Notas iniciais
Bom dia pessoal! Como vão? Sexta-feira, todo mundo louco pra ir pra casa, final de semestre, loucura loucura loucura.Esta ai mais um capitulo de R0. Estamos trabalhando para deixar a fic massa pra voces. Muitas surpresas e reviravoltas aguardam por voces.

Haila

A Quem Recorrer?

Saltei sobre um arbusto em meio à escuridão seguindo o Zoroak e senti o impacto do chão mais baixo logo após, quase cai, mas instintivamente me agarrei a uma arvore. Mal parecia um vulto em meio à escuridão, seus poucos pelos vermelhos eram minha única garantia de que eu não estava seguindo o Pokémon errado.

Senti um fio de ardência na minha perna e percebi que tinha me cortado. Havia uma linha de sangue escorrendo. O barulho de galhos e folhas sendo amassados enquanto corríamos me ajudava a me orientar, o que era bom, mas não o bastante.

De repente tudo ficou em silencio, só ouvi o som da minha própria respiração ofegante e das folhas sob meus pés. Olhei em volta tentando me orientar, encontrar uma pista, afinal era um Pokémon raro, mas não pequeno.

Meus olhos estavam se acostumando com a escuridão e a cada segundo eu conseguia focar um pouco mais longe, mas definitivamente eu tinha perdido o rastro.

Apoiei as mãos no joelho e puxei o máximo de ar possível. Golpe de sorte, pois em seguida, de cima de uma das arvores o Zoroak surgiu, saltando sobre mim com suas garras a mostra.

Gritei e me joguei no chão, já passando a mão pela minha cintura procurando a Pokeball de Leaf, então me dei conta de que ela não estava em condições de lutar.

Meu coração deu um salto. O Pokémon ficou de pé sobre as patas traseiras e rugiu, mostrando também os caninos afiados. Tentei me afastar “me arrastando” sentada de costas, mas não consegui me distancia nem se quer meio metro, pois encontrei um arvore atrás de mim.

Apenas ergui os braços na frente do rosto me preparando para receber o ataque, minha pequena fuga de casa parecia estar próxima de ter um fim drástico, então ouvi outro grito familiar. Simisage saltou sobre as costas do Zoroark e agarrou seu pescoço.

O Pokémon negro começou a se debater, girar seu tórax e gritar tentando se soltar. Simisage infelizmente foi arremessado no chão, não muitos segundos depois, mas já se erguendo pronto para batalhar.

Levantei-me o mais depressa que pude também, ficando a uma distancia mínima do Pokémon tipo Dark. Então notei o olhar de Simisage e percebi que ele esperava ordens. Olhei em volta meio assustada procurando Cilan, mas ele não estava no meu campo de visão.

Zoroark saltou sobre Simisage e cravou os dentes no ombro do Pokémon que urrou de dor. – Cilan, Tom, – gritei seus nomes, mas infelizmente nenhum dos dois respondeu.

Simisage conseguiu se soltar, mas novamente o Zoroark estava sobre ele, desta vez usando o ataque Fury Swipes. Socos rápidos deixaram o Pokémon tipo planta no chão.

Então não aguentei mais, quando vi que Simisage ainda conseguia levantar decidi ajuda-lo enquanto havia tempo.

— Simisage, – gritei seu nome. Ele grunhiu mostrando que estava me ouvindo – ele tem vantagem com ataques próximos, mas tenho uma ideia, ele já esta ferido da luta contra o Emboar, use primeiro um ataque rápido.

Simisage pareceu animado com meus comandos. Ele disparou em uma velocidade incrível na direção do Zoroark que erguia suas garras se preparando para outro ataque. Mas Simisage foi mais rápido, acertado o peito do Pokémon tipo Dark com uma força inesperada.

No mesmo instante Zoroak tentou revidar, – Evasiva, – gritei ao perceber a situação. Então Simisage saltou para trás desviando do ataque. – Agora, Energy Ball, – pedi torcendo para que ele soubesse o golpe. Ele uniu as mãos e energia luminosa verde se juntou, em um segundo uma esfera de energia surgiu e no seguindo já havia sido arremessada na direção do Pokémon de pelos negros, que sem reação não conseguiu desviar.

Houve uma pequena explosão, mas ele ainda estava de pé. Simisage ergueu os braços e em um instante outra esfera estava indo na direção do Zoroark que desta vez caiu de joelhos no chão.

— Isso Simisage, – gritei comemorando. Respirei um segundo de alivio, mas como sempre eu estava enganada.

Depois de grunhir, bastante alto desta vez, o Zoroak usou Night Slash. Uma onde cortante negra foi na direção do Simisage que foi arremessado contra uma arvore.

Tentei correr em sua direção, mas o Zoroark surgiu na minha frente se apoiado nas quatro patas dessa vez, com os dentes como sempre a mostra. Dei um passo hesitante para trás, meu coração estava batendo tão forte no meu peito que chegou a doer.

