Rota Zero
31 Tom: Route 18 - Parte 1
Notas iniciais
Tom
ROUTE 18 — PARTE 1
Á principio, aquele parecia ser um dia como todos os outros, mas tudo foi por agua abaixo quando recebemos o chamado para ir ao Rote 17, que fica a oeste de Nuvema Town. Aparentemente havia algo errado com os Pokémon perto da praia, o que estava perturbando os pescadores da região.
Esse tipo de coisa era comum, ser chamado para apoiar outro Ranger em missão, quando ainda se esta na academia, o que até então me pareceu completamente natural. Saímos logo após o almoço e fomos de carro até chegarmos à pequena cidade praiana.
Benjamin, meu fiel escudeiro era dois anos mais velho que eu. Tinha se tornado um Ranger oficialmente aos quinze e recebido sua área aos dezesseis, o que era surpreendente raro. Ele era um prodígio na academia e já era portador de seu próprio Fine Styler, o que indicava que era um Top Ranger.
Já eu, quase completando dezoito, havia recebido o capturador há poucas semanas, depois de desobedecer a uma ordem dos supervisores e junto de uma garota loira marrenta ter capturado um Zoroark agressivo. Era frustrante de certa forma, ter como melhor amigo um dos mais bem sucedidos aluno da academia e não passar de mais um entre o rio de alunos.
Eu me orgulhava, é claro, de ter conseguido passar, junto de Emboar, nas difíceis eliminatórias. O treinamento pesado fez com que meu pequeno Tepig evoluísse para sua forma final dentro de um ano, fato que era corriqueiro no meio Ranger. Os Pokémon são levados a extremos junto a seus parceiros. Tirei notas razoáveis, que me permitiram passar para os estágios seguintes, mas não cheguei a surpreender o corpo docente.
Paramos em frente ao laboratório da professora Juniper e a encontramos na calçada, de braços cruzados, esperando por nós. – Vocês demoraram – ela resmungou antes mesmo de sairmos do carro, grudando na janela do meu lado.
– Desculpe professora, Theodor esqueceu parte do equipamento e tivemos que voltar – Ben me delatou, lançando um olhar repreensor na minha direção.
Desci do carro e desliguei o aparelho no meu pulso, aparentemente eu não havia só esquecido de pôr as cordas na mochila, também tinha me esquecido de carregar meu School Styler que vibrou trazendo consigo a luzinha vermelha que indicava o nível baixo da bateria.
Seguimos a mulher até o laboratório, que ficava no primeiro andar da enorme mansão na entrada da cidade. Havia medidores, computadores e tubos de ensaios espalhados por várias mesas no interior da sala. No fundo, colada em uma parede, estava a maquina que guarda os iniciais da região.
Ela se sentou em frente a um dos computadores e passou o braço por cima do teclado, jogando o emaranhado de folhas impressas no chão. Depois digitou em uma velocidade sobre humana e uma tela com gráficos surgiu.
– Vocês devem saber que as mudanças climáticas e pesca predatória quase extinguiu os Basculin da bacia do Desert Resort? – A mulher começou a dizer depressa enquanto passava de tela pra tela. – Alguns meses atrás, uma pesquisadora que estudou comigo, Tris, foi designada para cuidar desse problema. Ela teve que se mudar pro Desert Resort e por coincidência encontrou vestígios, no Relic Castle de uma espécie de Pokémon que imaginávamos estar praticamente extinta.
Ben se aproximou da tela e ajeitou seus óculos. – Ouvi dizer que o último Champion da região, Hilbert, seu conterrâneo, tinha capturado um desses no mesmo local.
– O dele é um dos três registrados na região. – Juniper continuou. Aquele papo de Pokémon raros de qualquer forma me atraiu. Esse havia sido um dos motivos me fez tornar um Ranger. Poder ir atrás desse tipo de criatura. – De qualquer forma, segundo Tris, dois treinadores avistaram esse Pokémon nas ruinais.
– E por que não estamos indo para lá? – Fiz a pergunta que valia um milhão.
