Rose Winchester- A Filha De Sam
8 Crises adolescentes?
Notas iniciais
Sem mais delongas, espero que gostem;)
Eram 3:27 da manhã, e Rose estava rolando em sua cama, ela não conseguia dormir e no pouco tempo que havia cochilado não teve um sonho agradável, na verdade teve algo estranho, não sabe nem se podia chamar de pesadelo. Era como uma estufa trancada, dentro dela ela via uma mulher queimando, e do outro lado, ela olhava por uma pequena janelinha de vidro que tinha na porta da estufa, ela sorria e olhava fixamente para a mulher que estava sendo cremada viva, se deliciando com a visão macabra e com os gritos de horror da moça. Ela não sabia o porquê de ter esses sonhos tão esquisitos, sem sentido.
Então decidiu se levantar e dar uma última olhada nos seus convites da sua festas tão esperada. Pegou os convites e abriu um dos envelopes, mas se assustou ao se deparar com uma pequena aranha no convite do Jason. Como instinto, soltou um grito e logo vieram em seu socorro.
–Filha o que foi?- disse Carmem assustada.
–Não foi nada mãe, eu só me assustei com uma coisa- disse sentando-se na beira de sua cama.
–Me diga o que- falou gentilmente a mãe sentando-se ao lado dela.
–Uma aranha- respondeu, sorriu de lado e começou a fitar o chão.
–Eu sei que fazer 16 anos não é fácil pra ninguém, Rose, por não ser mais criança e nem adulta. Mas aproveite essa fase da sua vida, depois fica mais difícil.
–Muito encorajador,mamãe- disse sorrindo,mas logo mudou sua expressão para séria- Não estou preocupada com isso.
–E com o que está?
–Com a apresentação de amanhã, as líderes de torcida estão nervosas e eu também, tenho medo de errar alguma coisa- mentiu.
–Ah filha, eu tenho certeza que vai se sair bem, sempre se sai. Você é um presente que Deus deu pra mim, o presente mais especial que alguém poderia ganhar- disse abraçando a filha.
–Ah mamãe- disse retribuindo o abraço.
–Mas você sabe que eu não vou poder ir te assistir né?
–Sim, eu entendo, esse negócio que você tem a fazer é muito importante para a sua carreira- disse compreensiva.
–Você é a melhor filha que existe sabia?- disse dando um beijo na testa da adolescente.
–E você a melhor mãe, eu te amo.
–Eu também te amo filha...Agora tentar voltar a dormir, para estar descansada pra apresentação.
–Tá, vai lá, boa noite- disse Rose ao ver a mãe saindo pela porta. Voltou aos seus pensamentos, tudo o que ela presenciou na noite do dia anterior talvez a tenha impressionado muito, a mulher de sempre, os demônios...Os demônios, ela estava acreditando mesmo nisso? Sim ela estava, mesmo com esforços para não, estava. Mas por que? Por que seus professores falaram? Tecnicamente eles eram assassinos, eles mataram aqueles dois caras, eles eram, no mínimo, estupradores trombadinhas, mas ainda sim, eles não mereciam a morte, mereciam? Sim, tentaram lhe fazer mal se fossem mesmo demônios, iriam levar a sua alma para o diabo.
A garota foi tirada dos seus pensamentos por um pequeno estalo em sua janela. Então, foi ver o motivo desse estalo e se deparou com seu namorado em seu jardim, com pequenas pedrinhas na mão, em posição de arremesso de mais uma.
–Jason- chamou Rose, meio baixo para não acordar a sua mãe.
–Rose, me deixa entrar- respondeu o namorado.
–Tá, vai pra frente da porta- ela desceu as escadas rapidamente e abriu a porta para ver o que seu namorado queria.
–Oi meu amor- disse dando-lha um selinho.
–Oi, o que faz aqui a essa hora seu maluco, se minha mãe te pegar aqui agora, nós estamos ferrados.
–Eu precisava te ver, saber se voltou bem pra casa- disse ele, mas ele também queria se certificar que ela tinha sido morta.-Me desculpa por ter ido naquela hora- disse segurando a mão dela.
