Rosewood

3 Rosewood - A verdade


Jade estaria ofegante, a situação para ela era completamente nova, acabara de descobrir um mundo sobrenatural que assim como eu ela faria parte, ainda não sabia como lidar com isso, sentiu frio nas espinhas ao ver Kevin em sua frente com a face totalmente mudada, não era mais o bonito rapaz em que ela se deparara na porta com olhos azuis e cabelos negros, era um vampiro, um monstro prestes a devorar todo o seu sangue até disseca-la por completo. Para salvar sua vida, Jade suspira fundo, procura manter coragem, quando Kevin já estava pronto para ataca-la ela penetra o olhar do mesmo com seus olhos verdes claros, Kevin pudera sentir um terrível dor de cabeça desconcertante que atirara seu corpo contra o chão o fazendo se contorcer por completo, Jade aproveita a chance para livrar-se da casa e caminha de costas até a porta segurando a mesma, já desviando seus olhos de Kevin corrompendo sua dor de cabeça.
– Agora entendi porque não a hipnotizei, você é uma bruxa, não é mesmo, Jade?- Diria Kevin ao se levantar do chão, ainda segurando sua cabeça onde não estaria cem por cento livre da dor.

Sem responde-lo, Jade estica uma de suas mãos fazendo um movimento contrário para o final do sofá, onde o corpo de Kevin seria levado e controlado como uma pluma, Jade finalmente abre a porta da casa e corre o mais rápido possível para o meio da calçada buscando apenas se livrar de tudo que houvera acontecido.

Não muito perto daquele local, Pietra e Jack haviam chegado ao restaurante e já estavam sentados á mesa com o garçom servindo seu almoço. Por alguns segundos houve uma tensão no local em um silêncio tomado por ambos que logo fora quebrado por Pietra que iniciara as palavras.

– Então... Jack, muito obrigada pelo convite-
– Eu que agradeço- Sorrir
– Bem, queria aproveitar para contar-lhe algo muito importante-
– Claro, aconteceu alguma coisa?-
– Na verdade sim... Como você já sabe sobre minha história e da minha familia facilita muito... Na verdade é algo meio complicado de te explicar assim, mas tentarei ser o mais breve possivel-
– Sim, pode falar, já estou bastante curioso-
– Bem, antes de morrer... A mãe da Gisele me telefonou, eu ainda estava em Washington...-
– Continue-
– Ela me ligou para dizer que a sua filha mais velha, era uma cópia Ballardini, uma cópia de nossa familia... Eu não sei se você sabe, mas seu irmão e sua cunhada estão por dentro do assunto da sobrenaturalidade-
– A Gisele é uma cópia Ballardini? Uow... Eu... Eu não sei o que falar-
– A Lizzie sabia dos riscos que a filha, Gisele corre, ela estava inteirada sobre os assuntos de nossa familia, acho que a Gisele ainda não desconfiou do fato de termos um sobrenome em comum-
– É, acho que não-
– Bem, mas agora a familia original pode chegar a qualquer momento em Rosewood e precisamos contar para a Gisele o mais rápido possivel sobre o risco que corre-

Tio Jack balançou a cabeça de forma positiva, por um lado ele não queria que eu ou o Derek soubéssemos dessas histórias, mas precisava nos proteger já que Rosewood estaria sendo invadida por seres sobrenaturais.

Em minha casa, Nicholas e eu haveríamos nos divertido bastante enquanto víamos o filme, eu fiz pipoca com um refresco para tomarmos enquanto assistíamos " A garota de capa vermelha" eu haveria escolhido o filme, era um tipo de chapeuzinho vermelho puxado para histórias de terror, girava ao torno de lobisomens. Ao filme acabar Nicholas decidiu seguir para a sua casa e eu o acompanhei até a porta.

