Rude Girl

55 Bônus — Minha(Meu)


Notas iniciais
E hoje nós teremos o tão esperado bônus de Jared e Caroline. Será uma continuação do capitulo 22( Imprevistos) em Rude Girl. Espero que gostem e please, comentem. Uma boa leitura pequenos ♥

(Pov’s Jared)

Queimando. Estava completamente em chamas quando finalmente chegamos ao topo das escadas. Eu não podia pensar, era tanta pele para tocar que guiava minhas mãos as cegas contra as paredes tentando não deixá-la cair. Eu queria saber como de repente acabei sem saber o que fazer quando os lábios macios de Caroline alcançaram meu pescoço, onde beijou e em seguida lambeu lânguida e deliciosamente, levando a minha mente imagens que fez-me mais ansioso para encontrar o quarto.

Com um grunhido excitado, pressionei-a contra a parede, afastando-a de meu pescoço o suficiente para olhar em seus olhos provocantes.

— Está tentando me matar?

Um sorriso malicioso torceu em seus lábios, e como um homem obsessivo eu observei o movimento com fascinação.

— Não quero você morto agora — Ela murmurou, escorregando as mãos por meus ombros — Acredite nisso.

Sim. Talvez eu morresse durante aquela noite. Mas quem porra importava? Aquela mulher estava tirando a linha do meu raciocino, sentia o membro preso em minhas calças se contorcer e pulsar em busca de liberdade, e quanto mais sentia o toque de Caroline, mais devastado e maluco por estar dentro dela eu ficava.

— Segure-se em mim — Grunhi. Ela o fez e apertou com mais força as pernas em volta de meu quadril, suas mãos agarram bem apertado meu pescoço enquanto os dedos se perdiam em meus cabelos. Um toque dos deuses.

Desajeitado e tentando não causar um desastre em meio aquele corredor para não acordar Dana, levei-nos através de muita luta para meu quarto, e quando finalmente o encontrei eu achei ter recebido a benção divina. Não me contive mais a partir dai. Agarrei as pernas dela e pressionei suas costas contra a parede, trabalhado em me deliciar com a curva de seu pescoço, descendo para aquele delicioso decote que durante toda aquela conversa perturbadora, ficou me tentando.

Suspiros saíram da boca de Car e eu sorri satisfeito, curioso para saber até onde seu deleite poderia a levar. Havia tempo desde que tive uma mulher com tanta intimidade, e mesmo assim, ali aquilo não importava, pois tudo que eu pensava era em arrancar as roupas daquela belíssima mulher e apenas fazê-la minha.

— Eu amo seu cheiro — Gemi, aspirando em seu pescoço e agarrando seus cabelos com uma pressão forte — Amo como sua pele é pálida. Deus, eu amo tudo em você. — Caroline me olhou e sorriu, seus olhos brilhando quando escorreguei os dedos por sua cintura até encontrar a barra de seu vestido.

Ela mordiscou o lábio inferior e soltou as pernas para que pudesse voltar ao chão e erguer os braços. Acho que poderia ter sofrido um enfarto quando me dei conta que ela não usava qualquer sutiã, apenas uma calcinha de renda preta que a fazia ficar mais do que sexy naquele instante. Todo meu corpo se arrepiou quando guiei a palma por seu estomago, sentindo a superfície plana de pele suave e macia, subindo em seguida para aquele monte adorável e farto, circulando o mamilo rosado quase sem fôlego.

— Jared... — Ela se recostou na parede, suspirando de olhos fechados enquanto sentia meu toque. Aquela imagem, aquela cena de vê-la sem ar por minha causa me levou a um caminho perigoso, mas absolutamente prazeroso.

— Hum. Tão bonita — Acariciei e desci minha boca aos seus ombros, abaixando–me até alcançar o que realmente minha boca salivava em ter.

— Sim — Ela se pressionou nas pontas dos pés e envolveu seus braços ao redor de meu pescoço — Sim.

Meu membro vibrou e tive que tomar todo controle possível para não apenas jogá-la no chão e arrebate-la ali mesmo. Não faria isso. Cuidaria da minha Caroline.

