Rosewood

2 Rosewood - A história


Notas iniciais
Aqui está mais um capitulo, espero que gostem e leiam até o final

Estaria em meu quarto já terminando as lições de casa, ao acabar coloquei meus materiais na mochila a colocando ao lado da cama, sairia de meu quarto indo de encontro com o corredor, que me levaria ao quarto do Derek logo ao lado. O mesmo estaria deitado em sua cama usando fones de ouvidos, bati na porta e como não me escutou decidir abri-la cautelosamente.
– Derek?- Perguntei
– O que houve?-
– Só vim ver se está bem-
– Sim, estou bem, quando sair feche a porta-

Isso era uma forma do Derek dizer que queria estar sozinho, ignorei-o dessa vez adentrando seu quarto, o comportamento de meu irmão mais novo me preocupava bastante, ele não estava tão aplicado no colégio como costumava a ser, tampoco saía com seus amigos, achava que ele precisava conversar e me contar o que estava havendo. Ao entrar me deparo com o porta-retrato de nossos pais na cômoda ao lado da cama, sem hesitar peguei a foto, a analisando, lembrando-me do último dia em que vi meus pais, naquela hora as lágrimas só queriam saltar de meus olhos, afinal estaria prestes a fazer um ano que perdi meus pais, mas poderia me lembrar da dor e angustia que sentir como se fosse ontem.

Não sei como o incêndio começou, uma das poucas coisas que lembro é de meu corpo deitado ao chão junto com o dos meus pais no quase vazio restaurante de Rosewood, haveria fogo por toda a parte, eu já estaria ficando inconsciente, teria sangue em minha testa, poderia sentir a fumaça entrando em meu corpo, quando meu pai tocou meus dedos com os seus, poderia ver seus olhos cheio de lágrimas e sua boca trêmula tentando soltar as palavras " nós te amamos, minha filha" foi a última palavra que escutei de meu pai. " Eu também amo vocês" foi a última palavra que disse aos meus pais antes de fechar os olhos e perder totalmente a consciência. Não lembro como, isso me atormenta, mas eu não consigo me lembrar, acordei no hospital de Rosewood com o tio Jack do meu lado e o Derek sentado no canto ainda estando próximo a mim, sua feição estava arrasada, seus olhos vermelhos de quem havia chorado muito, não entendia o que haveria acontecido ali, mas teria esperança de encontrar meus pais vivos já que eu estaria ali viva, mesmo não sabendo como, ainda por um momento pensei estar sonhando.
– Tio Jack?- Murmurei um pouco tonta
– Estou aqui, garotinha, não faça muito esforço, ainda não está 100 por cento- Tentaria disfarçar sua voz roca e chorosa
– Cade meus pais? já estão em casa? ganharam alta primeiro do que eu? como chegamos aqui?- Perguntei tudo de uma só vez-
– Descanse um pouco, querida, depois conversamos-
– Não, por favor, preciso ver meus pais ver se realmente estão bem, abraça-los por termos conseguido sobreviver... Por favor, tio Jack, deixe-me ver meus pais, por favor, por favor- Deixaria escorrer lágrimas de meus olhos-
– Eu sinto muito, Gisele...-
– O que? sente pelo que?-
– Eu não sei como conseguiu chegar ao hospital... Mas...-
– Mas?- Diria com a voz trêmula, suspeitando do que ele iria dizer, mas torcendo para que não fosse isso-
– Seus pais se foram- Diria finalmente deixando as lágrimas presas em seus olhos escorrerem-
– Não, não, não, eu não posso acreditar, eu não posso- teria a voz abafada com mais lágrimas escapando de meus olhos-

Tio Jack não me disse nada, sabia que não haveria consolo, apenas me abraçou e afagou meus cabelos lisos e bagunçados.
Olhei para o Derek que me escutaria calado até ali, chorando silenciosamente, mas por aquele momento me olhou e sentiu minha necessidade de abraça-lo, correndo até mim e se envolvendo fortemente em meus braços, juntos choramos a perda de nossos pais, choramos todos os dias sucessivamente, até o dia do enterro.

– Não adianta ficar se torturando com o passado, Gisele- Diria Derek cortando minha memória-
– Eu sei- Coloco o porta-retrato no lugar, secando minhas lágrimas.
– Lembro-me do enterro de nossos pais... Não pude dizer adeus, não haveria corpos, apenas pedaços, míseros pedaços que comprovavam suas existências- Diria Derek deixando-se levar ao passado, assim como eu.
– Escute, Derek, nossos pais estão felizes onde quer que estejam... Onde quer que estejam estão torcendo por nós, lembre-se dos bons momentos o que nos trouxe alegria — Seguro o ombro de Derek, permitindo as lágrimas novamente voltarem aos meus olhos.
– Eu sei, Gisele, isso é o que importa pra mim- Desviaria seu olhar.

Não hesitei em abraçar o Derek mesmo que ele pudesse negar ali o meu abraço, o envolvi de uma forma tão forte quanto o dia em que soube que nossos pais haviam morrido, diferente do que eu esperava Derek retribuiu o meu abraço, permitiu limpar sua alma liberando tantas lágrimas quanto eu. Naquele mesmo momento tio Jack bateria na porta do quarto separando nosso abraço, Derek não responderia nada, mas mesmo assim tio Jack entraria encontrando nossos olhos rostos "machucados" pelas lágrimas, sendo discreto tio Jack deu passadas até a mim tendo em sua mão minha pulseira, que haveria ganho de minha mãe e sem perceber a deixaria cair no colégio.
– Nicholas Millers veio aqui trazer isso- Entregaria a mim a pulseira-
– Oh meu Deus! como não percebi? eu não tiro essa pulseira nem para dormir- Diria colocando-a de volta em meu braço.
– É... Ta tudo bem?- Perguntaria o tio Jack.
– Sim... Tudo bem- Respondo
– Tudo bem mesmo, Derek?- Pergunta tio Jack
– Sim, tio Jack, estávamos apenas conversando- Responde Derek, sorrindo em seguida
– Tudo bem- Sorriria tio Jack, saindo do quarto.

Tio Jack é um homem responsável, sério, que preza por aquilo que se compromete, desde a morte de nossos pais ele cuidou do Derek e de mim como se fossêmos seus filhos, dando sempre o melhor de si, acima de tudo era um homem caridoso, de caráter e eu o admirava muito.