– Foi muito assistir o filme com você- Disse entre risos.
– Eu também gostei muito, Gisele, espero que possamos marcar outras vezes-
– Claro que sim-
– Bom, acho que vou indo, mande um abraço ao senhor Williams e ao seu irmão- sorrir
– Claro, também mande um abraço pro Kevin e tome cuidado com o lobisomem- Falaria com uma voz roca tentando fazer parecer assustadora e logo depois cairia na risada.

Nicholas logo sorriria e daria um beijo em minha testa como despedida, eu fitei seus olhos talvez um pouco surpresa por não esperar aquela ação, mas logo sorrio olhando para baixo, havia ficado envergonhada, admito. Assim que fechei a porta, alguém tocara a campainha, achei que seria o Nicholas que tivesse esquecido alguma coisa e abrir de forma brusca, quem estaria na porta seria um homem alto, pele branca, olhos esverdeados, cabelos castanhos escuros, bastante bonito, ele não parava de me analisar e parecia estar admirado.

– Posso ajuda-lo?- Perguntei um pouco assustada.
– Olá, prazer em conhece-la, sou o Lorenzo, sou irmão de Pietra Ballardini-
– Ah... Prazer em conhece-lo, não sabia que a senhorita Ballardini tinha um irmão-
– Aqui mora Jack Williams?-
– Sim, ele é o meu tio, mas ele não está-
– Ah não? que pena, eu esperava falar com ele e acredito que não vou poder entrar por você estar sozinha-
– Ah... Tudo bem, pode entrar sim- Digo ainda desconfiada dando espaço na porta.

Assim como haveria feito Nicholas, Lorenzo coloca um de seus pés dentro da casa e ao perceber livre acesso coloca todo o corpo, andejando com calma até o meu lado.
– Da última vez que te vi com seus pais você era uma criança, realmente está mudada- Diria me analisando.
–Aceita um copo de água, ou de café?- Pergunto mudando de assunto.
– Aceito um copo de água, por favor- Responde se sentando no sofá.

Sorrio para Lorenzo ainda me sentindo um pouco insegura, não saberia se realmente deveria o ter deixado entrar, mas ignorei as possibilidades dele ser algum sequestrador e seguir para a cozinha indo buscar um copo de água.

Em frente ao antigo restaurante de Rosewood, onde haveria passado mais cedo com minhas amigas, estaria Derek de frente o observando, buscando lembranças de nossos pais já que ali foi o último lugar que estavam com vida. Ao seu lado aparecera Victoria, silenciosa, mas ele haveria sentido sua presença.

– Foi aqui que meus pais morreram em um incêndio e eu quase perdi minha irmã- Desabafa Derek.
– Sinto muito... Eu também perdi meus pais, mas foi em um acidente de carro- Responde.
– Eu no dia estava na casa dos meus amigos, eu estava me divertindo como se aquele fosse o dia perfeito, mas acabou sendo o pior dia da minha vida-
– Eu sei como as lembranças são importantes para nós, as boas ou as más, mas vezes você só precisa se libertar-
– Libertar?-
– Sim, deixar o passado ir, seguir em frente, eu sei que é duro mas enquanto umas vão, as outras pessoas ficam-

Ao passar mais ou menos uma meia hora, tio Jack finalmente voltaria para casa, não estaria companhado de Pietra, já haveria a deixado em casa e ao adentrar na mesma encontraria o Lorenzo sentado ao sofá, juntamente comigo que estaria calada e um pouco timida, mas logo me manifestei ao ele chegar em casa.

–Lorenzo?- Pergunta tio Jack surpreso.
– Jack, quanto tempo- Diria Lorenzo se levantando do sofá de braços abertos.
– Vim aqui te fazer uma visita mas soube que tinha saído, sua sobrinha me recebeu de forma muito gentil- Completa Lorenzo.
– Bem... Eu... Eu vou deixa-los conversar e estou indo pro meu quarto, com licença- Digo me referindo a ambos, dando de ombros e subindo as escadas chegando ao quarto.