Sorrindo, circulei um dos seios com a língua e o outro eu acalentei com a mão, admirando como eles cabiam perfeitamente em minhas palmas. Eu queria adorar seu corpo, mas o problema era que ela também parecia curiosa, pois suas mãos tentavam me puxar para cima a todo custo. Deslizando novamente para cima, sorri maliciosamente, capturando sua orelha.

— Tudo bem, querida?

— Por que somente eu estou sem roupas? — perguntou com uma careta e me olhando com desgosto. Sem aguentar, sorri, e lentamente esfreguei os lábios contra seu rosto.

— Apressada, amor? — provoquei sua boca, ela estremeceu. — Me toque se quiser. Eu te desejo — Sussurrei, ela me encarou e a chama de excitação brilhou em suas íris antes de suas unhas rasparem em meu ombro, em seguida trabalharem rapidamente em meus botões.

Nós no olhamos, sua cor de olhos escurecendo-se como se a paixão os fizesse diferentes.

— Jared — ela sussurrou meu nome e empurrou nas pontas dos pés. Seus lábios chamaram os meus, sua boca uma tentação que eu estava achando difícil de resistir.

Então ela não precisava. Não quando eu me baixava e capturava sua boca com a minha própria. Um beijo firme e inflexível, exigente e feroz quando escovei a boca sobre a dela antes de estabelecer-me no lugar. Minha língua traçou a contorno de seus lábios e ela imediatamente se abriu para mim novamente, concedendo-me entrada. Eu aproveitei o aprofundamento de seu beijo, provando-o enquanto ela me provava. Doçura de canela com uma pitada de fogo deslizando sobre minhas papilas gustativas e ela gemeu com a carícia íntima.

Eu estava no inferno. Eu queria ser suave e gentil, mas a cada instante que ouvia seus gemidos e sentia seu corpo pressionar contra o meu mais duro eu me tornava. Desistindo de ser cavaleiro agora, deixei-a por um instante e arranquei a camiseta que ela havia desabotoado, em seguida abri o fecho da calça e me livrei do empecilho; Ela me observava com fulgor, ansiedade em cada gesto.

Suas mãos deslizaram por meu peito e ela suspirou, me olhando.

— Você é tão lindo — murmurou, e eu não conseguia ver outra coisa a não ser minha necessidade e a dela. A puxei para mim e a virei na parede, pressionando suas costas contra mim e sua bunda contra meu sexo. Ela gemeu.

— Você rouba meu olhar, querida. — Apertei os braços entorno de sua cintura e guardei seus seios em minhas palmas, devorando seu pescoço com desespero — Por favor, me diz que está tomando pílulas — Implorei. Não achava que poderia parar agora, e era exatamente isso que teria de fazer se ela não tivesse no controle de sua natalidade, pois pela primeira vez, eu não tinha um preservativo guardado.

Ela me olhou sobre o ombro, e quando sorriu eu quase desabei em alívio.

— Eu estou — respondeu, e essa foi minha carta livre. Doendo por ter ela, levei minha mão para baixo, sentindo-a contorcer contra mim quando cobri seu centro e afastei a única peça de roupa que nos separava. — Oh! — Seus joelhos dobraram quando toquei seu clitóris inchado, circulando devagar e depois acelerando. Cerrei os dentes quando ela passou a empurrar a bunda contra mim, moendo dolorosamente ao meu membro que quase não era coberto pela boxer. Forcei-a de pé, indo contra ela e mordendo seu ombro, seus gemidos se intensificaram e aumentaram ao ponto de eu me preocupar de Dana ouvir algo, porém minha cabeça logo esqueceu esse fato quando meu nome passou pelos lábios perfeitos da mulher. Eu achava que nada poderia ser mais excitante do que vê-la gemer daquela forma, mas ouvir meu nome sair de sua boca enquanto esfregava-se em minha mão em busca de libertação foi tudo que me tirou o juízo.

Segurando-a, achei que seria capaz de chegar à cama, mas ela se virar acabou com minha ideia, portanto a estiquei ali mesmo, em cima da penteadeira velha que sempre quis me livrar, mas que agora pretendia tê-la para sempre. Sua boca era o céu, mas a quentura e o envolver do seu centro em meu dedo era literalmente o paraíso. Ela envolveu as pernas em meu quadril enquanto a incentivava se esfregar contra meu membro coberto pelo pano, onde estava quente e sedento por ela.

