Rule The World

23 "Dear Diary, family reunions are embarrassing!"


Notas iniciais
Eu gostei desse capítulo, mesmo que tenha dado um pouquinho de trabalho ... Então, isso aí aconteceu antes do bônus da Emma e talvez possa ser uma explicação para o final do último capítulo, mas ainda tem mais que está para o próximo! Eu tô muito feliz porque hoje eu vou ver Paper Towns (AAHHHHHH JKLHGFDDS FINALMENTE!) então espero que gostem do capítulo. Desculpem os erros :(

Pov. Ally

"Querido Diário,

Reuniões de família são embaraçosas. Acho que geralmente, todo adolescente poderia dizer isso. Mas como minha sorte era ridiculamente baixa, ninguém poderia me culpar de exagerar um pouquinho mais. Minha mãe tinha planejado uma de última hora (não exatamente, ela apenas tinha omitido isso de mim), então eu tinha passado o dia inteiro rodeada de familiares. Bom, eu realmente queria que essa fosse a pior parte ... Mas minha sorte era bem baixa, lembra ? Então tem muito mais.

Começando por quando todos tinham acabado de chegar, obviamente eu tinha convidado Austin e ele estava sentando ao meu lado em um dos sofás, e o resto da família também, conversando sobre diversos assuntos.

– Vocês formam mesmo um lindo casal! — Minha avó exclamou, pensei que talvez ela fosse levantar da poltrona apenas para vir nos abraçar. Ela era um pouco sentimental. — Eles não formam um lindo casal, Joe ? — Perguntou ao meu tio, que estava sentado no outro sofá mais perto dela, mas não parecia que ele tinha ouvido a pergunta então apenas assentiu rápido, bebendo mais um gole da sua cerveja.

– Obrigada, vovó — eu disse, sabendo que eu estava corando e definitivamente não iria conseguir olhar para Austin agora. Ele deu um tapinha no meu joelho e segurei sua mão já que era uma ótima forma de distração para sobreviver com a minha família. As vezes eles podem ser um pouco críticos demais.

– Oh, um casal tão jovem e com um futuro pela frente! Eu sabia que vocês acabariam juntos, eu disse isso, não disse ? — Parecia que nunca saíriamos da parte em que eu me envergonhava. Todos estavam conversando entre si mas minha avó precisava mesmo cismar comigo e Austin. — Vocês usam proteção, não é ? Isso é muito importante.

Todas as conversas pareciam ter cessado depois disso. Levei as mãos até o rosto realmente me sentindo queimar de vergonha. Quase todo mundo estava dando risadinhas e eu senti que poderia desaparecer. Meu pai era o único com o semblante zangado e fez questão de mudar de assunto. Porém, minha avó realmente gostava de me deixar com vergonha, então quando ela começou com "Lembro de quando você namorava Elliot ..." eu apenas levantei do sofá puxando Austin comigo e deixando minha avó se perguntando se tinha dito algo errado.

Minha família era mesmo estranha.

– Sinto muito por isso — disse a Austin, ainda esfregando uma das minhas mãos no rosto.

Ele riu, tirando minha mão do meu rosto e encostando seus lábios de leve nos meus.

– Sua família sempre foi ... Interessante. — Eu ri, segurando sua camisa e ainda sentindo meu rosto corado. — Lembro deles de quando éramos pequenos, nada mudou.

Sorri e o puxei para outro beijo.

Tudo bem, até aí, eu tinha suportado. Mas a pior parte ainda estava por vir. Foi pouco tempo depois, quando as conversas na sala já tinham terminado e todos estavam ajudando em algo. Ouvi a campainha tocar.

– Você não deveria estar aqui — eu disse ao garoto parado em minha frente na porta.

– Você vai mesmo me expulsar ?

O olhei incrédula. Nick tinha um sorriso divertido no rosto. Lembrei de como ele parecia determinado naquele dia em que "conversamos" logo após eu ter chego em Miami. Eu estava tão assustada e paralisada quanto naquele dia. Talvez eu pudesse conversar com ele de novo, quer dizer, eu podia, não é ? Mas o que mais eu poderia explicar ?

– É uma péssima hora — falei, apenas, me virando para trás a procura de Austin. Agradeci mentalmente por ele não estar na sala agora. — Podemos conversar amanhã, por favor ?

Ele fingiu pensar por um instante.

– Não.

– Nick! — Exclamei, exasperada.