–Tudo bem, é melhor subirmos, vamos para o meu quarto antes que minha mãe te veja- e eles subiram até o quarto de Rose e se trancaram lá.
–Fazia tempo que eu não vinha aqui- disse Jason olhando detalhadamente as fotos dela que cobriam uma parede do rodapé até o teto.- São muitas fotos.
–Sim- disse sorrindo.
–Mas, correu tudo bem na volta né?- perguntou.
–Sim, eu cheguei bem rápido em casa- ela resolveu omitir os fatos ocorridos, pois não queria ter que explicar tudo e provavelmente, ele a chamaria de boba por acreditar em demônios, e poderia largá-la, já que ele era mais velho e poderia preferir uma mulher mais madura.
–Ah...- ele sabia que ele estava mentindo.
–Eu tô totalmente sem sono, acho que eu vou ficar acordada até a hora de ir pra escola, tem pizza congelada na geladeira, quer ficar aqui e ir comigo?
–Eu tenho uma ideia do que podemos fazer até a hora da sua escola- Jason a agarrou e eles se beijaram, um beijo apaixonado e feroz, ele a deitou na cama e pôs seu corpo por cima do dela, de olhos fechados, Rose não percebeu que a coloração dos olhos de seu namorado mudaram. Antes que seus olhos ficassem totalmente negros, ela o interrompeu.
–Amor, acho melhor só ficarmos na pizza mesmo- disse Rose, ela não estava preparada para dar esse passo ainda.
–Tá- disse rispidamente desviando o olhar para o lado para ela não ver a cor dos olhos, pelo menos até eles voltarem ao castanho claro de sempre.
–Jason, eu só quero que seja especial.
–Com você por perto, tudo se torna especial- disse sorrindo e saindo de cima dela.
–Você tá chateado?
–Não- respondeu sem a olhar nos olhos.
–Está sim- disse aumentando o tom de voz
–Se eu disse que não, é porque não estou- disse firme a olhando nos olhos e a segurando pelos braços.
–Tá- disse se soltando dele, ela se assustou um pouco com a reação do namorado.
–Eu já vou, é melhor eu ir, sabe...Sua mãe pode acordar e ficar brava, além disso, meus pais tão em casa.
–Ok, mas antes de ir, toma- disse entregando o convite dele.
–Valeu, tchau- disse dando um beijo na bochecha dela.
–Toma cuidado ao voltar, vai com Deus- disse ela preocupada, ele não respondeu.
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Sam, Dean e Cas estavam a caminho da escola:
–Dean, hoje você preparou uma aula descente não é?
–Preparei Sammy...- disse mostrando a mão cheia de anotações.
–Por que você não usa aquelas folhas presas por um arame espiral pra anotar isso aí?- perguntou Cas
–Um caderno? Não existem mais cadernos Cas, eu nem sei como ainda existam quadros negros naquela escola, estamos em 2027.
–A diretora disse que era por causa da tradição- disse Cas inesperadamente.
–Você perguntou isso a ela?- perguntou Sam.
–Não, ao Carl- respondeu.
–Quem é Carl?- perguntou Dean.
–É um dos zeladores- ao perceber os olhares surpresos dos irmãos sobre ele, disse- O que foi? Vocês humanos sempre tentam se enturmar para despistarem.
–Aprendeu rápido Cas- disse Dean fechando o punho, apontando para Castiel socar o seu punho, mas ele não deu atenção, não conhecia aquele comprimento. Então, se virou para Sam e perguntou:- Por que tá indo hoje Sammy, você não dá aula.
–É, eu sei, mas hoje é a apresentação das líderes de torcida hoje...
–Que paraíso, um ontem de colegiais gostosas de saias curtas, adoro esse disfarce de professor- interrompeu Dean.
–Ei, não fala assim, a Rose faz parte- protestou Sam furioso.
–Ai Sammy, estragou minha fantasia, eu nunca pensaria desse jeito da minha sobrinha- disse Dean fazendo cara de nojo.
