Rosewood
9 Rosewood - Verbena
Como havíamos combinado, todas estávamos no QUARTO de Rebekah, ambas com seus respectivos pijamas e travesseiros na mão, para muitos poderia parecer uma festa clichê de garotas, mas para nós faria algum sentido, era muito importante. Pulávamos e dançávamos em cima da cama ao som de " We can't stop" de Miley Cyrus, uma jogando o travesseiro na outra, nos divertíamos muito sempre fazendo aquilo. Como sempre não pudera faltar o nosso jogo da verdade, era algo que melhores amigas compartilhavam uma com as outras para todas ficarem por dentro de tudo que ocorrera. Assim que paramos com a " guerra de travesseiros", nos sentamos em um círculo ao chão do quarto
, o jogo funcionava com um copo de chocolate quente que iria rodando até chegar a última pessoa do cículo, o jogo fora começado por Victoria, que já teria o copo de chocolate quente na mão.
– Bem, vamos lá, uma das minhas fraquezas eu tenho queda por professores de matemática- Diz Victoria dando uma golada no copo.
– Uow, no caso do tio Jack acho que vai ter que disputar o coração dele com a Pietra- Digo sorrindo de leve.
– Mas se ela realmente gostar dele conto como uma carta fora do baralho, odeio brigas por namorado- Responde Victoria.
– Não se preocupe, Victoria, podemos te mostrar outros professores de matemática no colégio- Digo sorrindo.
– Ok então, vou aguardar- Diz Victoria também sorrindo e passando o copo para Rebekah que estava ao seu lado.
– Então, eu admito que só fiquei com o Bryan Simpson porque eu adorava o fato da boca dele ser carnuda- Diz Rebekah entre risos e passando o copo para Jade.
– Achei que ia falar de novo da sua primeira vez com o vizinho da casa de praia dos seus pais- Diz Jade pegando o copo.
– Não enrola e fala logo a sua verdade- Diz Rebekah empurrando Jade de leve com o ombro.
–Bem... Quando o namorei o John foi porque queria que ele me levasse para passar as férias de verão com a familia dele em Veneza- Diz Jade passando o copo para April.
– Você foi maldosa!- Diz April pegando o copo.
– Eu sei e me sentir terrivel por isso, acabei o namoro no segundo dia e não fui pra Veneza- Diz Jade franzindo a testa.
– Então... Eu admito que beijei nosso antigo professor de história no baile de primavera- Diz April entregando o copo para mim.
– Sério? eu juro que estou ficando impressionada com as confissões- Sorrio pegando o copo.
– Sua vez, Gisele, não enrola!- Diz April.
– Tudo bem, como ninguém falou de sua primeira vez, falo eu... Eu ainda não tive a minha primeira vez do que vou falar?- Digo entre risos dando uma golada no copo.
– Sério? a minha foi com dezesseis anos, sim foi no ano passado- Diz Victoria mordendo o lábio inferior.
– A minha foi no ano passado também- Diz April franzindo a testa.
– A minha foi um pouco mais cedo, com quinze- Diz Jade olhando para o lado.
– Perceberam que a Gisele enrolou para não dizer nada?- Diz Rebekah.
– E perceberam que a Bekah não quis falar da sua primeira vez nesse ano com o vizinho da casa de praia?- Digo sorrindo alto e bebendo o resto do chocolate.
– Não era pra beber o chocolate todo! agora vai ter que falar mais uma verdade fora a que você está devendo- Diz April tomando o copo da minha mão.
– Não é verdade, eu admiti que não tive a minha primeira vez e como fui última bebi o chocolate todo- Respondo.
– Não me venha com essa, todas já sabíamos disso- Diz Jade franzindo a testa.
– Na verdade eu não sabia- Diz Victoria.
– Viram? então eu só devo mais uma verdade que é a que eu vou falar agora-
– Então diga e pare de fazer teatro- Diz Rebekah.
– Eu admito que gostei do Nicholas desde o primeiro dia em que o vi- Sorrio.
– Não vale! já sabíamos!- Fala Rebekah.
