Rose Winchester- A Filha De Sam

26 Nas profundezas da escuridão


Notas iniciais
Olá, como vão vocês? Sei que devem estar irritadíssimos porque não posto a muito tempo, só tenho que me desculpar mesmo! Após ler a recomendação maravilhosa que a McQueen deixou, me senti mais do que motivada para escrever um novo capitulo. Espero que gostem e leitores fantasmas, por favor, se manifestem ;)

...Levaram sua filha, sua pequena Rose. Tá, não a levaram, ela foi por vontade própria, mas isso não diminuía o ódio que Sam sentia de Lúcifer por sempre se meter em seu caminho. Ele não tinha mais nada a perder, se fosse necessário, iria até as profundezas do inferno para resgatar a sua filha.

–O que faremos agora?- perguntou Dean.

–O que mais? Vamos buscá-la!- respondeu Sam.

–Acho essa ideia extremamente precipitada- falou Mikael, com a feição séria.

–Você está cogitando a ideia de largar a minha filha lá?- o Winchester mais jovem estava a ponto de socar o arcanjo, mas foi segurado por Castiel.

–Fica calmo, Sam. Isso não vai ajudar em nada.

–O Cas tem razão- disse Dean.- Mikael, será que têm como você falar com o todo poderoso, pra ele dar uma forcinha pra gente?

–Vou ver o que posso fazer, mas por hora, não tentem nada.- Mika desapareceu deixando uma fumaça branca no ar, que aos poucos foi se dispersando, deixando os outros três sozinhos na casa que estava destruída pelo ataque que havia acontecido a pouco.

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Nas profundezas da escuridão, lugar popularmente chamado de inferno, aqueles que tinham suas almas condenadas ao sofrimento estavam inquietos com a notícia de que uma nova soberana, que reinaria ao lado do mal supremo, estaria a caminho de lá.

–Vocês sabem o que dizem?- perguntou um escravo pecador.

–Que a novata é filha de um dos Winchester?- retrucou o outro, igualmente desgraçado.

–Não só isso, além de ser filha de um deles, também é filha da irmã daquela exibida.- respondeu se referindo à Ruby e à Rebecca, respectivamente.

–Quem diria, uma herdeira Winchester liderando o inferno!- disse irônicamente, arrancando gargalhadas de um grupo de infelizes que estavam por perto.

Momentos depois Rose chegou, escoltada de mais quatro demônios. Foi direcionada diretamente ao castelo onde Lúcifer habitava.

–Que surpresa adorável!- exclamou o dono do castelo. Rose não respondeu, apenas o observava.-Está um pouco diferente do que eu me lembrava- falou enquanto acariciava a ponta de seu queixo.

–E como queria que eu não estivesse? Você que fez isso comigo.- ela respondeu seca.

–Minha querida, eu só te ajudei a descobrir sua verdadeira forma. Era assim que sua mãe queria que fosse.

–Onde está a minha mãe?

–Ela preferiu partir.- mentiu.- Seu pai não quis vir com você?

–Não, ele não quis.- Rose estava cabisbaixa, se sentia estranha. Não se reconhecia, mas acreditava que aquela era a real Rose, já que pensamentos obscuros eram mais presentes em sua infância do que qualquer outra coisa.

–Agora percebeu, né?

–Percebi o quê?

–Que eu sou o único pai que pode confiar.- ele a abraçou e afagou suas lágrimas com um lenço de linho, com tridentes bordados em linha vermelha.

–Que cena comovente!- gritou Rebecca ao se deparar com tal gesto que nunca tinha presenciado anteriormente naquele local, envolvendo seu senhor.

–Rebecca, se aproxime. Venha ver quem veio morar conosco.- disse ele.

–Eu vi.- respondeu seca.

–Eu preciso descansar.- falou a filha de Ruby.

–É claro que sim, querida. Crowley lhe mostrará seus aposentos. A garota seguiu o demônio até uma escadaria que se bifurcava em duas. Subiram pelo lado esquerdo, chegando a um corredor escuro, com diversos cômodos, com decorações fúnebres, com pedaços de membros de pessoas torturadas. No final no corredor estava o quarto onde ela ficaria, sua vista dava para um lago de fogo, onde jazia almas, que gritavam de horror e sofrimento.

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Enquanto isso, Sam, Dean e Castiel estavam nervosos pela demora de Mikael, que estava encarregado de trazer a resposta de Deus.

–Esse cara não vai chegar nunca?- resmungou Dean que brincava de "roleta russa" com um revólver carregado de balas de sal e água benta.

–Essa espera está me matando!- gritou Sam. Não existia advérbio de intensidade que acompanharia a palavra " preocupado" que seria adequado. Por ele, iria até o inferno no mesmo momento em que levaram sua filha, mesmo que para isso, precisasse morrer.

–Mikael! -exclamou Castiel, ao se deparar com o arcanjo.

–E então, o que Ele decidiu?- perguntou Sam.

–Ele vai mandar um exército para lá.- respondeu

–Um exército?- perguntou Dean.

–Sim, de anjos.

–Vamos com eles.- disse Sam

–Não será possível.- respondeu- Humanos não podem ir até lá sem...

–Sem serem mortos? Eu não me importo!- falou Sam.

–Eu já morri e me trouxeram de volta. É só alguém fazer o mesmo de novo.- falou Dean.

–Não é simples assim! Vocês não vão e está acabado! Castiel ficará de vigia, não deixará vocês dois se sacrificarem para isso.

–"Para isso"?Ela é minha filha!- Samuel estava inconsolável. Mikael o ignorou.

–E então Castiel, vai ajudar a Deus impedindo esses dois, não vai?- insistiu o arcanjo.

–Vou.- respondeu Cas, evitando de encarar os Winchester.

–Pois bem, estou indo recrutar os anjos para irmos. Se cuidem.- novamente Mika desapareceu.

–Castiel, você não pode fazer isso! É a minha sobrinha, é a filha do Sam!- implorou Dean.

–Claro que não vou fazer, nem que isso signifique a perda da minha liberdade. Vocês vão e eu vou trazê-los de volta.- respondeu.

–Obrigado.- agradeceu o irmão mais novo, empunhando uma pequena faca e a apontando para sua garganta. O sangue jorrou, antes que a última gota de sangue escorresse, Dean pegou uma espingarda, carregada com balas de fogo, direcionou para sua testa e apertou o gatilho.

Castiel tratou de ficar de vigia, para se certificar que mais nenhum anjo seria enviado para vigiar seu trabalho. Outra angústia que o anjo tinha era de que Deus estivesse tão furioso com ele, que o recolhesse antes que pudesse trazer seus amigos de volta à vida. A dor de perdê-los para sempre, definitivamente, era muito grande. Com eles, teve experiências muito diferentes e aprendeu diversas coisas, algumas não tão recomendáveis para um anjo, diga-se de passagem. Ele pegou os corpos dos amigos, escondeu em um dos armários de vassoura e limpou os resquícios de sangue, que delatariam os suicídios.

Notas finais
E aí, gostaram?