— Jared... por favor — Ela suspirou e gemeu, parecendo com dor, mas eu sabia que não era nada parecido com isso.

— Eu sei querida. Eu sei — E querendo acabar com seu tormento, livrei-me da boxer e em seguida de sua pequena calcinha. Eu tive que respirar fundo para não vir enquanto a olhava — Você é perfeita… droga. Eu estou totalmente ferrado.

Ela riu, como se aquilo fosse algo engraçado. Realmente não era.

— Me tenha Jared — Ela encostou-se a mim, fazendo-me gemer com o contado quente e molhado — Quero você.

— Cacete!

Agarrei seu quadril e penetrei-a devagar, sentindo suas paredes vaginais me fecharem e apartarem sem misericórdia. Era como estar no inferno e paraíso ao mesmo tempo, e porra se não era bom.

— Tão apertada. — grunhi.

— Sim.

Seus mamilos formaram bicos endurecido que escovaram meu peito com cada inspiração profunda e exalar lento. Minha paixão aumentou, voando mais alto com cada troca, cada deslizamento de nossos corpos e línguas. Ela apertou suas pernas ao redor de minha cintura, pegando aquele ritmo enlouquecedor e dirigindo fortemente por necessidade. Eu me abracei ao seu corpo nu, vangloriando e batendo contra seu quadril enquanto ouvia seus gemidos, seus choramingos.

Aquilo era bom. Na verdade era mais do que bom, e com toda certeza eu não queria parar. Caroline era minha. E eu a teria perto sempre e para sempre. Nem que fosse preciso amarrá-la a minha cama.

~*~

(Pov’s Caroline)

Nunca parei para pensar o que era realmente sentir desejo e ser desejada. As coisas em minha vida eram tão monótonas e cheias de não sentimentos de prazer, que estar sendo abatida daquela forma por Jared estava tirando-me completamente o foco. A reação do meu corpo com seu toque me surpreendiam, tudo era inexplicável e eu sabia que jamais acharia em um dos meus livros de Direito ou de qualquer outro assunto, uma explicação plausível para o que acontecia comigo.

Eu tremia. Estava arrepiada e suava muito enquanto contorcia-me da maneira mais impropria que já vi. Minha mente rodava e eu não conseguia manter minhas mãos longe daquele homem magnifico, estava ofegando no mais quente inferno.

— Oh Deus... — Estiquei-me na penteadeira, fechando os olhos e sentindo o quadril habilidoso de Jared me acertar uma, duas, três e muito mais vezes, eu podia escutar seus grunhidos e gemidos, e eles me deixavam ainda mais fora do controle que nunca achei possível escapar. Aquilo era intenso demais.

— Car... Meu Deus... — As mãos dele passearam por meu corpo, porém se refrearam nos meus quadris, onde ele agarrou e continuou a puxá-lo para baixo para que fosse de encontro com o seu. A camada de desejo se estendeu além do inimaginável até que não podia mais conter os gemidos altos. Em uma situação calma eu veria o ato como vergonhoso, mas agora, sentindo o membro dele deslizando para fora e batendo em mim no famoso ponto G que todas as mulheres falavam, — mas que eu nunca cheguei a conhecer — eu estava pouco me importando para educação ou sensatez. Me prensei contra ele e libertei-me das amarras que eu mesma havia criado, viajei para além do céu e cheguei a via-lática. As estrelas brilharam quando subi ao topo do desejo, gemendo com tamanha sensação.

Jared gemeu longamente comigo, estremecendo logo depois ao encontrar-me no paraíso. Com a respiração descompassada, ele caiu sobre mim na penteadeira, o rosto descansando em meu peito com o coração acelerado, seu quadril ainda grudado ao meu ao puxarmos ar entre o calor dos nossos corpos quentes e suados. No silêncio que se seguiu, eu passei a compreender o que havia acontecido, tudo em mim se chocou terrivelmente. Como podia ter perdido o controle assim? Como era possível ter sido totalmente devastada por aquele homem quando pensava que era dura demais para sentir qualquer coisa? Por que eu me sentia totalmente feliz e em casa? Por que?