– Vale sim, ué, não sabiam, suspeitavam porque eu ainda não tinha dado certeza- Respondo.
– É, isso é Rebekah, realmente valeu- Diz April.
– Então vamos outra rodada, vou buscar mais chocolate quente- Diz Rebekah se levantando do chão.
Na casa dos Millers, Kevin e Caroline ainda discutiriam na sala de estar após a mesma revelar o que tivera feito no passado, o incêndio fora um plano elaborado por Caroline para livrar-se de Edward e do pai de Kevin e Nicholas, que morreu queimado em novembro de 1853. Após sair do estado de choque, Kevin fita os olhos de Caroline demonstrando um imenso ódio e ressentimento por tudo que ela tivera feito, Caroline ainda sim não se importa, não desvia os olhos de Kevin, continua a olha-lo com o mesmo sorriso irônico em que estava de inicio o causando ainda mais ódio.
– Você é uma vadia psicopata, manipuladora, egoísta e miserável- Veias crescem pelo rosto de Kevin juntamente com suas presas, o mesmo parte pra cima de Caroline com velocidade vampírica a segurando pelo pescoço e a imprensando na parede.
– Acha que me insulta? saiba que eu me divirto muito sendo uma " vadia psicopata, manipuladora, egoísta e miserável"- Responde, segurando o braço do mesmo e o entortando pro lado, onde joga Kevin em cima da prateleira de vidro quebrando as garrafas de uísque que estariam ali.
– Vou mandar você pra se divertir no inferno, quem sabe não vira melhor amiga de satanás- pega uma das garrafas que não haveria quebrado e a mira em direção a Caroline com a tentativa de acerta-la, mas Caroline baixa seu corpo fazendo a garrafa passar direto.
– Bela pontaria, pena que não é com uma garrafada na cabeça que você pode me matar, respondendo sua afirmação, satanás é uma criança perto do que eu posso fazer- com velocidade vampírica vai até a cadeira de madeira ao lado da estante quebrando a "perna" da mesma e a jogando na direção de Kevin, com a tentativa de acertar o seu coração, mas o mesmo desvia fazendo com que a madeira caia na lareira.
– Não sei como um fruto podre que nem você teve filhos, deveria ser estéreo para sua linhagem acabar e não ter nem um rastro de que você existiu assim que eu te matar- Com velocidade vampírica vai na direção de Caroline tentando ataca-la, mas a mesma com ainda mais rapidez agarra seu braço o entortando para o lado e jogando Kevin de frente em direção a lareira, por pouco não o fazendo cair dentro da mesma.
– Isso de " minha linhagem acabar" é coisa de humanos, eu terei uma eternidade repleta de desejos para me preocupar com isso, eu sou uma sobrevivente, eu me livrei do Edward o poderoso e imortal hibrido, quanto mais você
que nem tem força pra lutar comigo- sorrir de canto.
Sem que Caroline sequer pudesse esperar, Kevin aparece em suas costas acertando em seu estômago uma estaca e em seguida ejetaria um pouco de verbena em seu pescoço para que pudesse a enfraquecer.
– O maior erro do inteligente é agir com arrogância e achar que todos são burros- Diz Kevin sorrindo de canto.
Caroline caí ao chão segundos depois de ser acertada, segura a estaca com ambas as mão a puxando de forma ligeira de seu estômago e a jogando ao chão toda melada de sangue. Vira seu corpo que houvera caído de lateral para a frente, ficando de barriga pra cima, logo seu ferimento cicatriza e a mesma levanta-se do chão segundos depois, ainda sorrindo debochado.
– Boa jogada, você realmente é estrategista-
– Mas que diabos...-
– Mas que diabos eu não fiquei fraca no chão sem força? simples meu doce, meu sistema já é acostumado com verbena, ela não funciona comigo, apenas queima um pouco, pois é Kevin, eu estou bem acima dos inteligentes que agem com arrogância porque eu posso agir com arrogância- sorrir de canto.
– Ok, a verbena não funciona com você, mas isso não te faz imortal- Puxa um arco e uma estaca, os posicionando e o mirando contra Caroline, que não tira os olhos do mesmo para estar pronta para desviar quando necessário.
