Rosewood
4 Rosewood - Pratos limpos
Notas iniciais
A floresta seguia completamente silenciosa, apenas estaríamos o enorme lobo e eu, ele cada vez estaria mais furioso e eu podia sentir que iria me atacar a qualquer momento. Ferozmente o lobo decidiu nao fazer mais suspense, partiu pra cima de mim pronto para me devorar sem deixar um pedaço, quando de repente, em forma de vulto aparecera algo jogando o lobo contra a árvore e em questão de um segundo me pegando no colo e me tirando da floresta. Não pude ver quem era por conta da rapidez que havia aparecido, finalmente me dou conta de estar sentada em um sofá escuro e em uma casa que não era minha, olhei para os lados assustadas até que encontro o Nicholas sentado em minha frente.
– Nicholas?- Pergunto surpresa.
– Você está bem?-
– Eu não sei, oh meu Deus, a Victoria se transformou em uma besta, era um lobo enorme de olhos amarelos e presas afiadas, me mandou correr aí na metade da floresta me aparece outro lobo enorme que ia me matar e de repente eu estou aqui com você e...- Tagarelo tudo de uma só vez, mas deixando-o entender minhas palavras.
– Gisele, está tudo bem, fique calma, eu sei que é coisa demais para entender-
– Espera... Foi você que me salvou não foi?- O olhei espantada.
– Gisele eu...-
– Como teve força pra empurrar aquele lobo ou melhor, como é tão rápido ao ponto de ser confundido com um vulto?- O olho confusa.
– Bem... Eu não sei como te explicar...-
– Que diabos é você, Nicholas?-
– Por que não descansa um pouco do susto e depois conversamos?-
– Eu quero a verdade, apenas isso, se você não virou um lobo feito a Victoria o que é você pra ser tão rápido e tão forte?-
– Eu sou um vampiro- Fitou meus olhos.
– Você... Você o que?- Gaguejei.
– Eu sou um vampiro, Gisele e isso é só o começo de tudo que você precisa saber- Diz me olhando com certa seriedade.
Ao ouvir aquelas palavras engolir em seco, sabia que algo muito esquisito estaria por vim, poderia pressentir.
Ao chegar a hora marcada, todas as minhas amigas estariam reunidas na casa da Rebekah, já estavam impacientes pela minha demora e até mesmo preocupadas porque eu não atendia o celular nem responderia as mensagens.
– Oh meu Deus, segunda vez que a Gisele some assim- Diz Rebekah.
– Algo aconteceu, ela nunca se atrasa- Diz April
– E quem é a pessimista agora?- Diz Rebekah olhando para April.
– Pessoal não comecem uma nova discussão, ok? vamos esperar mais um pouco, depois vamos até a casa da Gisele e falamos com o senhor Williams- Diz Jade controlando o nervosismo.
– Ok- Diria April batendo com os dedos na mesa.
No mesmo momento em que me revelou a verdade, Nicholas se adiantou em ligar para a Pietra, para que pudesse me contar toda a história e que pudesse me inteirar melhor sobre a história. Em questão de alguns poucos minutos chega Pietra tocando a campainha e Nicholas iria até a porta atender, eu continuo sentada ao sofá, quieta, sem reação alguma a respeito do que acabara de saber, estava assustada, eu pensei por um momento estar sonhando.
Pietra andejou até a mim me olhando de forma preocupada e se senta ao sofá ficando ao meu lado e segurando meus ombros.
– Pietra? — Pergunto assustada, mas em seguida a abraço estando ainda com medo.
– Vai ficar tudo bem, ok?-
– Você ja sabe?- Pergunto a soltando.
– Eu sei de tudo isso muito antes de você nascer, Gisele, eu estou aqui pra te contar tudo que você precisa saber- Diria Pietra puxando de sua bolsa um livro marrom cuja capa seria antiga com o nome Ballardini escrito.