Olhei de relancei para Simisage e vi que ele se levantava novamente, mas percebi que sua pata estava sobre seu ombro, sinal de que a mordida do Zoroark o havia ferido mais do que eu imaginei. – Aproveite as arvores, use Acrobatics, – pedi como ultimo recurso. Ele gemeu baixinha, havia dor em sua expressão, então ele saltou sumindo entre os galhos das arvores, surgindo um segundo depois com as patas traseiras na cara do Zoroark que caiu.

Uma coisa eu não podia negar, aquele Pokémon era muito durão. Mesmo com as pernas tremendo Zoroark ainda se obrigou a ficar de pé. Grunhindo com dentes a mostra, – por favor, pare – pedi a ele. Eu não queria mais batalhar, ele parecia muito machucado, mas por algum motivo não queria aceitar a derrota.

Suspirei tentando esquecer um pouco a tensão, aquilo não ajudaria a mim, nem tão pouco Simisage. Quando pela ultima vez o Zoroark tentou atacar eu dei o comando, – terminei com Vine Whip, Simisage.

Dois grandes chicotes surgiram do Pokémon planta e acertaram quatro ataques poderosos no Zoroark. O Pokémon Dark grunhiu, alto e estridentemente. Senti meu coração cortar, havia alguma coisa de errado com ele, mas eu podia dizer o que era. A única certeza que eu tinha era que ele estava sofrendo.

De repente um pequeno Ratata de pelos roxos sedosos surgiu mostrando os dentes, atrás dele, vindo entre meio os arbustos estavam Cilan e Tom, os dois com olhos arregalados e respiração ofegante, – esta tudo bem? – Tom perguntou preocupado, então reparou o Pokémon negro caído no chão e Simisage de pé na frente dele, forte e absoluto com a pata ainda sobre o ombro.

— Que sabor curioso, – comentou Cilan, – você junto de meu Simisage conseguiram derrotar o Zoroark, que tempero picante.

Tenho certeza que minha cara deve ter sido bem engraçada, mas eu não consegui evitar, simplesmente eu não entendia o que Cilan falava, – bom, então vamos tirar esse Pokémon daqui, – instruiu Tom, tirando uma Pokeball do bolso e a arremessando no Zoroark.

A Pokeball o acertou nas costas, se abriu como sempre acontecia, mas quando a luz já comum o envolveu algo estranho aconteceu. Foi como se de alguma forma ela tivesse sido repelida por um poder misterioso. Então ouvi o murmúrio incrédulo de Cilan, – ele já tem um treinador.

— Por isso o dispositivo de captura falhou, – concluiu Tom.

=8=

Na manha seguinte quando acordei no centro Pokémon em Nacrene City eu estava muito mais disposta e animada. A noite havia sido longa e cansativa, mas muito excitante. Me senti tão animada e vibrante com tudo que havia acontecido na noite anterior que mal havia conseguido dormir.

Desci as escadas correndo, chegando logo ao saguão principal do centro Pokémon. Sentados nos sofás dispostos pela sala, como Tom havia prometido na noite passada, estavam ele e o homem que havíamos salvado.

Descobrimos que o homem se chamava Dreidan e que era um pesquisador Pokémon. Ele nos contou que havia descoberto uma caverna próxima a Acculmula Town onde esse Pokémon vivia.

Ele nos contou que ficou totalmente fascinado pela espécie e pelo seu incrível poder de ilusão. Dreidan nos contou que passou noites e noites na floresta seguindo e observando Zoroak, que por sinal era um Pokémon que não tinha hábitos diurnos.

— O que faremos com esse Pokémon? – Questionou Tom tão intrigado como eu e o Dr. Dreidan. Segundo as regras era expressamente proibido manter o Pokémon de outro treinador preso, mas como agir quando o Pokémon parecia ter sido abandonado?

Suspirei ansiosa e prendi uma mecha do meu cabelo atrás da orelha. Parecia tão errado alguém abandonar um Pokémon, ainda mais errado sem liberta-lo antes.

Conversamos mais um pouco até que para meu alivio a enfermeira de cabelos negros veio sorrindo com a Pokeball de Leaf na mão, – ela esta bem, – disse ela me entregando a esfera vermelha e branca, – mas eu a daria mais uns dias de repouso antes de batalhar novamente.

Assenti depressa e logo libertei Leaf que parecia ter dormido o tempo todo. Ela se espreguiçou e fez seu típico barulho estranho, depois deu passos felinos na direção do sofá e se acomodou preguiçosamente no colo de Tom que arfou de surpresa.

— Eu não consigo me lembrar, por que afinal de contas viemos para Nacrene City? Afinal Accumula Town era muito mais próxima, – perguntei olhando para os dois.

