Rude Girl

12 Capitulo 12 — Malibu beach


Notas iniciais
Eu voltei genteeee! Olha só, o hoje o cap vai vir com várias noticias e um mega aviso, então pelo amor de Deus, não pule as notas finais. E para não deixar de lado, queria agradecer a todos que vem desejando melhoras para minha mãe, graças as Deus nós já voltamos do hospital e agora ela tá melhorando um pouco. Obrigada pela força gente. Bem, vamos logo ao que interessa, e mais uma vez. Não pulem as notas finais!

Descobri que não gostava de aviões assim que coloquei o pé dentro de um. Juro que minha asma foi além do desejado e eu tive de agradecer o fato de Amélia estar ao meu lado para que pudesse me ajudar com a bombinha. Acabei por tomar um dos comprimidos que Jared havia me dado para seguir o resto do caminho todo. Foi uma boa ideia, no entanto o que veio a minha mente quando me perdi no cansaço, foi a despedida entre meus irmãos, eu e todos os meus amigos.

— Eu estarei com o telefone sempre do meu lado. Se tiver qualquer problema, me ligue e darei um jeito de voar até você — Dana falou pela sexta vez ainda ajeitando minha jaqueta. Eu sorri, olhando para Jared por cima do ombro da minha exagerada irmã.

— Tudo bem Dan, eu já disse que vou ligar.

— Não esqueça o que Jared ensinou sobre a injeção e não fique longe da bombinha — Insistiu ela, eu ri novamente.

— Tá bom Dana! Eu vou me cuidar — garanti como das outras vezes. Seus olhos ficaram chorosos e ela me apertou em um outro abraço.

— Eu vou sentir saudades.

— Não estou me mudando Dan.

— Ainda vou sentir saudades — fungou, em seguida segurou meu rosto e sorriu — Tenha uma boa viagem, meu anjo.

— Obrigada — Deixei que ela beijasse minha testa e depois fui até Jared. Ele alisou meu rosto, e abaixando-se, encheu-o com beijos até me fazer rir.

— Se cuide querida. Dana tem razão, não hesite em nos ligar se tiver problemas.

— Okay.

— Amélia está levando uma receita com o que você precisa tomar. Não esqueça que a próxima dose tem que ser injetada na semana que vem.

— Não vou esquecer — prometi, ele suspirou pesadamente. Abracei sua cintura — Vou ficar legal Jared. Juro.

— Eu espero que sim, ou irei entrar em surto eterno — falou, e eu ri contra seu peito fazendo-o se juntar mais perto de mim. — Vá com Deus minha garota.

Quando ele me soltou, eu quase continuei grudado a ele, mas dei um passo para trás e vire-me para o próximo grupo. Eles sorriam radiantes, mas a tristeza e preocupação os cercava, eu podia sentir, tanto que suspirei e dei de ombros.

— Então. Até novembro pessoal — falei, e só assim, todos me cercaram-me em abraços, bagunçando meu cabelo e me pegando no colo.

— Tenha juízo lá — Jack sorria ao beijar minha bochecha — E não arranje encrenca.

— Qual seria graça disso? — sorri.

— Poderia mantê-la inteira. — Lizze riu, me pegando em um abraço — Vou sentir saudade vizinha.

— Eu também loira. — rimos.

— Eu acho bom você não se esquecer de manter contato — Liam me ergueu do chão como se fosse uma boneca. Eu gritei, acertando-o no ombro.

— Me coloca no chão seu ogro! — Ele gargalhou, e ainda assim me sufocou dentro daqueles enormes braços. — Vamos esperar você pirralha.

— Foda-se Liam. — grunhiu, me ajeitando. Jodie apareceu nessa hora sorrindo maliciosamente.

— Nós fizemos recentemente — falou, e Liam só faltou perder os olhos ao olhar namorada, que espalhou risadas a nossa volta.

— Eu não precisava saber disso — fiz careta. Jodie deu de ombros e sorriu.

— Sei disso. Mas gosto de provocá-lo — Virei os olhos para o resmungar irritado de Liam e encarei os olhos da garota quando essa se aproximou de mim. Estendeu-me um papel — Caroline não pôde vir, mas pediu que entregasse o endereço do lugar em que o irmão dela trabalha. Ele já sabe de você, então é só ir conhecê-lo.

Olhei o papel e assenti, sorrindo de volta.