–Achei que estava gostando de mulheres mais velhas.
–É, verdade o que o Cas disse, Dean você não estava tendo fantasias sexuais com a Halle Berry? O que te deu pra ter tendências pedófilas agora? Você tem mais de 40 anos agora- concluiu Sam
–Eu não sei...- disse Dean confuso
Chegando na escola, eles saem da Ferrari e cumprimentam os outros professores e alunos.
–Ei, Lauren- disse Dean cumprimentando a loira.
–Gregory, tudo bem?
–Tudo e você? Como vai?- perguntou sorrindo, ele sabia que ela era a sua esposa, mas não tinha contado a ninguém, nem mesmo ao Sam.
–Bem, muitas aulas?- perguntou entrando puxar assunto, enquanto Ben jogava futebol com uns amigos
–É, tem aula agora com o segundo ano, sabe...- ele estava sem graça, ele nunca ficava sem graça na frente de uma mulher, sempre foi tão auto confiante. Mas se sentia assim, pois deve imaginar o quanto amou essa mulher, para chegar ao ponto de ter um filho e casar com ela. Cara, ele tinha um filho, uma réplica sua. Ele olhava para o garoto, quando Lauren chamou a sua atenção.
–Você está bem?- perguntou curiosa pois ele estava olhando fixamente para Bem.
–Tudo, eu só estava pensando se...- antes de terminar a frase, Lauren gritou o nome de seu filho que estava no meio da rua e um caminhão vinha em sua direção, Dean, por instinto, correu rapidamente e conseguiu livrar o menino de um acidente que, com certeza, acabaria com a vida do pequeno.
–Ai meu Deus!- gritou Lauren- Vocês se machucaram?
–Só alguns arranhões- respondeu Dean se levantando e dando pequenos gemidos de dor.
–Você salvou a minha vida!Muito obrigado cara!- gritou Ben, abraçando Dean. Aquela atitude despertou algo em Dean, ele sentiu, uma alegria e retribuiu o abraço.
–Não precisa agradecer amigão- disse sorrindo.
–Não acredito que o salvou, nem sei como posso agradecer, posso te dar um abraço?- claro perguntou comovida, Dean a abraçou meio sem jeito e acariciou-lhe os cabelos.
–Não precisa agradecer Lauren, ele estando bem já me satisfaz- disse olhando-a nos olhos.- Agora eu tenho que dar a minha aula, tchau- e ele saiu em disparada, estava com vergonha, que fofo. Antes que começasse a chorar com a cena do abraço, ele chegou na sala e entrou.
–Bom dia turma.
–Bom dia professor- todos responderam.
–Hoje vamos estudar...- ele foi interrompido por Olivia Lenox, como uma mulher tão doce como a Lauren poderia ter uma filha tão chata como a Olivia.
–Deixe me ver, chapeuzinho vermelho? Ou pinóquio?- debochou
–Engraçadinha...Não, o período da depois da guerra civil americana- respondeu
–Mas essa não é a ordem da matéria- provocou Olivia, que foi totalmente ignorada por Dean que conversava um pouco com uns garotos no fundo da sala, provavelmente sobre mulheres.
–Fica quieta Oli, pelo menos ele vai ensinar alguma coisa sem ser contos de fada- cochichou Rose, fazendo a amiga reclamona, parar de reclamar.
–Então, vamos começar a aula- disse Dean, fazendo cara de intelectual, começando a explicar a matéria- A Guerra Civil Americana causou grande destruição nos Estados Unidos, especialmente no sul do país. Nenhum conflito causou a morte de mais americanos do que a Guerra Civil Americana. Entre 600 a...errr...- ele tinha esquecido o resto, pois ele não tinha estudado e sim decorado, então, com o jeito discreto (nada discreto) de Dean Winchester, ele começou a ler a cola que tinha em sua mão- A 700 mil americanos perderam suas vidas nesta guerra civil...
–Não acredito que ele tá lendo a cola na mão- cochichou Olivia indignada, Rose apenas riu da cara que a amiga fazia.