Ele riu. Ele estava mesmo achando aquilo engraçado. Considerando o fato de que eu conhecia seu jeito retraído e de que realmente não esperava o tendo batendo na minha porta com toda a minha família ali sendo que o mesmo ficava vermelho apenas de falar com os meus pais, Nick estava me surpreendendo.

– Ally ? — Tia Aubrey chamou, se aproximando de mim. — Quem é seu amigo ?

Alguém que não deveria estar aqui.

Como eu não podia falar isso, apenas forcei um sorriso os apresentando. Minha tia falou algo sobre os olhos extremamente azuis do garoto enquanto eu suspirava impaciente. São só olhos, nem é grande coisa.

– Mas ele já estava de saída — completei, praticamente fechando a porta na cara dele. Seria perfeito, se minha tia não tivesse segurado a porta, me impedindo de literalmente dar tchau aos meus problemas. Bom, meu único problema.

– Espera — ela disse, olhou para Nick com um sorriso gentil nos lábios -, por que você não fica ? Estamos preparando o almoço.

Por favor diga não, por favor diga não ...

– Claro, vai ser ótimo — ele disse, sorrindo de volta e entrando. Desejei que um raio caísse na minha cabeça e me tirasse daquela situação. O que seria meio díficil, já que eu estava dentro de casa. Talvez eu pudesse tentar no quintal.

Tia Aubrey me cutucou.

– Qual o problema ? — Sussurrou.

– Nada.

– Não parece nada — falou, desconfiada. Mesmo assim, agradeci por ela ser tipo, a minha tia favorita e não indiscreta como praticamente todo o resto da minha família.

Ela se afastou com um olhar que dizia "não faça nada do que eu faria". Afinal, minha mãe a considerava maluca e ela tinha um espírito livre. Certamente não serviria para conselhos de pais.

– Tudo bem, isso está ficando repetitivo — falei para Nick, que parecia estranhamente confortável na função de tornar minha vida muito mais embaraçosa.

– Nunca vim na sua casa no meio de uma reunião de família — disse.

– Você entendeu.

– Na verdade não.

Suspirei.

– Por que não podemos só conversar amanhã ? Temos que ir visitar a faculdade, de qualquer jeito.

– Eu não quero conversar. — falou. O que, certamente me deixou com um pouco de medo sobre o que ele queria fazer, então. Isso era tão diferente dele. — Eu só não quero que você me afaste.

Cruzei os braços, tentando — mesmo que muito pouco — entender o seu raciocínio. Como Nick achava que as coisas seriam ? Ele era meu amigo e fim. Mas eu não tinha certeza de como lidar com o fato de ele gostar de mim. Isso me dava arrepios e era uma coisa que eu gostaria de esquecer, se ele não me lembrasse sempre.

– Não estou te afastando.

– Você quase fechou a porta na minha cara — falou.

– Eu disse que não era uma boa hora — murmurei.

– E quando vai ser ?

– Definitivamente não hoje. — E parecia que não haveria uma. Era muito mais fácil apenas fugir do "problema". — Nick, é sério, se você tem algo importante a dizer ...

– Você quer mesmo que eu diga algo ? — Assenti, ficando com um pouco de raiva. Ele tinha que parar de fazer isso, parar de ficar insistindo porque nada adiantaria. — Tudo bem, então vamos conversar.

O puxei pelo braço até as escadas e entramos em meu quarto.

– Você precisa parar de fazer isso — falei. — Somos amigos, tá ? Só amigos. Nada do que você fizer ou falar vai adiantar, Nick. Você deveria sair, conhecer novas garotas, não sei, só pare de perder seu tempo comigo.

Ele me olhava incrédulo.

– Eu já entendi o que você quer dizer, Ally. Você não sente o mesmo por mim, eu sei.

– Então o que você está fazendo aqui ? — Perguntei, mal percebendo que tinha elevado a voz e que estava realmente brava.

– Não sei — ele balançou a cabeça. — Eu estou apaixonado por você, não faço ideia do que estou fazendo.

Antes que eu pudesse processar as suas palavras, a porta do quarto foi aberta."

Notas finais
Então, o que acharam?? ESPERO QUE TENHAM GOSTADO! Gente, comentem, favoritem, recomendem, sei lá, só me façam feliz! Cês notaram que eu to mesmo conseguindo postar todo domingo, né ? Mereço prêmios por isso! Até o próximo :33 P.S.: Eu escrevi ouvindo o Sometime Last Night, por isso perdi o rumo algumas vezes ...