— A sua quietude está me perturbando um pouco — A voz dele interrompeu meus pensamentos desesperados. Ambos já havíamos nos recuperado o suficiente para falar palavras com sentidos, mas o fato de ter ele ainda dentro de mim fazia-me ainda pasma.

— Desculpe, eu só... — O que iria dizer? Que aquela tinha sido a experiência mais extraordinária que um dia já tive? Ele se assustaria e abandonaria meu corpo desnudo se o fizesse?

— O que? — Sua cabeça se ergueu e então ele usou as mãos para se apoiar e ficar sobre mim, aquela escuridão que eram seus olhos me engoliram com fulgor e temor — Está arrependida? Por que se está...

— Não — Agindo sem pensar, agarrei seu rosto entre minhas mãos, ele me fitou fixamente — Eu não estou arrependida, apenas... surpresa.

Uma de suas sobrancelhas se ergueu em uma expressão engraçada e ele piscou.

— O que a surpreende?

Sentindo meu rosto se avermelhar, mordi os lábios, respirando fundo.

— Me surpreendo por essa ter sido a melhor transa da minha vida. — Sorri quando choque o fez arregalar os olhos — Provavelmente não voltarei ser a mesma ao me colocar de pé — Aos poucos, seus olhos deixaram de lado o choque e então ele sorriu de volta, a faísca de malicia crescendo novamente quando ele agarrou minha nuca e puxou-me para ele. Sorrindo, permiti que aquele beijo avassalador me tomasse por inteira, tomando liberdade para escorregar as mãos em suas costas, sentindo a musculação que era escondida em baixo de um avental de médico. Fechei as pernas novamente a sua volta e Jared resmungou em deleite, segurando minhas coxas ao me por sentada na penteadeira.

Ele deixou minha boca e encarou-me, a adoração em sua face e o desejo me acenderam novamente.

— Você é perfeita — sussurrou, passando as mãos por meu pescoço ao distribuir beijos. Eu suspirei maravilhada.

Lentamente, Jared se deslocou para trás fazendo-me gemer em prazer então sofregar quando voltou a entrar.

— Malditamente apertada...

— Jared... Caramba, você é tão bom — sussurrei, fechando os olhos para que me perdesse na sensação.

Ouvi ele rir baixinho e se mover mais rápido, mantendo-me firme no lugar. Alucinada e em transe, não pude conter os pedidos para mais a cada estocada. E ele atendeu ao meu pedido... De novo e de novo. Perdi a noção do tempo, mas sabia que gemia como uma gata manhosa, alto, contorcendo-se.

O clímax nos atingiu ao mesmo tempo, uma explosão de cores quando Jared mordeu minha orelha, grunhindo quase como um animal, o sêmen derramando por dentro de mim. No fim estávamos exaustos e Jared usava seus braços para manter-se em pé, sua respiração acelerada novamente enquanto distribuía beijos e carinhos em meu ombro. Sorrindo, o abracei, respirando profundamente quando seus braços circularam minha cintura e em seguida me pegou de surpresa ao me erguer e levar-me através do quarto, agarrada ao seu pescoço.

Ele me ajeitou com cuidado junto a ele na cama de forro escuro, deitando-nos de lado para que assim pudéssemos nos olhar quando se deitou.

— Como está? — indagou com preocupação.

Sorri ao tocar seu rosto.

— Um pouco esgotada

Ele riu novamente e acariciou meu braço, olhando-me tão profundamente que se não fosse impossível, acharia que ele tentava ler minha mente. Eu não me incomodei por isso, mesmo que em algum lugar dentro de mim, algo dizia que seu olhar poderia ser um grande problema. Naquele instante eu não me importava com nada, a não ser ele e seu suave carinho em minha pele.

— Devia saber que isso ia acontecer — Ele murmurou pensativamente, e meus dedos coçaram com vontade de tocá–lo para afastar aquela mecha negra de seus olhos.

Eu o olhei.

— Devia? — Ele sorriu.

— Nunca encontrei uma mulher como você — Sua testa franziu e o dedo em meu braço ficou imóvel. Meu coração disparou assim que li o que estava escrito em seus olhos — Acho que posso estar me apaixonando por você.

Eu reagi imediatamente, meu pulso acelerou e achei ter visto estrelas entre nossos rostos, mas não havia estrelas, e sim o intenso brilho que emanavam de suas íris, a verdade misturada com confusão enquanto cada parte de mim virava gelatina.

