Rosewood
5 Rosewood - Surpresas
Notas iniciais
Ao finalmente dar minha resposta, Nicholas sorrira perante a mesma, um sorriso de orelha a orelha estando bastante satisfeito, ainda eu não sabia como reagir, era tudo novo pra mim, o olhei abaixo de uma mecha lisa e fina de meus cabelos, Nicholas passara a mão em meu rosto o acariciando e colocara a mecha de cabelo atrás de minha orelha, fitei seus olhos com um sorriso bobo, esperei que ele acercasse seu rosto do meu e consequentemente me roubasse o primeiro beijo, realmente iria fazer isso quando fomos interrompidos pela garçonete que viria com os dois cafés que pedimos.
Após sairmos da cafeteria, ambos iriam para lados opostos, ainda olhei Nicholas esperando uma despedida, eu não iria tomar uma iniciativa, esperara que ele tomasse, na minha cabeça caberia a ele tomar. Como demorou até fazer sinal de algo, dei de ombros para ir embora após dizer-lhe um " até logo", surpreendendo-me, Nicholas segura minha cintura e me rouba o primeiro beijo que haveria esperado desde dentro da cafeteria, coloquei meus polegares em seu queixo e minhas mãos apalpando seu pescoço, assim retribuira o beijo que recebi.
Mais ou menos por volta das cinco horas da tarde, April estaria sentada em sua varanda observando o movimento, sentiria-se entediada de tudo que fizera e ficar dentro de casa ainda lhe aborrecera mais. Escutara algumas passadas se aproximando de sua casa, então decidiu olhar pra frente para ver quem chegara, seria uma surpresa bem desagradável que até chocara a própria April por não esperar a mesma.
– Como tem o descaramento de vim aqui, Steven?- Pergunta April raivosa.
– Por favor, nunca me deixou explicar, eu apenas quero conversar...-
– Não me venha fazer perder tempo ouvindo suas mentiras e lamentações de como se arrepende de ter me traído, eu quero que vá pro inferno- Diz April levantando do batente de sua varanda e dando de ombros para entrar em sua casa.
– April, espere- Diz Steven segurando o braço da mesma.
April cerra os olhos respirando fundo, ficara furiosa pela audácia que tivera Steven em aparecer em sua casa e ainda mais em toca-la sabendo da repugnância que sentira do mesmo. April puxa seu braço bruscamente e concomitantemente acerta uma bofetada ao rosto do mesmo, seguida por uma cusparada que daria em seu rosto.
– Da próxima vez que ousar voltar á minha casa, eu juro que pego qualquer arma do meu pai que achar pela frente e acerto bem no meio da sua testa- Diria April, voltando a dar de ombros e finalmente entrando na casa, deixando Steven parado a olhando, sem reação.
Após um longo dia do colégio e um bela conversa em uma certa cafeteria de Rosewood, Nicholas finalmente chegara em sua casa, estando de frente á lareira de sua sala de estar. Em suas mãos segurara a antiga foto de Caroline Blackburn, que guardara consigo o século e algumas décadas de sua vida. Ao olhar a foto, Nicholas ainda pudera regressar ao passado, o passado onde estaria cegamente apaixonado e leigo sobre o assunto que correspondia a Caroline.