A aula de Dean e dos outros professores passaram rapidamente, já era hora da apresentação das líderes de torcida. Rose e as outras cheerleaders. A treinadora então se pronunciou:
–Deem o melhor de si, você tem que arrasar, dei muito duro o ano todo as treinando, não joguem o que eu ensinei fora e mostrem o quando são boas.
–A treinadora Líliam tá possessa- disse uma das cheerleadears patricinhas, acho que é porque sabe que vai ser demitida e trocada por alguém mais jovem.
–Para de destilar seu veneno, sua cobra, a treinadora Líliam é a melhor- disse Rose revoltada contra a patricinha oxigenada.
–Ah, desculpe, esqueci que você é a protetora dos fracos e oprimidos Sullivan- se meteu a outra amiga patricinha e nojenta.
–Claro você não mede esforços pra achar defeitos nos outros, só pra se sentir menos ridícula do que realmente é- debateu Rose.
–Você só a defende porque ela te colocou no topo da pirâmide.
–Eu não preciso que me façam favores para ter o meu talento reconhecido, diferente de você, que tem que ficar esfregando a bunda na cara dos garotos para ter alguma atenção deles- Rose não sabia o que estava acontecendo, ela sempre se dava bem com todos, mas agora ela estava com vontade de discutir.
–Parece que a mosca morta ressuscitou- disse a oxigenada empurrando Rose no chão, que, por sua vez, puxou o rabo de cavalo dela e lhe deu um chute nas costas.
–O que está acontecendo aqui?- disse a treinadora ao presenciar Rose em tal ato de agressão.
–Ela está me batendo treinadora- disse a oxigenada, fingindo chorar, Rose ficou quieta.
–Rose, está fora do topo da pirâmide, vai trocar de lugar com a Amanda (a oxigenada fingida), vai ter que levantá-la.
–Tudo bem — respondeu Rose observando o sorrisinho nos lábios de Amanda.
–Está na hora vamos- todas as cheerleaders foram para a quadra abrir o jogo de basquete que iria ocorrer depois. Fizeram muitas acrobacias, deram muitos saltos e cambalhotas. Agora era a pose final, a pirâmide. As meninas iam se posicionando os andares da pirâmide, agora só faltava Amanda, quando ela se posicionou, Rose a soltou, e ela caiu no chão fazendo um ecoar um som de osso quebrando, em seguida soltou um grito de dor.
–Ai meu Deus- disseram algumas líderes de torcida indo socorrê-la. Dean e Sam estavam na plateia.
–Sammy, você viu que a Rose a derrubou de propósito não viu?
–Vi- respondeu Sam cabisbaixo, parecia que o mal já tinha possuído a sua menina.
–Me desculpe Amanda, eu me desequilibrei- disse Rose chorosa, olhando nos olhos dela.
–Tudo bem, a culpa não foi sua- disse Amanda, meio que em transe. Era como se estivesse sendo hipnotizada por ela. Antes que alguém pudesse acusá-la, Rose correu para o vestiário, sem nem olhar pra trás.
Ao chegar no vestiário, com o auxílio de uma cadeira, trancou a porta e se direcionou a pia, ela estava se sentindo muito mal, não só por ter causado aquele acidente, mas por ter pensado em causar. Ela lavou o rosto com a água da ia e quando finalmente tomou coragem de encarar a sua imagem no espelho, se deparou com algo escrito no espelho: Rose Winchester, era isso que estava escrito, com algo vermelho, uma caneta ou um batom, antes que entrasse alguém e a culpasse por isso, pegou alguns papéis disponíveis para secar as mãos e começou a limpar o espelho, sem querer, sujou a ponta do seu dedo, e foi aí que percebeu, que escreveram com sangue. Assustada, Rose se direcionou até a porta para sair o mais rápido possível daquele lugar, mas a porta não abria, depois de tanto tentar, ela ouviu m barulho de porta rangendo, era de uma das cabines de chuveiro, decidiu então, ir ver e ficou assombrada ao visualizar uma as paredes totalmente ensanguentadas e uma perna atravessada no ralo...
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