Rude Girl

34 Capitulo 34 — Detetive Ethan


Notas iniciais
E hoje nós temos o pov do nosso queridíssimo Jimmy! heheh. Vocês estavam com saudade dele? Eu estava. Mas antes, mais uma vez vou estar agradecendo a minhas queridas Flavia e Ellie pelas felicitações de aniversário. Saiba que eu amo vocês. E claro, não posso deixar de avisar para não pularem as notas finais. Tenho novidades. AHAHA. Uma boa leitura e divirta-se ♥

(Pov’s Jimmy)

Pela quinta vez consecutiva, eu dei a volta sobre todo aquele escritório e depois me sentei, os olhos pulando da mesa de marfim, para a estante cheia de livros e pastas laranja de arquivos. Eu não sabia bem o porquê de estar ali, mas de toda forma, sabia que era relacionado à Harlow, portanto não pensei duas vezes em pular da cama às seis da manhã, e seguir meu caminho para a cidade de Nova Iorque com a moto de Jack, que eu não pretendia mais devolver. Minha mente estava rodando com confusão quando cheguei ao destino que fui indicado, e agora que tinha chegado e estava esperando pela a pessoa que exigiu minha presença, eu quase podia sentir o sangue ferver ao pensar que seja lá o que tinha vindo fazer aqui. Com certeza era problema.

O escritório era espaçoso e tinha uma janela de mais ou menos três metros de largura. Dava uma visão ótima da cidade e dos prédios de Nova Iorke. O prédio que eu estava ficava no centro mais movimentado e assim que entrei, percebi que estava sempre lotado de pessoas pomposas com cara marrada. Eu parecia um maloqueiro usando jeans e uma blusa simples em meio a um bando de magnatas de terno e gravata. O sofá que eu estava sentado era trabalhado em couro preto e o tapete no chão parecia mais caro que minha casa.

Fiquei admirado com lugar, mas mesmo com toda aquela luxuosidade, eu não conseguia selar minha curiosidade para saber o assunto que me levará ali.

— Ah, você chegou — Finalmente, eu ouvi a voz de quem realmente queria ver.

Levantei-me do sofá quando Ethan Corey entrou na sala e fechou a porta de madeira polida, delicadamente. Ele caminhou até mim enquanto seus dedos ajeitavam os botões de seu terno cinza e engomado. Sempre pensei que Ethan daria sem tirar nem por, um segundo Cristhian Grey. Não que eu tenha lido aquele livro absolutamente... Possessivo. Mas ainda sim, havia algo no pai de Liam que fazia-me pensar que ambos eram bem parecidos.

O homem tinha uma áurea pesada e seus olhos verdes emanavam perigo e sensualidade que não sabia de onde vinha. Ele tinha aquela linha severa na testa e usava aquele terno como se fosse um tipo de armadura, como se fosse um meio de mostrar que ele não era apenas um simples advogado, mas o verdadeiro pesadelo daquele que o confrontava. Gostava de cogitar que isso é por ter perdido a vida que tanto amava quando ainda era jovem.

Quando perdeu as luvas de boxer, ele precisava se firmar e apoiar-se em alguma coisa, portanto criou esse elegante e perigoso advogado, que com toda absoluta certeza, era mais fatal que qualquer um podia achar.

— Por que me chamou aqui? — perguntei de uma vez ao apertar sua mão.

Ele deu um sorriso duro e virou-se para ir até sua mesa. Ele se sentou em sua cadeira enorme e apontou para as que tinham logo a frente dele. Eu suspirei, e impaciente cai em uma dela enquanto o via abrir o laptop.

— Fiquei receoso depois da conversa que tivemos em minha casa — falou sem tirar os olhos de mim — Sobre Amélia.

— Hum — resmunguei inquieto. — O que quer afinal?

— Preciso que vá há um lugar comigo — murmurou virando-se para o laptop — Mas antes quero que me garanta não dizer a ninguém sobre isso.

Ainda confuso com aquilo, eu franzi a teste e me inclinei sobre a mesa, começando a ficar absurdamente curioso.

— Me deixa ver se entendi — disse devagar — Você me ligou às seis e vinte da manhã, me fez vir até a cidade, só para ser seu acompanhante? E ainda sim não posso contar para ninguém? — Encarei-o como se fosse um grande retardado — Qual é a pegadinha?

Ethan ergueu uma sobrancelha questionadora.