Na sala de estar da casa dos Millers, teria uma pequena reunião na sala de estar, após chegar em sua casa acompanhado de Pietra, ambos inteiram Kevin sobre o assunto o deixando um pouco intrigado.
– O que? Eu poderia esperar qualquer coisa desse mundo, menos essa, a Caroline tem uma filha?-
– Então... Vai nos contar a história ou não, Pietra?- Pergunta Nicholas
– Sorte que eu sempre carrego comigo a história da familia- Diria Pietra puxando de sua bolsa um livro antigo com capa marrom o entregando a Nicholas e a Kevin que estariam sentados lado a lado-
– Eu amo histórias, as antigas são as melhores- Brinca Kevin observando as páginas folheadas por Nicholas.
– O que é isso? — Pergunta Nicholas.
– Como o que é isso? é o livro da familia Ballardini, é como se fosse uma árvore genealógica- Responde Pietra

Nicholas folheia página por página do livro, notando o quão antigo era o mesmo. Em uma das folhas bastante amarelada, teria o desenho de uma moça com as feições de Caroline, sendo a própria Caroline para falar com exatidão, os cabelos eram longos e ondulados, estavam soltos, o vestido cobriria todo o corpo e seria um pouco armado, não tanto quanto ela costumava usar em 1853. Acima do desenho teria o detalhe principal do desenho, o nome da moça e a data. " Carolina Ballardini e seu ano de nascimento, 1462, na Itália".

Nicholas e Kevin olhariam um tanto intrigados para Pietra, estavam boquiabertos com aquela noticia, Caroline Blackburn não era quem diria ser, não era uma jovem dama vampira de 1853, mas uma velha e mentirosa vampira que havia escondido sua identidade de seus pobres e tolos namorados.
– O verdadeiro nome de Caroline Blackburn é Carolina Ballardini, ela mudou seu nome para ajudar na sua fuga- Diria Pietra
– Espera... Fuga? De quem a Caroline fugia?- Pergunta Kevin
– É uma longa história, eu por exemplo passei toda a minha vida seguindo os passos de minha mãe tentando encontra-la-
– Caroline tem uma filha- Diria Nicholas ainda surpresa
– Filhos, na verdade, eu tenho um irmão gêmeo, Lorenzo Ballardini-
– Cada vez os personagens aumentam- Brinca Kevin.
– Bem... Vou explica-los, em setembro de 1480 Carolina Ballardini conta aos seus pais que estava grávida de um romance que teve ás escondidas, seu pai ficou indignado, ela era mãe solteira, a vergonha da familia, então para limpar o nome da familia ele decidiu que após ela dar a luz entregaria o bebê a seu irmão mais velho, Agnelo , que já seria casado, teria uma familia e após tudo isso mandaria minha mãe para Inglaterra, viver com seu avô.

Era setembro de 1481, já haveria passado um ano de toda a confusão que Carolina haveria entrado, já estaria na Inglaterra há mais ou menos um ano morando com seu avô, onde no mesmo dia acompanharia-o para um magnifico baile que seria comentado por toda a elite de Londres, o baile da tradicional familia Adams. Ao já estar no salão principal do baile, acerca-se de Carolina e seu avô, Edward Adams, o irmão mais velho dos Adams, apressando-se em cumprimenta-los.
– Pietro Ballardini, é uma honra recebe-los — Diria Edward ao se aproximar.
– Deixe-me apresentar-lhe minha neta que veio da Itália, Carolina- Diria Pietro.
– Prazer em conhece-la, Carolina- Diria Edward curvando-se e beijando a mão da mesma-
– Prazer em conhece-lo também, senhor Adams, feliz aniversário- Diz Carolina
– Carolina por que não vai com o Edward? Assim já conhece as pessoas de nosso circulo- Diria Pietro fitando Edward, que sorriria para o mesmo, parecendo estar mancomunado com algo.
– Seria ótimo, vamos Carolina? — Pergunta Edward olhando a mesma e estendendo seu braço.
– Claro, adoraria- Responde pegando o braço do mesmo.

Pietra cortaria sua imaginação da história que haveria contado aos rapazes, ela não teria vivido o momento, seria apenas um bebê, tudo houvera sido informações obtidas por familiares ao longo do tempo de busca e determinação por sua mãe.

– O que Carolina não sabia era que seu avô teria um tipo de acordo com o Edward, sua sina era ser prisioneira o resto de sua vida- Continua Pietra.
– Que tipo de acordo?- Pergunta Kevin.
– O Edward é o hibrido original da familia dos vampiros originais, os primeiros vampiros do mundo, o sangue de Carolina seria útil para ele criar outros hibridos, seres metade vampiro e metade lobisomem, assim como ele-
– E por que o sangue da Carolina, Caroline, sei lá, seria útil?- Pergunta Nicholas.
– A Carolina é um tipo de criação das bruxas, ela é uma cópia- Responde Pietra
– Cópia?- Perguntam Kevin e Nicholas ao mesmo tempo.
– Sim, as cópias são uma maldição que tem na familia Ballardini, há cada 100 anos nasce uma cópia, mulheres exatamentes iguais assim como a Caroline e a Gisele, que vivem em épocas diferentes, nunca elas podem ficar no mesmo local-
– As cópias alimentam os hibridos com o sangue delas para que possar dar sucesso a transformação?- Pergunta Nicholas
– Exatamente, ganancioso o tal Edward não? Continuando a história... Não demorou muito para que Carolina descobrir o real de interesse de Edward sobre ela e principalmente do fato que mais a chocou... A traição de seu adorado avô o que a deixou sem chão.

Carolina caminharia pela floresta coberta por um capuz lilás, andejando de forma lenta e cautelosa olhando para todos os lados. Encostaria em uma árvore a espera de alguém, que logo apareceria pelas costas da garota a trazendo um homem magro e alto, aparentemente um camponês.


– Demorei?- Pergunta Hebert surpreendendo a garota
– Oh meu Deus! Quase me matas- Diz Carolina assustada.
– Está pronta para viver uma eternidade repleta de amor e aventuras? — Pergunta Hebert.
– Eu sempre estive- Responde.

Hebert morderia seu pulso deixando seu sangue exposto e levaria o mesmo até a boca de Carolina que segurara o braço de Hebert tomando a quantidade necessária de sangue para a transformação, enquanto Hebert alisaria seus cabelos. Ao ingerir o sangue Carolina toca sua boca fazendo uma certa careta ao sentir nela o sangue, mas logo se vira para Hebert que segura o ombro da mesma.
– Sinto muito pela dor- Diria Hebert se adiantando em quebrar o pescoço de Carolina, que cairia ao chão aparentemente morta.

Ao longo dos minutos, Carolina acordara, tudo era diferente, poderia sentir o mundo de outra maneira, sua audição era incrivel, poderia ouvir a quilômetros, todas as suas emoções eram alteradas. Com a ajuda de Hebert, Carolina se levanta do chão prestes a cumprir a próxima etapa, a alimentação.
O camponês teria sido hipnotizado e andejaria até a nova vampira, virando-se de costas para a mesma. Sem hesitar, Carolina deixa suas emoções e seu desejo contra-la, veias crescem por rosto junto as suas presas, sua coloração dos olhos ficam vermelhas, já seria um monstro que morderia furiosamente o pescoço do camponês, sugando todo o seu sangue, dissecando o seu corpo e por fim o jogando morto ao chão sem remorso algum.
– Agora sim podemos fazer tudo o que planejamos- Diria Carolina, sorrindo maliciosamente.