— Valeu. Eu vou — Ela concordou. O clima pareceu estranho depois, mas como Jodie era Jodie, ela bufou e apenas falou — Se alguém ferrar com você, me diga que eu vou atrás nocautear — E depois simplesmente virou e foi até uma banquinha de refrigerante. Sorri, olhando como Liam suspirava derretido.

— Ela demais não? — E rindo, correu para alcançá-la. Balançando a cabeça, me virei para Stef e Jonah. Eles sorriram.

— Se cuide por lá, como todos falaram, tente permanecer inteira e seja boa — disse Stef, e depois me abraçou, eu virei os olhos.

—Não sei por que todos insistem em me dizer isso. Eu sou sempre boa — reclamei, e ambos riram.

— Claro que é. — Jonah me apertou — Boa sorte por lá garota. E divirta-se.

— Tentarei. Tchau Jonah.

— Tchau pirralha.

Me afastei deles sorrindo, mas quando segui para o próximo do grupo, senti aquela famosa corrente elétrica que — de alguma forma — nos ligava. Olhei em seus olhos escuros, em seguida arrastei a observação mais a longe, decorando a elegância de seu rosto suave e másculo, e também o cabelo bagunçado, mirei a sua boca sabendo que não a veria ou beijaria por dois meses seguidos, então voltei finalmente em seus olhos. Ele deixaria algo em mim mesmo que fosse embora, claro que todos ali o fariam, mas a marca dele seria diferente, afinal... Com ele tudo era diferente.

— Pronta para ir? — Ele perguntou com um sorriso. Eu suspirei, apertando as mãos em volta da alça da mochila.

— Eu estou — falei, e no momento seguinte a mulher no alto-falante anunciou meu vôo.

— Harlow? — Amélia chamou-me ao longe e eu a olhei — Vamos querida? — Assenti, e voltando-me para Jimmy, sorri discretamente.

— Tchau, Jaime — A pequena provocação, pela primeira vez, trouxe um grande sorriso ao seu rosto. Fiquei surpresa quando ele tocou uma mexa do meu cabelo e enrolou no dedo.

— Tchau pequena — sussurrou. Peguei minha mala de viagem e parti antes que ficasse difícil demais. Por dentro, eu realmente me sentia em carne viva. Um dia pararia de doer, eu disse a mim mesma.

Amélia estava em pé ao lado de sua mala. Sua aparência era de pura elegância e beleza, ao contrario de mim, que usava um jeans rasgado no joelhe, e uma jaqueta de couro, e por um instante, pensei na fotografia que ela tinha me mostrado em minha casa dois dias antes do meu aniversário. Dela e de Hope.

Acho que agora eu era a desmazelada e ela a bonitona.

— Pronta? —perguntou.

Não, respondia meu coração, mas meus olhos disseram que sim. Eu não sabia o que me aguardava na casa da minha tia, mas nada, nada substituiria meus amigos e meus irmãos.

— Não é fácil dizer adeus — disse Amélia.

— Eu vou voltar — afirmei a ela. — Juro que vou.

E eu queria acreditar naquilo mais do que tudo.

~*~

Amélia disse que haveria muitas palmeiras, mas eu não acreditei nela.

No final ela estava certa. Havia palmeira pra caramba, eu olhava para o lado e lá estava uma grande árvore sendo atingida por um vento que nada era parecido com o de Princeton. Era impressionante como tudo parecia mais vivo, como o céu parecia mais azul e as nuvens mais brancas e o sol mais quente. A primeira coisa que fiz ao sair do avião, foi me livrar da jaqueta de couro, que me fazia derreter como um sorvete fora do frízer.

Enquanto Amélia indicava os lugares, eu olhava em volta. Era a primeira vez que eu ia à Califórnia, e vou dizer uma coisa: embora ainda estivéssemos no aeroporto – e não era qualquer um, mas o Aeroporto Internacional de Los Angeles – já dava para sentir que não estávamos mais em Princeton.

A começar pelo ar limpo, não havia nenhuma poluição ou cheiro de fumaça dos carros. Não havia sujeira, e quando entramos no táxi para ir até a casa de Amélia, eu percebi que nem mesmo pichações tinham nas paredes das casinhas luxuosas que faziam minha boca cair. E indo pela forma que as pessoas se vestiam, a moda eram os tons pastéis.