Tio Jack andejou até a metade da sala verificando se realmente eu não estaria lá para escutar e eu não estava. Tio Jack iniciou o assunto estando um pouco desconfiado com receio que eu pudesse aparecer a qualquer momento e escutar qualquer descuido do Lorenzo.
– Creio que minha irmã já deve ter te contado sobre a cópia, não?- Inicia Lorenzo.
– Fale baixo, a Gisele pode escutar- Murmurou Jack
– Como assim fale baixo? já esperava tudo ser resolvido hoje-
– As coisas não funcionam assim, Enzo. Não posso contar esse tipo de coisa de um dia pro outro-
– Engano seu, quanto mais demoram, mais se aproxima o dia da familia original voltar á Rosewood e pior ainda, imaginou se a Caroline Blackburn aparecer e se deparar com a nova cópia Ballardini? se eu fosse você, tomava uma providência agora mesmo.

Na manhã seguinte o dia não fora tão contente para minha familia, nesse domingo faria exatamente um ano da morte de meus pais, sozinha fui ao cemitério levando duas rosas vermelhas para os túmulos de meus pais. Ao acercar-me, ajoelhei-me perante o túmulo no qual teria escrito o meu sobrenome " Williams", soltei ambas as rosas lá e olhei para o vazio do cemitério, onde me veio a memória lembranças de meus pais trazendo novamente lágrimas aos meus olhos. Naquele exato momento lembrara de momentos que passei com meus pais, por exemplo em meu aniversário de quinze anos, estávamos todos juntos, meus pais, meu irmão, tio Jack, minhas amigas e eu em volta do bolo com as quinze velinhas rosas espalhadas por ele, até pensei que iriam incendiar meu bolo com a quantidade de velinhas. Minha mãe estara contente com meus quinze anos, ao apagar a vela ela beijou meu rosto e eu a abracei, foi quando ela me deu a pulseira que carrego comigo até hoje, meu pai também me cumprimentou beijando o outro lado do meu rosto, e eu abracei tão forte quanto havia abraçado a minha mãe.

Minhas memórias foram interrompidas pela chegada de Kevin ao local, ele chegou de forma silenciosa aparecendo por minhas costas, ao me levantar do chão me assustei com a chegada repentina dele e enxuguei meus olhos, ajeitando meu vestido preto que ficava por minhas coxas e o fitando de forma desconfiada, sorrindo sem graça.

– Aqui é o lugar menos provável para se encontrar- Diz Kevin, sorrindo de forma amigável.
– Realmente sim, não é o lugar mais favorável- Digo ainda secando minhas lágrimas.
– Com o tempo aprendemos a lidar com a perda, o tempo cicatriza tudo-
– Faz um ano que perdi meus pais, em um incêndio que eu não sei como conseguir sobreviver e isso me atormenta até hoje-
– Apenas esqueça, esqueça o que lhe atormenta, guarde apenas as coisas que valem a pena-
– Obrigada — sorrio de orelha a orelha
– E você? veio visitar alguém?- Pergunto.
– Minha familia, a grande maioria está morta- sorrir de canto.
– Sinto muito...-
– Não sinta, Gisele, morrer faz parte da vida, precisamos seguir em frente, faz bem seguir em frente-

Ao voltar pra minha casa encontro em minha sala de estar o tio Jack acompanhado de Pietra, pareciam estar conversando muito a vontade, por dentro fiquei muito feliz, eu queria muito que o tio Jack achasse alguém que o fizesse realmente feliz. Sorrir ao ver a Pietra e andejei até o sofá onde a cumprimentei.
– Oi, Pietra- Digo abraçando-a
– Oi, Gisele- Retribui meu abraço.
– Vai almoçar conosco hoje?- Pergunto.
– Eu não sei, eu saí com seu tio para almoçar ontem- responde sem graça.
– Almoça hoje de novo, eu vou fazer o almoço hoje, não se assuste eu sei preparar algo- sorrio.
– Tudo bem então, aceito seu convite- sorrir.
– Esteve ao cemitério?- Pergunta tio Jack.
– Sim, eu fui sozinha porque não encontrei ninguém pra me acompanhar-
– O Derek foi comigo de manhã cedo, você ainda estava dormindo e não quisemos te acordar-
– Tudo bem, vou indo pro meu quarto trocar de roupa e já volto pra fazer nosso almoço- Sorrio deixando a sala de estar-