De forma impaciente, Kevin corta a imaginação de Pietra e também suas palavras, já se levantando da poltrona um tanto raivoso.
– Ok, senhora historiadora e por que isso seria do nosso interesse?-
– Achei que gostariam de saber a história de Caroline-
– Talvez há 162 anos, agora já não me importa, a vida continua-
– Não entendeu? se o Edward naquela época estava atrás da Caroline, obviamente virá á Rosewood atrás da Gisele-
– Certo. E por que isso seria do meu interesse? pergunto mais uma vez — Diz Kevin impaciente.
– Pode não ser do seu, Kevin, mas não quer dizer que não seja do seu irmão- Direciona os globos oculares para Nicholas.
– E depois disso, Pietra? o que houve?- Desvia o olhar, mudando de assunto

– Depois eu não sei, eu não estava lá, eu apenas era um bebê de 1 ano isso foi o que eu soube em meus séculos de busca, boa parte através de uma carta que Carolina mandou para meu tio, Agnelo-

– Isso foi a maior perda de tempo da minha vida — Diz Kevin, levantando-se para ir embora.
– Espere, tem algo que vocês precisam saber, isso sim, eu lhe garanto que vai tira-lo do sério, Kevin- Diz Pietra.
– Jura? E se for outra besteira igual a todas as outras? posso chamar um caçador de vampiros para você?- Brinca Kevin.
– E se eu lhes disser que Caroline não está morte, que aquilo foi só mais um plano de sua fuga da vingança do Edward?-
– Como sabe disso? — Pergunta Nicholas
– Quando houve o incêndio na casa de vocês?-
– Novembro de 1853, nesse incêndio morreu a Caroline e o nosso pai- Responde Kevin.
– Posso lhe garantir que a vi pela última em agosto de 1920, em Nova York, em uma animadíssima festa-
– Pode provar o que está falando? — Pergunta Kevin


Pietra daria um sorriso baixo, levaria suas mãos á um monte de papeis, onde procuraria nele um específico papel, seria uma foto, uma foto onde Caroline estaria com uma roupa apropriada para a festa e seus cabelos seguindo á moda da época, poderia notar seu rosto de frente, Pietra entregaria o papel nas mãos de Kevin que olharia impressionado o entregando para Nicholas.

Em sua casa, estaria Jade muito a vontade em sua cozinha, teria algumas verduras em cima do balcão e estaria procurando uma faca para corta-las, não haveria nenhuma já por perto, Jade adorara cozinhar e se prendia aos mínimos detalhes, seu sonho é fazer faculdade de gastronomia e seguir carreira. Ao olhar para a gaveta pensando em abri-la para buscar uma faca, apresenta-se uma surpresa para Jade, a gaveta abrira sem que ela sequer encostasse a mão, Jade se assustara com o que acontecera, rapidamente puxaria a faca e fechara a gaveta, não seria a primeira vez que coisas desse tipo acontecera. Jade já houvera ligado a mangueira apenas com o olhar quando viajamos todas juntas para a Califórnia, mas ninguém suspeitara de nada, a própria ficara um pouco intrigada pois soubera da história de sua familia que preferia não acreditar, então decidiu esquecer a história. Dessa vez Jade não cedeu ao acontecimento, soltou a faca de qualquer jeito na pia e saiu da cozinha indo em direção a escada e a subindo, indo direto ao quarto de sua avó o abrindo bruscamente, Trisha, que é como se chama a avó da Jade estaria arrodeada de vela e com os olhos fechados, parecia se comunicar com alguém, ao ouvir a Jade chegar abre seus olhos e então as velas se apagam, por si só.
– Oi, querida, o que houve? — Pergunta Trisha.
– Vovó, precisamos conversar- Engoliria em seco.
– Claro, pode falar.
– Lembra quando viajei para a Califórnia com as minhas amigas?-
– Sim, por quê?-
– algo estranho aconteceu...-
– Jade, seja direta-
– Eu saí da piscina e olhei para a mangueira e ela se ligou sozinha, foi aí onde tudo começou a acontecer, já derrubei livros, coisas já vieram parar na minha mão e agora eu abrir a gaveta da cozinha apenas a olhando, eu não posso mais fingir que nada está acontecendo-
– Finalmente decidiu acreditar na sua avó e aceitar quem você é?-
– Mas eu nem sei quem eu sou-
– Claro que sabe, você é uma bruxa, Jade, uma bruxa como eu, como sua irmã, você é uma Fitzgerald, ser bruxa é o seu DNA-
– Tudo bem, mas... Precisa me ajudar, não quero que ninguém saiba que eu... Eu não consigo entrar com isso na cabeça, a senhora sabe, eu me sinto um ET desde a nossa primeira conversa sobre esse assunto-
– Isso não é comum de lidar, mas você é forte, você consegue, tudo é questão de tempo e prática- sorrir

Dois dias haveriam passado, finalmente chegou a esperada festa de acampamento planejada por Rebekah, como todas que costumara fazer a festa estava lotada, pessoas por toda o lugar bebendo e se divertindo. Rebekah, que haveria organizado a festa estaria sentada próximo a fogueira um tanto feliz e ansiosa pela festa está dando super bem, ao seu lado senta-se Bryan Simpson, o garoto que ela estava saindo e que marcaram de ficar na festa. Logo ao chegar, Bryan a cumprimenta acariciando seus cabelos loiros e ondulados e logo dando um beijo ao seu rosto, Rebekah sorrir, mas logo entra ao charme do garoto, fitando em seus olhos. Bryan aproveita o momento para rouba-lhe um longo e furioso beijo que obviamente seria recíproco, próximo a cena observaria tudo encostada em uma árvore, a ex namorada de Bryan, Camille, uma garota morena dos olhos azuis claros, iguais ao de Rebekah, ela ainda gostava dele e sentia um ciúme possesso ao ver qualquer garota se aproximar, conturbada com o que houvera visto, Camille se distancia da festa indo em direção a floresta, onde adentra a mesma.

Já eu estaria sentada em um dos troncos da árvore, com um copo vermelho de refrigerante na mão, sim eu não bebia, não gostava do sabor do álcool, ao meu lado estaria Nicholas, me fazendo companhia, acabamos iniciando uma amizade e o motivo de puxar o assunto foi justamente a gentileza dele.

– Obrigada por dar a minha pulseira ao tio Jack, ontem- Agradeço-o com um sorriso
– De nada... Está gostando da festa?-
– Sim, pra falar a verdade eu sempre me divirto nas festas da Rebekah, ela realmente tem talento-
– E você?-
– Eu o que?-
– Qual o seu talento?-
– Eu não sei, eu sempre quis ser médica como meu pai, salvar vidas, ajudar as pessoas- sorrio o fitando.
– Também tenho interesse na medicina, meu avô era médico e eu o via salvando várias vidas, mesmo na época não tendo os recursos de hoje em dia, ele dava o seu máximo-
– Sim, os médicos têm uma promessa a cumprir, uma promessa que fazem á sua carreira-

Após alguns segundos de silêncio começaria a sorrir de forma alta, fitando Nicolas, haveria achado engraçado o jeito que colocou suas palavras, ele logo me fitou, sorriu sem entender, mas logo perguntou:
–O que?-
– Você falou como se fosse um senhor bastante velho, " hoje em dia"- Sorrio
– Quis dizer que atualmente tem bem mais tecnologia do que quando éramos crianças- sorrio
–É verdade — Diria levando minha mão direita ao bolso.
– Oh meu Deus, esqueci meu celular no carro o tio Jack ou o Derek podem ligar, eu já volto- Digo levantando do tronco e correndo em direção ao carro, que estaria próximo a floresta.

