Rule The World

24 Heartbreaker & Jealous


Notas iniciais
Oii gente *-* Hoje não é domingo, e já faz duas semanas que eu não posto mas aqui estou eu! Foi bom enquanto durou, não é ? Postar toda semana realmente não é pra mim. Então, eu estou de férias da escola mas quase não tenho tempo pra escrever por causa dos meus compromissos com o grupo de jovens da igreja; o que é bom, porque fiz novos amigos e não estou me sentindo tão anti social. Mas estou quase sempre cansada e não dá pra escrever assim, muito menos quando não estou me sentindo tão inspirada. E eu não estava mesmo quando comecei esse capítulo a uma da manhã, mas depois de alguns minutos tudo foi simplesmente saindo e esse é o resultado. Escrevi em menos de uma hora e acho que é tipo, o meu favorito até agora. Nesse capitulo podemos ver claramente porque eu prefiro Auslly. E GENTE A SABRINA CARPENTER ME RESPONDEU NO TWITTER E EU NÃO VOU SUPERAR ISSO TÃO CEDO!!! Eu perguntei se ela podia dizer algo para os fãs brasileiros e ela respondeu que nós somos muito amorosos e dedicados e que ela mal pode esperar para nos conhecer! Alguém aí é fã dela?? Eu sou e tô tremendo só de lembrar. Enfim, boa leitura :)

Pov. Ally

Os seguintes acontecimentos foram quase como um borrão para mim. Austin tinha aberto a droga da porta e me pegado ali com Nick. Obviamente não tinha nada acontecendo além de eu estar zangada e chocada com as últimas palavras do moreno. Mas eu não achava que Austin via as coisas apenas daquele lado e sinceramente, eu não queria saber o que se passava na mente do loiro.

Eu ficaria mais assustada do que já estou.

Austin apenas nos olhou um pouco confuso, depois pude ver um lampejo de decepção em seus olhos e ele assumiu um jeito frio. Mas aquela cena não deve ter durado nem dez segundos, logo ele já tinha saído. Bravo, eu podia presumir, o que me fazia querer me estapear e gritar.

Tudo o que eu queria era ir atrás dele, explicar o que estava acontecendo e estava até mesmo disposta a ouvir suas palavras duras e a sentir seu desapontamento. Eu já estava quase passando da porta do meu quarto quando alguém segurou meu braço.

– Me solta — pedi para Nick, temendo que se eu ficasse ali por mais um segundo, começaria a chorar apenas com aquela estranha frustração. Estava tudo indo tão bem, como pude deixar algo (ou alguém) estragar ? Me senti terrivelmente culpada. Eu era mesmo uma péssima pessoa. — Você já arruinou as coisas, pode por favor me soltar ?

Ele me soltou, mas antes que eu saísse, me chamou de novo. Virei brevemente para o garoto, sabendo que estava o magoando de alguma forma mas que aquilo precisava acabar. Agora. E não teria um jeito bom.

– Sinto muito — ele disse. — Eu prometo que vou parar de insistir. Sinto muito mesmo.

Nick parecia verdadeiro, me olhava atento e eu podia ver que ele estava machucado. Suas palavras finais antes de Austin entrar eram mesmo verdadeiras, então ? Isso me assustava. Mas estávamos encerrando essa coisa estúpida agora, era de verdade. Talvez ele quisesse que eu falasse algo, mas como não fiz isso, ele apenas assentiu e abaixou a cabeça, saindo do quarto em seguida.

Aquilo era horrível, eu estava me sentindo horrível. Eu tinha mesmo machucado dois caras legais que realmente se importavam comigo em menos de cinco minutos. Que recorde.

Desci as escadas praticamente tropeçando em meus pés, tendo certeza de que Nick já tinha ido. Teria saído correndo pela porta da frente e não me importaria nem um pouco de ir a pé até o apartamento de Austin, porém, tia Aubrey me parou, praticamente me segurando com os dois braços e me fazendo olhar para ela:

– Ally, não — falou, tentando me afastar. — Dê um tempo. — A olhei incrédula. Tempo para quê ? Para Austin pensar e repensar sobre como eu estava estragando tudo ? Mais tempo seria mais pensamentos ruins sobre mim, sobre nós. Eu queria estar com ele, explicar o porquê de Nick estar escondido no meu quarto, explicar o quanto eu estava confusa com aquela situação e queria que ele dissesse que estava tudo bem e apenas me abraçasse.

– Eu não quero.

– Você precisa. Quer mesmo ir falar com ele assim ? Pense primeiro. — Pensamentos nunca me levam muito longe, pra ser sincera. E minha cabeça nesse momento era como uma teia de aranha: cheio de fios enrolados.

Mas minha tia estava certa. Eu precisava dar um tempo. Assenti, mais calma (ou o mais calma que eu poderia estar sabendo que o amor da minha vida estava provavelmente pensando no quanto eu era horrível) e tia Aubrey finalmente me soltou, me olhando repetidas vezes para ter certeza de que eu não sairia correndo.

– Tudo bem, tudo bem.

– Isso é uma droga, querida. Estar apaixonada por um cara e tendo outro que gosta de você e que você não quer magoar. — Ela disse, dando seu melhor olhar compreensivo. — Mas você é tão jovem! Daqui alguns anos pode achar isso engraçado. — É, mas com certeza não agora.