Passamos por uma mulher vestindo calça colante de ginástica cor-de-rosa e top branco. E só. Se aquilo era estar vestido a caráter na Califórnia, dava para ver que eu ia passar pelo maior choque cultural.

E o mais estranho ali era o humor das pessoas. Descobri que o motorista do nosso taxi tinha cinco filhos, duas meninas casadas e dois meninos adolescentes e um bebê começando a andar. Eu fiquei chocada e quase perguntei como esposa dele estava viva, mas Amélia me mandou um olhar de advertência e sorriu para o homem, assentindo aos murmurou bem humorados do homem tagarela. Eu estava chocada por alguém parecer tão feliz.

Olhando pela janela, conclui que Malibu era uma região costeada de pequenas praias e muitas delas quase que particulares, com penhascos e uma vegetação exuberante. Como estávamos entrando no verão, o calor era de matar e tinha flores de plantas rasteiras que cobriam parte da vegetação e era realmente exuberante. Para todo lado tinha jovens surfistas iam para a praia mais próxima para surfarem e havia condomínios de luxo e casas de diversos estilos, bem peculiar e característico da Califórnia. No entanto eu fiquei é pasma quando paramos de frente para uma verdadeira mansão.

— Bem-vinda a minha casa Harlow — Amélia sorria orgulhosa para moradia bem ao meu lado, e eu tentei mesmo não ter o queixo no chão.

— Só pode ser brincadeira. — A casa era um sonho, com uma vista deslumbrante para a praia e janelas de vidro.

Seguindo atrás da minha tia e a ajudando arrastar as malas, eu tentava não tropeçar nos meus próprios pés enquanto olhava para cima como idiota. Parecia que ela havia sido construída adequadamente para a natureza local, que com certeza media uns 10.000 metros quadrado. Quando finalmente entrei, meus olhos pareciam não se cansar de tudo aquilo, e Amélia notou, pois começou a sorrir largo, enquanto deixava as malas na porta.

— Eu vou deixar você andar pela casa para conhecer. Pedirei para a empregada levar suas coisas para o quarto — falou, e eu quase engasguei.

— Você tem uma empregada? — perguntei chocada. Ela assentiu, fechando a magnifica porta de vidro.

— Seu nome é Adelaide, irá gostar dela. — garantiu, e me olhou suavemente — Faça o que quiser, quando terminar de explorar venha falar comigo. Naturalmente janto as nove, mas como você dormiu a viagem toda, deve estar com fome — Olhou de relance para o relógio e franziu a testa — Pedirei para servir as oito. Até lá, pode aproveitar.

Estava sem palavras ainda. Ela tinha uma casa enorme e uma empregada. O que mais deveria saber?

— Por acaso tem mais alguém aqui?

— Não. Apenas nós, mas tenho uma faxineira e ela vem uma vez por semana. Então não fique surpresa caso acorde e encontre-a por ai. — Caralho. Isso sim era ter vida boa.

— Um. Ok. — falei, e me preparei para andar por ai, porém parei no mesmo lugar e me virei para ela. — Onde é meu quarto?

— Subindo as escadas e virando a esquerda. Primeira porta — Explicou. Eu assenti, e fui.

Rondei por toda casa com os pensamentos completamente avoados. A moradia continha quatro quartos, contando com o meu e de Amélia, nove banheiros e com espaços e aberturas panorâmicas para a bela vista litorânea. A piscina era retangular e tinha a água mais limpa que já vi, ao redor dela as espreguiçadeiras eram acolchoadas e trabalhadas em madeira fina, enquanto as mesinhas redondas era de vidro quase transparente.

Subi para meu quarto, olhando atentamente até reparar a escada que também era vidro. Comecei a pensar como seria acertar um martelo naquilo. Faria um estrago.

— Menos Harlow.

A casa era tão bonita por dentro quanto por fora, toda alegre com seus amarelos, azuis e seus alaranjados brilhantes. Logo fotos da minha mãe, o que me fez sentir um pouco melhor por estar em uma casa tão diferente da minha. Lá estavam minhas fotos de bebê, penduradas na parede do corredor, bem ao lado das fotos de Dana, Jared e meus avós por parte de mãe. Em um dos quartos que entre encontrei uma estante de livros e uma mesa enorme, com fotos de Amélia e Hope juntas nas prateleiras embutidas da saleta. E tinha muitas plantas na grande janela direcionada ao jardim, o que me fazia notar que ali seria o escritório da minha tia e que ela tinha outro robe que não fosse trabalhar.