— Eu não acho que eu esteja escapando disso também — falei tão baixo que mal pude me reconhecer. Eu não hesitava ao declarar um fato, não me sentia nervosa ou constrangida pelas minhas ações. Aquilo estava totalmente errado, mas... por que eu me sentia tão bem?

Jared suspirou e esfregou a mão em meu rosto devagarinho, até se tornar uma caricia que descia ao pescoço e voltava.

— Por que parece hesitante? — perguntou, e sabia que parecia aflito, porém não entendia o porquê daquela pontada de tristeza em sua feição — É tão ruim assim estar gostando de mim?

Sua pergunta me fez arregalar os olhos surpresa. Como assim ruim?

— Eu não quis dizer isso — falei com a voz voltando a altura normal, e sem perceber o ato, me aproximei mais dele, agarrando-o pela nuca e tomando a iniciativa de trazer seu rosto para perto de mim. Ele ficou surpreso — Não é ruim estar com você, e muito menos sentir algo tão intenso por você, mas eu estou tentando compreender tudo... Queria saber o que exatamente viu em mim.

Uma sobrancelha dele se ergueu e ele sorriu com humor.

— O que eu vi em você? — Ele riu — O que eu não vi, você quer dizer, não é?

Uma coisa estranha aconteceu então, uma quentura se apossou de minhas bochechas, e senti ela subir até minhas orelhas e então cobrir o rosto inteiro. Jared riu.

— Sabe a primeira coisa que eu pensei quando entrou na casa dos Corey no dia que nos conhecemos? — perguntou, ficando sério novamente. — Eu pensei: Uma mulher tão linda e elegante, nunca, em mil anos, sequer colocaria os olhos em um simples homem como eu, que se dedica somente ao trabalho e as suas duas irmãs implicantes.

Pisquei um pouco paralisada para ele, e quando esse notou que ficaria assim, continuou.

— Eu tentei ignorar o fato de que seu rosto não saia da minha mente, e quando percebi que estava aqui para ficar, algo em mim gritou para me aproximar, mas outra parte ordenava para se manter afastado. — Ele mordeu levemente o lábio inferior, e eu segui o movimento com adoração — Mas tudo piorou quando você apareceu em minha casa, Deus sabe como fiquei somente a olhando conversar, ou quando explicava sobre sua vida e a convivência com seu irmão, tudo que mais queria era saber mais e... Bem, acho que tenho de admitir que fiquei grato quando Jodie nos colocou para fora da minha própria casa.

Sem conseguir me conter, ri baixinho.

— Foi um momento lamentavelmente constrangedor.

— Mas nos deixou sozinhos — disse com um sorriso, mas esse sumiu em seguida. — Fui um idiota durante todo caminho, eu sei, mas quando chegamos e eu a levei através do lugar que eu trabalhava, eu vi seu olhar curioso em cada cantinho, vi como me observava interagir com os doutores e os pacientes, e vi como nunca me interrompia e permanecia quieta como se compreendesse que eu estava completamente atolado. Eu quis pedir perdão, mas estava tão envergonhado que apenas queria terminar seu exame e me enterrar nos arquivos dos meus pacientes, me pouparia de ter que passar vergonha.

— Não há vergonha no que faz — falei sinceramente — O que vi em você naquele dia foi mais do que pode pensar.

Ele me observou e voltou a falar.

— O mais interessante, é que eu também vi muito mais que devia em você — disse, me deixando quente mais uma vez — Quando conversávamos, era como... Como se estivesse olhando em um espelho. Tudo que falava, todos os seus gestos tranquilos e suaves me encantou ao mesmo tempo em que me apavorou. Percebi que me entendia muito mais que que outras pessoas, e por conta disso, como se fosse um adolescente tolo, tive medo de continuar.

— Então estava mesmo me evitando? — perguntei. Sua expressão era culpada e cheia de arrependimento.

— Sim, evitei, mas eu juro que foi a coisa mais difícil que fiz na vida. — Estremeci quando beijou meu pescoço e esfregou o nariz pela área. — Não consegui mais parar de pensar em você.