Na sala de estar da minha casa estaria o tio Jack assistindo televisão, falavam justamente sobre ataques de animais selvagens que estava havendo em Rosewood, logo fora interrompido pela campainha e seguiu até a porta para abrir a mesma. Ao fazer tal ação, uma surpresa, encontrara Jade, April e Rebekah, todas muito assustadas e um pouco tensa.
– Garotas? o que houve?- Pergunta preocupado.
– Senhor Williams, algo aconteceu...- Diria a April pausadamente.
– O que houve, April? diga-
– Bem, marcamos na minha casa de resolver as coisas para a festa que eu vou dar no colégio- Inicia Rebekah.
– Mas acontece, senhor Williams, que a Gisele não apareceu lá e também não atende o celular ou responde as mensagens- Completa Jade.
– Mas a Gisele já saiu de casa faz um bom tempo e foi justamente o que ela me disse que iria para a casa de Rebekah resolver sobre uma festa que iriam fazer no colégio- Diz Jack assustado.
– Será um caso de chamar o meu pai?- Pergunta April.
– Acho que sim, agora realmente está me dando medo justamente quando eu ia contar a ela que...- Inicia Jade, mas logo interrompe.
– O que você ia contar á ela?- Pergunta Rebekah.
– Fala, Jade, o que ia contar?- Pergunta April em seguida.
Após me contar toda a história, incluindo a maldição das cópias na familia Ballardini e a minha utilidade para a criação de hibridos, Pietra me inteirou a respeito do risco em que corria com Edward Adms e me contou de sua mãe, Caroline Blackburn ou Carolina Ballardini como realmente se chama, dizendo que ainda estaria viva. Eu não tinha reação para tudo que acabei sabendo em um só dia, estava assustada, não sabia como lidar com isso, apenas olharia para Pietra e Nicholas que ainda esperavam alguma reação minha, mas as palavras não saiam da minha boca.
Logo, entrou bruscamente pela sala de estar o Kevin, olhou para nós surpreso ao ver a reunião na sala, mas logo franziu a testa já sabendo do que se tratava.
– Então? o que eu perdi?- Pergunta.
– Contamos tudo para a Gisele- Diz Nicholas.
– Finalmente, achava uma estupidez ela não saber da própria origem e como se sente Gisele? esquisito não? mas depois você vai digerir tudo, não se preocupe- Diz Kevin sorrindo de canto.
– Eu não sei o que dizer a verdade é isso, de um dia pro outro eu descubro que minha nova amiga é um lobisomem, meu amigo e minha professora de história que é da minha familia são vampiros que eu sou uma cópia de outra pessoa e que tem o vampiro mais velho da história atrás de mim- Digo ainda chocada.
– Na verdade. querida, ele é um hibrido, metade vampiro original e metade lobisomem o que o deixa ainda mais "fodão"- Diz Pietra tentando suavizar com uma brincadeira.
– Então em qualquer momento eu posso ser raptada e virar uma prisioneira o resto da minha vida, é isso?- Pergunto olhando para ambos que estariam na sala.
– Exatamente isso, querida- Responde Kevin.
– Kevin, cala a boca- Reclama Nicholas.
–Só estou respondendo com a verdade que afinal ela já haveria estar sabendo de tudo isso há muito tempo- Debate Kevin.
– Não se preocupe, Gisele, todos nós vamos te ajudar e inclusive o seu tio Jack, ele também já sabe de toda história-
– Não quero envolver ninguém nisso, não quero que ninguém se machuque por minha causa- Diz Gisele.
– As pessoas que te amam estão dispostos a tudo para te defender, Gisele, sabe disso você mesma faz isso com as pessoas que ama- Diz Nicholas.
– Eu sei, por isso mesmo eu digo que não quero que ninguém se envolva nessa história- Respondo.
Tio Jack haveria convidado as garotas para entrarem até acharem uma solução para que pudessem me encontrar, em meio de tudo isso Jade estaria ao meio do fogo cruzado, onde deveria explicações a todos sobre o que iria me contar, como sabia que não acreditariam nela resolveu provar o que iria dizer antes mesmo de conversar.
Jade cerrou os olhos e parou de frente ao sofá, onde levitou uma almofada apenas com o pensamento, deixando todos surpresos e até mesmo assustados.