Os dois me olharam e depois de ajeitar os seus próprios óculos à professora respondeu – há motivos que me fazem acreditar que um destes pode ter ido para a ilha que fica a quinze quilômetros do píer no Route 17 depois de terem seu domínio perturbado no Desert.
Fechei o zíper da minha blusa de uniforme e sorri – e o que estamos esperamos? Vamos lá verificar.
– Essa espécie é marcada por ter um temperamento bem peculiar, eu lhes aconselho a tomar cuidado – a mulher pediu. Sua expressão estava séria, o que quebrou totalmente o ar mais animado que eu tinha trazido para o lugar.
– Nossa missão é simplesmente catalogá-lo? Registrar seu território e voltar? – Ben quis saber. Então notei seu olhar. Ele estava preocupado com alguma coisa, o que não era nada de mais na verdade. Benjamin sempre agia como Benjamin.
A professora o encarou um pouco antes de responder, parecia pensar no que ia dizer, calculando as palavras – se esse Pokémon realmente migrou para essa área pode haver algum atrito com as espécies locais. Nenhum Pokémon tipo Fire jamais viveu nessa região. Talvez fosse o caso de realocá-lo. Preciso que vocês avaliem qual é a situação atual da fauna.
Dei de ombros, não era muito diferente do que Rangers fazem normalmente. As informações relacionadas ao Pokémon foram transferidas para os nossos dispositivos e depois de mais alguma conversa desinteressante entre os dois nerds, finalmente fomos pro tão famoso píer.
Não havia nenhuma estrada até o local, apenas trilhas na mata densa que cercava a cidade litorânea. Pegamos nossas mochilas com os equipamentos de campi e seguimos o rumo indicado por Ben.
Atravessamos o um pequeno rio e depois de mais uns quinze minutos de caminha chegamos a uma grande clareira. – Tom, você se forma esse ano, certo? – Ben perguntando enquanto caminhava na minha frente.
– Se eu passar no teste final, acredito que sim, minhas notas estão relativamente altas, mas sabe como eles são rigorosos com a parte disciplinar. Ter participado da captura do Zoroark me garantiu esse aparelhinho – apontei para o capturador no meu pulso, junto ao School Styler. – Mas quebrei pelo menos umas seis regras fazendo isso.
Ele deu uma pequena corrida e pegou uma pedra no chão, – não se preocupe com isso, você pode não ser o melhor da turma, mas tem muitos amigos dentro da academia. – E jogou-a para o alto sem qualquer razão.
– Espero que sim.
=8=
Chegamos à praia por volta de duas da tarde. Um pequeno veleiro, chamado Lágrima da Imperatriz, estava ancorado nos esperando. Seu capitão, Arthur, estava agachado de costas, aparentemente checando a firmeza das cordas que prendia o barco ali.
– Boa tarde! – Ben o cumprimentou de longe.
Arthur se virou e franziu o cenho – achei que não viriam mais.
– O culpado foi The... – o cretino começou novamente. Ele sabia que eu odiava ser chamado pelo nome, mas insistia em frisá-lo sempre que algo assim acontecia.
– Mas estamos aqui – passei por cima dele. – Quando saímos?
– Amanhã pela manhã. – Athur respondeu com um tom de voz arrogante.
Ben tentou dizer alguma coisa, então o chutei – precisamos chegar à ilha hoje. Vamos agora.
Athur ficou de pé e surpreendentemente ele parecia ser bem mais alto que eu e Bem juntos, também mais forte. O que me fez dar um passo para trás instintivamente, no entanto eu estava fardado, ele não se atreveria. – Esse barco é meu e só sai desse píer sob meu comando. – Ele deu dois passos para frente diminuindo a distância entre nós e eu senti uma gota de suar frio descendo pelas minhas costas, – moleque.
Aparentemente eu estava errado, sorri e cocei minha nuca – foi o que eu disse, vamos ficar aqui. – E dei dois passos largos para trás, empurrando Ben para frente.
Ouvimos o barulho de algo caindo na água e Arthur saiu correndo pra cima do barco. Ouvimos um pequeno grito, parecia uma voz infantil, então fomos juntos. – Dania, recolha-o. Eu não disse para sossegar se quiserem ficar aqui?