— Então acho que não vou me sentir mal ao falar que nosso encontro na cafeteria não foi nenhum “acaso” — disparei sem pensar.

Ele me encarou confuso.

— Como é? — Eu sorri um pouco, começando a gostar daquela conversa e das confissões.

— Eu também fiquei um pouco inquieta depois da ida ao hospital, e estava começando a pensar que não queria mais me ver e... — hesitei. Jared tocou meu queixo.

— O que? Me conte. Por favor? — pediu. Eu respirei fundo.

— Eu não tenho um currículo legal de relacionamentos — contei com lamento, tocando sua mandíbula, mas sem querer encará-lo nos olhos — Nenhum homem jamais gostou de permanecer pouco mais de um ou dois meses comigo. Eles queriam atenção e eu não estava muito apita por largar minhas tarefas da faculdade para ficar com algum deles. E quando comecei a trabalhar em minha carreira, eu não conseguia nem mesmo passar pelo encontro a luz de vela sem ter um celular ou um laptop apitando com mensagem — Uma solidão triste tomou meu peito e me encolhi em seus braços — Eu nunca soube dar a eles o que queriam, então eu não me surpreendi quando começou a me ignorar. Sempre foi assim sabe, eles não se interessavam por uma mulher que parece mais fria do que sentimentalmente envolvida.

Quando terminei de falar, tive medo de sua reação, mas quando foquei em seu rosto, não compreendi o motivo da raiva em seu olhar.

— Quer dizer que durante esse tempo, você apenas se menosprezou por que eu lhe evitei? — indagou, indignado, eu quis me encolher sob seu tom.

— Acho que menosprezar é uma palavra forte — disse enclausurada — Tente lamentar.

Jad bufou sobre minha cabeça.

— Car, não acredito que pensou assim — Murmurou, e então segurou meu rosto, a face um tanto feroz — Mulher tola. Eu nunca pensaria algo assim… Tudo que mais queria era estar ao seu lado.

Inesperadamente, meus olhos arderam, e por um momento fiquei horrorizada. De onde diabos vinha essa sensibilidade?

— Me odeio por ter feito você se sentir tão mal — Seus olhos se tornaram tristes quando acariciou minha bochecha — Me perdoe.

Acho que o choque que passei ao ouvir as palavras de perdão dele, fez meu coração quase subir a minha garganta.

— Eu acabei de dizer que não tenho uma lista boa com relacionamento e que sou uma mulher praticamente fria para isso, e está me pedido perdão por ter se afastado? — Balancei a cabeça — Como não quer correr de mim de novo?

Jared olhou seriamente.

— Caroline, desculpe desapontá-la, mas eu não vejo nada frio em você — Seus olhos passaram por mim, e ele sorriu de forma provocante — Nenhuma mulher fria poderia ter me dado o sexo de segundos atrás. Na verdade eu ainda estou quente de estar ao seu lado, e posso muito bem provar isso —Ele curvou o quadril para frente. O ar quase saiu completamente dos meus pulmões ao sentir sua nova ereção se acomodar contar meu centro.

Encarei seus olhos ardentes.

— Realmente gosta de mim. — Não foi uma pergunta, na verdade foi uma afirmação surpreendida. Uma que o fez sorrir e me puxar mais perto.

— Mais que isso Car… Você tem sido o ponto chave dos meus pensamentos — Seus lábios percorreram meu rosto — Você me acalma quando estou nervoso… É como se fosse meu calmante, e estou começando a me viciar nessa substância.

Um sorriso curvou em meus lábios e deixei que ele me abraçasse, grata que pudesse ter um contato tão intimo depois de tanto tempo desejando ser querida por alguém mais… Não como Damie me ama ou meu pai… Mas um amor diferente. De um homem para uma mulher.

— Por que não me fala mais sobre o acaso do café? — Ele perguntou minutos depois de me ter nos braços.

Sorri de lado. — Eu tive a ajuda das meninas. Principalmente de Harlow.

Sua sobrancelha ergueu bem no alto.

— Como assim?

