Rude Girl
13 Capitulo 13 — Apenas o primeiro dia
Notas iniciais
Quando o sol atravessou a janela, eu tive vontade de rosnar com irritação. Não havia pregado os olhos durante a noite toda, tudo que fizera naquele maldito apartamento, fora pensar em Harlow andando para longe de mim naquele aeroporto. Era estranho como encarar o teto me fazia mais nervoso ainda ao pensar que hoje a essa hora, Harlow estaria acordando para enfrentar um dia de merda com Amélia, ou até ir conhecer... Como é mesmo o nome daquele imbecil? Ah sim. Damien. Eu realmente ia ter uma conversa com Jodie por sugerir essa maldita ideia de Harlow procurar o irmão de Caroline para lhe fazer companhia. É certo que eu não desejo que ela fique sozinha e solitária na Califórnia, mas algo nessa ideia me fazia querer socar, quebrar e destruir coisas.
Preocupação. Isso! Eu estava preocupado com Harlow. De forma alguma isso quer dizer que estou com ciúmes do merdinha chamado Damien.
Fiz careta, levantando-me da cama e me sentando na ponta. Minha cabeça obviamente não estava no seu melhor dia, era a única opção para eu não parar de pensar besteira. Talvez um café forte me tire dessa merda. Sim. Um café forte e bem quente.
Com esse pensamento, me levantei da cama na qual revirei durante toda a noite e segui para o banheiro que havia no meu pequeno apartamento. Meus pais haviam me alugado ele quando decidi ter um lugar só para mim, e claro, quando decidi que estava na hora de expressar minha frustração por Harlow em uma outra coisa. Ninguém realmente sabia o que eu fazia naquele lugar, e eu estava indo a deixar dessa forma, pois não poderia nem imaginar o que todos diriam ao ver o que está espalhado por todo esse apartamento.
Com o humor piorando a cada movimento, livrei-me das roupas e enfiei-me de baixo do jato quente no chuveiro. A água fez minha mente clarear um pouco e diminuir o cansaço, no entanto ainda tinha vontade de acertar o punho contra o azulejo.
Vesti-me depressa enquanto chacoalhava a toalha contra o cabelo, e assim que peguei as chaves da moto de Jack — que eu realmente não iria devolver tão cedo — e o celular, o mesmo começou a vibrar. Praguejei baixinho só de reconhecer o numero na tela.
— Bom dia mulher mais linda desse mundo! — falei, tentando parecer bem animado. Não funcionou, a minha dica foi o bufado irritado que minha querida mãe soltou em meu ouvido.
— Onde diabo está, Jaime?! — Suspirei, abrindo a porta do apartamento e trancando em seguida.
— Onde mais eu estaria mãe? A senhora tem que parar de se preocupar. Já tenho vinte anos se não se lembra.
— Ora. Não me venha dizer que é adulto enquanto morar em minha casa. Até isso não mudar você ainda será meu bebê — Virei os olhos.
— Por que está me ligando? Eu já estou voltando para casa;
—Ah, é que Stef acabou de passar aqui com seu amigo Jack. Eles pediram para avisar-lhe para encontrá-los na lanchonete ao em frente à casa da Eloise. — Ergui uma sobrancelha, esperando o elevador abrir.
— Lanchonete, agora? Esse povo caiu da cama? — murmurei para mim mesmo. Minha dona Erin riu, e pelo ruído de panelas, estava na cozinha.
— Eles pareciam animados. E oh! Dolly foi com eles, pelo que ela disse tem haver com algo que Mitchie quer conversar com ela... Enfim, fiquei de olho nela para mim.
— Ok. Eu cuido da pirralha. E o pai?
— Acabou de sair para trabalhar, mesmo eu dizendo para tirar um dia de folga. Qualquer dia desses, esse homem irá chegar em casa com um tiro no peito. — Ri suavemente, entrando no elevador quando esse abriu.
O meu velho — Kane — era policial desde os trinta anos, e cada instante que ele chegava perto da minha mãe, a tão pacifica professora de história, ela tentava fazê-lo se aposentar, alegando que ele em breve estaria velho, com quarenta anos e não poderia ter uma bala nas costas, pois daria um imenso trabalho a ela. No entanto todos nós sabíamos como Erin se preocupava a cada dia que meu pai saia para trabalhar, e demorava mais que o normal para voltar.