Apressaria bastante meus passos até chegar ao carro, abro o veículo buscando o celular pelo banco da frente, estava um pouco escuro e era ruim de enxergar. Ao achar meu celular e o pegar, ouço um grito agudo vindo da floresta, bati a porta do carro e guardei meu celular no bolso esquecendo de desliga-lo, corro o mais rápido possivel adentrando a floresta, o grito era próximo não precisaria ir tão longe.
Como pensei, logo no começo da floresta encontro caída ao chão a Camille, ex namorada do garoto que minha amiga estaria ficando. Corro preocupada em direção á garota e me ajoelho próxima a mesma.

–Oh meu Deus, o que aconteceu? — Perguntei
– Por favor, ajude-me, fui atacada por um lobo enorme, ele correu acho que ao escutar você vindo- Responderia a garota, gemendo de dor.
– Fique calma- Tiro meu casaco de pano preto e envolvo ao redor da perna machucada e sangrieta de Camille, amarrando e apertando contra a perna.
– É para estancar o sangue, assim você não perde mais do que já perdeu- Digo a justificando a ação.
– E agora? vai me tirar daqui?-
– Eu não posso remove-la, pode piorar seu machucado, eu vou ligar para a ambulância e ficar aqui até ela chegar, depois eu aviso aos outros, não se preocupe- Puxo meu celular do bolso, deslizando meus dedos sobre a tela e o levando ao ouvido.

Há alguns poucos metros dali, a divertida festa de acampamento ainda estaria super equilibrada, com todos se divertindo ao redor da fogueira, principalmente Rebekah que ainda beijaria Bryan deixando consumir-se por uma imensa paixão. April pigarreia já se sentindo incomodada pelo fato de não se desgrudarem um segundo, ao escutar April, Rebekah vai separando seus lábios do de Bryan de forma lenta, a olhando como se fosse uma estraga prazeres e realmente para Rebekah, April seria.
– Cadê a Gisele? não a vejo a algum tempo- Comenta April.
– Ela foi no carro buscar o celular- Responde Nicholas
– Por que? aconteceu alguma coisa?- Pergunta Jade
– Não, era para o caso do irmão ou o tio dela ligar- Diz Nicholas.
– Mas ja faz algum tempo, não?- Pergunta April
– Sim, já faz uns 15 minutos-
– Oh meu Deus, não a vi saindo- Diz Rebekah.
– Claro que não, estava bastante ocupada dando serviço a sua boca- Diz April
– Não adianta discutir por besteira, pode ter acontecido alguma coisa- Diz Jade.
– Não se preocupem, eu vou atrás dela- Diz Nicholas se levantando do tronco e andejando até aonde estaria o carro estacionado.

Eu haveria acabado de falar com a ambulância, teria a cabeça de Camille apoiada sobre o meu colo, estaria preocupada com a sua perna, Camille e eu não éramos amigas, mas não suportava ver ferimentos, ainda mais sendo graves isso já me deixava desesperada.
–A ambulância já está chegando, Camille, aguente firme- Digo a consolando.
– Eu estou com medo, eu quero sair daqui-
– Eu prometo, não vai acontecer nada, vai ficar tudo bem-

Nicholas já estaria ao local onde meu carro estara estacionado, logo atrás dele estariam minhas amigas também bastante preocupadas por não me encontrarem ali, estariam ofegantes, nervosos.

– Oh meu Deus, ela não deveria estar aqui?- Pergunta Jade
– Será que ela foi sequestrada? — Pergunta Rebekah
– Não seja pessimista, Rebekah- Diz April

Nicholas não contestaria nenhuma das palavras das garotas, por ser vampiro sua audição era bastante sensível, poderia escutar coisas há quilômetros, estava concentrado tentando capitar o som enquanto Rebekah e April estavam agoniadas olhando para os lados, Jade estaria atenta a Nicholas esperando alguma ação do mesmo. Nicholas consegue capitar o barulho da ambulância que estava do outro lado esperando por Camille, não avisaria nada ás garotas, apenas partiria em super velocidade saindo do local em questão de um segundo, deixando Jade bastante espantada ao ver aquilo.
– Jade o que aconteceu? cade o Nicholas?- Pergunta April
– Nicholas foi atrás da Gisele- Responde Jade
– Como assim? e nem nos chama? somos melhores amigas dela isso não o dá o direito de sair por aí sem nos avisar- Reclama Rebekah.
– Talvez por isso não chamou, Rebekah, você não para de tagarelar.

– Não enche, April, ultimamente você não para de reclamar comigo-
– Garotas, por favor, vocês nunca brigam e não é agora que vão, certo? A Gisele pode estar correndo perigo- Diz Jade

Ao chegar mais ou menos na metade da floresta, Nicholas encontra a ambulância ja levando a Camille deitada em uma maca e meu olhar ainda preocupado para a mesma, aproxima-se de mim as pressas chegando ao meu encontro.

–Gisele!- Tocaria meus ombros preocupado.
– Como me achou?-
– Deduzir que estaria aqui ao não te ver no carro, foi sorte, você está bem?-
– Sim, eu estou bem, a Camille que foi atacada por um lobo-
– Sinto muito por sua amiga-
– Não é minha amiga, apenas a ajudei como faria por qualquer pessoa que precisasse-

Já dentro da floresta chegara o xerife Montgomery , pai da April que trouxera junto consigo sua equipe.

– Vocês estão bem? Ficamos sabendo do que houve- Diz o xerife.
– Sim Xerife, estamos bem, apenas a Camille que foi atacada mas já foi socorrida- Responde Nicholas.
– Vamos, não é seguro ficarem aqui- Diz o xerife.

Ao sairmos da floresta acompanhados pelo xerife, minhas amigas correram bastante aliviadas e ainda um pouco preocupadas em minha direção, abraçando-me.

– Oh meu Deus, Gisele, o que aconteceu?- Pergunta Rebekah ainda assustada.
– Eu estou bem, a Camille que foi atacada, eu estava a ajudando- Respondo.
– Atacada? — Pergunta Rebekah.
– Atacada pelo que? — Pergunta April em seguida.
– Mas ela está bem?- Pergunta Jade
– Sim, ela está bem, a Gisele chamou a ambulância e já a levaram, ela foi atacada por um lobo- Responde Nicholas.
– April, acho melhor encerrarem a festa, um desses lobos podem sair da floresta e atacar vocês- Diz o xerife.
– Ah pai, mas sempre acampamos aqui e nunca houve ataques- Diz April.
– Seu pai tem razão, April, nunca houve ataques aqui, mas hoje houve, realmente é perigoso- Digo a fitando.