— Não estou fazendo pegadinha nenhuma. Apenas preciso que vá e fique de guarda por um momento até, bem... até eu terminar o que devo fazer. — Acho que até podia ver como minha expressão se tornou duvidosa e absurdamente questionadora.

— E o que você vai fazer? — perguntei. Ele permaneceu em silencio — Quer minha ajuda, mas não vai dizer do que se trata tudo isso?

Ethan franziu o cenho pensativamente e tocou a caneta que tinha sobre a mesa, virando-a em todas as direções até que eu me irritei e pousei a mão sobre a maldita coisa.

— Ethan — Meu tom era impaciente.

Ele respirou fundo.

— Jimmy, a única coisa que posso te contar, é que isso vai ajudar Jared com a guarda de Harlow. Se me aprofundar em detalhes, você acabará sendo incluído em algo que é complexo demais para entender.

— Complexo demais? — Eu estava mais do que irritado agora — Pensa que sou idiota, Ethan? Que não compreendo a gravidade das coisas?

— Não. Eu só quero que entenda que... — Se inclinou sobre a mesa e me olhou profundamente — Isso aqui parece ser mais do que um simples caso de tutela, e eu não quero envolvê-lo muito. Apesar de tudo, você ainda é um amigo do meu filho. — Fiz careta. Eu entendia a necessidade de Ethan de me deixar fora do barco, mas eu não conseguia me conter ou sequer ficar longe. Era sobre a vida de Harlow que falávamos.

— Isso tudo é por causa de Amélia, certo? — questionei, mesmo sabendo a resposta — É por causa do que eu falei na noite passada? Você falou com Jared?

Ethan voltou a encostar-se à cadeira e coçou o queixo, os olhos esverdeados brilhando para mim.

— Eu falei com Jared essa manhã. Ontem ele levou Harlow para rever seus avós, Mason e Adele. — Sua testa franziu e os lábios cerraram severamente — Ele me contou sobre algo que pode nos ajudar, parece que enquanto eles estavam conversando, Harlow deu a entender que Amélia é empresaria e que tem uma empresa na Califórnia. Mas como você e seus amigos bem sabe, não existe nenhuma pista sobre o nome de Amélia rolando através da rede social. O que me faz pensar, que se Amélia tem uma empresa, ela está sendo dirigida por outra pessoa.

— Quer dizer que ela está se fazendo passar por um tipo de fantasma? — Segui a linha de seu raciocínio. Ethan assentiu.

— Isso mesmo, porém, ainda falta algo — Ele clicou a caneta contra mesa e balançou sua cadeira de um lado para o outro — Não consigo entender como ela conseguiria se esconder tão facilmente. Se ela abriu e ergueu uma empresa, teria que ter usado pelo menos seu nome para marcá-la como dona. E isso iria constar em cada site. Mas não existe nada.

Eu entendia sua frustração. Era como ter um buraco dentro da resposta totalmente dada de graça. Era como se fosse um maldito quebra-cabeça bagunçado. Um que as peças não estivessem encaixando...

Uma luz então pareceu clarear toda minha mente eu franzi a testa, praguejando baixinho ao perceber o óbvio. Ethan ergueu uma sobrancelha curiosa.

— O que? — perguntou. Eu me aproximei.

— Harlow falou onde a tal empresa poderia ficar? — indaguei. Ethan continuou me observando ao assentir.

— Possivelmente em São Diego. Eu e Amara temos pesquisado o nome de Amélia entre as poucas que existem nessa cidade, mas não houve qualquer indicio.

— Isso por que Amélia pode não ser a dona, tecnicamente falando. — disse com entusiasmo. O advogado piscou, e lentamente, se colocou para frente como se pensando nas minhas palavras.

— O que está tentando dizer? — Ele pareceu mais atento.

Eu me empolguei, satisfeito com sua reação.

— Você disse que Amélia parece querer se esconder. Ser um fantasma. — Comecei — O que me faz pensar que se ela quer se manter invisível, seria absolutamente inútil colocar seu nome como a verdadeira dona de uma empresa de grande porte. Ela iria registrar a empresa no nome de outra pessoa.

Ethan parecia um pouco surpreendido com minha dedução, mas havia um brilho de animação em seus olhos quando se levantou e perambulou o escritório com as mãos nos quadris.