– Onde conseguiu todas essas coisas?-
– Assim como você eu procuro bem minhas amizades, querida Caroline, por exemplo... Conhece um certo xerife de Rosewood? ex caçador de vampiros que ainda guarda seus matérias? pois é-
Com sua velocidade vampírica, Caroline sairia da vista de Kevin na sala de estar, o mesmo suspira um pouco raivoso baixando sua arma ficando totalmente despreparado para qualquer tipo de ataque. Caroline regressaria a sala de estar, não aparecendo diante de Kevin, mas nas costas do mesmo, acertando seu estômago com a mesma estaca que fora usada nela, tomando dele as armas que seriam usadas contra a própria e as jogando na lareira onde seriam consumida pelo fogo.
– Se quisesse me matar ja teria o feito, não hesitaria, quando quiser fazer uma coisa vocÊ faça, não espere pra depois, o depois pode não chegar- Sorrir de canto.
– Imitona- Tira a estaca de seu estômago, gemendo um pouco até que a ferida cicatrize e a jogando em direção da lareira, onde a mesma se queima-
– Isso se chama pagar na mesma moeda, assim ninguém pode me chamar de injusta- Andejou até o sofá, sentando-se no mesmo.
Naquela mesma hora Nicholas chegara em casa apenas encontrando em sua sala de estar todas as garrafas de uísque em sua casa quebrados, olhou para tudo surpreso e em seguida direcionou seus globos oculares para Caroline que estaria sentada ao sofá.
– O que você está fazendo aqui, Caroline?- Pergunta raivoso.
– Boa noite, Nicholas, vim fazer uma visita aos meus antigos namorados, que bom que te libertaram das correntes com verbena, acabei de saber o motivo de xerife ter aquilo em sua casa, não é mesmo Kevin?- sorrir debochado.
– Acabei de descobrir que verbena não enfraquece ela, ainda estou esperando uma explicação- Diz Kevin se levantando do chão.
– Antes ela vai me explicar por que transformou a April em vampira? por que tem que trazer desgraça por onde passa?-
– Respondendo sua pergunta, Nicholas, eu não tenho muitos hobbies, mas com certeza o sangue é um deles- Sorrir de canto se levantando do sofá.
– Quanto a sua, Kevin, bom, após o trágico incêndio que houve em 1853 na mansão Millers aqui em Rosewood, um antigo amigo e eu decidimos que iríamos ficar preparados para tudo, inclusive um de nossos principais inimigos, a verbena- Diz Caroline, retomando suas palavras.
Após o incêndio que destruira toda a casa de Nicholas e Kevin, Caroline encontrara-se com o seu antigo amigo dentro da floresta como faziam de costume. Hebert a esperava encostado em uma das árvores já estando bem adentro da floresta. Caroline aproxima-se do mesmo andando tranquilamente com um longe e armado vestido vermelho, um chapéu de mesma cor, seus cabelos longos e ondulados amarrados para o lado e uma pequena sombrinha também vermelha, que seria charme da época.
– Carolina- Diz Hebert, virando-se para a mesma.
– Oi, Hebert, trouxe a seringa?- fitou seus olhos.
– Já tomei a minha dose- Sorrir, segurando o pulso de Caroline e ejetando um pouco em seu braço.
Kevin cortara a história que fora contada por Caroline, com palavras secas e até provocativas.
– Hebert? antigo amigo de cama?- sorrir debochado.
– Na época ele ainda não era antigo- responde Caroline sorrindo de canto.
– Fiquei curioso após tanto escutar sobre esse Hebert, o que houve com ele na verdade?- Pergunta Nicholas.
– Houve um acidente no verão de 1920 em Nova York, infelizmente o pobre Hebert não pôde seguir para contar a história- faz um bico em seus lábios, forçando tristeza de forma irônica.
–Você é um monstro! Por acaso foi você que matou o Hebert? tenho a certeza que sim- Diz Nicholas.
– Não sei o porquê do espanto, eu apenas tiro do meu caminho as pedras e os obstáculos- sorrir de canto.