Assim que atravessamos o pequeno deck vimos duas crianças. Dania era uma garotinha de no máximo uns dez anos de pele escura, acompanhada de um garoto loiro de idade parecida. Ela tirou uma Pokéball do bolso e recolheu seu Oshawott. Grudado a perna do garoto estava um Eevee de pelos lustrosos.
– Desculpa tio – a garota pediu.
– Eu vou levá-los pra casa – Arthur decidiu. – Peguem suas coisas – a expressão dos dois se encheu de desapontamento.
Ben deu mais alguns passos para frente e se apoiou no mastro – Senhor Arthur, precisamos que nos leve a ilha ainda hoje. Temos um trabalho importante para ser feito.
Arthur suspirou e apontou para o mar. – Estão vendo aquelas nuvens no horizonte? Uma tempestade está se formando e a ilha é cercada por um enorme recife de corais. Não acho seguro velejar com essas condições.
Eu sinceramente não vi nada além de água e algumas poucas nuvens, mas meu pai sempre disse para não duvidar de homens do mar. Ou teria dito caso não tivesse morrido afogado.
– Há um Pokémon potencialmente perigoso à solta. – Benjamin interveio – Não só Pokémon, mas treinadores se aventuram naquela ilha todos os dias. A professora Juniper disse que a sua mulher, a pesquisadora Tris também estaria aqui...
Arthur limpou a garganta e balançou a cabeça negativamente – ela está cuidando de dois garotos que se perderam no deserto na nossa casa e no fim do dia irá levá-los a Nimbasa, infelizmente você só tem a mim.
Olhei para as duas crianças e elas olhavam para a água bem abaixo do navio. Caminhei enquanto Benjamin tentava convencer Arthur, até a lateral do navio e vi o que atraia o interesse delas. Havia um Corsola ali, Pokémon que muito se assemelhava com um coral, com sulcos pontiagudos saindo de suas cosas, olhando de volta pra eles de forma engraçada.
Ouvi em meio aos sussurros o garoto dizer – ele também. Aparentemente seu bando mora longe da ilha.
Dania bufou e o Pokémon voltou para a água, desaparecendo em um mergulho. – Que habilidade inútil – resmungou cruzando os braços.
– Sua... – o garoto iria responder, mas Dania me viu os encarado e ficou petrificada, fazendo o garoto olhar pra mim e sorrir. O mais engraçado da situação é que o garotinho me tinha algo familiar. Eu só não sabia dizer o que.
Ele tinha cabelos loiros atrapalhados e olhos verdes. Nem sequer deveria bater no meu ombro e tinha o corpo franzino. Dei de ombros e encontrei Arthur erguendo os braços e resmungando. – Certo, mas se algo acontecer a Lágrima da Imperatriz a corporação terá de arcar com os custos.
– Farei o possível – Ben sorriu e estendeu a mão ao homem.
=8=
Estávamos à meia hora velejando em alto mar. A ilha era um pouco longe do continente, então ainda faltava algum tempo para que pudéssemos avistá-la.
Arthur estava realmente certo, quanto mais íamos em direção à ilha, mais nuvens carregadas apareciam. O sol da tarde já tinha sido coberto pelas massas escuras e o mar começava a se tornar rebelde.
Apertei o colete salva-vidas e desci até a pequena cozinha no deck inferior. O barco balançou para o lado com força e quase errei o último degrau, o que me fez dar uma pequena corrida tentando retomar o equilíbrio.
– Corin? – Dania chamou quando ouviu meus passos.
Ela estava sentada, agarrada a pequena escotilha. – Sou só eu – acenei me sentando no lado oposto da sala. Dania sorriu sem graça e me deu as costas, voltando a olhar pro mar.
Eevee entrou correndo no cômodo sendo seguido por Corin, – não consigo mais ouvi-los – eles resmungou antes de me ver.