– O que está acontecendo?- Pergunta Rebekah.
– Eu sou uma bruxa, é isso que está acontecendo e assim como eu existem outros seres sobrenaturais como por exemplo vampiros e lobisomens, o tal Nicholas Millers e seu irmão mais velho são dois vampiros eu fui lá e tirei provas, queria apenas contar a Gisele para que tomasse cuidado, como sabia que não iriam acreditar em mim decidir provar fazendo isso- Responde Jade.
– O que? você está realmente bem?- Pergunta April.
– Jade está falando a verdade, eu também posso provar tudo o que ela está dizendo- Diria tio Jack, surpreendendo as garotas.
– Ok, isso está tudo muito estranho, realmente muito estranho, então aquele lobo que atacou a garota na minha festa era um lobisomem?- Pergunta Rebekah
– Sim, Rebekah e eu até conheço o lobo que atacou a garota na sua festa de acampamento, ela se chama Katrina, é cunhada de Pietra Ballardini- Diria tio Jack.
– O que? a senhorita Ballardini tem uma cunhada lobisomem? juro que agora não entendo mais nada- Diz April.
– Garotas, preciso do sigilo de vocês, ok? eu posso confiar em vocês?- Pergunta tio Jack.
– Sim- Respondem as garotas em sintonia.
– Pietra Ballardini, a professora de história de vocês é uma vampira e seu irmão irmão gêmeo também- Diz tio Jack sem pausar.
– Senhor Williams, está mesmo falando sério?- Pergunta April
– Acha que eu mentiria sobre esse assunto? Se quiserem provas conversem com a Pietra, ninguém melhor do que ela para explicar e contar histórias-
– Só falta dizer que o diretor do colégio é a fada do dente- Diz Rebekah.
– Não exagere tanto, Rebekah- Diz April
– Vocês não entendem, hoje é lua cheia e com a Gisele desaparecida só me deixa ainda mais em pânico- Manifesta-se Jade.
Em questão de alguns segundos após Jade falar tal palavra, adentrei a casa, ainda estaria em estado de choque, ao meu lado estaria Pietra para dar as justificativas do meu sumiço, mas ainda sim permaneciam todos em silêncio.
– Jack, precisamos conversar...- Diz Pietra quebrando o silêncio.
– Tudo bem, eu já contei as garotas a verdade-
– Contou?- Pergunto assustada.
– Bem, a Gisele foi atacada por um lobisomem hoje e o Nicholas a salvou, foi daí que contamos toda a verdade pra ela- Diz Pietra.
– Oh meu Deus! você está bem?- Pergunta Rebekah correndo em minha direção.
– Sim, eu acho que sim, eu só ainda não...-
– Ainda não digeriu o assunto, eu sei que é dificil, vocês vão levar um tempo até entender- Diria Jade.
– Você já sabia?- Pergunto.
– Sim, Gisele, e era exatamente isso que eu queria te contar hoje-
– Senhorita Ballardini, sabemos o que você é... E sim eu gostaria de uma prova pra poder realmente acreditar- Diz April, olhando Pietra de longe.
– Tudo bem- Pietra fecharia os olhos e deixaria as veias nascer em seu rosto, logo mostraria suas presas as garotas e em seguida aparece ao lado de April em questão de um segundo, usando sua velocidade vampírica.
– Oh meu Deus!- Diria April assustada.
– Oh meu Deus!- Diria Rebekah logo em seguida.
– Oh meu Deus- Eu digo ainda estando chocada.
– Bom garotas, devo lhes alertar que vampiros podem hipnotizar humanos e no caso dos primeiros vampiros do mundo, os vampiros originais eles podem até hipnotizar outros vampiros, para evitar isso vocês precisam tomar verbena ou usar algo que contenha verbena- Diz Pietra.
– Eu não contei a elas a parte dos vampiros originais, mas como não tem muito mistério...- Diz tio Jack.
– Eu posso arrumar pra elas pulseiras com verbena- Diz Jade.
