Quando retornaram para a cidade havia ficado noite, nem mesmo a noite a cidade parava, a movimentação de pessoa apenas diminuía nas ruas e aumentava dentro dos bares e do grande estabelecimento onde os dois se encontravam no momento.

O local estava muito movimentado, mais que a noite conversas rolavam paralelas e risadas junto com gritos podiam ser ouvidos em toda parte, ali se concentravam todo tipo de pessoa da cidade deixando o lugar muito diversificado. Delara bebia cerveja em uma grande caneca, enquanto Thasso tomava vinho em um copo normal, Delara ria mais que normal pelo e passou a noite se gabando por ter ido em uma ruina finalmente, Thasso estava mais reservado apenas observando Delara conversa com as pessoas e contar como foi incrível se aventurar, qualquer um que passe perto dela, ela já estava falando.

—Ei Thasso- Delara se apoiava na mesa com os cotovelos- Quem é a pessoa que você está apaixonado
—É uma elfa de uma família especial- Thaso tomou um gole de seu vinho e sabia que Delara iria pergunta até descobrir quem é- Seu nome é Sasha, ela possui sangue de dragão.
—Que legal!- Delara tinha uma expressão de admiração- E como ela é?
—Seu nome é Sasha e ela é determinada e forte, sua beleza é tão incrível quanto sua determinação
—E porque você esta tão longe dela?!- Delara estava preocupada- Tem que ficar ao seu lado sempre!
—Eu estou nessa aventura por ela – Thasso ficou em silencio, e Delara estava olhando para ele ansiosamente – Minha família é uma das importantes do reino do elfo, o nosso casamento foi arranjado e sua família queria se aliar a nós para poder conseguir toda gloria que antes já tiveram, e nossa família queria possuir o sangue de dragão então nos usaram.
—Mas isso não é errado?- Delara mudou sua expressão para indignação- Não se pode força duas pessoas a se casar
—Isso é normal em nosso reino, entretanto foi nessa situação que eu comecei a gostar dela e nessa mesma situação que ela me recusou- Thasso tomou outro gole do vinho- Ela queria conquistar a gloria da família sozinha, e nisso ela disse que não podia se casar comigo por que eu nunca conquistei nada tudo que tinha vinha da minha família
—E oque você fez?
—Eu concordei com ela, apesar de tudo era verdade, todo meu conhecimento vinha da minha família, meu dinheiro, minhas roupas, nada tinha sido conquistado por mim mesmo, então eu vim até aqui para conquistar tudo que eu puder e poder retorna para ela, onde serei digno de conquista-la.
—Mas romântico!!!! – Delara tinha ficado animada – Já sei, eu irei te ajudar a conquistar as ruinas se você me ajudar a conquistar também
—Mas é claro, mas você não falou sua motivação- Thasso olhou nos olhos dela- A real motivação
—Eu sempre ouvi historia quando era pequena da minha mãe- Delara olhava para a mesa- E sempre achei tão legal as ruinas e tesouros, e quero ter historias quando eu encontrar meu pai Claud, onde poderemos conversa bastante.
—Você não conhece seu pai?
—Não- Ela movia a cabeça lentamente- Minha mãe não me falo onde ele está, mas um dia eu irei encontra ló
—Então, você me ajuda com as ruinas que eu irei usar a influência da minha família para achar seu pai
—Você faria isso?!- Delara falou animada, Thasso confirmou com a cabeça- Então nos iremos fazer nosso grupo de expedição, nós seremos “Exploradores”, esse vai ser nosso nome!
—Formamos um pacto então
—Que iremos conquistar todas as ruinas- Delara falou logo que ele terminou a frase.

Depois disso Delara virou sua bebida em apenas um gole e saiu correndo até Wilsan perguntando se ele queria ouvir a história sobre sua aventura recente e toda vez que ela fazia isso ele ria e aceitava. Thasso permaneceu sentado pensando em Sasha, e como gostaria de poder escrever para ela, porem não sabia como enviaria cartas a parti desse reino, ele estava empolgado em finalmente poder estar mais próximo de seu objetivo.