— Sua teoria faz sentido. Mas em quem Amélia confiaria tanto? Estamos, provavelmente, falando de uma empresa que renderia milhões de dólares e muita influencia. — Dessa vez eu não precisei pensar muito para conseguir a resposta, pois ela veio até mim como a brisa da manhã. Eu estremeci e encarei Ethan, totalmente chocado que isso estava passando por minha cabeça.

— Ethan, pense. Em quem Amélia mais confiou desde que chegou aqui? Quem a tem defendido de tudo e de todos e nunca iria contra ela? — Levantei, observando quando Ethan arregalou os olhos, compreendendo tudo. — Harlow está sobre sua guarda desde que Martin morreu, e agora que a conhece, a ama como se fosse sua própria filha. Ambas compartilham um afeto enorme. Então porque ela não colocaria o nome da sobrinha como dona de seus maiores bens? A deixaria fora de vista, e também protegeria seu empreendimento de falsos colaboradores. É absolutamente o plano perfeito.

Sim. O plano mais perfeito e totalmente inteligente. Ethan me encarou fixamente como se me visse pela primeira vez ao falar:

— E daria mais um motivo para Amélia querer a guarda da sobrinha — murmurou Ethan pensativamente — Durante anos ela teve todos os registros de Harlow, mas se Jared ganhar a guarda dela...

— Ela vai perder tudo — completei. Mas pensei — No entanto, por que ela demorou tanto para vir? Ela já tinha tudo em sua mão e Jared não tinha nem entrado com pedido da guarda. Por que ela veio? O que mudou?

— Com certeza isso tem parte com o que viu no quarto de Jared ou talvez com o fato de que em breve Harlow completaria a maior idade, ou seja, seria responsável por si própria.

— E isso renderia falatório — Conclui de acordo — Assim que ela completasse dezenove ela poderia assumir a empresa. É claro! De uma forma ou de outra, Harlow teria que comparecer à empresa em algum momento. Amélia provavelmente quis se adiantar e se aproximar de Harlow, assim poderia confiar seus pertences. Entretanto, você não acha que ainda é suspeito que ela esteja atrás da tiara? Porque na moral, se ela tem tanta grana assim, por que precisaria do dinheiro que o diadema daria?

— É uma boa pergunta — falou Ethan, ele pegava seu celular e digitava rapidamente antes de colocá-lo sobre o ouvido — Amélia parece interessada na tiara de Harlow. Talvez além do equívoco com a empresa, ela também tenha usado o assunto de pedir a guarda da Harlow como uma desculpa para se aproximar da tiara. Ela só não esperava que o irmão da sobrinha tivesse disposto a ir até o inferno antes de deixar Harlow ser levada. Só precisamos saber o porquê ela quer o diadema... Alô, Amara? — Observei enquanto ele falava com a esposa por telefone tudo o que tínhamos discutido. Explicou minha teoria e lhe pediu para verificar os registros de Harlow e também contatar as empresas mais vistas e também as menos comentadas de São Diego. Se uma delas estivesse no nome de Harlow, Amara iria encontrar em alguma hora.

Fiquei ali em silêncio até que ele finalizou a ligação e me olhou com um sorriso.

— Você tem uma boa cabeça Jimmy, fez muito bem. — Elogiou, mas eu não pude achar aquilo uma boa coisa, pois estava mais preocupado com o fato de Harlow estar absolutamente envolvida nos problemas de Amélia.

— Isso vai prejudicá-la? Harlow, quero dizer.

Ethan balançou a cabeça.

— A menina não tem noção de nada que foi feito com seu nome. Se ela foi registrada como dona, por direito tudo pertence a ela. Seja lá o que Amélia vende nessa empresa, eu espero que seja absolutamente Legal. — Ethan franziu o cenho e caminhou até a mesa — Seria complicado limpar o nome da Harlow, mas não impossível, já que ela foi a vitima. De toda forma, gostaria que guardasse essas informações para você.

— O que? — Eu estava chocado — Vai esconder algo tão sério de Jared? É a irmã dele!

— É exatamente por isso que estou pedindo sigilo. — Retrucou seriamente — Jared age por sentimentalismo, e se souber que Harlow está envolvida em assuntos tão sérios, vai querer tirar satisfação com Amélia. Eu não posso permitir isso, pois tudo o que tenho investigado é minha cartada final para o dia do julgamento. Se ele for atrás dela, irá alertá-la do quão perto eu estou para chegar à verdade. Tenho o máximo de informações possível, mas não o suficiente para chegar a uma boa conclusão. Então, me prometa que vai ficar quieto e não falará com ninguém.

