Ruinas Esquecidas

2 A primeira Ruina eo primeiro mistério


Delara e Thasso caminhavam em uma planície, onde a grama era bem baixinha e verde clara, nem um tinha nem um tipo de arvore na redondeza podia, o céu estava limpo sem alguma nuvem, já tinha passado do meio dia e o sol estava forte. Os dois andavam pela planície com tranquilidade, menos Delara que estava falando o tempo todo enquanto Thasso escutava gentilmente o que ela falava.

—Delara posso fazer uma pergunta- Thasso de pois de muito tempo conseguiu falar algo.
—Hum? – Delara olhou com uma expressão curiosa
—Qual são suas motivações para querer explorar ruinas?
—Eu irei explorar todas as ruinas e conquistar todos os seus tesouros- Delara levantou os braços animada- E qual são as suas?
—Eu estou fazendo isso por uma pessoa importante para mim – Thasso olhava para frente, enquanto falava ele demonstrou um sorriso
—Pessoa importante? Você está apaixonado! — Delara ria baixinho
—É quase isso- Thasso riu junto com Delara
—Ei Thasso- Delara se aproximou dele e perguntou com um pouco de vergonha- Como é estar apaixonado?
—Estar apaixonado? — Thasso pensou um pouco e falou- Como é a ruina que vamos ir?
—Ei não mude de assunto! -Delara fez um beicinho ficando emburrada.

Depois de duas horas de caminhada eles chegam até a ruina, depois de atravessar a planície onde chama de mar verde, a sua extensão é realmente grande, se não estiver um destino certo e saber como chegar nele, você pode vagar por essa planície por dias e não achar saída, apesar de tudo a planície não é maior parte do reino, ela fica próxima a fronteira com o Reino Inferior, e uma parte da planície ficava no reino inferior. Depois de passar pelo mar verde chegaram as florestas milenares, diziam que essa floresta não existia quando o Reino antigo existia, elas cresceram logo depois que os habitantes foram exterminados.

No meio da floresta eles viram a ruina, uma estrutura feita de pedra inclinada sendo segurada por uma pilastra também inclinada, a ruina demonstrava que estava em mal estado, coberta por rachaduras e partes quebradas, a vegetação tinha dominado a ruina, coberta por trepadeiras e vinhas.

—Chegamos! – Delara gritou com felicidade – Vamos entrar logo
—Espere – Thasso estava sério e olhando o local- Não estamos sozinhos nesse local
—Mas como assim?
—Tem algumas pegadas no chão, e logo na entrada posso ver uma fogueira apagada – Thasso caminhou até onde está a fogueira – Como eu pensei, tem indícios de movimentação nesse lugar, acho que devemos recuar.
—Não! – Delara ficou com uma expressão triste – Dever ser alguma expedição, não costumam atacar outros, apenas explorar o local
—Você acha? – Thasso que estava agachado analisando se levantava – Acho que podemos ignorar eles e seguir nosso próprio caminho
—Isso mesmo – Delara agora mudou a expressão para felicidade – Vamos logo

Entrando na ruina podia ver que o local era bem vazio, e as estrutura por dentro era como o lado de fora, estava cheia de rachaduras e vegetação por todo lado, era difícil caminhar pelo local, por estar inclinado, porem eles exploraram algumas salas, e não encontraram nada além de pedra e plantas, mas já esperavam isso do local, o que eles procuravam era algum tipo do local que levasse para baixo ou no andar acima, toda sala que ficasse perto da entrada julgava-se que já tinha sido explorada, o mais sábio a se fazer era procurar alguma lugar secreto que tivesse passado despercebido.

Tinha adentrando mais a fundo na ruina porem não haviam achado escada, Delara estava olhando todo canto do local, levantava até algumas pedras e cortavas algumas plantas para ver se encontrava alguma coisa, Thasso apenas observava o local, de vez enquanto ele se aproximava de alguma parede e fazia anotações, ele ficava animado ao ver Delara correr pelo local com alegria investigando tudo que podia.

Cada vez que iam passando as salas a luz ia diminuindo, algumas eram bem mais iluminada por possuir buraco na parede onde a luz do sol entravam iluminando o local, porem onde estavam estava ficando mais escuro, então investigar essa sala seria difícil, porem não podiam ignorar, a probabilidade achar algo em locais com pouco iluminação era maior, algo podia se esconder facilmente ali, inclusive segredos. Delara ainda estava feliz correndo pela sala, de vez enquanto ela chamava Thasso para ver algo, porem sempre era algo trivial, como pedras que pareciam tesouros, ela sempre trazia alguma flor para ele. Thasso notou que estavam sendo seguidos, os passos de Delara escoavam pela sala porem ele conseguia ouvir passos diferente do dela, sempre que eles paravam em alguma sala, os passos sessavam e continuavam sempre que eles seguiam.

Thasso estava indo até Delara avisar ela do perigo que estavam preste a enfrentar, porem quando chegou perto dele tez bandidos entraram no local correndo, cercando os dois. Alguns bandidos estavam carregando tochas então a sala ficou bem iluminada, Thasso percebeu que a sala estava mais degastada que as outras, parecendo que aquele local iria desabar a qualquer momento. Porem os bandidos não se importavam com aquilo, eles apenas riam e apontavam as suas espada em direção de Delara, Thasso começou a se preocupar eles eram muitos e não sabia se Delara tinha algum experiencia em batalha, tinha acompanhado ela por exatamente isso, seu senso de justiça não permitiria ver uma garota indefesa se aventurar em um local tão perigoso.