Tio Jack e Pietra esperaram mais algum tempo até terem certeza que eu realmente tinha deixado a sala, ambos se entreolharam para poder começar aquele assunto nem um tanto agradável para se conversar em casa, onde tanto eu quanto o Derek poderíamos aparecer de repente e para eles não estávamos preparados para saber.
– Não se preocupe, quando chegar o momento certo eu mesma explicarei tudo a Gisele- Diz Pietra tocando a mão de meu tio.
– Obrigado, Pietra, obrigado por aparecer na hora certa- Diz o tio Jack acariciando a mão dela que estava sobre a sua.

Kevin ainda estaria sentado sobre o cemitério, estara perto do túmulo de sua familia ainda pensando na conversa que teve comigo mais cedo. Kevin toca sobre o túmulo da familia, permitindo sua imaginação transporta-lo para um passado não tão longe.

Era uma tarde tranquila como costumava a ser em Rosewood, haveriam poucas pessoas no restaurante sentados, almoçando, Kevin estaria sozinho em uma mesa quando seus olhos captaram algo extremamente estranho, não era imaginação, Kevin haveria me visto pela primeira vez juntamente aos meus pais e sim, havia pensado ser Caroline, porém não se aproximou, continuou observando. Tudo começou vindo da cozinha, não se sabe ao certo, o cozinheiro não teve a cautela correta e sem que ninguém esperasse o fogo cresceu furiosamente. Todos estavam em pânicos, muitos saíram as pressas e outros não tiveram a mesma sorte como meus pais e eu. No momento em que eu já estava inconsciente, Kevin se aproxima, minha mãe também estava inconsciente e meu pai estava tonto quando o olhou e implorou para que me tirasse, Kevin se ajoelha perante a mim me carregando no colo e consegue driblar o fogo e sair do restaurante em questão de um segundo. O restaurante inteiro caí em chamas, Kevin deita meu corpo no chão e faz respiração boca a boca até que recobro a consciência estando um pouco tonta. Kevin segura meu rosto e olha dentro de meus olhos começando uma hipnose.

– A ambulância já está chegando, você não viu quem te salvou, você acordou e já estava no hospital- Diria Kevin.

A lembrança ao passado fora cortada pelo próprio Kevin, ele se distância do túmulo de sua familia e vai caminhando até o de meus pais, onde se acerca novamente e o olha ainda emocionado pela tarde em que houvera salvo minha vida.

– Salvei sua filha, de nada por isso, com a confusão que ela está envolvida não duvido nada que acabe descobrindo- Sorrir de canto dando de ombros ao túmulo e andejando lentamente até fora do cemitério.

Assim como o dia anterior, aquele passara de forma rápida, ao dia chegar o novo dia de uma segunda-feira, já estaria pronta para seguir ao colégio, como sempre tio Jack já teria ido mais cedo e eu apressaria o Derek para pegar uma carona comigo.

Ao chegarmos ao colégio, eu andejei até os armários onde estariam minhas amigas e a Victoria, aquele era nosso ponto de encontro. As garotas conversavam e sorriam, tirando Jade que estaria calada e ao me ver chegar me olhou como se necessitasse me dizer algo, interrompi a conversa com um alegre " Bom dia" logo a Rebekah como de costume começou a tagarelar nos contando da festa que estaria organizando já que era a chefe do comitê do colégio todas as festas ficavam em sua responsabilidade. Victoria nos haveria dito que hoje não poderia comparecer a essa reunião que iríamos fazer, mas tirando ela todas nós marcamos presença.