– Ouvir quem? – Perguntei indiscretamente. O garoto abriu a boca e o barco começou a ganhar inclinação repentinamente. Ele se jogou no banco e foi seguido pelo Pokémon. Apenas ouvimos a onda se quebrando sobre nós e o barco voltou veloz para o prumo.
As primeiras gotas grossas de chuva começaram a se fazer ouvir, pipocando sobre nossas cabeças. Ouvi Arthur xingar alguma coisa e resolvi voltar para cima. A água da chuva estava gelada e de repente estávamos cercados por ventos de furacão.
Benjamim estava agarrado a uma corda pertencente às velas, puxando com força para trás – o que está esperando princesa vai me ajudar ou não? – Ele gritou se afogando com a chuva.
Corri pelo deck escorregadio até poder segurar a corda. A vela chicoteava com força enquanto tentávamos prende-la de volta. Arthur estava sério, olhando para um ponto qualquer a nossa frente, tentando manter o timão na mesma posição.
Ondas se quebravam no barco, fazendo o mesmo vibrar com o impacto. – Eu tenho que dizer uma coisa. – Arthur gritou nos fazendo encará-lo preocupados – eu não gosto de vocês.
– Eu também não – gritei de volta. Coincidentemente naquele exato momento uma onda maior se quebrava no deck. Ela se partiu e uma grande quantidade de agua salgada me fez engasgar e soltar a corda.
Ben sofreu com o arranque, mas conseguiu conter seu avanço. Já eu iniciei uma crise de tosse escrota. Seria deprimente morrer com apenas um esguicho. Meu pai riria de mim, fosse lá onde estivesse. – Cuidado marujo, o mar não perdoa – Arthur completou.
Mesmo estando muito animado até então, o comentário pesou na minha consciência. Agarrei novamente a corda e fiz força, finalmente conseguindo prender a vela no lugar.
– Vamos conseguir chegar lá assim? – Benjamin perguntou em meio a uma trovoada.
À tarde escura se iluminou por completo por um segundo, revelando a silhueta sombria da ilha no horizonte. Arregalei os olhos de surpresa. Como alguém conseguia se orientar em uma situação como aquela? – Não há portos ou ancoradouros, então vocês terão de ir usando o bote salva-vidas, é melhor esperarem até a tempestade diminuir – Arthur jogou a informação. Claro, como se estivesse dizendo: não há vagas nesse quarteirão, vou estacionar no próximo.
Um calafrio correu minha espinha, tive um mau pressentimento em relação àquilo na mesma hora. Estava completamente encharcado e agora o frio começava a me incomodar.
Ben deu de ombros e desceu as escadas para o andar inferior. – Não me parece uma boa ideia irmos de bote até a ilha com o mar tão agitado – tive de gritar para me fazer ouvir.
Arthur sorriu um sorriso carregado de ironia – não me parece uma boa ideia sair navegando com uma tempestade, uma pena... – ele fez uma pausa dramática – alguém deveria ter nos avisado, não é? – Eu realmente não gostava dele.
Dei as costas e fui em direção às escadas, teria de pegar minha mochila e torcer pelo melhor. Quando alcancei o primeiro degrau outro relâmpago iluminou tudo.
Uma onda bateu a estibordo e fez o barco chicotear com força de um lado para outro no mesmo instante. – Ei – o homem começou a gritar – ei... – olhei para trás e ele estava acenando pra mim.
– O que foi desta vez? – Gritei de volta sem muita curiosidade. Deveria ser apenas mais um de seus gracejos. Mas quando olhei pra ele, sua expressão estava diferente. Ele apontava em direção à ilha e mais uma vez o mau pressentimento voltou.
Dei alguns passos para trás e tive vista da imensidão negra. Nesse instante, mais um relâmpago iluminou tudo e desta vez, pouco a frente, mais a direita um pequeno navio pesqueiro surgiu.
Olhei de volta pra Arthur surpreso, ele estava com a cara fechada, mas sua expressão era na verdade preocupação. – Achei que não houvesse seres humanos na ilha – comentei alto.
Outra onda invadiu o convés me molhando mais ainda. Ben voltou nesse momento com sua mochila nas costas e a minha nas mãos. Atrás dele as duas crianças vieram, olhando pra mim com curiosidade – do que está falando? – Ele quis saber.