– E você?- Pergunto.
– Eu não posso ser hipnotizada, Gisele- Responde Jade.
– Como não?- Pergunto confusa.
Jade não me responderia, andeja até o centro da sala onde pega um pequeno vaso com rosas vermelhas que já estariam ficando murchas e colocaria o vaso em minhas mãos que logo o segurei, Jade fecha seus olhos e toca mais uma vez um vaso onde as flores que estariam murchas, abririam, ficando bem vermelhas e novas, a olhei impressionada sem entender, mas ao contrário de todo resto que soube aquilo realmente me arrancara um sorriso, um sorriso sincero, na qual realmente achava bonito o que Jade poderia fazer.
– Eu sou uma bruxa- Diria Jade, também sorrindo para mim.
Ao chegar o outro dia e irmos ao colégio como no cotidiano, nos encontramos no mesmo lugar de sempre, próximas aos armários, as garotas ja sabiam sobre várias coisas, incluindo o fato de Victoria ser uma lobisomem. Jade haveria feito para nós pulseiras com verbena, eram bonitas pulseiras, eu não parava de admira-las.
Victoria ao chegar no colégio não se aproximou de nós, ficou com receio que pudéssemos rejeita-la pelo que houvera acontecido. Peço com licença as garotas e andejo até ela de forma lenta, ela não desviou de mim, esperou-me chegar.
– Oi- Sorrio de forma simpática.
– Oi- Desvia seu olhar do meu-
–Sobre ontem, Victoria, não tem importância, não é sua culpa, e nem foi você que me atacou não precisa se sentir culpada, continuamos amigas- Seguro sua mão.
Victoria não respondera, desvia seus olhos ao chão ainda com o sentimento de culpada, se sentira mal e até com medo de não ser aceita pelas demais, sem quebrar o silêncio que se formara após minhas últimas palavras, aproximei-me mais de Victoria a envolvendo em um longo e confortável abraço, onde a consolava acariciando suas costas para que pudesse se sentir melhor, Victoria retribuí meu abraço e fecha os olhos se sentindo mais tranquila ao ver que realmente estava tudo bem por minha parte.
Ao chegar a hora do almoço, as garotas e eu, incluindo a Victoria, estávamos sentadas á mesa do refeitório já com nossas bandejas prontas onde teriam nossos almoços, olharia para os lados procurando o Nicholas, mas não o encontrara, as garotas estavam bem em relação a Victoria, ela que ainda se sentia um pouco deslocada.
– Victoria, eu verifiquei para que a festa ocorra em uma dia que não tenha lua cheia- Sussurrou Rebekah, tocando a mão de Victoria.
– Obrigada- Responde com um sorriso, olhando para baixo.
– Não precisa se sentir mal por isso, as pessoas têm que gostar de você pelo que é, independente se o caso for comum ou não- Digo ainda a consolando.
– Olha, você é uma boa pessoa, Victoria, no começo sentia algo estranho em você , mas já que tudo foi esclarecido... Pode ver em nós ,amigas, seu segredo está salvo conosco- Diz Jade sorrindo.
– Afinal de contas todos temos segredos- Complementa April dando uma garfada em seu almoço.
– Obrigada, garotas, eu realmente fico feliz ao ouvir isso de vocês, eu sempre tive medo que descobrissem... Não é todo mundo que aceita essas coisas assim e isso pra mim nunca foi fácil-
– Como foi que descobriu ser uma lobisomem?- Pergunta Rebekah de forma sussurrada.
– É uma longa história, para liberarmos nosso lado lobo precisamos derramar sangue com as próprias mãos, ou seja, precisamos matar alguém-
– Oh meu Deus! Você já matou alguém?- Pergunto assustada, de forma sussurrada.
– Sim, infelizmente sim... Não tive escolha foi por minha própria sobrevivência, entrando nos detalhes, minha irmã mais velha e eu somos filhas de pais diferentes, mas ambos eram lobisomens e herdamos deles a licantropia, já nossa mãe era humana...-
– O que houve com o pai de vocês? — Pergunta April.