Em setembro de 1853, Nicholas começara com Caroline um tipo de relação oculta da qual apenas ambos saberiam, assim como fizera com Kevin, Caroline era amante de Nicholas passando noites com o mesmo em seu quarto. Ambos estariam desnudos sobre a cama, Nicholas teria Caroline em seu colo enquanto distribuira beijos pelo pescoço da mesma que respiraria de uma forma ofegante, onde o principal motivo seria o cheiro de sangue fresco do Nicholas, que estaria tão próximo da mesma que ela não pôde mais controlar. Ao Nicholas parar de beija-la e acariciar seu rosto fitando seus belos olhos castanhos claros, Caroline sorrira para o mesmo, onde deixaria crescer suas presas e as veias em seu rosto, revelando para Nicholas o monstro que realmente seria a garota de imagem delicada e divertida. Após olha-la Nicholas fica apavorado, em estado de choque não sabe como reagir perante ao que vira, Caroline aproveita para colocar ambas as mãos nas laterais do pescoço do mesmo e fincar as presas em Nicholas, apenas bebendo algo de seu sangue, após consumir do mesmo, Caroline tocara seu rosto o acariciando e em forma de hipnose diria :
– Agora, você irá dormir e ao amanhecer se recordará que tivemos uma noite ótima, sem nada de estranho, apenas a melhor noite da sua vida- Diria Caroline, muito convencida de si mesma, sorrindo ao final.
Após corromper suas memórias sobre seu passado com Caroline, Nicholas olhara sua foto mais uma vez já convencido que aquele passado ficara para trás e que ele não estaria mais preso a ele, já soubera o que Caroline seria e realmente ela estaria descartada de sua vida.
– Adeus, Caroline- Diria Nicholas murmurando.
Após dizer tais palavras, Nicholas amassara a foto que estaria em suas mãos e a atirara na lareira, deixando o fogo consumi-la, o fizera sem hesitar, e ainda olharia a foto ser queimada até virar cinzas.
A semana aos poucos chegaria ao fim, vivemos nossos dias cotidianos, talvez acrescentando um pouco mais de felicidade, logo contei as minhas amigas sobre o que houvera acontecido, não pareceram muito surpresas, até já esperavam que o Nicholas e eu chegaríamos a namorar, em seguida o levei á minha casa para apresentar-lhe como meu namorado ao tio Jack e ao Derek que o receberam muito bem. Ao longo da semana cotidiana que tivemos, Derek colocara todas as suas atividades em dia, finalmente se livrando do castigo do tio Jack e voltando á sua vida normal, apesar de ainda querer ficar só a maior parte do tempo, Derek estaria iniciando uma amizade nova com a Victoria e até saiam juntos as vezes, isso me deixou bastante feliz.
Finalmente chegara a tão esperada sexta-feira, a festa que seria organizada pela Rebekah no colégio de Rosewood estaria perfeitamente toda planejada e inclusive estaria sendo desenvolvida ao longo da semana, já estaria tudo pronto, o tema era os anos sessenta, todos estariam pelos corredores do colégio vestidos de acordo com o tema, inclusive eu que claro, não ficaria diferente. Ao chegar na festa de braços dados com o Nicholas, já enxergaria bastantes pessoas, minhas amigas já estariam lá bebendo e dançando assim como os outros, eu usaria uma longa saia até o joelho, branca com bolinhas pretas, minha blusa seria com margas curtas no ombro de cor preta e em meus cabelos lisos e presos por um rabo de cavalo teria uma facha branca como acessória, tirando os brincos e pulseiras que usaria para minha própria ornamentação. Ao chegarmos fomos recebidos pela Rebekah que não deixara de demonstrar sua alegria por a festa está perfeita, ela teria um copo vermelho de uisque que não parava de tomar, até mesmo ao falar com as pessoas.
– Sem lua cheia, sem lobisomens, e os vampiros que temos aqui são civilizados — Sussurrou Rebekah aos risos.
– A festa está perfeita, Rebekah, como sempre fez um ótimo trabalho- Sorrio segurando no ombro da mesma.
– Então o que estão esperando? Todos estão dançando, vamos lá- Diria Rebekah dando de ombros, deixando sua saia cujo modelo seria igual ao meu rodar junto com o corpo, seguiria até o meio da pista, onde tocaria " Get off of my cloud" de Rolling Stones.