Sem falar nada, April balança a cabeça de forma positiva, concordando comigo e tomou a iniciativa andejando até a festa onde estariam todos, a seguimos, menos Nicholas que ficou parado no mesmo lugar,olhando para o céu, observando a grande e bonita lua cheia, que o deixara ainda mais preocupado.

Ao chegar em sua casa, Nicholas encontra Kevin muito a vontade deitado ao sofá, bebendo uma bolsa de sangue que houvera roubado do hospital de Rosewood.
–A festa acabou mais cedo?- Brinca Kevin.
– Os lobisomens estão voltando para Rosewood, Kevin-
– Do que está falando? bebeu sangue estragado?-
– Hoje na festa uma garota foi a floresta e foi atacada por um enorme lobo em plena lua cheia-
– A garota morreu?-
– A Gisele a salvou ainda em tempo-
– Medalha de salvadora de Rosewood para a cópia, falando nisso, quando vai conta-la a verdade?-
– Eu não irei-
– Como não? como vai protege-la sem que ela saiba dos riscos que corre?-
– Eu não sei, falarei no tempo certo-
– Bem, vamos fazer uma festa de boas-vindas aos lobisomens-
– Não tem graça, Kevin, os lobisomens podem ser perigosos para nós, uma só mordida é fatal, você sabe dos danos do veneno de lobisomem-
– Somos mais rápidos, mais fortes e não estamos presos a uma lua gorda e... Podemos andar a vontade ao dia com esses anéis solares estilosos... Quem tem vantagem? nós vampiros — sorri de canto.
– Eu me pergunto... Será que realmente não existe uma cura para mordida de lobisomem?-
– Eu não sei, mas antes que me mordam eu matarei um por um até sairem todos de Rosewood- Responde Kevin.

Na manhã seguinte, haveria marcado com minhas amigas de ir logo cedo á cafeteria próxima a nossa casa, eram umas oito horas da manhã e já estávamos todas lá, reunidas para desabafar sobre o acontecimento de ontem.

– Eu nem conseguir dormir direito, foi um caos- Comentou April.
– Nem me fale, eu passei semanas planejando aquele acampamento, era pra ser perfeito e aquele lobo idiota estragou tudo, ai que ódio- Desabafa Rebekah.
– O importante é que todos ficaram bem, inclusive a Camille que foi atacada- Comentei.
– Falando na Camille, quem a convidou? Achei que ela e a Rebekah não se davam bem por ela ser a ex possessiva do Bryan- Diz Jade.
– Provavelmente ela foi de intrusa- Diz Rebekah.
– Tanto faz, só precisamos tomar cuidado, de jeito nenhum nos aproximarmos da floresta, ouviram o que o xerife disse- Digo bebendo um gole do meu café.

Alguns minutos depois, chegaria á cafeteria Nicholas e Kevin, usando jaquetas de couro e pareciam estar muito á vontade, logo ao percebe-los eu os encarei de primeira, obviamente observava mais a Nicholas por o conhecer, mas assim como ele seu irmão era bastante bonitos, tinha olhos azuis tão azuis quanto um lago translúcido, pele branca assim como a de Nicholas e cabelos negros como a noite. Esperei até que sentassem e pedir licença as minhas amigas para sair da mesa, andejei de forma discreta até os garotos, mas é claro que elas haviam notado e ficaram me observando do momento que cheguei á mesa e me esperaram sair de lá.

– Bom dia- Disse ao chegar á mesa.
– Bom dia- Disseram os garotos
– Bem, Gisele, esse é o meu irmão mais velho, Kevin- Diz Nicholas.
– Não tão mais velho assim, apenas dois anos mais, sou como o vinho, melhor com o tempo, prazer em conhece-la, Gisele- Diria Kevin.
– O prazer é todo meu, Kevin- sorrio ao ouvir as palavras do Kevin.
– Bom, vim convida-los para sentar-sem com minhas amigas e eu, aceitam?- Ofereço.
– Iriamos adorar, mas temos assuntos importantes para tratar, fica para um outro dia, ok?- Diz Kevin piscando o olho.
– Ah... Tudo bem- Respondo sem graça.
– Kevin, podemos conversar sobre isso depois, vamos sentar com elas- Diz Nicholas.
– Não. não, tudo bem, eu não quero atrapalhar.
– Você não atrapalha em nada, Gisele- Respondoe Nicholas.
– Vamos deixar para uma próxima, irmão- Diz Kevin.
– Bom, de qualquer maneira acho que já estamos de saída, até segunda-feira, Nicholas e prazer em conhece-lo Kevin- Digo me despedindo e me retirando do local, voltando para á mesa.
– " Você não atrapalha em nada, Gisele" não poderia ser menos óbvio? -Reclama Kevin.
– Só achei grosseria recusar o convite, além do mais não pareceu surpreso ao ver a Gisele-
– Claro que eu fiquei, ela é a cópia da Caroline e isso não tem nada de normal, mas ao contrário de você eu sei disfarçar-
– A Gisele é muito diferente da Caroline, pode acreditar, se a conhecesse melhor saberia do que estou falando-
– Não me venha com essa, você só está interessado na garota porque ela lembra o nosso antigo amor-
– Não é verdade, no começo eu admito que o que me intrigou foi a tamanha semelhança, mas com o que conheci da Gisele posso lhe afirmar que ela é diferente, ela é boa, generosa, ela arriscou sua vida para salvar a garota na floresta que era apenas uma conhecida-
– Tudo isso é muito emocionante, mas podemos conversar do que realmente interessa? Os lobisomens em Rosewood-

Pietra Ballardini, nossa professora de história do colégio de Rosewood, aproveitara a manhã de sábado para descansar em sua folga, estaria muito á vontade sentada em seu sofá usando seu notebook e bebendo uma xícara de café que por sinal parecia delicioso, usaria seus óculos pretos que apenas os colocara para ler algo de perto, ou escrever, por aquele momento foi interrompida pela campainha que tocara sem piedade interrompendo seu sossego.

Pietra levanta-se do sofá e caminha até a porta, olharia pelo " olho mágico" da porta e a abriria com uma cara de poucos amigos ao ver de quem se tratava a surpresa, seu irmão gêmeo Lorenzo que viria com a namorada e a cunhada.

– Aí está minha irmã gêmea favorita- Diz Lorenzo com um sorriso de orelha a orelha.
– Pietra, como vai? decidimos vim visita-la já que não vai lá em Nova York nos ver- Comenta Katrina, namorada de Lorenzo.
– Oi, Enzo, Katrina e Victoria, é uma surpresa vê-los- Diria Pietra não estando tão contente.
– Não nos convida para entrar?- Pergunta Lorenzo.
– Claro, entrem- Diz Pietra dando espaço na porta.