– Eles morreram, o meu pai morreu antes de eu nascer, eu não o conheci e o da Katrina ela era muito criança, tinha uns três anos- Responde.
– Conte-nos- Diz April.
Victoria lembrara todo o momento que haveria passado, as imagens estavam em sua mente de uma forma tão nítida que a faria reviver todo o momento de novo.
Victoria era apenas uma garota de 12 anos, sua mãe subia as escadas com ela de forma apressada adentrando o quarto da garota e abrindo o seu guarda-roupa, ao fazer tal ação, a mãe de Victoria, uma mulher branca de cabelos negros e olhos verdes, a olha com os olhos muito preocupados, segurando as lágrimas que queriam saltar de seus olhos.
– Você vai entrar nesse guarda-roupa e vai ficar aí até eu voltar e dizer que você pode sair, entendeu? não saía dai por nada até eu voltar- Diria a mulher colocando Victoria dentro do guarda-roupa, após balançar a cabeça de forma positiva.
– Tome isso, Victoria, caso precise usar não hesite, salve sua vida- Diria a mulher entregando a Victoria um revólver e por fim fechando a porta do guarda-roupa.
Mais ou menos meia hora houvera passado, Victoria escutara passadas por sua sala de estar ainda estando ao guarda-roupa, em seus olhos estampava a angustia e o medo, estaria preocupada com sua mãe que não haveria voltado, ao passar mais alguns minutos Victoria escuta na sala de estar um disparo de uma arma, apenas um. Tampara sua boca para que não deixassem ouvir seus soluços, onde começou a escorrer lágrimas de seus olhos, temendo por sua mãe e o que podia ter acontecido. Os passos foram se aproximando até o quarto, Victoria permanecera com a boca tampada para que não ouvissem sua respiração, em algum tempo os passos param e Victoria abre os olhos, tirando a mão de sua boca. Suspira de alivio por não terem descoberto seu esconderijo... Ainda teria medo, não queria sair daquele guarda-roupa até alguém que conhecesse chegasse ao quarto e dissesse que ela pudera sair. Bruscamente a porta do guarda-roupa fora aberta, Victoria se assusta ao ver um grande homem barbado, branco, olhos castanhos e uma touca preta na cabeça, o homem sorrir para a mesma de forma maliciosa, ela não hesita em puxar o revolver do seu lado e golpear o nariz do homem sem que o mesmo esperasse, ao homem estar caído ela tentara correr do quarto, mas fora impedida ao ele segurar sua perna a derrubando no chão e se aproximando da mesma, onde levaria a mão ao bolso da calça, sem hesitar mais uma vez pressiona o gatilho agindo por impulso onde o tiro acertaria a testa do mesmo o fazendo apagar de forma certeira. Temendo que mais alguém estivesse na sala, Victoria se levanta as pressas do chão indo até a janela que estaria aberta e passaria as pernas pela mesma se segurando para não cair, já que seria um primeiro andar. Victoria andejaria até a parte coberta pela janela em que não pudessem a achar, permaneceria uns tempos até enxergar o carro de policia se aproximando da casa, pelos barulhos de tiro obviamente teriam feito alguma denuncia.
Victoria cortara suas memórias já achando o suficiente de se recordar dos dramas de sua vida, fitou á mim e as garotas que a olhávamos surpresa e lastimando muito tudo que houvera acontecido. A mesma entrelaça seus dedos olhando para baixo, como ninguém quebrara o silêncio ela própria decidiu fazê-lo.
– Desde então a Katrina e eu ficamos morando com uma tia até ela ter maior idade e pegar minha guarda na justiça, ela era da familia do meu pai e como todos já estavam sabendo do que eu fiz, ela decidiu me inteirar e até mostrar videos que algumas pessoas da familia gravaram sobre a sua primeira transformação.
– Quem sofreu a maldição primeiro, você ou sua irmã mais velha?- Pergunta Jade.
– Eu- Responde.