– Realmente é uma droga. — Falei, me surpreendendo por ter tanto controle da minha voz. — Tia Aubrey, pode não falar disso com ninguém ? Por favor.

– Claro, querida, claro.

Por mais que aquilo estivesse sendo como um tornado no meu mundo, ainda era apenas comigo, ninguém da família precisava saber dos meus problemas de adolescente que eram completamente irrelevantes para eles.

Acho que agora eu só teria que esperar.

( ... )

Quando minha tia me tirou da condicional, pude finalmente sair daquela casa. Já estava cansada de sorrir para todos e fingir que estava bem. Eu não estava bem e não queria estar ali. Então me senti nada mais do que livre quando pus meus pés para fora. Peguei um táxi rápido, disse o endereço para o motorista e encostei minha cabeça no vidro. Já estava quase de noite e parecia que iria chover. Ótimo, combinaria com meu humor.

Paguei o homem e entrei no prédio, subindo rápido pelas escadas mas ainda cuidando para não cair. Entrei sorrateiramente no apartamento de Austin, não me surpreendendo pela porta não estar chaveada. A televisão da sala estava ligada mas ele não estava ali. Fui até seu quarto, contando meus passos e tentando pensar no que diria primeiro.

Parei na porta. Ele estava deitado sem camisa, acordado e encarando o teto. Não tinha me olhado e eu não movi um músculo, mesmo assim, sabia que eu estava aqui.

– Você demorou — disse, a voz preguiçosa e relaxada. Finalmente olhou para mim, e eu esqueci de tudo o que precisava dizer ao ver alguns cortes em seu rosto.

– O que aconteceu com você ? — Perguntei, correndo até a cama. Ele se levantou, sentando sobre o colchão e deu um sorriso sem vida.

– Não espanquei seu amigo, não se preocupe. — Sua voz ainda era calma demais, relaxada demais, ele parecia estar quase feliz pelas marcas em seu rosto.

– Então o que aconteceu ? — Me sentei em sua frente, passando minha mão esquerda pela sua bochecha, em cima de um corte, ele fechou os olhos por um segundo e quando os abriu de novo, tinha uma expressão divertida. Deixei minha mão cair, prestando atenção nele.

– Isso te lembra de alguma coisa ? Você me magoa e eu entro em uma briga. Quantas memórias. — Memórias que eu gostaria de deixar apenas como o que elas eram, e não que ficassem se repetindo.

– Austin — o repreendi. — O que aconteceu ?

– Acho que penso melhor quando levo uma surra. — Ele disse. — Não faço ideia como. Ainda tenho amigos não tão legais em Miami, sabe ? É bom revê-los.

O olhei pasma. O que ele estava dizendo, afinal ?

– Então você gosta de apanhar agora ? Sério Austin ?

– Não é permanente, amor. Pelo menos eu não ganhei um olho roxo.

– Mas ainda está machucado.

– Já cuidei disso.

Ficamos em silêncio por alguns minutos. Eu não sabia quantos mas estava quase me matando. Como ele podia ser tão imbecil ? Como eu podia ser tão ... eu ? Éramos tão ridículos.

– Austin — comecei.

– Eu sei o que você vai dizer, Alls. E eu só fiquei bravo porque ... Porque sou eu, e eu tenho ciúmes de você, e eu vejo como ele te olha, você não pode me culpar por isso. E ele literalmente aparece em todo o lugar e você é sempre tão legal com ele, e você se sente mal por ele ... Eu não sei, eu só tenho ciúmes. E te encontrar em um quarto sozinha com ele realmente não ajuda.

Eu queria beijá-lo. Eu queria muito beijá-lo nesse exato momento. Mas eu apenas mordi o lábio, sorrindo um pouco antes de encontrar minhas palavras.

– Nós só estávamos conversando, e na verdade, eu estava muito brava por ele ter aparecido lá. E não queria que você visse para evitar justamente essa discussão. — Suspirei. — Mas acho que ele finalmente desistiu. — Austin não devia ter ouvido o que Nick disse antes dele entrar no quarto, coisa pela qual era grata e não pretenderia mencionar, até porque talvez já fosse um pouco óbvio.

– De verdade ?

– Sim. E, de qualquer maneira, você não precisa se preocupar com nada. — Ele me puxou para seu colo e eu aceitei contentemente. — Eu sou sua.

Passei minhas pernas em volta de sua cintura enquanto o olhava firmemente. Grata por aquilo ser verdade. Encostei nossos lábios de leve.

– Eu sei — beijou meu pescoço. — Eu sempre soube disso.

Notas finais
Gente, como eu amei esse capítulo! Mas então, o que vocês acharam?? Por favor me digam tudo mesmo!! Eu tô muito orgulhosa dele, sério, demorei pra postar como sempre mas valeu a pena, não ? Como eu já finalizei "What Is Love ?", quero agradecer aqui pelas recomendações *-* E vocês já viram a nova capa de RTW??? Vão ver e me digam o que acharam! Muito obrigado por todos os reviews e paciência, amo muito todos vocês :33 MIL BEIJOS E ATÉ!! XOXO