Não disfarço um sorriso tão alto que seria uma quase gargalhada ao ver a ação da Rebekah, puxaria o Nicholas pelo braço até a pista de dança para que me acompanhasse, entraria no clima da festa, dançando e remexendo todo o corpo como fariam os demais, Nicholas sorrira ao me ver dançando e me acompanhara nos passos, dançara incrivelmente, seria o melhor da festa, era intrigante o jeito que dançara, até que me lembrei que ele seria um vampiro no qual houvera vivenciado essas épocas.
A festa estaria bastante divertida, todos dançando, todos climatizados, praticamente naquele momento vivenciamos os anos sessenta, seria uma incrivel balada dos anos sessenta. Nicholas e eu decidimos dar uma pausa na dança, iríamos pegar uma bebida e descansar um pouco, no caso dele seria uísque já no meu seria refrigerante. Andejamos juntos até a parte de bebidas, teríamos nossos dedos entrelaçados por nossas mãos, Nicholas serviria ambos os copos de acordo com as bebidas que seriam tomadas e após me entregaria um copo, onde logo daria uma golada para refrescar a garganta.
– Está sendo incrível, Nicholas, sinceramente uma das noites mais divertidas que passei- Sorrio, acariciando seu rosto.
– Eu tenho a certeza que é apenas a segunda de todas as festas que passaremos juntos, mas sem ataques de lobisomens, claro- Sorrir me dando um selo nos lábios de forma longa.
– E nem ataques de vampiros famintos por sangue- Sorrio, o dando também um selo em seus lábios.
Um pouco distante do colégio, próximo a entrada de minha casa, algo surpreendente estaria por vir, sentado em minha varanda se encontrara Dylan, o que seria muito intrigante após Nicholas o ter hipnotizado para não se aproximar de mim. Logo pelos arredores de minha casa, seria possivel enxergar uma mulher com belos saltos pretos e finos, no qual ecoariam por qualquer piso, Dylan a olhara de longe com um certo sorriso de canto em seu rosto, após a mulher se aproximar é que realmente ele pudera enxergar seu rosto, no qual não ficaria surpreso. A mulher usara uma calça comprida um pouco colada em suas pernas, uma jaqueta de couro na qual a deixara com um pequeno decote na parte dos bustos, cabelos ondulados até a cintura, olhos castanhos claros assim como seus cabelos, alguém que pudera confundir facilmente comigo, afinal de contas seria eu? acredito que sim, já que se trata de minha cópia.
– Estava te esperando- Diria Dylan indo em direção da mesma.
– O que você quer, Dylan?- Diria com a tonalidade de voz bastante alta, após subir os degraus da varanda indo acerca da porta de minha casa.
– Quero conversar com você, já disse que vai me ouvir- Diria também em uma tonalidade alta.
– Já disse para me deixar em paz!- Diria a garota retrucando.
Após ouvir as gritarias na porta e certamente escutar minha voz, Derek decide ir até a porta da sala de estar, onde abre a mesma para observar o que acontecera dando de frente com a cena.
– O que quer, Dylan? todos já dissemos para deixar minha irmã em paz, ou saí daqui agora ou eu mesmo faço isso- Diz Derek.
Sem dizer uma palavra sequer ao Derek, Dylan dá de ombros, deixando os arredores de minha casa, saindo pela calçada.
– Obrigada- Diria a moça o observando dos pés a cabeça.
– Achei que estava na festa do colégio- Diz Derek.
– Resolvi não ir — Responde.
– Entre, Gisele, entre antes que esse maníaco decida voltar-
De forma tranquila, com passadas calculadas, a garota andejaria até a porta de minha casa colocando um de seus pés, assim que percebera livre passagem colocara o resto do corpo adentrando a casa, aonde analisaria discretamente a mesma e após viraria de frente ao Derek, tornando a analisa-lo.
– Você está bem?- Pergunta Derek.
– Claro, eu estou ótimo- Sorriria de canto.
– Está diferente-
– Diferente como?-
– Você mudou o cabelo-
– Sim, decidir que mudar sempre faz bem, ainda mais quando é relacionado a personalidade, não concorda meu doce?- Andejaria novamente até a porta.