— Eu estava meio agitada por você não querer me ver e acho que Harlow sentiu pena de mim… Ela me explicou algo que não conseguia ver, pois estava muito magoada — Lentamente, toquei seu peito, deslizando o dedo sobre a pele macia — Ela me fez entender que talvez, você estivesse receoso, pois de alguma forma… Ela me achava parecida com você — franzi o cenho — Ela disse que poderia estar um pouco confuso com o que estava sentindo, e por isso estava se afastando. Por isso ela me deu o endereço de onde você ia tomar seu café durante as tardes em que podia sair para uma pausa… Eu admito que fiquei esperançosa de te ver depois que ela falou comigo.

— Essa menina — Ele murmurou balançando a cabeça, mas sorria largo — Preciso aumentar sua mesada por isso. — Um riso suave saiu da minha boca — Então quer dizer que não foi uma coincidência como disse? Foi lá para me ver? — Seu sorriso estava tão grande e orgulhoso, que não pude impedir-me de rir.

— Sim. Eu fui. E fico feliz por ter feito, pois a partir daquele dia, você não me ignorou mais. Bem, isso até essa semana — disse, e me encolhi.

Jared me apertou.

— Não. Não faça isso… — pediu parecendo ferido — Odeio que te machuquei de novo. Mas dessa vez era verdade… Estou tão atolado com as papeladas de Ethan, o hospital e a Harlow, que quase não tive tempo para comer. Mas eu juro, não parei de pensar você um segundo.

Eu sorri, o acariciando.

— Assim como eu. — Suspirei, olhando profundamente para ele — Estava preocupada com você. Por isso fiquei depois que todos saíram e… Queria pedir desculpas. — Ele fez careta.

— Desculpas? — Assenti.

— Sei que não gostou de ter me intrometido no caso da Harlow, mas eu estava apenas querendo ajudar. E se não fizesse isso, Jodie o faria e poderia acontecer…

— Um desastre, eu sei — Ele respirou fundo. — Eu sei que não fez por mal, e não precisa se desculpar. Só por ter sido grosso com você na sala, meu coração pareceu se partir ao meio, e tudo piorou quando percebi que você ajudou a pensar sobre a fixa na delegacia de Nova York. Eu que tenho de me desculpar.

Meu peito esquentou tanto por dentro, que quase saltei sobre aquele homem.

Ele sorriu ainda mais, deitando a cabeça de uma forma meiga em seu braço.

— O jeito que está me olhando me faz querer tê-la em baixo de mim para sempre — Sua confissão poderia ter me feito corar, mas a excitação que cresceu por mim foi mais intensa.

— Você pode me ter em baixo de si quando quiser agora — sussurrei humilde quase com medo de sua reação.

De repente ele nos rolou até que eu estava presa em baixo dele. Seus olhos brilhavam enquanto ele olhava para mim com luxuria.

— Assim? — perguntou. Eu sorri, sentindo nossos corpos colados perfeitamente juntos.

— Sim — sussurrei novamente — Assim mesmo.

— E enquanto está aqui eu poderia examinar cada parte do seu corpo? — perguntou com diversão provocante. Ele simplesmente se inclinou e começou a beijar meu pescoço — Como aqui.

Eu tremi sob ele — Claro. O médico é você — falei vacilante.

Ele riu.

— E aqui? — Seus lábios fizeram caminho até a clavícula, onde ele permaneceu e respirou, para então uma língua gelada e atrevida deslisasse solitária. — Ou aqui — O toque dos dedos em meu seio esquerdo fez cada estrutura do meu corpo enrijecer.

— Pode examinar tudo que quiser, desde que não pare de tocar — falei de olhos fechados.

Jared gargalhou com satisfação.

— Interessante resposta. Apenas me pergunto por que eu deixaria de fazer isso — Seus dedos desenharam meu mamilo suavemente — Me sinto um maldito pervertido ao seu lado.

Foi minha vez de rir alto.

— Eu também não sou de me entregar fácil assim, acredite — falei, e me coloquei sobre os cotovelos, me erguendo um pouco para estar mais perto de seu rosto — Mas eu não faria diferente. Jared, você me faz sentir as coisas mais impressionantes, e fico frustrada por que metade delas eu nunca senti na vida.

Seu dedo foi ao meus lábios e ele os desenhou com precisão antes de me olhar.

— Você é meu enigma Caroline… E a cada dia eu tenho vontade de lhe desvendar mais. Quero conhecer sua vida, seus desejos e seus gostos. Quero conhecer tudo sobre você, mas tenho medo que isso esteja indo rápido demais.