Meu quarto ficava no primeiro andar, bem em cima do telhado da varanda.

Amélia tinha comentado no taxi que eu teria uma varanda com vista para o mar, mas eu achei que fosse piada. Porém eu realmente tinha uma vista maravilhosa. E o melhor de tudo era que minha cama — de casal! — ficava de frente para ela, dando-me a oportunidade de ver o céu durante toda a noite se quisesse. Eu nunca tinha sido do tipo que tem penteadeira com tampo de vidro e telefone cor-de-rosa, mas ali estava uma para mim, bem onde minhas malas foram deixadas. Eu me senti culpada pela maneira como havia me comportado quando conheci Amélia. Realmente me senti. Caminhando pelo quarto, eu dizia a mim mesma: Tudo bem, não é tão ruim assim. Por enquanto você está bem. Talvez tudo dê certo, afinal de contas.

Eaahhh. Vamos com força Harlow. São apenas dois meses, com certeza passam rápido. Muito rápido.

~*~

As oito eu voltei a sair do quarto, havia ficado lá organizando minhas coisas no meu mais novo closet — Sim. Eu tinha um closet! — e os produtos na penteadeira. Ao acabar resolvi tomar um banho para tirar o calor, pois a cada instante a mais me sentia mais quente que água fervente. Com o cabelo molhado e usando apenas minha velha camiseta que usava para dormir, eu desci as escadas para encontrar Amélia para jantar.

A casa estava iluminada completamente, mas ainda sim tinha um silencio que incomodava até o fundo da alma. Na sala onde comeríamos, tinha uma mesa circular de vidro com cinco cadeiras. Amélia estava em uma delas e mexia em um laptop, e ao contrário de mim, estava arrumada e superimpecável. Fiquei em duvida se teríamos visita.

— Por que está toda arrumada? — perguntei ao me sentar ao seu lado. Amélia ergueu os olhos, e então sorriu, fechando o laptop.

— Costume. Eu trabalho durante todo dia, então ao final da tarde estou sempre em um terno simples — explicou, e tomou um gole do vinho que tinha ao seu lado em uma taça.

— Um. E o que você faz? — questionei, ela piscou e afastando o laptop para longe, me olhou ao abrir a boca. Ela não pôde falar, no entanto, pois uma mulher de pele escura e bonita, com os cabelos escuros presos no topo da cabeça e um vestido azul, apareceu ao meu lado com uma bandeja.

— Harlow. Essa é Adelaide — Amélia apresentou. A moça deu um sorriso de lado e acenou com a cabeça — O que precisar você pode pedir a ela.

— E ai Adelaide — falei e olhei para o que ela me trouxe. Franzi o cenho, tentando descobrir o que era aquela comida. No fim eu acabei por suspirar e olhar a empregada — Sabe, eu meio que sei cozinhar. Pode me mostrar onde ficam as coisas, assim faço algo para mim? — Adelaide ergueu uma sobrancelha, enquanto Amélia abria um sorriso.

— Não tenha medo de provar uma comida. Garanto-lhe que estará divina — Amélia provou do seu próprio prato e até fechou os olhos — Uma coisa que amo é a comida de Adelaide — disse, e olhou agradecida a empregada. Essa sorriu orgulhosa.

— Mas eu nem sei o que é isso. — protestei. A empregada já se apreçou em explicar.

— Chama-se Ramer Burguer. É preparado com uma grande porção de hambúrguer de carne bovina com molho shoyu e macarrão temperado, tudo isso dentro do pão. —Arregalei os olhos para coisa em meu prato e depois para ela.

— Está me dizendo que isso aqui é hambúrguer chique? — indaguei um pouco mais interessada. A empregada sorriu.

— Pode se dizer que sim. — Ela colocou guardanapos em meu colo e deixou-me provar. Eu engasguei. O sanduíche parecia ótimo. O melhor que já provei em toda minha vida. Porém ficou ainda melhor quando resolvi provar aquele chá gelado que estava me chamando.

— Deuses do céu — pigarreei.

Amélia deu uma risadinha. Piscou para mim sorrindo — Eu sei exatamente o que você está pensando. Maneiras impecáveis, linda, ou como pode executar uma casa, cozinhar comida incrível e preparar o nectar dos deuses, é esta uma mulher de verdade?

