. — Sorri, mesmo que não parecesse nem um pouco real.

– Algumas coisas vou mudar — ele disse, dando o seu melhor sorriso e segurando as minhas mãos. — Mas não nós.

Sorri, encostando a cabeça em seu ombro. Eu sentiria falta de Paris, sentiria falta da cidade mais romântica no mundo. Mas pelo menos dessa vez, a volta de viagem não mudaria nada.

(And I don't want the world to see me

'Cause I don't think that they'd understand

When everything's made to be broken

I just want to you know who I am)

(E eu não quero que o mundo me veja

Porque eu não acho que eles entenderiam

Quando tudo é feito para ser quebrado

Eu só quero que você saiba quem sou eu)

Notas finais
Charlie Charlie, será que eu vou postar o próximo capítulo rápido? não | não ——✏️ —— não | não Então, é isso aí gente. NÃO ME MATEM! Eu sei que tá uma bosta, sei que não mereço reviews, mas quem sabe mereço algum tipo de apoio moral, né ? Porque pra escrever essa merda ... Só Zeus sabe. Então, me desculpem, sério. Até mais.