Minha mãe não era a favor de violência, o que Dolly puxou muito dela, mas quando se trata do marido dela e de seus filhos, não existe outra pessoa mais forte que minha linda mãe.
— Ele vai ficar bem mãe — tentei tranquiliza-la — Devia relaxar um pouco. Ele sabe o que faz.
— Se soubesse, viria trabalhar como professor comigo. Quem não gosta de uma boa história? — resmungou, e eu tive que gargalhar. Meu pai odiava a ideia de um dia ser professor, e ao contrário de mim, Dolly e minha mãe, ele não conseguia nem mesmo passar da primeira pagina de um livro. A não ser se fosse uma ficha criminal.
— Não consigo imaginar algo parecido, mãe, me desculpe. — lamentei, e ela suspirou exasperada.
— Infelizmente, eu também não, mas o que posso fazer se amo aquele homem? Ainda posso ter esperanças. — sorri de lado.
— Com certeza mãe. Pode mesmo. Agora, eu preciso ir ver o que aqueles meus amigos idiotas querem. Não me espere para o almoço, tenho uma conversa hoje à tarde com a diretora da faculdade. — Ela fez um ruído cheio de entusiasmo.
—Oh querido, verdade? Então está mesmo decidido em fazer Designer Gráfico? — perguntou, e sorri para sua animação.
— Sim. Acho que é uma boa tentar — falei pensativo — É só o começo mesmo, não custa nada ver como é.
— Isso mesmo meu amor. Vá com Deus então, e espero que corra tudo bem. Vai levar Dolly?
— Pode ser. Não quero ficar dando voltas, mas prometo chegar com a pirralha inteira. — ri. Ela suspirou.
— Não a chame assim Jimmy, sabe como ela detesta isso.
— É por isso mesmo que eu continuo chamando — gargalhei — Tchau mãe. E bom dia.
— Bom dia para você meu filho. E boa sorte.
— Valeu.
Ao fazer meu caminho para a lanchonete, eu fiz o máximo para não me aprofundar nos meus pensamentos sobre Harlow assim que passei em frente à casa dela. Foi muito ruim olhá-la, e saber que ela não estaria ali caso eu batesse na porta. Foi ainda mais duro confessar para mim mesmo que eu já estava louco de saudades daquela nanica nervosinha. Não me ajudou nada eu ter que entrar na mesma lanchonete que levei Harlow depois dela conhecer Amélia.
Aquele lugar parecia me trazer a lembrança de como era bom estar cuidando daquela garota.
— Pare com isso — pigarrei irritado, e sai de cima da moto.
Foi impossível não encontrar os outros assim que entrei no local. Eu tive que sorrir ao ver todos os homens quase — e até mesmo as garotas — grudados a janela, tentando ficar ao máximo longe de Jodie. A mulher em questão estava bebericando seu cappuccino com os olhos fechados. Dando a entender que tinha acabado de acordar e estava realmente querendo silencio enquanto tomava seu café. Fiz contato visual com Liam e levantei um dedo. Ele sacudiu a cabeça e levantou dois. Jodie estava em seu segundo cappuccino. Sorrindo, eu me inclinei-me e dei-lhe um beijo leve na bochecha. Ela abriu os olhos, piscou duas vezes, deu um pequeno sorriso e fechou os olhos novamente.
Desde que Jodie voltará de viagem, eu aprendi que eu e Mitchie parecíamos sermos os únicos imunes à ira de manhã cedo de Jodie.
— Jimmy, você é corajoso — Jonah murmurou.
— Jodie me adora, não é querida? — perguntei virando-me para a garota em questão. Ela apenas resmungou e continuou bebendo sua dose de cafeína. Vi Michelle, logo a seu lado com Dolly, sorrir e chamar o garçom. Esse lhe trouxe outro copo e colocou-o sobre a mesa. Seus olhos se abriram e ela sorriu calorosamente para Mitchie. Liam resmungou baixinho.
— Deixe ela em paz Liam! Não rosne para minha Micthie! — resmungou Jodie franzindo o cenho.
Sorri quando Michelle mostrou a língua para seu irmão mais velho, esse virou os olhos e cruzou os braços.