Demoradamente, pisquei para ele.

— Eu também quero conhecê-lo — falei, e pude ver o brilho de felicidade em seus olhos — Mas me aceitaria como sou? Eu não poderei ficar Jad, eu tenho faculdade e emprego… E existe o fato de eu nunca ter namorado assim antes…

Ele me calou com um beijo. Devorou minha boca por horas até que me encontrava ofegante e esfregando-me contra ele, esquecendo completamente o que estava falando. Quando se afastou, seu olhar era intenso.

— Agora eu não posso pensar em nada a não ser o fato de que quero ser mais que seu amigo — falou, me surpreendendo — Sei que teremos que conversar sobre sua faculdade e com certeza sobre nossos trabalhos. Somos ocupados, vamos sofrer dificuldades por isso, sempre foi assim… Em toda a minha vida até agora, apenas tive duas mulheres em minha vida, e não posso dizer que elas foram um romance, pois tinha apenas dezenove e depois vinte e um anos. Eu não vivi o que há de melhor em um relacionamento, assim como você. Mas apesar disso, eu quero tentar, mas não posso dar esse passo sem a sua opinião.

Sem que eu me desse conta do que estava fazendo, minhas mãos tomaram impulso e me levantei, e com um breve empurrão em seus ombros, escalei suas pernas e fiquei por cima, vendo como suas iris ficavam ainda mais escuras ao me olhar de baixo, o quadril contorcendo para cima ao ter o contato molhado de meu sexo.

Sob seu olhar, me abaixei até seu rosto, sentindo meus cabelos formarem uma cortina a nossa volta quando falei.

— Pela primeira vez na vida, eu estou agindo impulsivamente — Fechei os olhos por um instante ao arrastar o nariz sobre o rosto dele, fazendo-o suspirar. — Eu nunca na minha vida, escolheria uma opção tão sem resposta quanto a que temos aqui, mas você me faz querer fazer isso. Eu não consigo parar de pensar em como seria se todos os dias eu tivesse seu toque. Não acredito que eu me sinta mais segura ao seu lado, do que colecionando minhas roupas e organizando-as em meu closet por cores e modelos… Eu não acredito e não entendo o por que de querer tentar, mas sei que nada e nem ninguém, poderia me impedir de dizer: Sim, eu quero te conhecer. E sim. Quero que você seja muito mais que meu amigo… pois meu corpo te deseja como está agora. Nu e na sua cama. Eu repetiria sim mil vez, se fosse capaz de não beijá-lo a cada um deles.

Com um esforço enorme, lutei para respirar enquanto ele tinha dois olhos enormes fixados em mim. E como se a atenção dele fosse apenas o necessário para acender meu fogo, eu me movi em seu colo, ofegando quando sua mão apertou-se em meu quadril, ajudando a continuar quando ele sentou e me agarrou com seu braços maravilhosos. As iris inundadas com fogo e tesão, a mão dura se prendendo em meu cabelo para me levar perto da sua boca.

— A partir de hoje, você é minha para cuidar — disse feroz. Sem espaço para recusas — Somente minha.

Engolindo em seco, encarei seus olhos, segurando firme em seus cabelos.

— Assim como você é meu — disse.

Respirando descompassadamente, prendi um gemido nos lábios quando, mais uma vez, ele se deslizou para dentro de mim, lentamente, como se estivesse sondando o que lhe pertencia, provocando a beira da minha loucura. E mesmo assim, ele não permitiu que desviasse os olhos dele enquanto me ajudava a mover contra ele, seus lábios capturando os meus juntamente com os dedos, testando, provocando.

— Eu preciso de você — declarou, baixo, mas com uma força enorme.

Uma que trouxe mais excitação a minhas veias ao me agarrar em seu pescoço, e descer sobre ele até que estivesse gemendo.

— E você me terá agora, querido.

E dessa vez, eu nunca fiquei tão feliz de perder totalmente o decoro da palavra controle.

~*~

Notas finais
E é isso por hoje, nos vemos na próxima segunda com mais um bônus, e espero que tenham gostado. Estarei respondendo os comentários ainda hoje ok. Bjsssss ♥