Angustiado, bufei e esfreguei a mão contra o cabelo, olhando aquele homem como se fosse totalmente lunático. Mas em seguida suspirei e assenti.

— Ok. Não vou falar.

Ethan assentiu satisfeito e seguiu para a mesa, de onde tirou seu laptop e uma sacola preta. Eu ergui uma sobrancelha.

— O que é isso?

— Isso... faz parte da minha investigação. Agora, vamos logo que provavelmente estamos atrasados — Ele saiu andando pela porta, e eu, completamente confuso, corri atrás dele.

— Você ainda não vai me dizer o que vamos fazer? — perguntei quando chegamos ao elevador. Ele sorriu maliciosamente de lado ao apertar o botão.

— Está querendo saber o que não precisa. Se contente por ter lhe chamado para participar disso — falou, eu não contive a vontade de virar ao os olhos ao entrar no elevador.

— Como se isso fosse uma coisa boa. Eu não sei sobre nada com precisão e provavelmente é a parte mais maneira de tudo que vamos fazer. — Resmungue, e praguejei quando ele foi à frente assim que chegamos à garagem. — Afinal, por que chamou logo a mim? Por que não pediu ajuda ao Liam ou até mesmo Mick?

— Liam é sentimental demais e quando o assunto refere-se à mim e esforço, ele já pensa em me dar uma chave de braço para que fique na cama — falou, mas seu tom não era duro e sim terno e com carinho. Ele apreciava o cuidado que o filho tinha com ele, mesmo que isso o deixasse maluco — Michael é totalmente ao contrário. Ele se preocuparia em se arriscar e fazer o que é meu trabalho, e isso o deixaria em maus lençóis e me colocaria para fora da minha cama se Amara descobrisse.

Senti o sorriso em meus lábios, mas não deixei de perceber que no final das contas, aquilo tudo se tratava de algo perigoso, então falei:

— Poderia ter chamado Jodie. — sugeri quando ele empurrou o laptop para mim — Ela adora uma confusão.

Ethan me surpreendeu ao rir, sua risada sobrevoando por toda garagem formando eco. Ele me olhou com diversão.

— Acredite. Jodie não poderia fazer isso e permanecer quieta depois, nem que eu enfiasse uma bola em sua boca — falou, eu ri sabendo que era verdade, mesmo que não fizesse ideia sobre o que íamos fazer.

— Você ainda não disse por que me chamou — lembrei entretido. Ele me olhou.

— De todos seus amigos, o que mais parece empenhado em ajudar Harlow, é você. Está em seu olhar que faria qualquer coisa para protegê-la, até mesmo se manter quieto e fazer tudo que peço. — respondeu, e eu não pude deixar de concordar com cada palavra. Faria tudo para proteger minha pequena, mesmo se isso me levasse para o ninho de cobra que Ethan estava tentado desenrolar.

O advogado escorregou em seu assento no SUV e me indicou que entrasse ao seu lado. No carro, os vidros eram filmados e os bancos espaçosos. Tudo cheirava a loção pós-barba e colônia masculina.

Olhei para Ethan e ergui uma sobrancelha.

— Estou me sentindo como se fosse o Robin e você o Batman. Nós temos até um Batmóvel — Toquei na janela quando Ethan apertou os lábios impedindo-se de sorrir — Será que temos uma Batcaverna também?

— Você lê muitas histórias em quadrinhos, não é? — perguntou divertidamente.

Olhei-o inocentemente.

— O que lhe faz pensar isso? — perguntei, e sorri, vendo-o ligar o carro e dar ré. Ethan me olhou de canto.

— Pronto? — perguntou, eu virei os olhos.

Tá na hora do pau!* — falei, e no mesmo instante Ethan explodiu em gargalhadas, fazendo com que aquilo tudo fosse menos assustador do que realmente era.

[*Tá na hora do pau! – Frase icônica gritada por um cidadão laranja feito de pedra nos quadrinhos da Marvel, mais conhecido como o “Coisa”. Quando ele grita essa frase, sabemos que acontecerá a pancadaria épica de níveis altíssimos.]

~*~

Ethan me levou através de um caminho absolutamente estranho e a todo instante seus olhos estava rolando de placa em placa, piscando para os endereços e depois olhando em seu relógio como se estivesse contando os minutos que se passava. Depois de cruzar ruas e mais ruas, estacionamos em frente um Hotel absurdamente grande. Com certeza aquela coisa tinha mais de vinte andares, ele parecia nunca acabar enquanto olhava da janela. Notei também que além de grande, o lugar era elegante e com toda certeza, muito caro para ter que se hospedar.