– Aonde está indo?- Pergunta Derek segurando seu braço.
– Eu irei dar uma volta e você, querido irmão, irá dormir profundamente até o outro dia- Diria a garota em forma de hipnose.
Derek soltara seu braço, de forma sonolenta andejaria até próximo as escadas, onde subiria os degraus da mesma com cautela finalmente sumindo da sala de estar. A garota retornara a seguir seus passos até fora da casa, onde andejaria até uma certa parte da calçada parando logo de frente. Por trás da mesma, chegaria Dylan, apressando seus passos até chegar ao seu lado.
– Fiz tudo o que me mandou, Caroline, e agora? pra que vai precisar de mim?- Pergunta Dylan ficando de frente para Caroline, fitando os olhos da mesma.
– Agora, meu querido Dylan, queria agradecer-lhe por me ser bastante útil- Diria Caroline, sorrindo de canto.
– Mesmo? e como vai me agradecer?- Perguntaria Dylan, aproximando o seu rosto do rosto da Caroline.
– De uma forma bastante prazerosa... Para mim- veias nasceriam em seu rosto, onde concomitante surgiriam presas no lugar de seus dentes, Caroline puxara Dylan pelo pescoço onde fincara as presas no pescoço do mesmo, que gritaria de dor após ter seu sangue todo sugado e seu corpo dissecado. Após alimentar-se, Caroline joga o corpo do mesmo no chão, já morto, onde cairia bem em sua frente. Caroline limpara seus lábios passando a língua ao redor de sua boca, ao finalmente sentir-se pronta para seguir, Caroline passa ambas as pernas pelo corpo morto de Dylan, sorrindo de canto e olhando o mesmo sem remorso algum, seguindo em frente com seus passos.
Naquela mesma noite, na casa dos Millers, como costumara fazer Kevin estaria sentado ao sofá bebendo em um copo que seria de uísque algumas muitas gotas de sangue, sentindo o prazer em seus lábios a cada gole que beberia. Fora interrompido de sua diversão pela campainha, onde hesitaria alguns segundos após ela ser tocada novamente, tomaria o resto do sangue que conteria lá e o soltara de qualquer jeito na mesinha ao lado, revira os olhos andejando até a porta e abrindo.
– Gisele?- Pergunta Kevin surpreso, ao encontrar Caroline na porta, que obviamente a teria confundido comigo.
– Oi, seu irmão está?- Pergunta Caroline fazendo uma voz aparentemente doce, na tentativa de se passar por mim.
– Achei que tivesse ido a festa com ele, o que aconteceu?-
– Tive problemas com meu irmão, a verdade é que desde a morte de meus pais ele não é o mesmo- Diria Caroline, fitando os olhos de Kevin, fazendo-o sentir pena dela como se fosse eu.
– Entre, espere até ele chegar-
Caroline sem hesitar colocara ambos os pés na casa dos Millers, andejando de uma certa forma diferente da qual eu andara até o centro da sala de estar, onde observara o copo de sangue já vazio.
– Então... Eu pensei que também iria a festa- Diria Caroline, virando-se para Nicholas.
– Não, não curto essas de " uma volta ao passado"- Sorrir de canto.
– É muito bom, é sempre único relembrar os velhos momentos- Sorrir de canto.
Alguns segundos após as palavras de Caroline, a porta fora aberta por Nicholas, que ao fechar e virar-se para frente se surpreendera ao vê-la.
– Olha só quem chegou, aqui está sua visita- Diz Kevin de forma séria.
– O que? eu acabei de deixar a Gisele em casa, ela estava na festa comigo-
– Se ela não é a Gisele... Então...-
– Sentiram minha falta?- Diz Caroline sorrindo de canto.
– Caroline!- Diriam ambos, surpresos e assusta-los ao vê-la.
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