Ao entrarem na casa, ambos a analisavam de uma forma não tanto discreta, Pietra revira os olhos e toma a iniciativa desligando seu notebook e soltando a xícara de café no centro, quando finalmente volta á frente de Lorenzo cruzando seus braços e o esperando dizer algo.
– Faz dois dias que estamos em Rosewood, então eu pensei... Pra que ficarmos no hotel se podemos nos hospedar na casa da minha linda irmãzinha-
– Sim, claro, por que não?- Diz Pietra sorrindo com a tentativa de esconder sua antipatia.
– Pietra, eu meio que criei problemas já de inicio, acredita que eu não sabia que ontem seria lua cheia? acabei atacando uma garota na floresta, mas felizmente não a matei- Diz Katrina se sentando ao sofá.
– Você o que?- Pergunta Pietra assustada.
– Eu sempre digo a Katrina para prender-se á correntes, eu por exemplo só fiz uma vitima nos meus 5 anos de lobisomem- Diz Victoria.
– Legal, deveria ouvir os conselhos da sua irmã mais nova, Katrina, quem sabe seria uma lobisomem melhor- Diz Pietra.
– A Victória sempre foi mais estratégica... Pietra você não vai acreditar, tenho duas noticias quentes pra te falar... Uma: eu vi a tal cópia da mãe de vocês, ela que salvou a garota que eu ataquei, mas ela não me viu não se preocupe...- Diz Katrina.
– Espera, você sabe sobre a cópia?- Pergunta Pietra surpresa.

– Sim, digamos que como eu e a Katrina temos um relacionamento sério eu a contei- Diz Lorenzo.
– Ótimo... Qual é a segunda?-
– Acredita que encontramos em Nova York a familia original? O hibrido e as duas vampiras vadias que se acham poderosas-
– Não se acham, como são- Acrescenta Victoria.
– Ele realmente está levando esse plano de criar hibridos a sério e advinha quem se voluntariou?-
– Você?- Pergunta Pietra, olhando Katrina.
– Exato, até disse onde ele poderia encontrar a cópia, veja que magnifico, terei uma eternidade ao lado do meu amor e não precisarei mais me transformar nas luas cheias-
– Você o que? Lorenzo, viu a merda que você fez? como conta á essa idiota sobre a cópia?- Diz Pietra
– Que drama, ela não é a nossa mãe-
– Não, mas é a cópia dela, fora que ela é da nossa familia e é sobrinha do Jack-
– Achei que sua prioridade fosse encontrar a nossa mãe-
– É o que eu venho fazendo literalmente há séculos, mas trazendo Edward á Rosewood, seus idiotas, isso será impossivel e já pensou o que ele pode fazer conosco para se vingar da nossa mãe?-
– Não precisamos dizer que somos filhos dela, basta ficarmos calados-

– Edward sabe de tudo, Lorenzo, não se esconde NADA dele, NADA, eu aposto que já sabe de tudo e uma hora ou outra vai acabar conosco-
– Acho que viver cercada de humanos está te deixando tão clichê quanto eles- Zomba Victoria.
– Desapareçam os três da minha frente antes que eu me arrependa de os hospedar na minha casa-

Sem dar muita importância ao que diz Pietra, Lorenzo pega suas malas e as das garotas levando-as para o andar de cima afim de instala-los em um dos quartos de hospedes, juntamente com ele vai Katrina temendo as ações de Pietra que estaria bastante alterada, ao contrário da irmã, Victoria não daria importância passando ao lado de Pietra e abrindo a porta da rua, onde saía tranquilamente para explorar a pequena cidade da Pensilvânia, Rosewood.

Após sairmos da cafeteria, passamos bem em frente ao antigo restaurante de Rosewood, que ainda sofrera uma reforma do incêndio que houvera acontecido há um ano, o incêndio no qual perdi meus pais. Ao passar por ali sentir calafrios, me veio a memória o desespero de minha mãe ao perceber o fogo, me veio a memória a forma em que eu gritara por minha mãe desesperada, e juntamente com tudo me veio a angustia de não me lembrar como eu conseguir sair com vida do restaurante e o porquê do mesmo não ter acontecido com meus pais.

– Gisele, você está bem?- Pergunta Jade preocupada ao me ver ali, congelada.
– Sim, claro, vamos andando- Digo tomando a iniciativa e andejando em frente pela calçada.
Logo atrás de mim estariam as garotas seguindo meus passos, Rebekah não largava o celular, era como se necessitasse ficar conectada á internet 24 horas por dias, não sabíamos com quem falava, se era apenas o Bryan ou se havia outro garoto que ela tinha se interessado. Nesse dia eu usava meus lisos e longos cabelos soltos, como usava em meu cotidiano, calças compridas, uma blusa preta e uma jaqueta jeans juntamente com meus sapatos escuros e arrendondados, em minha frente aparecera uma garota com vestido e botas curtas, sorrindo, eu até pensei que ela me conheceria de algum lugar, assim como eu tinha a pele clara, olhos e cabelos castanhos, aproximou-se de mim e de minhas amigas com um sorriso amigável e então se apresentou:
– Oi, eu sou a Victoria, sou nova aqui em Rosewood-
– Oi, Victoria, prazer em conhece-la, sou a Gisele-
– O prazer é todo meu, eu estava procurando alguém que pudesse me explicar melhor como a cidade funciona-
– Claro, minhas amigas e eu podemos te ajudar, essas são a Jade, April e Rebekah-
– Prazer- Disse Jade sorrindo sem graça.

– O que quer conhecer primeiro? só espero que não queira ir pra cafeteria porque acabamos de sair de lá- Diz April
– Tudo bem, Pra onde quiserem ir-
– Tenho uma ideia melhor, Victoria você gosta de festas?- Se manifesta Rebekah.
– Sim, eu adoro festas- Responde.
– Maravilha!- Diz Rebekah.
– E lá vamos nós de novo- Reclama April.
– Eu sei o que a Bekah está pensando, é uma ótima ideia, creio que se refere á uma festa para apresentar a Victoria as pessoas?- Pergunto.
– Não exatamente, eu estava planejando essa festa há alguns minutos, irei dar no colégio uma festa cujo tema será dos anos 60 daí aproveitamos e apresentamos a Victoria aos demais- Diz Rebekah
– Eu agradeceria bastante, o ruim de chegar a um local novo é de justamente se sentir deslocada- Diz Victoria
– Sim, entendo, bom estávamos indo para minha casa, vamos almoçar juntas hoje, por que não vem conosco?- A convido.
– Eu adoraria, obrigada, Gisele- Responde.

Os irmãos Millers já haveriam voltado para sua casa após uma longa conversa na cafeteria sobre como livrarem-se dos lobisomens que acabou não resultando em um acordo final , naquele exato momento Kevin estaria ao banho, desnudo e debaixo do chuveiro pensando na água como todos costumam fazer, ao me ver na cafeteria o fez lembrar dos tempos em que ele e seu irmão namoravam a Caroline, em 1853, Rosewood.