Delara mantinha uma expressão bem séria vendo os bandido a sua volta, colocou a mão no seu bastão que estava na sua cintura, porem não empunho ele, queria manter a imagem de indefesa para os bandidos, assim eles não se preparariam para um ataque surpresa, então um dos bandidos falou algo como “rendam se” porém Delara continua em silencio, quem respondeu foi Thasso dizendo algo que queria conversa, porem quando fez isso um dos bandidos correu em sua direção, Delara escutou a voz de Thasso dizer “Magia de invocação” e diversos corvos apareceram e atacando o bandido sem piedade alguma. Os bandidos na volta ao verem aquilo começaram a parti para cima dos dois, Delara estava se preparando para atacar um que vinha a sua frente porem sentiram um tremor, onde todos pararam e ficaram se olhando, logo em seguida o chão inteiro desabou e todos caíram Thasso invocou alguns corvos que seguravam ele e Delara, não foi muito útil porem amorteceram a queda deles.

Delara tinha caido no chão logo após os corvos soltarem ela, onde arrumou um machucado no braço com a queda, ela tinha se levantado e limpava a roupa da poeira, olhou para Thasso e percebeu que estava olhando para cima analisando mais a estrutura, nisso ela ouviu passos a sua frente, um bandido tentou esfaquear ela, entretanto deu um passo para trás desviando do golpe, rapidamente puxou seu bastão das costa e tentou acerta seu rosto, mas ele desviou também, Delara demonstrou um pequeno sorriso e apertou o botão, assim o bastão cresceu e a ponta bateu com força na testa do bandido que caiu de costa no chão desacordado. Ela escutou outro bandido se levantar e correr até sua direção, se virou para o bandido fazendo uma postura de batalha, curvou um pouco os joelhos, com o braço direito segurava o bastão na horizontal nas costas e com braço esquerdo e com mão levantada apontava para o bandido. O bandido pegou a espada no chão enquanto corria, chegando na frente de Delara tentou um ataque de cima para baixo, porem com a mão esquerda ela conseguiu jogar seu ataque para lado empurrando seu pulso, e com bastão bateu na sua costela sem perde tempo ela girou seu corpo e segurou seu bastão com as duas mão e bateu no rosto do bandido jogando ele direto no chão.

Thasso observou Delara derrubar os dois bandidos sem dificuldade nem uma, ficou surpreso em saber que ela pode cuidar de si mesmo, e um pouco aliviado por ela estar bem. Logo que derrotou os dois bandidos, encolheu seu bastão e guardou nas costas e sorria e pulava para Thasso, dizendo “achamos uma passagem secreta” então ela começou a correr para dentro de corredor, Thasso se apressou para não a perdesse de vista.

O local era diferente da construção acima, onde haviam diversas salas vazias nada além de escombros e vegetação, nesse possuía mobílias apesar de estarem destruídas e podres, já deixava o local diferente, quadros rasgados ou desgastados, Delara olhava para os quadros com um olhar de admiração e empolgação, e parava em toda mobília para checar ela, de vez enquanto ela achava uma moeda de outro ou algum anel enferrujado mas a maioria dos itens que haviam eram papeis ilegíveis, sempre que encontravam um ela soltava uma bufada triste.

Depois de andar bastante eles chegaram a uma enorme sala com uma espécie de caixão feito de pedra no centro, a sua volta haviam diversos altares onde tinha base para colocar algo, mas todos estavam vazio, Delara percorria o local enquanto Thasso foi até o caixão, estudava cada detalhe, tentava achar algum tipo de escritura, porem apenas uma palavra em um língua que ele desconhecia. Não demorou muito para que Delara abrisse o caixão, Thasso tentou impedir ela porem já era tarde demais, ela empurrou a tampa fazendo cair no lado do caixão, ficaram surpreso pois não havia nem um tipo de resto mortais dentro apenas uma mascara com formato estranho e um design bem único.

—Uma máscara? -Delara falava confusa- Não era bem o que eu esperava.
—Eu também não – Thasso dizia enquanto pegava a máscara e analisava ela – Interessante
—Será que vamos ganhar muito dinheiro com ela?
—Não podemos vender ela – Thasso olhou para ela que estava com um olhar curiosa- Certamente essa mascara possuiu algum tipo de importância, basta olhar para o local que encontramos ela.
—Acho que isso é verdade – Delara fez uma pausa – Então oque vamos fazer?
—Vamos estudar ela melhor, assim podemos ver qual seu real valor e importância
—Podemos vestir ela- Delara sorriu
—Também não podemos fazer isso – Thasso girava a máscara com a mão- Não sabemos se isso é um item com propriedades magicas, coloca-la poderia trazer algum maleficio para nos.
—Como aquelas maldições que fazem a gente ter visões estranhas- Delara movia as mãos e os dedos a frente dos olhos.
—Podemos dizer que sim- Thasso falou com relutância- Acho que podemos deixar esse local, acredito que não acharemos mais nada aqui.
—Tudo bem, assim podemos explorar outras ruinas.
—Vamos deixar isso para outro dia, primeiro vamos retorna a cidade
—Vou concorda com isso, só porque estou com fome.
—Você não trouxe nem um suprimento?
—Bem- Delara tocava as pontas do dedo indicador próximo ao rosto- eu não tenho dinheiro pra tanto
—Você pretendia vir para essa ruina sem suprimentos? – Thasso falou com decepção, então jogou para ela metade de um pão – Pegue isso
—Meu deus – Delada agarrou o pão e começou a comer na mesma hora – Eu amo comida, você é o melhor elfo que eu conheço
—É porque você não conheceu ela- Thasso so reparou depois que Delara olhava para ele com um uma cara de provocação por ele estar apaixonado- Vamos logo.
—Claro, tens um encontro marcado né- Delara ria dele enquanto seguia ele para fora do local.