Ao chegar á tarde quando todas já teríamos largado do colégio, tomei coragem para na saída perguntar a Jade o que houvera, ambas estávamos a sós, Jade suspira profundamente e me olha tentando disfarçar sua necessidade.

– Depois da reunião da Rebekah nós conversamos- Diria Jade.

– Jade, espera, você realmente está muito estranha, já está me preocupando.

– Não se preocupe, não é nada grave, até mais tarde- sorrir dando de ombros e seguindo.

Eu entortei um pouco a boca ainda com a feição preocupada, olhei para baixo e seguir os passos até a minha casa para me apressar nas lições de casa de hoje. Ao chegar na sala de estar encontraria o tio Jack tendo uma séria conversa com o Derek segurando um papel na mão que seria uma chamada sobre Derek não estar fazendo suas lições de casa.

– O que está acontecendo?- Perguntei preocupada.

– Seu irmão levou uma chamada por não estar em dia com as tarefas- Diz o tio Jack.

– Derek!-

– Eu vou fazer tudo hoje, ok? prometo que não vai acontecer de novo- Diz o Derek se levantando do sofá.

– Não apenas fale, cumpra! Um homem de verdade tem palavra, Derek, espero que realmente você seja um, assim como seu pai era- Diz o tio Jack.

– Precisa de ajuda?- Pergunto.

– Não- Responde Derek friamente.

– Não haverá passeio ou internet para você até estar em dia com as lições- Diz o tio Jack duramente.

Ao anoitecer, como havia combinado estaria saindo de casa para me encontrar com as garotas na casa da Rebekah, já estaria próxima ao meu carro pronta para liga-lo quando vejo na casa ao lado Victoria saindo com um enorme saco na mão, olhando para todos os lados de forma cautelosa e apressando seus passos em direção da floresta. Não sabia se era o certo a se fazer, mas temi em estar acontecendo algo de errado com a Victoria e decidir apressar meus passos em sua direção a seguindo até dentro da floresta. Seguir a Victoria sem que ela pudesse me perceber até dentro de uma caverna bem na profundidade da floresta, observei o local em volta e ao fitar o céu pude notar a grande e bonita lua cheia. Entrei na caverna seguindo os passos da Victoria, olhei espantada ao vê-la se acorrentando por completa, alguns minutos depois o corpo de Victoria se contorceria ao chão como se seus ossos quebrassem então não pude mais me conter. Corri para perto da mesma.

– Victoria!- Grito preocupada.

– Gisele? que diabos está fazendo aqui? precisa sair agora- Diz Victoria após de contorcer novamente.

– O que está acontecendo?-

– Gisele, por favor, quando eu me transformar em lobisomem eu vou sair de mim e eu não quero te machucar muito menos te matar, precisa sair daqui agora- Diria Victoria mais uma vez tendo seus ossos quebrados.

– Você vai ficar bem? precisa de ajuda?- Pergunto ainda preocupada.

– Gisele, fuja, essa corrente pode não segurar por muito tempo!- Diz Victoria suas últimas palavras, tendo seus olhos amarelos e seus dentes haveriam se tornado presas afiadas.

A olhei aterrorizada e olhei suas mãos que já haveriam se tornado patas com garras afiadissimas, corro o mais rápido que posso para fora da caverna, Victoria ainda estaria toda amarrada pela corrente, ao já chegar a mais da metade paro de correr estando bastante cansada e ofegante, me encostaria em uma das árvores para descansar e depois me viro bruscamente para voltar a sair da floresta. Ao virar, deparo-me com algo extremamente chocante, haveria um lobo enorme, com olhos amarelos e presas expostas, viria da posição contrária que eu teria vindo, não poderia ser a Victoria, eu podia escutar meu próprio batimento cardíaco, ele parecia querer me devorar por completa, aproximava-se de mim cada vez mais e mais, eu podia sentir que iria me atacar, cada vez ficava mais apavorada e o lobo não parava de se aproximar, com seus olhos amarelos e suas presas afiadas.

Notas finais
Ainda hoje tem a continuação!