No outro dia, Delara havia levantado um pouco tarde por ter um pouco de mais, porem ela não ligava muito já que tinha sido uma comemoração, estava empolgada para se aventurar em outra ruina. Caminhando pela cidade ela estava procurando o lugar que Thasso tinha pedido para encontrar ele, porem ela não conseguia achar tal lugar, até que ouviu um grito vindo pelas costas. Se virando ela viu Thasso conduzindo uma carruagem diferente do normal, era menor em questão de altura porem era comprida e mais baixa que o normal, sua coloração era azul com rosa. Thasso parou ao seu lado falando para ela subir, Delara analisou mais a carruagem e viu que ao seu lado estava escrito “Exploradores” o que fez ela rir em seguida ela sentou no banco ao seu lado.

—Mas o que é isso? — Delara estava empolgada olhando a carruagem
—Eu encontrei um comerciante que estava vendendo- Thasso começou a andar com a carruagem- E vamos precisar viajar pelo reino inteiro para explorar todas as ruinas
—Isso é verdade- Delara ficou surpresa- Foi uma ótima ideia essa
—Agora podemos ir mais longe
—Qual nossa próxima parada?
—Vamos ao estabelecimento central, para você pegar suas coisas- Thasso pegou um mapa – Depois vamos ter que atravessar o deserto dos esquecidos, nome estranho
—Por que estranho?
—Esquecidos é um nome de um grupo rebelde do meu reino
—Sério?!- Delara estava empolgada- Esse grupo é perigoso?
—Minha querida Sasha caça eles- Thasso se concentrava no mapa-Então eles estão diminuindo seus números, depois do deserto nós vamos parar nas montanhas tribais.
—As montanhas tribais?- Delara ficou empolgada- Eu sempre quis ir lá, as historias que tem são tão legais
—E como é essa região?- Thasso agora demonstrava interesse
—Dizem que as montanhas tribais, é dominada por diversas tribos e sempre estão lutando entre si para conquistar terras – Delara movia os braços alegremente- E por causa das montanhas as terras são limitadas, mas isso depende das tribo né, tem umas que gostam de ficar nas montanhas outras ficam mais na parte de baixo
—Entendo- Thasso fazia uma pequena anotação com uma mão e a outra conduzia a carruagem- Então existem donos de terra nesse reino
—Acho que é só lá que existe isso, no deserto dos esquecidos, não existe cidades, acho que uma, ou era duas, mas so existe nômades e viajantes que passam por elas, nas floresta milenares existe algumas tribos ali, porem ficam longe uma da outra então não há conflitos e no mar verde não existe nada além de verde, também a grande praia, onde existe cidades de pescas e um grande cidade quer serve de porto recebendo navio do reino central e superior, e existe a região onde nós estávamos que é chamada de descanso do viajante, onde fica as cidade onde os comerciantes e nômades se encontram para comprar coisas
—Então não existe um Rei?- Thasso ainda estava anotando tudo
—Não, ninguém nunca se candidato e ninguém quer também, mas é assim que funciona o reino das ruinas, aqui todos são livres
—Eu li sobre esse reino bastante antes de vir para cá- Thasso terminou as anotações e guardou o livro na sua bolsa- Queria confirma o que li com alguém que vive aqui
—Esse é o melhor Reino que existe- Delara sorria de felicidade

Depois de algumas horas de viagem eles tinham saído da região do descanso do viajante e entrado no deserto dos esquecidos, Thasso viu que o deserto não tinha nada de especial, apenas o sol que estava forte porem já era esperado, Delara tinha entrado dentro da carruagem onde de vez enquanto Thasso ouvia um grito dela falando que estava calor.

Thasso viu que ao longe havia uma caravana, achou que fosse apenas algum tipo de viajante porem percebeu que eles estavam carregando uma cela com um prisioneiro, ele chamou Delara que dizia que aquilo era normal entre bandidos, provavelmente escravistas. Thasso falou “magia de ilusão” moveu as mãos porem nada aconteceu, logo em seguida começou a correr com a carruagem em direção à os escravistas.

Delara ficou preocupada pois estavam ficando cada vez mais próximos porem os escravistas não estavam reagindo, Thasso sussurrou para Delara.