Foi Dr. Dreidan quem respondeu, – eu creio que se levarmos o caso a Lenora ela pode nos ajudar. Esse caso é muito mais complicado do que eu gostaria.

Tom pareceu preocupado também, – ele é Pokémon quase selvagem, no entanto atacou pessoas e é provavelmente perigoso, se as pessoas descobrirem que ele vive na floresta nunca o deixará em paz, – comentou, – infelizmente ele é raro e isso aumenta seu valor de mercado.

— Do que você esta falando? – Indaguei nervosa, – Pokémon não são mercadorias.

— A Team Plasma capturou todo o tipo de Pokémon forte na época que estava na ativa. Havia algo na época como um mercado negro onde qualquer raro era comercializado como um objeto, – concluiu Tom, mas o ar de duvidas continuou.

Joguei meu corpo para o apoio do sofá e suspirei passando a mão no rosto. E só então notei que estava cansada. Não só fisicamente como também mentalmente. Eu estava com saudades dos meus pais, do meu irmão. Eu deveria ligar pra eles.

— Bem, tenho que pegar Cilan na rota que fica na entrada da cidade, – comentou Tom apontando para a saída, – você vai ficar aqui na cidade Haila?

Balancei a cabeça negativamente, – eu não sei, não por muito tempo. Talvez vá amanha de manha. Eu gostaria de deixar Leaf se sentir um pouco melhor antes.

— Cilan quer conversar com você, eu o trago aqui à noite, – disse ele se levantando, – o Zoroak esta aqui no Centro Pokémon sendo cuidado, talvez eu tenha que ir até a polícia essa tarde.

Acenei pra ele enquanto ele saia e voltei meus pensamentos novamente para minha família. Será que eles estariam atrás de mim? Será que já teriam ligado para Jaden a essas alturas?

Eu e o Dr. Dreidan continuamos ali sem conversar durante um tempo, apenas descansado e observando as pessoas que entravam e saiam, sorridentes ou preocupadas, no Centro Pokémon.

Acabei pegando no sono, sentada ali mesmo. Acordei com Leaf suando no meu colo e um bilhete sob uma xicara vazia na mesa. O sol estava alto sinal de que eu não tinha perdido a tarde inteira ali, para meu alivio.

O bilhete era do Dr. e dizia para que eu o encontrasse no museu assim que acordasse. Me espreguicei e resolvi fazer o que ele me pediu, afinal de contas não tinha muito que fazer.

Nacrene City era uma cidade com uma arquitetura rustica com casas feitas de tijolos marrons e com portas e escadas feitas por madeira maciça. Trilhos da antiga linha férrea que atravessava a região cortam a cidade trazendo a ela um charme quase indescritível.

Também é considerada um centro cultura para região, pois além de abrigar muitos prédios históricos ela possui o maior museu de Unova.

Foi um passeio muito agradável admito, enquanto eu admirava os prédios antigos e as pessoas pelo caminho não pensei em tudo que estava deixando para trás, mas sim em tudo o que eu ainda tinha para descobrir a frente.

Por volta de três da tarde cheguei ao museu, morrendo de fome pra constar, onde duas gárgulas enormes guarneciam a entrada do prédio. Um grande fluxo de gente entrava e saia do local. Acabei temendo não conseguir encontrar o Doutor Deidran.

Eu na verdade nunca tinha entrado no museu e fiquei impressionada, quando na entrada, me deparei com a gigantesca armação de ossos de Pokémon com prováveis centenas de anos, talvez milhares.

Um pequeno grupo fazia uma excursão escolar a minha frente. Um casal de namorados encarava um fóssil exposto em uma armação de madeira sob o vidro translucido.

Me senti novamente tocada por aquela sensação de novidade e quis correr de um lado para outro, para conhecer tudo e mais um pouco. Mas como se não fosse improvável de repente, detrás de uma escultura o Doutor Deidran surgiu conversando avidamente com uma mulher cheinha com cabelos armados.

Ele se surpreendeu o mesmo tanto que eu quando nossos olhos se encontraram. Ele arfou e sorriu de forma senil, – Lenora, – Disse ele colocando o braço nas costas da mulher a guiando até a minha frente, – essa é a garota cujo qual tenho lhe falado a tarde toda.

Lenora sorriu tão gentilmente que me senti afeiçoada por ele no mesmo instante. Ela tinha um olhar materno e uma voz firme e meio rouca, – é um prazer conhece-la senhorita Haila. Fiquei sabendo que você é uma heroína.

Eu apenas sorri enquanto sentia minhas bochechas corarem. Eu realmente estava chamando mais atenção do que devia.

Notas finais
O que é que ha velhinho? Pernalonga era foda ne? Espero que tenham gostado, não tem como render muito até porque estamos no começo da fic e Haila esta irritantemente desorientada. Deixe seu comentario e deixo um cheiro e um outro cheiro, não to afim de beijo hoje.