Ainda na casa de Rebekah, estariamos seguindo com a nossa festa do pijama, Rebekah já houvera chegado com a xícara de chocolate quente para continuarmos a brincadeira, mais uma vez seria a minha vez de falar algum segredo, então seguro a xícara com ambas as mãos já estando pronta pra falar.
– Eu admito que tenho vontade de trancar a Rebekah em quarto cheio de vampiros quando ela começa a me provocar me fazendo repetir várias vezes a mesma coisa- Digo, sorrindo alto e bebendo todo o chocolate que ficara na xícara, abraçando a Rebekah em seguida.
– Vadia!- Diz Rebekah entre risos, também me abraçando.
– Garotas, eu estava aqui pensando... Como ultimamente as coisas têm sido bastante complicadas e estamos em uma fase de superação...- Inicia Victoria.
– Então...?- Pergunta April, para a mesma dar continuidade as palavras.
– Vamos todas amanhã pra casa do lago que era da minha mãe? vai ser divertido- Diz Victoria.
– Bom, eu acho uma ótima ideia- Diz Jade.
– Eu também, pode contar comigo, Vic- Sorrio.
– Comigo também, quero fechar esse final de semana com chave de ouro- Diz April.
– Então está resolvido, vamos todas amanhã pra casa do lago da Victoria- Diz Rebekah batendo palmas de leve-
Passamos a noite inteira nos divertindo na festa do pijama, brincamos, dançamos, conversamos, demos altas gargalhadas aproveitando que os pais da Rebekah viajaram para a Filadélfia e por fim dormimos, todas na cama da Rebekah praticamente uma em cima da outra. Ao amanhecer o dia, em volta de umas nove horas da manhã, meu celular tocaria bastante alto me tirando de meu sono, acordo com meus cabelos todo bagunçado tendo a April e a Rebekah praticamente por cima de mim, vou caminhando deitada até a ponta da cama, empurrando as garota de leve para o lado, logo me jogo da mesma caindo ao chão e batendo minhas mãos pela bolsa, finalmente achando meu celular e o atendendo.
– Alô?- entendo o celular.
– Gisele?- Fala April resmungando, virando seu corpo pela cama.
– Gisele, ainda está na casa da Rebekah?- Pergunta tio Jack estando do outro lado da linha.
– Sim, sim, acabei de acordar, mais tarde vou com as garotas pra casa do lago da Victoria, mas antes eu passo em casa- Digo levando a mão a testa e em seguida desligando o celular o guardando de volta.
– Quem era?- Pergunta Victoria.
– Era o tio Jack- Digo me levantando do chão, voltando a jogar meu corpo na cama.
Em um quarto de hotel onde já estaria todo organizado, Caroline estaria de frente ao espelho passando chapinha em suas belas ondulações, deixando seus cabelos lisos e sem volume algum, igual ao meu. Ao terminar seu novo penteado, alguém bate na porta de seu quarto onde a mesma iria atender a porta.
– Bom dia- Diz Pietra sorrindo.
– Quem é você?- Pergunta Gisele analisando a garota dos pés a cabeça.
– Você é Caroline Blackburn?-
– A única- Sorrir de canto.
– Ah... Eu sou irmã da dona do hotel e... É... Bem me disseram que você é uma cliente preferencial e eu decidir vim pessoalmente para ver se está tudo bem- Diz Pietra, também a analisando.
– Obrigada, meu doce, está tudo ótimo, agora me dê licença, eu estou saída- Sorrir.
– Ah tudo bem... Então... Nos vemos depois?- Pergunta Pietra.
– Claro, até logo- Diz Caroline fechando a porta do quarto e revirando os olhos, voltando a caminhar até o espelho.
– Eu não sei porque aquela garota estúpida usa o cabelo assim, é tão sem graça...- Diz Caroline falando consigo mesma.
– Bem, vamos lá Caroline, temos que ir até uma certa casa do lago- Sorrir de canto, voltando a andejar até a porta, onde a abre saindo do quarto e por fim a fechando.
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