—Eles não podem nos ver, então quando eu me aproximar irei atacar eles com magia e você vai até em seguida eu irei te acompanhar- Depois que Thasso sussurrou Delara confirmou com a cabeça e subiu encima da carruagem

Se aproximaram lentamente e perceberam que os escravistas estavam bem armados com cimitarras porem não usavam armaduras apenas túnicas, algo compreensivo usar em um deserto, tinha por volta de quinze escravistas quatro deles estavam encima de um cavalo, e mais dois cavalos puxando a cela com um homem de cabelo branco e curto, estava algemado com uma expressão de ódio no rosto, Thasso analisou e viu que sete deles estavam na frente a cela no meio e oito deles estavam atrás, começou a bolar uma estratégia.

Chegou próximo o suficiente para Delara saltar, os escravista ficaram supresso ao ver um jovem aparecer do nada correndo em sua direção, ela sacou seu bastão porem manteve ele encolhido, os escravistas sacaram sua cimitarra e quando começaram a se mover, e de repente diversos corvos apareceram logo atrás dela indo em direção dos escravistas, onde conseguiram derrotar os quatros escravistas que estavam montados que estavam na parte da frente e mais quatro que conduziam a cela, sobrando sete deles. Então a carruagem ficou visível para os escravistas, Thasso se levantou abrindo os braços e de suas mãos uma luz verde surgiu e dois golens de pedra apareceram ao seu lado que correram para cima dos escravistas.

Delara ficou cara a cara com um escravista que atacou ela, desviou dando um salto para o lado, apontou o bastão para o homem e ativou batendo a ponta do bastão em sua barriga, o escravista se curvou de dor, nisso ela aproveitou que ele se abaixou ela levantou o bastão contra sua cabeça, depois girou o bastão batendo no rosto do escravista. Sem percebe um dos escravista chutou suas costa, onde ela cambaleou para frente, rapidamente se virou e conseguiu defender o ataque que veio de cima para baixo colocando o bastão na frente, o escravista forçava sua cimitarra e Delara tentava segura o ataque porem a força dele era superior, então ela chutou no peito fazendo recuar, logo em seguida bateu o bastão em sua costela, girou o bastão pelas costa segurando com outra mão batendo no outro lado de seu corpo, depois girou o corpo e logo em seguida acertou o joelho dele, fazendo cair no chão depois bateu a ponta do bastão na testa o escravista. Depois que derrubou os dois escravista ela olhou em volta e viu que dois golens lutavam com o resto dos escravista, então correu até perto da cela, onde o prisioneiro olhou para ela.

Nisso que ela o viu sentiu seu coração disparar, sua mente ficou confusa um sentimento nunca visto antes, surgiu em seu coração, ela tentou falar algo porem não conseguia pensar em nada, ele falou com ela.

—Vai ficar me encarando para sempre?
—Eu, eu- Delara colocou as mão para trás e seu rosto estava com expressão de vergonha- Eu não sei
—Me tire logo daqui- O homem se aproximou das barrar e apontava com a cabeça- Aquele ali possuiu a chave
—Ta bom – Delara foi até o homem e pegou a chave- Vou te soltar agora
—Faça isso rápido

Então ela abriu a cela e logo em seguida tirou as algemas do homem, contudo ela não esperava que ele colocou a mão em sua cabeça e saltaria por cima dela, ela ficou confusa. Então ele acertou um chute no peito de um escravista impedindo que ela atacasse Delara, pegou o bastão que estava na mão dela, e usou para atacar o escravista, com um golpe em sua mão fez ele soltar a espada e depois bateu em seu peito fazendo recuar. Jogou o bastão no chão e pegou a cimitarra, o escravista tentou socar o homem porem ele se inclinou para o lado em seguida atacou com a cimitarra cortando o peito do escravista, que caiu no chão sem vida. Delara estava com mãos próxima ao rosto enquanto admirava o homem misterioso que tinha acabado de lhe salvar, ele que estava de costa se virou lentamente para ela indo até sua direção.

—Obrigado, eu me chamo Thomas Magott- O homem olhou em volta como se analisassem o local, viu que os golens tinha derrotado os escravistas, e outros estavam no chão sendo comido por corvos que desapareciam no ar soltando diversas penas- Eu pertenço a Guilda do Olhos Vermelhos
—Oi – Delara estava com um sorriso tímido- Eu sou Delara
—Sou agradecido a você, minha vida é sua parti de hoje- Thamos se curvou diante ela, que ficou corada.