Soltei um suspiro de alívio. — Graças a Deus, eu pensei que fosse só eu.

Amélia balançou a cabeça.

— Além de mim, todos meus colegas tem uma queda por Adelaide. — Amélia deu uma piscadela para a empregada, que sorriu e acenou em reconhecimento a cabeça. — Não poderia ter alguém melhor.

— É um prazer cuidar da senhora — A empregada sorria alegre, em seguida seguiu de volta para cozinha. Já eu logo voltei a devorar meu sanduiche super chique e ultra delicioso.

— Então, Harlow. O que achou da casa e seu novo quarto? — perguntou Amélia provando novamente o vinho.

— A casa é legal. Bem grande — falei, tentando soar educada e não dar a entender que apesar de tudo aquilo, eu ainda queria estar com meus irmãos — E eu gostei do quarto, obrigada. A janela para a varanda é maravilhosa, assim como a vista, claro.

— Eu fico feliz que tenha aprovado. — sorriu de lado — E aproveitando que estamos conversando. Queria lhe fazer um convite.

Parei de comer para olhá-la, e duvidosamente, perguntei.

— Que convite?

—Gostaria de conhecê-la melhor Harlow, então queria que se juntasse a mim amanhã para um passeio pelo shopping. Com certeza você irá precisar de roupas novas e biquínis para a praia.

Senti minha bochechas corarem só de pensar em por um biquíni.

— Ahh... Sabe o que é. Não tenho dinheiro para...

— É por minha conta, querida. Que tia seria eu se não pagasse o que você precisa quando eu a convidei para vir até aqui? — Seus olhos azuis ficaram gentis — Por favor, aceite. Uma das razões para querê-la aqui, foi para poder me aproximar mais de você. Acho que... agi muito mal em deixá-la com Jared. — Senti o botão de alerta apitar dentro de mim assim que o nome de meu irmão foi pronunciado.

Olhei-a com uma careta e cruzei os braços.

— Jad cuidou muito bem de mim sem sua ajuda. — censurei. Ela se agitou com a mudança em meu comportamento.

— Eu sei querida. Jared sempre foi um garoto responsável, talvez porque é muito parecido com Martin. E fico grata por ele ser assim — garantiu, mas sua face era triste — Mas o que me incomoda é forma como eu agi. Ele não estava pronto para se tornar responsável de duas crianças quando fui embora, coloquei um peso grande em suas costas.

— Dana e eu nunca fomos uma peso para Jared — disse mal humorada — Ele nos ama. E por isso sempre cuidou de nós.

— Verdade. Ele ama — confirmou — Mas quero mostrar que eu também amo vocês — Por um momento, sua voz pareceu cansada, cheia de segredos e aflições, mas como se ela mesma notasse sua depressão, um sorriso de disfarce foi forçado para mim — Dana e Jared não mais acreditam em mim, então me sobrou você. Não posso permitir que me odeie assim como eles o fazem. Hope não gostaria disso, e estou indo para concertar as coisas. — O sorriso diminuiu quando ela me encarou — Bem, isso se você permitir.

Fiquei em silencio por uns instantes, pensando sobre o que ela falou. Era estranho que ela aparecesse do nada para, de repente, querer fazer as pazes? Era. Mas ainda assim, havia algo em seu olhar que me fazia querer arriscar e me aproximar. Se era empatia ou afeição eu não sabia, mas estava começando a achar que tinha errado feio ao descriminar Amélia logo de cara. Ela era meio esquisita e bem calada, mas por outro lado parecia ser legal e esperta – de um jeito maluco – e de algum jeito que me acalmava.

— Okay — Ouvi-me dizer — Eu vou ao shopping com você.

O sorriso dela foi de eterna satisfação e ansiedade.

— Maravilhoso! Nós vamos sair as dez, e não se preocupe com o café da manhã. Podemos comer fora — falou. E sua animação quase me fez sorrir.

— Certo. Agora, será que posso subir? Queria ligar para Jared e Dana antes de dormir.

— Ah. Mas é claro. Vá, e tenha uma boa noite, querida. — Me levantei, e sorrindo, acenei.

— Para você também — disse, mas antes de virar, peguei o que restava do sanduiche no prato. Amélia sorriu, e me assistiu subir as escadas terminando de devorar meu sanduíche.

Com a boca cheia e novamente no quarto, pulei na cama com o celular na mão. Disquei o numero de casa esperei.