Voltei para Ethan, e ele encarava a fachada do prédio com os olhos cerrados, como se estivesse pensando em algo muito confuso e ele tentasse desvendar o motivo de estar ali. Eu absolutamente estava na mesma situação.

— Então... — murmurei observando-o — Vai me dizer que vamos nos hospedar nesse Hotel terrivelmente caro? Sabe Ethan, por mais que a tia Amara goste você, tenho certeza que ela vai arrancar sua cabeça se gastar uma fortuna com apenas um quarto nesse Hotel grã-fino.

Ele me olhou com uma careta.

— Eu não vou me hospedar aqui, eu só... Preciso que um amigo meu me faça um favor. — falou, e então se esticou para o banco de trás para pegar a sacola preta que havia pegado no escritório. — Eu volto em cinco minutos. Se isso não acontecer, ligue para polícia. — Ele me entregou o que me parecia um rádio de comunicação. Eu arregalei os olhos.

— Você vai fazer uma loucura, não é? — indaguei. Ele riu.

— Não encare dessa forma. Apenas é uma suspeita, agora, me avise através do rádio se ver algo ou alguém não muito indesejado entrar no hotel. Volto em breve. E pelo amor de Deus, não saía do carro — E carregando a maldita sacolinha, ele saiu andando até o hotel enquanto ajeitava o terno.

Espera. Ele disse alguém indesejável? Como eu ia saber quem era esse alguém indesejável se ele não abrira a porcaria da boca para me contar nada?

Porra. Eu havia me metido em uma merda. Estava sentindo isso. Com certeza aquilo podia nos levar para cadeia e eu iria ganhar três anos de pena ou até mais. Senti minha garganta fechar e apertei o rádio na mão ao me imaginar dentro de um macacão laranja e atrás das grades. Eu nunca gostei da cor laranja, eu ficava nenhum pouco sexy dentro de um macacão laranja.

— Caramba Ethan — praguejei com raiva.

Endireitei-me no banco e olhei para todos os lados na rua, procurando pela tal “Pessoa-indesejável-que-eu-não-sabia-quem-era” enquanto pensava queria fatiar Liam por ter um pai maluco e suicida; Claro que ele teria que ir atrás do perigo ao invés de ver tudo de trás de sua mesa de escritório. Estamos falando de Ethan Corey. Um grande e idiota lutador.

Talvez eu devesse ligar para minha família alertando que eu podia ir preso e... Ah, porra. Eu com certeza preferiria ir preso a ter que encarar meu pai e dizer que fiz algo contra lei. Ele era o maldito de um policial, cacete! Se soubesse que estou indo fazer coisas contra lei, ele mesmo me colocaria atrás das grades... ou pelo menos eu achava, apesar de que talvez ele decidisse apenas me matar.

Ok. Ok. Eu estava literalmente surtando.

Eu precisava manter a calma. Não era como se Ethan tivesse ido atrás de um serial killer e nunca mais voltasse. Não é mesmo? Sim. Sim. Nada de pensamentos negativos.

Respirando fundo, continuei observando tudo e olhando o relógio no celular, com medo que passasse dos cinco minutos e eu tivesse mesmo que ligar para polícia. O que eu iria falar?

Ah. Oi, aqui é Jaime Rory e quero denunciar um desaparecimento. Oh, onde a vitima sumiu? Bem, foi dentro de um Hotel supercaro e com tapete vermelho. Aposto que ele está em maus lençóis ali em cima no meio de tanto grã-fino. Será que pode mandar a equipe da SWAT?

Eu estava delirando. Isso devia ser efeito de alguma coisa. Não era possível que minha mente pudesse imaginar tanta babaquice em tão pouco tempo.

— É Jimmy. Já era o sonho de ser detetive — resmunguei, e quase pude rir de mim mesmo, porém por um milagre do grande Senhor, Ethan saiu do Hotel do mesmo jeito que entrou, olhando para os lados enquanto atravessava a rua até o SUV. Notei que ele não carregava mais a sacola preta e parecia de alguma forma, satisfeito.

Me empertiguei quando ele entrou no carro e fechou a porta. Ele continuou em silêncio ao pegar o laptop e abri-lo.