— Então. Qual o motivo desse encontro? — perguntei, já devorando as fritas que tinha em cima da mesa.
— Harlow — Falaram. Eu parei o copo de suco no meio do caminho até minha boca, olhando-os com uma sobrancelha arqueada.
— O que ela tem haver com isso aqui?
— Precisamos arranjar um modo de ajudar Ethan e Jared — Lizze falou enquanto beliscava um cup keep de chocolate — Eu fui ontem à noite à casa de Jad. — Soltei o que comia no mesmo instante, e prestei atenção no que ela dizia.
— E?
— E, que ele e Dana estavam tão tristes. — Seu rosto decaiu para preocupação — Dana estava com violão, e ela disse que estavam cantando para Harlow dormir. Ela pediu para eles fazerem isso por telefone, porque não conseguia se sentir em casa ainda — suspirou. — Estou um pouco preocupada com isso. — Ah, ela não era a única.
— Mas o que pretendem fazer? Não sabemos nem da metade que os pais de Liam — falei em frustração — Não é como se fossemos superadvogados.
— Não precisamos ser advogados para investigamos. — falou Jack, que estava ao meu lado com um sorriso arteiro. — Podemos pesquisar algo podre sobre Amélia.
— Não somos do CSI sabia? — indaguei, tentando mostrar como essa era uma péssima ideia.
— Seja legal Jimmy. Eu sei que está se corroendo por não fazer nada a respeito — falou, e eu tive de cerrar os olhos malignamente, pois eu sabia muito bem como ele estava certo. Porra.
— Ethan não pode fazer isso sozinho?
— Meu pai precisa focar em ajudar Jared e Dana primeiro. — Liam falou seriamente — Ouvi-o conversando com minha mãe, e parece que Jad poderia perder Harlow por causa das horas em que a deixa sozinha. Ou por que ela não é muito social na escola.
— Grande merda — Jodie cuspiu, terminando seu cappuccino.
— Isso quer dizer que ele teria que arranjar outra profissão? — perguntou Stefany, parecendo confusa — Não acham isso muito drástico?
— Não sei o que vai acontecer sobre esse assunto, mas sei que meu pai precisa de algo muito ruim contra Amélia. Para todos os efeitos, a mulher é podre de rica e muito mais capaz de cuidar de uma adolescente. Ela será uma luz aos olhos do juiz.
— O que nos dá o trabalho de quebrar essa pose de boa moça dela — Jodie fala já completamente acordada. — Podemos não ter um diploma como investigadores, mas garanto a todos aqui, que eu sei muito bem enfiar meu nariz onde não é chamado.
— E o que faremos? Invadimos o e-mail pessoal de Amélia, que mora na Califórnia? — questionei com nervosismo. Por alguma razão, essa ideia parecia maluca demais até para Jodie — Isso pode causar mais problemas para Harlow.
— Nós podemos começar exatamente por ai — Jodie deu ombros — Mas temos que fazer algo, Jimmy. Se Amélia vencer, Harlow vai embora, e dessa vez não será apenas uns dois meses durante as férias. Vai ser pra sempre! É isso que você quer?
Abaixei a cabeça quando o peso dessas palavras me acertou. Eu estava na corda bamba, e tudo que eu mais queria era pular logo de uma vez, quem sabe uma morte rápida me fizesse descansar daquela merda. Entretanto eu não podia apenas virar as costas e deixar que me levassem Harlow. Eu tinha negado um dia o que sentia por ela, mas agora, com ela longe, estava notando que o sentimento ia além de uma simples paixão, e por mais pavor que eu sentisse por confirmar isso, eu ainda encarei os olhos azuis gelo de Jodie, que durante muito tempo, sofreu e foi abusada.
Ela sabia o que era estar confusa por causa de uma pessoa. Então provavelmente sabia a guerra que eu estava enfrentando dentro de mim. E naquele instante, percebi que realmente não poderia ficar de fora daquilo, ficar parado. Precisa fazer algo, e se era aquilo que havia me sobrado, quem era eu para reclamar?
— Muito bem — Me recostei no banco, soltando o ar pesadamente — O que está pensando em fazer?
O sorriso maldoso que estreitou pelo rosto de Jodie com certeza fez todos ali estremecerem em medo.