— Sim? — sorri chupando os dedos ao ouvir a voz de Dana.

— Hey garota. Já sentindo minha falta?

— Harlow! — berrou em animação, ri e ao fundo, ouvi o som de passos pesados. Com certeza Jared correndo as escadas. — Como você está? Aconteceu alguma coisa? Amélia está lhe tratando bem? Ai meu Deus, não está conseguindo dormir meu amor? Eu sabia que não devia ter concordado com isso... — Comecei a rir alto com desespero na voz da minha irmã, em seguida falei.

— Dana, pare com isso. Eu estou bem.

— Mas...

— É serio. Só estou lingando para dar boa-noite e dizer que eu tenho uma varanda e uma penteadeira. — disse. A voz de dela foi de preocupada para curiosa.

— Uma varanda? Penteadeira? É grande assim por ai?... Ai sai pra lá Jared, sou eu que tô falando com ela — sorri de lado.

— Sim. É enorme Dan. Precisa ver o tamanho da minha cama. E aqui tem uma piscina!

— Nossa. Eu sabia que Amélia tinha uma casa grande, mas não ao ponto de ter piscina. — disse pensativa. Eu devia concordar com ela.

— Bem, mas nós tínhamos que ter adivinhado só pelo fato da mulher morar em Malibu. — comentei.

— Verdade. Mas fora isso, como anda por ai? Amélia já está lhe subornando para ficar ai com ela?

— Dana! — A repreensão do meu irmão foi tão alta que até mesmo eu ouvi. Suspirei pesadamente.

— Dan, eu acabei de chegar, não passou nem sequer um dia direito. Mas ela me convidou para passear no shopping amanhã. Disse que quer me conhecer melhor — Me levantei e caminhei para minha varanda. O vento suave e o cheiro de mar me apanharam no mesmo instante.

— E você aceitou?

— Eu não poderia simplesmente dizer não, Dan. Preciso fazer ela acreditar que estou a aceitando, se não ela vai pensar que vocês me manipularam para que eu não a conheça direito. — Dana suspirou, e tinha certeza que ela entendia o que eu dizia.

— Ok. Desculpe-me. Eu só não estou acostumada com você tão longe. — sorri, me apoitando contra a mureta da varanda.

— Também estou tentando me acostumar, mas está difícil. Aqui é bem legal, mas... Ainda não é minha casa sabe?

— Ah bebê... Eu queria tanto que você estivesse ficado — fiz careta e virei os olhos, mas sorri quando ela fungou no telefone.

— Dan, já disse para não me chamar assim. E eu também queria estar ai, mas como não rola, então vamos ver o que acontece por aqui. — Nós duas puxamos o ar, como se para ter força. — Agora será que posso falar com Jad? Queria dar boa noite para ele também.

— Claro meu anjo. Não se esqueça de tomar sua bombinha antes de dormir — Virei os olhos.

— Tudo bem Dana.

— Eu amo você. — sorri.

— Também amo você Dan. Boa noite. — Depois de seu boa noite, esperei uns minutinhos antes de ouvir a voz sedosa do meu irmãozão. Eu quase decidi as lágrimas dessa vez.

— Como está indo querida?

— Ah Jad. Eu já sinto tanta saudade de casa — disse sinceramente.

— E nós sentimos de você, Harlow, mas aguente apenas o tempo que disse. Ethan e eu começaremos organizar a papelada da tutela amanhã.

— Eu queria que vocês já tivessem tudo pronto em uns dias, assim poderia voltar logo — resmunguei, e esfreguei o rosto com uma careta — Eu sei que aqui é tudo luxo, e a comida da Adelaide é divina, mas ainda é estranho sabe.

— Eu sei meu anjo, mas... Espera — Ele hesitou— Quem é Adelaide?

— Ah. É a empregada da Amélia. — Expliquei, e não pude deixar de suspirar ao lembrar do grande sanduiche que chique que ela me fez — Ela tem mãos magicas na cozinha. — murmurei.

Jared riu um pouco.

— Deve ser muito boa mesmo. Para você estar suspirando.

— É mais do que boa Jad. Assim que eu voltar, vou pedir para ela preparar uma coisa para eu levar para vocês. Garanto que vão adorar. — Ele riu novamente, mas depois permaneceu em silencio, e eu fiquei mal em cortá-lo, por isso continuei quieta apenas escutando sua respiração, meus olhos acompanhando as ondas do mar se quebrar e acabarem na praia. Era relaxante, mas ainda sim, estar ali sem minha verdadeira família fazia-me querer chorar como uma menininha boba.

