Rosewood

8 Rosewood- Abracadabra


Pela primeira vez em sua vida, Caroline não haveria palavras para retrucar, o fato de ter achado seu filho que havia perdido há 535 anos, ainda na Itália. Suspira, não demonstrando nervosismo, apesar de ter uma avalanche de gelo dentro de seu corpo, friamente arrasta sua xícara pro lado e volta a retornar seus globos oculares para Lorenzo.
– E o que te faz pensar que pode me dizer qualquer coisa e eu vou acreditar?- Diz Caroline franzindo a testa.
– Porque eu tenho como provar o que estou dizendo, Caroline- Diz Lorenzo, levando uma de suas mãos ao bolso e puxando do mesmo a carta que Caroline houvera feito para o seu irmão Agnelo, há 535 anos.
– O que é isso?- Engole em seco.
– Essa é a carta que você entregou ao tio Agnelo, lembra? acho que não tenho como forjar uma coisa dessas- Entrega a carta para Caroline, que analisa a mesma.
– Não, não tem como forjar, eu acredito, você é mesmo meu filho- Desvia seus globos oculares para o lado.
– Então... Mãe, eu sei toda a sua história e principalmente do motivo de ter nos deixado-
– Sabe?-
– Sim, minha irmã, Pietra, passou toda a sua eternidade atrás de você, desde antes de nos transformarmos-

– E onde está sua irmã?-

– Em sua casa, aqui mesmo em Rosewood-

– Então... É um grande prazer conhece-lo, Lorenzo, acredito que temos muito o que conversar-

Ainda na casa de April estaríamos todos reunidos, discutíamos a respeito do assunto, tentamos encontrar uma forma de ajuda-la com a sua nova identidade. April estaria com sua cabeça encostada em meu ombro, que a abraçara a fazendo sentir-se confortável, Rebekah acariciava seus cabelos na tentativa de fazer o mesmo, enquanto Nicholas e Jade conversavam sobre algumas questões.

– Bem, acredito que a April já deva saber que como vampira o sol é o seu pior inimigo, ele a queima e a leva a morte- Diz Nicholas em alto tom.

– Sim, eu sei- Responde April.

– E como você e seu irmão fazem pra andar no sol?- Pergunta Rebekah.

– Usamos estes anéis solares- Diz Nicholas mostrando o anel negro em seu dedo.

– Eu li sobre eles no meu livro de magia, até aprendi a fazê-los, eu irei fazer um pra April agora mesmo- Diz April andejando até próximo a escada.

– Precisa de ajuda, Jade?- Pergunto.

– Não, apenas fiquem com a April e deixem isso comigo- Sobe as escadas apressando seus passos.

Naquele mesmo momento alguém tocara a campainha, pudemos sentir nossa espinha gelar, e se fosse o xerife Montgomery? será que chegaria mais cedo do trabalho e encontraria aquela maior confusão? Ainda sim, olhei para a Rebekah esperando que ela fosse atender a porta, a mesma levanta-se do sofá dando calmas passadas até a porta, exitando em abri-la, quando por fim decide levar a mão na maçaneta e a puxar.
– Oi- Diz Victoria sorrindo.
– Victoria, ainda bem que é você- Diz Rebekah suspirando.
– O que houve? nenhuma atendia o telefone e nem em casa estavam- Diz Victoria, já entrando a casa.
– Não imagina a confusão que aconteceu- Diz Rebekah.
– Oh meu Deus, que confusão?-
– A Caroline transformou a April em vampira- Responde Rebekah.
– Oh meu Deus!, espera, Caroline é a tal Caroline Blackburn ou Carolina Ballardini mãe do Enzo e da Pietra?- Pergunta Victoria confusa.
– Ela mesma, a vadia que se parece com a Gisele- Diz Rebekah.
– Ei! poderia deixar de lado o fato em que ela se parece comigo!- Protesto.
– Desculpe- Responde Rebekah.
– April, sinto muito- Diz Victoria andejando até a mesma, acariciando seus cabelos-

– Eu me sinto um ser de outro mundo- Responde April.

– Eu sei, eu entendo exatamente como é esse sentimento, como é se sentir deslocada- Diz Victoria, sorrindo.