— Depois que Harlow foi embora, eu meio que fiquei curiosa com a forma que Amélia conseguiu tanto dinheiro e uma casa em Malibu.
— Provavelmente é empresaria — comentou Stefany. Jodie balançou a cabeça.
— Ai é que tá. Procurei Amélia Santino no Google, e não encontrei nada de interessante. Não acham que se ela fosse uma empresaria com um bom titulo, teria saído na internet?
— Nós não podemos confiar sempre no google, Jodie — falei, franzindo o cenho. Era realmente estranho apesar de tudo.
— Eu sei disso, mas pelo menos sabemos de algo.
— Que seria?
— Amélia Santino é podre de rica, tem uma casa muito grande em Malibu, mas não existem pistas de como ela conseguiu essa fortuna, que nem de família é. Se fosse, Dana, Jared e Harlow teriam direitos.
— Ela tá certa — Jonah apontou um garfo com a boca cheia — Porém não nos ajuda em muita coisa. Tá certo que Amélia não tem registros na internet, mas muitas outras pessoas conseguiram fortuna e não foram cercadas por paparazzi, Jodie.
— Da mesma forma, vamos nos aprofundar mais na vida de Amélia. — Jodie insistiu, e com os olhos cerrados, se inclinou contra o assento, os dedos brincando com o canudo do copo de Liam — Eu não confio nessa mulher. Estou dizendo, ai tem coisa. E eu vou descobrir o que é, antes que acabe afetando Harlow. Ninguém aparece assim do nado apenas querendo reconciliação...
— Tecnicamente, você fez o mesmo — Eu não conseguir impedir que as palavras pulassem da minha boca. Arrependi-me assim que os olhos de Jodie e de todos na mesa, focaram-se em mim com choque.
Apertei os lábios um no outro quando Jodie continuou ali, me olhando, sem demonstrar um sentimento, e por mais que não o fizesse, eu sabia que eu tinha machucado. Bufei.
— Me desculpe — falei, e rapidamente levantei do meu lugar para ir até ela. Jodie franziu a testa quando segurei suas mãos — Desculpe, não quis ser rude eu só... — chacoalhei a cabeça inquieto — Não estou no meu dia hoje.
Ela apertou os olhos para mim, como se avaliasse minha situação, e depois de horas em silencio, ela tirou as mãos das minhas e deu um soco fraco em meu ombro.
— Levanta dai seu manipulador. Leve sua bunda grande a cadeira. Temos que bolar um plano — e sorriu.
Eu sorri de volta, e me erguendo beijei sua bochecha e ri quando as notei coradas. Ela só fazia isso comigo também.
— Acho que você gosta dos seus dentes, não é Jimmy? — Liam rosnou ao meu lado, e eu pisquei, voltando ao meu lugar para encará-lo.
— Eu tenho uma bunda grande — provoquei. Era algo que eu me divertia fazendo com Liam, pois por mais tranquilo que ele fosse, seu lado possessivo era ainda mais perigoso do que o da própria Jodie.
— Eu vou ver sua mandíbula quebrada daqui a pouco. — grunhiu o outro.
Ao seu lado, Jodie soltou um suspiro cansado.
— Liam, pare com essa coisa de rosnar!
— Quieta Jodie, é entre mim e ele. — Sorri ainda maior. Liam ainda não aprendeu quem era sua namorada obviamente.
— Espera. Você realmente me mandou calar a boca? — Jodie olhava para o pobre lutador com chamas nos olhos.
— Perfeito Liam — Michelle soprou, rindo com Dolly e ambas se afastando.
Liam roncou alto.
— Você não devia estar a olhar para a bunda de outra pessoa! — Ele gritou com o peito arfando e ficando de pé. O que levou o riso aos outros e o meu completo divertimento. Olhei em volta e percebi que as pessoas pareciam ter medo por Jodie, mas ninguém sabia que aquelas briguinhas eram a nossa grande e divertida rotina.
Jodie se levantou também, e foi quase cômico quando ela notou que a altura deles era muito diferente e que ela era bem miúda comparada a ele. Liam deu um sorrisinho malicioso, como se tomando aquilo como vitória, mas Jodie parecia fervendo com fúria. Tanto que acho que ela nem pensou direito quando subiu em cima do banco e tocou o peito de Liam.