— O que está fazendo? — indaguei. Ele não tirou os olhos da tê-la.

— Esperando — falou, e eu tive de me impedir de saltar sobre ele por causa dessa conversa monossilábica.

Acho que ficamos uns dez minutos esperando algo que eu não fazia deia, porém compreendi tudo quando, em frente ao hotel, um Volkswagen na cor preta ano 2016, estacionou. Todas as janelas eram filmadas assim como o carro de Ethan, mas algo nesse fato me fez pensar que era para que ninguém pudesse ver por dentro do veículo.

— Vamos. Vamos. Vamos — Ethan murmurava olhando fixamente para o carro. Eu franzi a testa e fiz o mesmo, só para entender tudo.

A porta do volkswagens foi aberta pelo porteiro, que estendeu a mão para a pessoa que saía. E então tudo fez sentido. Ethan e seu mistério, a sua fixação em não me contar nada. A pessoa que saiu no carro, era Amélia.

Ela usava um vestido lindo e que ressaltava seus olhos, a cor azul celeste era leve e elegante. O comprimento era a cima dos joelhos e ela usava saltos enormes, seu cabelo estava solto e batia a cima de seus ombros, porém quando virou-se, sua expressão era tão fria e dura, que eu senti meu próprio estômago revirar.

Toda aquela beleza e formosura trazia algo de cruel a sua expressão. Como se tivesse ensaiado durante toda a sua vida como ser controlada, gélida e culta. Tudo sem demonstrar emoção. Aquela não parecia ser a tia que Harlow tanto descrevia e adorava. Aquela parecia uma mulher sem sentimentos e que escondia alguma coisa.

— Ethan... — Ele não me deixou terminar e ergueu a mão, os olhos cerrados quando outra pessoa desceu do carro.

Era um homem e estava de costas para nós, mas ainda sim, eu podia detectar um cabelo escuro como a noite, e uma pele corada coberta por um terno escuro e centralizado. O home não se virou, mas estendeu o braço para que Amélia tomasse e caminhasse com ele até a entrada do hotel, onde sumiram e não voltaram.

Eu fiquei em quieto por horas, até que Ethan passou a murmurar coisas enquanto mexia em seu laptop. Ele estava tão atento que não achei certo interromper. O assisti mexer no ouvido, e depois de um tempo com a mão ali, eu entendi que havia um tipo de fone preso nele, e ele escutava alguma coisa.

Uma escuta. Pensei rapidamente.

Sem reação, vi como ele se concentrava firmemente e então, um sorriso enorme e cheio de malicia aparecia em seu rosto. Um que indicava poder e satisfação, um que eu soube, era de pura felicidade.

— Consegui! — gargalhou ele jogando a cabeça para trás e depois acertando volante — Consegui de verdade. Cacete!

Sua reação foi mais do que surpreendente. Ethan Corey odiava palavras de baixo calão, e agora lá estava ele, rindo e distribuído um monte delas através da boca.

Pisquei e ergui a sobrancelha, pensando se aquilo era algo bom.

— Eu devo perguntar? — questionei. Ele me olhou, alegria e ansiedade brilhando em seus olhos verdes. O sorriso de posse quase rasgando seu rosto.

— Não Jimmy — falou fechando o laptop — Não deve.

E por enquanto, achei que ele estava absolutamente certo.

Pelo menos por enquanto.

~*~

Notas finais
Eu sei, eu sei. O cap de hoje foi pequeno, mas é o que tem para hoje, e se no caso eu receber muitos comentário, posso cogitar postar de novo nessa sexta- feira. Então fiquem atento em. Agora, vamos as novidades. Como já devem ter desconfiado, Rude Girl está quase no final, portanto, resolvi dar novidades que estão quase concluídas. 1° notícia - Terá um Bônus do nosso Jared querido a partir daquela parte que tantos me pediram. O tão esperado Hentai dele e da Caroline que foi interrompido, nele poderão entender ainda mais o afeto desses dois. 2° noticia - Teremos com certeza, um bônus do Damien. Portanto, meninas xonadas no louro surfista, podem surtar. 3° e última noticia - Você vão infartar com o fato de que eu tenho mais uma novidade, mas eu só falarei bem mais pra frente, portanto chorem e me xinguem enquanto morram de curiosidade. Agoraaa, espero que tenham gostado das noticias e que venham falar sobre nos comentários, não esqueçam ok:? Preciso saber a opinião de todos. Um beijo na bunda e byeeee.