Ainda na cafeteria de Rosewood, estariam Lorenzo e Caroline, ambos ainda muito tensos pelo primeiro encontro após 535 anos de distância, Lorenzo ainda a olhara, esperando que iniciasse uma conversa sobre seu passado, algo que a fizera falar que o ama e que nunca quis dá-lo ao seu tio Agnelo.

– Então, diga-me sobre sua vida, o que fez todo esse tempo de imortalidade- sorrir.

– Nada demais, o que ainda difere é que pela primeira vez na minha vida estou tendo algo sério com alguém, ela se chama Katrina-

– Humana ou vampira?-

– Lobisomem-

– Uow,meu filho você é mesmo um lunático, tome cuidado em noite de lua cheia, um dia antes viaje para a Filadélfia, ou vá pra Orlando curtir as praias e os parques, ou até mesmo para a minha favorita, a cidade que nunca dorme, assim como eu, Nova York-

– É um bom conselho, mas Katrina e eu sabemos lidar com isso, a conheço há quatro anos-

– Bem, então te desejo sorte, seja feliz-

– Obrigado- Sorrir

– Então... Eu preciso ir, espero nos encontrarmos mais vezes, será um grande prazer-

– Sim, claro, quando quiser-

– Agora, tenho coisas a resolver- sorrir se levantando da mesa.

Na casa da April, estaríamos todos reunidos na sala de estar, menos a Jade que tivera ido para o andar de cima, mas logo voltara trazendo algo consigo, que não por acaso seria o anel solar da April.

– Está feito- Diz Jade andejando até próximo a April.

– E agora?- Pergunta April.

– E agora é só você usar- Diz Jade entregando o anel a April.

– Bem, acredito que a primeira etapa já foi resolvida- Digo.

– A segunda etapa é : divirta-se e viva sua vida, que tal hoje fazermos uma festa do pijama?- Diz Rebekah.

– Eu não sei, Rebekah, não estou afim de festas- Diz April.

– A Rebekah tem razão, vamos lá, April, precisa viver sua vida, seguir em frente- Sorrio.

– Afinal de contas você é uma vampira, não uma morta, bem é uma morta, mas viva, eu não sei- Diz Rebekah se confundindo.

– Ok, Rebekah, é melhor ficar calada, no inicio até que você não foi mal- Brinca Jade.

– É uma boa ideia uma festa do pijama, é divertido e é bom esquecer os problemas pelo menos por um dia- Diz Victoria.

– Então está resolvido, nós cinco iremos fazer uma festa do pijama hoje, na casa da Rebekah que deu a ideia- Digo entre risos.

– Nada de garotos?- Pergunta Nicholas.

– Nada de garotos- Responde franzindo a testa e em seguida indo até o mesmo, e o beijando entre risos.

Há uma quadra da minha casa, onde morariam Nicholas e Kevin, apenas estaria Kevin, como costumara fazer chamaria algumas garotas para divertir-se com seus sangues, dançando e sugando o pescoço de uma das garotas concomitantemente. Ao soltar a garota ainda viva, percebe alguém atrás, em suas costas, virando-se bruscamente já desconfiando de quem se tratara.

– Caroline, o que você quer agora?- Pergunta Kevin.

– Oi, Kevin, apenas vim achar minha companhia para me divertir, afinal de contas seu irmão se tornou um vampiro tão entediante, muito diferente de você- sorrir de canto.

– Eu sempre fui o mais divertido, e o mais bonito também- Dá de ombros, indo sugar o sangue de outra garota.

Caroline aparece diante do mesmo, puxando a garota para si a tirando das presas de Kevin, até que finca as suas no outro lado do pescoço da garota e toma todo o sangue da mesma até que caia morta e dissecada ao chão.

– O que você fez?, eu nunca as mato apenas bebo algo de seu sangue e as deixo ir-

– Não é tão divertido o quanto eu pensei que era, Kevin, qual a graça de ter um pouco se você pode ter tudo? Afinal de contas também, tudo que eu começo eu termino-

– Jura? por exemplo o que? Nos transformar em vampiros e cair fora?-

– Por exemplo, eu sempre odiei o seu pai, quando ocorreu o incêndio na mansão eu juntei o útil até o agradavél, despistei o Edward e matei aquele que ficara no meu encalço, ou seja, fui até o final para ser completamente livre-

– Você foi a responsável pelo incêndio?-

– Abracadabra- sorrir de canto.