Kevin e Caroline estariam em um dos aposentos da casa que Caroline havia se mudado recentemente, ambos estariam desnudos sobre a cama e Caroline teria seu corpo sobre o de Kevin que a analisava em cada detalhe acariciando seu rosto.
– Eu te amei desde o primeiro dia em que te vi no baile- Diria Kevin
– Eu te amei desde o primeiro momento em que olhei nos seus olhos- Diria Caroline
– Tudo em você me fascina, eu gosto do seu jeito e eu gosto do que você é-
– Você gosta?- Diria Caroline, deixando as veias crescerem em seu rosto juntamente com suas presas.
– Daria qualquer coisa pra ter uma eternidade com você- Diz Kevin ainda tocando seu rosto.

Kevin permitira soltar-se de sua memória antes que a nostalgia começasse a tomar conta de si novamente, aparentemente ele havia superado Caroline e não queria voltar ao passado e sentir toda a dor que sentira quando se transformou juntamente com seu irmão e supostamente viu á morte de Caroline, como também não queria acreditar no fato dela ser uma manipuladora mentirosa, que só pensa em si mesma e faz o possivel para livrar-se de seus demônios, até mesmo envolver outras pessoas que dariam tudo por ela.

Kevin de imediato interrompeu seu banho, enrolando-se á toalha e saindo do banheiro tomando rumo até a sala de estar, onde a encontraria vazia. Iria até a cozinha abrindo sua geladeira e pegando uma lata que aparentemente seria de refrigerante, mas dentro teria sangue fresco tirado de uma de suas bolsas, Kevin leva a lata á boca dando rápidas goladas e ao terminar a jogando em seu lixeiro.
De imediato aparece Nicholas na cozinha dando de encontro com Kevin, que já havia sentido sua chegada há algum tempo.
– Onde estava?- Pergunta Nicholas
– devorando as sereias no fundo do mar- Responde Kevin sorrindo de canto.
– Pietra me ligou nos dando uma informação bastante importante-
– Claro, agora vamos ter a filha do demônio em nosso encalço, o que ela disse? que encontrou a mãe dela? diga a ela que a história de Caroline não me importa, que a vida de Caroline não me importa e não me importa nada sobre essa vadia manipuladora-
– O lobisomem que atacou á garota na festa, foi a sua cunhada que recentemente chegou á Rosewood com seu irmão gêmeo e outra garota que é irmã da lobisomem e também é uma lobisomem-
– Perfeito, matamos as duas e já fica como exemplo caso outro lobisomem quiser vir á cidade, onde elas estão?-
– Estão na casa da Pietra e não vai ser tão simples, o irmão dela está lá e não vai deixa-las sozinha-
– O matamos também-
– Claro que não-
– Por que não?-

– Primeiro motivo ele é irmão da Pietra, segundo ele é mais velho e mais forte que nós assim como a própria Pietra, terceiro...-
– Terceiro eles são filhos da Caroline, certo?-
– Eu ia dizer que elas podem ter algum método para se proteger de vampiros em dias que não há lua cheia-
– Tudo bem, eu não me importo com a Pietra, com o irmão dela ou com as lobisomens, por mim podemos matar todos e final feliz-
– A Pietra é uma boa pessoa e é amiga do tio da Gisele que é minha amiga-
– Eu não me importo de quem ela é amiga ou de quem você é amigo, eu só não quero morrer por causa de uma simples mordida venenosa de um vira-lata sarnento-

– Vamos encontrar um jeito, mas ainda isso não é tudo-
– Sempre pode piorar, não é? Desembucha logo-
– A cunhada da Pietra encontrou a familia originial em Nova York, disse onde poderiam encontrar a nova cópia Ballardini, ou seja a Gisele e ainda se voluntariou para ser uma hibrida-
– Literalmente ela jogou a merda no ventilador em plena distância e antes que a merda espirre em mim eu vou elimina-la, queira você ou não-
– Agora temos três problemas, primeiro inteirar a Gisele sobre tudo, segundo tomar cuidado com a Caroline que pode voltar a qualquer momento e terceiro que é o pior de todos, ficarmos atentos a chegada da familia original que pode levar Rosewood a um completo caos-
– Espera, nós? Suas amigas, seus problemas- Diz Kevin batendo a porta da geladeira e saindo da cozinha.

Já era de tarde, minhas amigas, Victoria e eu já todas á mesa prontas para o almoço, como quem sabia cozinhar era a Jade foi ela quem fez com meu auxilio para as pequenas coisas, haveríamos feito macarrão com queijo que só tínhamos o costume de comer na ação de graças. Victoria nos contava sobre sua vida em Nova York, nos contara que estava hospedada na casa da senhorita Ballardini e que iria para o colégio de Rosewood estudar conosco. Todas ficamos felizes, haveríamos gostado de Victoria, Jade nem tanto, assim como houvera sentido algo estranho em Nicholas, pôde sentir o mesmo em Victoria, como bruxa ela tem a sensibilidade de sentir outros seres sobrenaturais. Alguns minutos depois de já estarmos almoçando, Derek, meu irmão mais novo, desceria as escadas vindo para a sala de estar, não nos cumprimentaria, como sempre faz e pega uma maçã na geladeira passando por nós e notando Victoria, que sorrir para ele de forma simpática.

– Oi- Diz Victoria

–Oi- Diz Derek- impressionado, tirando um de seus fones do ouvido, a olhando.

– Bem, Victoria, esse é o Derek, meu irmão mais novo e Derek essa é a Victoria que acabadou de chegar em Rosewood- Digo em meio a um sorriso discreto, percebendo o clima que houvera se formado.

– Prazer em conhece-lo, Derek- Diz Victoria

– O prazer é todo meu... Bem, eu estou de saída, até logo- Andejaria até a porta, por fim saindo de casa.

– O Derek nunca nos cumprimenta, fiquei surpresa- Diz April

– Não sei no que ficou surpresa, April, não foi a nós que ele cumprimentou, foi a Victoria- Diz Rebekah colocando uma garfada de macarrão na boca.

– Acho que ele gostou de você- Digo olhando para Victoria

– Ele parece ser legal- Responde.

– O quão legal ele parece? tipo, legal do " ah vamos ser amigos" ou legal " você é bastante beijável"- Diz Rebekah com a boca cheia de macarrão.

– Rebekah, eu agradeceria se você engolisse antes de falar- Reclama Jade.

– ótimo, Jade, era exatamente o que eu dizer- Completa April.

– Miss porca de Rosewood- Digo entre risos

– Tudo bem, senhoras boas maneiras- Diz Rebekah tomando uma lata de coca-cola.

Pietra estava meio incomodada com a chegada de seu irmão e suas "bagagens" para a sua casa, tentou assistir um pouco de televisão e comer pipoca tentando se distrair com a presença desagradável que tinha que aturar em sua casa. Mais uma vez a campainha tocara, Pietra se leva aborrecida achando que era Victoria que estaria tocando e já revirava os olhos fazendo uma tremenda cara de antipatia.