— Jad? — finalmente falei, e estranhei por minha voz sair tão baixa, porém não podia me impedir, meu coração estava agitado demais para me preocupar em ser forte.

— Fale querida. — O amor em sua voz me fez sorrir, e fechando os olhos eu me permitir ouvi-lo de verdade.

— Peça para Dana cantar para mim? Os dois... cante para eu conseguir dormir bem, sem os dois aqui — Por um instante, ele permaneceu sem dizer nada, mas depois eu o escutei quando ele chamou o nome da irmã mais velha, e essa foi correndo até o quarto, obviamente para pegar o violão da mamãe.

Paciente, fui me deitar na cama, deixando as portas da varanda abertas, assim poderia ver o céu enquanto estava acordada. Aconcheguei-me no meio da cama, e esperei.

— Eu queria estar ai para deitar ao seu lado — Dana falou de repente ao meu ouvindo, eu sorri.

— Também queria Dan — disse e o suspirar dos dois me deixou mais triste. — Cantem para mim agora.

E quando fechei os olhos, eu pude sorrir ao escutar as cordas do violão da minha irmã, que mesmo estando tão longe, ainda estava cuidando de mim da forma que podia. Ao ter sua voz doce cantando para mim, eu senti meu corpo finalmente descansar naquele dia tão cheio de novidades. Eu me encolhi na grande cama quando ambos meus irmãos cantaram para mim, me encolhi na cama sentindo o amor que eles me transmitiam, e fechei os olhos permitindo-me aceitar o significado daquela música, enquanto caia no meu sono tão profundo e realmente esperado.

Salva-me do esquecimento. Salva-me da escuridão. Salva-me do aborrecimento. Não me deixes cair jamais.

~*~

Notas finais
AVISO URGENTE: Gente, eu queria me desculpar por uma gafe enorme que cometi na fanfic. Com todos os acontecimentos aqui em casa, eu dei uma fora e acabei por postar partes que não eram certas para está fic. Portanto vou explicar coisas que não deviam estar na fic, mas que eu já mudei. 1 Erro - Amélia não é a irmã mais velha. Estava relendo os capítulos, e notei que tinha postado meu primeiro rascunho, e que esse seria uma história completamente diferente da que quero chegar com Rude Girl. 2 Erro - Amélia tem 35 anos agora e não 47. 3 Erro - Hope (Mãe da Harlow) teria 46 anos agora e morreu com 29 e Martin (Pai da Harlow) morreu com 30 e teria hoje 47. 4 Erro - Harlow tinha sete anos quando o pai morreu. E nove quando Amélia foi embora. 5 Erro - Jared tem 29 anos e é um residente em seu primeiro ano. (Cardiovascular). —------------------------------------------------------------------------------------------------ Eu sei que eu fiz muita merda, mas eu queria me desculpar por tamanha burrice, e dizer que não irá se repetir. Eu só estava muito sobrecarregada e acabei confundindo muita coisa. Me perdoem por favor, e para não haver mais erros, deixarei uma lista com as datas das mortes dos pais da Harlow e quando Amélia partiu e foi embora. Espero que ajude: —----------------------------------------------------------------------------- Morte da Hope (Mãe) // 15.06.1999 // —----------------------------------------------------------------------- Morte do Martin (Pai) // 20.02.2006 // —----------------------------------------------------------------------- Amélia veio cuidar de Martin e assumir a guarda das crianças em: 2005. Jared tinha 17 anos. Dana tinha 09 anos. Harlow tinha 06 anos. —------------------------------------------------------------------------- ~*~ Nenhum desses erros vai interferir no que escrevi até agora, só fiquem cientes que Amélia NÃO é mais velha e que ela tem onze anos de diferença da irmã. É difícil de entender? Sim, mas quem não conseguir, me manda uma mensagem por MP, que eu farei o possível para explicar. Mais uma vez, me desculpem. Capítulos anteriores foram alterados em trechos pequenos, seria legal relerem se ficar difícil de entender. Recomendo dois em especial, que é o de numero 7 e 10, pois são as conversas entre Harlow e Jared e Amélia e Harlow. Fora isso, espero que não se magoem comigo. Perdão. Tess Herondale.