– Veja por si próprio – o chamei, apontando para o barco como Arthur havia feito.
As gotas de chuva começaram a diminuir a intensidade, mas o vento ainda castigava o barco. Benjamin se ajeitou ao meu lado e olhou para o mar – não vejo nada – comentou apertando os olhos para tentar encontrar algo na escuridão.
– Tem um navio pesqueiro, pequeno, alguns quilômetros a frente – contei fazendo-o me olhar com duvida . – Arthur também viu.
– Droga – ele cuspiu. Me entregou a mochila e depois correu até Arthur. Corin e Dania subiram atrás dele. Os dois usando coletes salva-vidas. – A ilha é tombada como reserva natural. Eles sabem que não podem pescar nessa área.
O vento deu uma diminuída e parecia que finalmente a tempestade estava indo embora. A tarde já havia caído e em poucas horas seria noite. Deveríamos escolher entre passar a noite no barco e ir pela manhã ou sair de uma vez.
Arthur mudou um pouco o curso do barco, deixando o mesmo de lado em relação a ilha. – Eu posso deixar vocês mais próximo, porém não conheço muito bem essas águas e prefiro não me arriscar mais.
– Faça o que puder – Ben pediu – conto com você.
Arthur afirmou com a cabeça e voltou o curso para a ilha. Quanto mais nos aproximávamos, melhor era a visão. As nuvens carregadas pareciam estar querendo se dispersar e os raios de sol agora começavam a iluminá-las clareando todo o horizonte.
– É uma ilha vulcânica? – O garotinho perguntou se apoiando a grade de proteção.
– É sim – Ben respondeu. – O vulcão está inativo a quase uma centena de anos.
Corin sorriu, sendo acompanhado por Dania. O pequeno Eevee os olhava de longe, com a cabeça para fora das escadas que levavam ao andar inferior. – Qual é o nome dele? – Perguntei me abaixando perto do Pokémon.
Os dois garotos se viraram e me encararam – ainda não tem – Corin contou – é tradição na minha família apenas darmos nomes depois que eles evoluem.
– E se eles não evoluírem? – Perguntei curioso.
– Eles sempre evoluem – ele me corrigiu, porém seu tom era divertido. – Se não escolhermos eles acabam se tornando Silveon, Umbreon ou Espeon.
Caminhei até eles e me sentei no chão, com o barco balançando menos era seguro fazer isso. – Conheci uma garota uma vez que tinha um Leafeon.
Corin arregalou os olhos e abriu a boca pra dizer algo, entretanto, antes que ele pudesse falar qualquer coisa Ben gritou, apontando para a ilha. Todos olhamos assustados e nos deparamos com uma intensa coluna de fogo ganhando altura no meio da floresta.
Benjamin correu até a beirada e gritou – aquilo é o ataque de um Pokémon?
Ergui meu School Styler na esperança de poder descobrir que tipo de ataque era aquele, porém o aparelho fez um barulho e desligou em seguida. – Droga – murmurei.
– Precisamos ir agora – Ben disse com urgência na voz. – Não temos tempo para inflar os botes, vamos ter que ir usando Surf.
– Meus Pokémon não tem habilidade – informei e ele riu da minha cara. Mexeu na pequena sacola amarrada em seu cinto e retirou uma Pokéball. Depois de apertar um botão, a mesma ganhou tamanho. Um segundo antes de jogar a Pokéball para o alto ele piscou pra mim.
O raio vermelho deixou a criatura na água. Pelos brancos, porte grande. Um Baertic começou a se mover acompanhando o movimentar irregular das ondas. – Ele pode carregar nós dois até lá.
Antes que eu pudesse respondê-lo, ele saltou. Despareceu um segundo só nas águas e ressurgiu já se agarrando aos pelos do animal. – A água esta ótima – ele gritou alegrinho.
Forcei um sorriso falso e chequei se a mochila estava bem presa antes de subir na beirada. – Até logo – disse aos dois garotos e mergulhei.
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