Toquei o ombro de Victoria na tentativa de fazê-la sentir-se mais a vontade, ela sorriu para mim demonstrando que estaria tudo bem, vejo os olhares de Rebekah e April um pouco tensos olhando pra frente e decido virar meus globos oculares para trás decidindo também saber o que acontecera. Nicholas passara por ali segurando sua bandeja de almoço, ele estaria com medo da minha reação após o estado de choque passar. Peço licença as garotas me levantando da mesa e apressei meus passos até o Nicholas tocando em seu ombro, ele me olhou certamente esperando que eu começasse as palavras e foi exatamente o que fiz.
– Então... Eu ainda não tive a chance de agradece-lo por ontem... Obrigada por salvar minha vida- sorrio de uma forma discreta o olhando, demonstrando gratidão em meus olhos.
– Tudo bem, não precisa agradecer- sorrir.
– Olha, o fato de eu ficar sabendo o que você é não vai mudar em nada, continuamos amigos do mesmo jeito- Toco seu ombro.
– Obrigado- Sorrir.
– Bom, hoje aceita sentar com minhas amigas e eu?- Pergunto tirando a mão de seu ombro e entrelaçando meus dedos.
– Hoje sim, não tive nenhum problema familiar até agora- sorrir, se dirigindo até a mesa onde eu o acompanho.
Ao chegarmos juntos á mesa, as garotas nos olham de uma forma não tão discreta não deixando de disfarçar os sorrisos, até mesmo Jade que ficara mais tranquila ao saber que tinha sido Nicholas que haveria salvado minha vida após ser atacada pela Katrina, irmã mais velha de Victoria.
Após largarmos do colégio, as garotas e eu como fazíamos em nosso cotidiano seguíamos juntas até a saída do colégio e após isso cada uma seguia um caminho diferente, menos Victoria que iria na mesma direção por estar morando com a Pietra que era minha vizinha. Nicholas sem apressar os passos consegue nos acompanhar, chamando minha atenção que viro de lado.
– Gisele, gostaria de conversar com você, poderia me acompanhar até a cafeteria?- Pergunta.
– Bem, Gisele, nos encontramos depois, até amanhã- Diz Victoria se despedindo e seguindo seus passos com um sorriso estampado no rosto.
– Até amanhã- A Respondo sorrindo.
– Tudo bem, Nicholas, vamos sim- Digo fitando seus olhos.
Entraríamos na cafeteria lado a lado, Nicholas segurara a porta me esperando passar e a soltara após os dois estarem dentro do local. Escolhemos uma das mesas inciais e nos sentamos onde logo se aproximou uma atendente para nos servis.
– Vou querer um café descafeinado- Digo.
– Dois cafés descafeinados, por favor- Diz Nicholas sorrindo para atendente.
A moça muito simpática sorrir para ambos e dar de ombro os nos deixando a sós. Por alguns segundos ficamos em silêncio sem saber como poderíamos inciar uma conversando, quando Nicholas tocou minha mão fitando meus olhos, a olhei um pouco surpresa, mas logo sorri o fitando do mesmo jeito, ainda fazendo uma pausa, Nicholas abrira a boca querendo me dizer algo,o olhara ansiosa esperando as palavras serem emitidas. Nicholas pigarreia e toca no contorno de minhas mãos com os seus dedos, olhando-as e depois me olhando.
– Então... Eu precisei desse tempinho pra criar coragem e te falar algo-
– Só está me deixando mais curiosa- Sorrio.
– Eu gosto de você, Gisele, gosto de você desde o primeiro dia em que a vi-
– Nicholas eu...- Tentaria falar algo que nem eu sabia o que, mas fora interrompida pelo mesmo.
– Quer ser minha namorada?- Pergunta sem hesitar mais.
Eu o olhara ainda surpresa, aquilo me arrancaria um sorriso, porque sim eu gosto dele e sim eu realmente sou correspondida, sinto minhas mãos suarem frio, as palavras quase não saem da minha boca, não deixo de olha-lo por um segundo, quando finalmente dou minha resposta final.
– Sim- Sorrio de orelha a orelha, não me importando em expressar minha felicidade.
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