– Será que vou ter que avisar a essa garota que não precisa tocar a porcaria da campainha- Resmunga Pietra até chegar á porta e abri-la.

Para a grande surpresa de Pietra, quem estaria a porta seria o tio Jack, que ao ouvi-la sorriria de canto a deixando ainda mais sem graça, mas devolveria a risada, a achando justa pelo mico que acaba de pagar.

– Jack, que surpresa, admito que não esperava- Diz Pietra.

– Pelo menos não foi a pobre garota que livrei de uma reclamação, sorte dela, mas enquanto a mim?-

– Enquanto a você o que?-

– Vai reclamar que eu toquei a campainha ao invés de ter gritado pelas chaves?- Brincou.

– Entre, Jack- Diz Pietra entre risos.

– Não precisa, apenas vim convida-la para almoçar, se é que já não fez-

– Não, ainda não e sim eu aceito seu convite- Diz saindo da casa e encostando a porta.

– Vamos então, quer ir nesse restaurante do lado?-

– Sim, sim, pode ser- Responderia.

– Então vamos- Sorri.

As garotas já haveriam ido embora de minha casa, aproveitei para lavar toda a louça, eu não me importei em fazer isso sozinha, acho que precisava de um tempo para espairecer, haveriam muitas coisas em que eu gostaria de pensar, como por exemplo Nicholas Millers, eu ainda não sabia o que sentia ao certo, sabia que realmente estava mexida por ele não tinha certeza se era recíproco, ao terminar de lavar o último talher a campainha fora tocada, pensei que havia sido o tio Jack ou o Derek que havia chegado e enxuguei as mãos correndo em direção á porta e a abrindo bruscamente.

Para a minha surpresa quem estaria á porta seria a última pessoa que eu poderia imaginar que iria á minha casa, sim ele mesmo, o Nicholas.

– Nicholas?- Pergunto surpresa entre um sorriso sem graça.

– Oi, Gisele, eu apenas vim me desculpar de mais cedo quando nos encontramos na cafeteria.

– Não tem nada pra se desculpar- Sorrio.

– Achei grosseria o que meu irmão fez-

– Tudo bem, eu não me importei, pra falar a verdade eu nem achei grosseria- sorrio.

– Ah... Você ta ocupada?-

– Não, não, pode entrar- Digo dando espaço para ele passar.

Nicholas colocara um de seus pés dentro de minha casa, ao sentir livre passagem por ela , colocaria o outro pé indo até a minha frente, logo depois fechei a porta e fui até a mesa pegando o pano de prato e o jogando na pia para disfarçar que eu estava realmente fazendo alguma coisa.
– Então... O que podemos fazer?- Perguntei.
– Eu não sei, o que gosta de fazer? quer assistir algum filme?- Perguntou.
– Sim, pode ser, eu tenho alguns legais você pode me ajudar a escolher- sorrio.
– claro-
– Bem, as garotas estavam aqui, almoçamos juntas, a Rebekah está organizando uma festa lá no colégio, festa dos anos 60- Digo indo até a estante procurando alguns DVDS.
– Jura? Eu adoro os anos 60 realmente foi muito bom- Diz empolgado.

– Como sabe?- Pergunto em forma de brincadeira.
– Ah... Pelo que vi e escutei falar- Sorrio sem graça.

–Vamos ver quais filmes você tem- Diria Nicholas se aproximando de mim, tocando meu ombro.

Jade estaria sentada sobre sua cama, trancada em seu quarto, desde ontem na festa de acampamento em que a confusão aconteceu, Jade ficara intrigada com o que viu Nicholas fazer, a tamanha rapidez totalmente fora do normal em que ele se deslocou e o pior ainda, como ele conseguiu me localizar dentro da floresta.

Jade teria ao seu redor alguns livros que contara histórias que provavelmente seria mitos, como por exemplo os vampiros, lobisomens, bruxas, hibridos e tinha uma parte falando até sobre cópias, na qual ela não deu muita importância. Em um dos trechos do livro na parte em que fala sobre os vampiros, Jade leu sobre a rapidez e a audição sensível que eles teriam, o que ainda a deixou mais intrigada, afim de tirar tudo a limpo, Jade se levanta de sua cama guardando o livro em uma bolsa que já estaria com a mesma, sairia de seu quarto fechando a porta e desceria as escadas rumo a sala de estar onde passaria por sua avó que estava adormecida ao sofá.

Naquele mesmo momento, Kevin estaria á sala de estar da casa dos Millers de uma forma muito a vontade, usaria a pena uma calça comprida tendo a parte de cima de seu corpo desnuda, tomaria um copo que serviria para uísque, mas nele continha sangue. Em alguns minutos a campainha tocara duas vezes repetidamente, aparentemente alguém parecia ter pressa, Kevin revira os olhos e larga o copo no centro indo até a porta atender.

– Eu preciso falar com o Nicholas, agora- Diria Jade adentrando a casa, após a porta ser aberta por Kevin.

– Claro, eu posso chama-lo, por que não entra um pouco? — Brinca Kevin.

– Tudo bem, então o chame-

– Eu poderia chama-lo se ele estivesse em casa, mas quem é você garota dos olhos verdes?-

– Eu sou Jade, amiga de Gisele-.

– Claro, amiga da cópia- Resmunga Kevin de forma baixa.

– O que?-

– Nada, lamento querida, mas meu irmão não está o procure em outra hora- Diz Kevin a analisando.

Jade ofegaria ainda estando um pouco assustada, não deixaria de analisar a casa por um segundo e em uma dessas analisadas observaria o copo que fora bebido por Kevin, no qual o conteúdo era sangue.

–Ali, naquele copo... É sangue que tem, não é?- Pergunta Jade

– Sim, querida, é sangue- Diria Kevin tocando o rosto de Jade

– Esqueça que viu aquele copo de sangue e esqueça que falou comigo, você veio aqui, tocou a campainha, mas ninguém atendeu- Diria Kevin com a tentativa de hipnotizar Jade.

– Está tentando me hipnotizar?- Pergunta Jade após sentir um imenso calafrio ao Kevin toca-la.

– O que? você por acaso toma verbena ou usa algo que contenha verbena?-

– Não interessa, eu já tenho a resposta do que vim saber- Diz Jade dando as costas.

–Aonde pensa que vai?- Pergunta Kevin aparecendo á frente de Jade, a assustando.

– Saia da minha frente- Arfa de raiva.

– Você é arrogante demais para quem não passa de um saco de ossos e sangue-

– Saia da minha frente antes que se arrependa-

– Eu não me arrependo de nenhuma refeição que faço- veias cresceriam pelo rosto de Kevin junto com sua coloração que já mudara, suas presas ressaltariam de sua boca prontas para serem fincadas em Jade.

Notas finais
Amanhã teremos a continuação.