— Não se atreva a me dizer o que fazer! Sou uma mulher adulta, se eu quiser olhar para a bunda de homens eu vou olhar! Mesmo se eles tiverem nus, eu também vou olhar! Portanto não me mande calar minha maldita boca, porra!
— Você quer olhar para homens nus, comece comigo! — Liam arrancou sua camisa e ficou na frente dela com as mãos nos quadris.
Eu explodi em gargalhadas com os outros assim que Jodie arregalou os olhos e desceu os olhos para o peito de seu namorado. É, Liam sempre conseguia chamar sua atenção, mesmo quando estavam no meio de um lanchonete cheia de gente e com sua irmã mais nova e a amiga dela.
E falando em Dolly, ergui uma sobrancelha questionadora quando notei os olhos da minha maninha bem interessados no que Liam havia mostrado, e isso me deixou com uma linha entre os olhos. Pegando um palito de dente, mirei em seu rosto e joguei. Ela se assustou, como se tivessem lhe tirado de um sonho e fez careta quando indiquei; Olhos no chão.
— Dez dólares que eles se catam — Jonah e Jack murmuraram. Sorri.
— Dou vinte que Jodie acerta ele e depois o beija — Lizze sussurrou, rindo.
— Estou com Eloise. — Stefany disse e as duas trocam um Hi-five.
No final quem ganhou foi Jonah e Jack. Parece que Jodie achou desnecessário acertá-lo quando se tem tanta pele a sua frente. Eu virei os olhos, passando pelos dois que se agarravam para o grande show dos desconhecidos, e fui para Dolly.
— Vamos garota. — Acenei.
— O que? Mas já? — frustrou-se. Eu sorri.
— Preciso fazer uma coisa e a mãe me mandou ficar de olho em você, o que incluiu não deixa-la ver... — Olhei Jodie e Liam, que agora tinham sentado e o lutador ria enquanto beijava seu pescoço — Esse tipo de coisa.
— Você é tão estragar prazeres — Ela virou os olhos, mas eu apenas dei de ombros. Me virei para os outros quando ela começou a se despedir da amiga e olhei um instante Jodie e Liam, que ainda se pegavam. — Bem. Quando eles acabarem, digam que tive de sair. Vou à faculdade.
— Reunião com diretora? — chutou Jack. Assenti.
— Preciso ir ver isso. Depois conversamos sobre essa coisa sobre a Harlow, okay?
— Tudo bem. Vai na boa cara — Me despedi dos caras e ri com a situação dos outros dois. Stef acenou de onde estava, já que o casal que se agarrava impedia minha passagem até ela.
— Boa sorte, Jimmy. Ligue-me qualquer coisa.
— Pode deixar Stef. — falei, e junto com minha irmã, sai da lanchonete.
— Por favor, me diz que não vamos nisso — Implorou ela, indicando a moto de Jack e estremecendo com os olhos grandes. Eu ri, puxando-a para dentro dos meus braços.
— Terá que se segurar mana.
E arrastando-a até amoto, ajudei-a montar e lhe entreguei o capacete. Porém, enquanto fazia isso, sentia minha cabeça em outro lugar, com outra pessoa. O que era uma merda, pois era só uma pequena amostra, de como seria as próximas horas e os próximos dias sem Harlow ao meu lado. Por instante, olhei para cima, encarando o céu que estava com linha branca por causa das nuvens. Comecei a imaginar o que ela estaria fazendo agora, talvez na praia ou quem sabe acabando de acordar... Seja lá o que fosse, desejava que a fizesse se sentir muito melhor do que eu, pois a cada segundo que estava corria, eu pensava no quão insuportável à saudade iria ser, ao chegar o amanhã e o depois de amanhã. Até que finalmente todos os amanhãs se tornem um mês e em seguida dois meses, e ai só então, eu poderia revê-la de novo.
Uma incrível e cansativa merda para me atazanar.
— Você está bem Jimmy? — Assustei-me quando Dolly tocou em meu ombro, acordando-me do transe. Suspirei, e olhando-a com um sorriso, assenti.
— Tudo bem. — garanti — Vamos logo, quem sabe não chegamos a tempo para o almoço em casa.
Inclinei-me para frente e liguei o motor, e olhando mais uma vez para o céu, eu suspirei. Que seu dia esteja sendo mais divertido que o meu pequena.
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