Rose Winchester- A Filha De Sam

9 Conflitos internos e aparição


Notas iniciais
Oi amores, desculpe pela demora, aqui está mais um capitulo pra vcs, espero que gostem;)


... Assustada, Rose se direcionou até a porta para sair o mais rápido possível daquele lugar, mas a porta não abria, depois de tanto tentar, ela ouviu m barulho de porta rangendo, era de uma das cabines de chuveiro, decidiu então, ir ver e ficou assombrada ao visualizar uma as paredes totalmente ensanguentadas e uma perna atravessada no ralo. Rose começou a socar a porta e gritar por socorro, até que uma voz masculina perguntou:

–Rose, você está aí?- ela reconheceu sendo a voz de Kevin (Sam).

–Sim, por favor me tira daqui!- respondeu chorando.

–Fica calma- disse Dean- Não quer abrir- sussurrou para o irmão

–Então vamos arrombar- disse Sam decidido.

–Quem é você e o que fez com meu irmão?- debochou Dean, o irmão nem deu ouvidos a suas piadinhas.

–Escuta, se afasta da porta e se proteja atrás de alguma coisa, vamos arrombar, ok?- gritou para a filha.

–Um, dois, três- contou Sam e juntamente com o irmão arrombaram a porta e encontraram a adolescente num canto, encolhida e chorando- Oh meu Deus!- disse correndo ao encontro da filha, a abraçando.

–Me tira daqui, por favor- pediu Rose, com o rosto coberto de lágrimas, a Sam.

–Tudo bem, fica calma. Greg vou levá-la pra tomar um ar.

–Err...tá, eu vou ficar por aqui Kevin- falou Dean.

–Não, temos que sair daqui o mais rápido possível, você também professor Gregory.- disse Rose desesperadamente.

–Por que?- perguntou Sam.

–Tem um corpo aí- respondeu apontando para um box com chuveiro, o mesmo que ela tinha visto ensanguentado a minutos atrás.

–Não tem nada aqui Rose- disse Dean após entrar no box.

–Como não?Tinha sangue e...uma perna- falou aos prantos, se levantando e indo até o box, mas não havia mais nada ali, o chão só estava um pouco molhado, mas era de água- Não pode ser...tinha uma perna aqui! E escreveram no espelho, com sangue.

–Com sangue? O que exatamente escreveram?- perguntou Sam, começando a ficar preocupado.

–O meu nome, só que com outro sobrenome- respondeu soluçando- Rose Winchester- depois de ouvirem, os irmãos se olharam. Eles sabiam o que aquilo significava, os demônios estavam perto demais e Lúcifer devia estar dando uma ótima recompensa.

–Vamos sair daqui- disse Sam guiando-a até a porta.

–Eu não estou maluca, vocês tem que acreditar em mim- disse séria, depois de Sam secar suas lágrimas.

–Eu acredito em você, agora vamos, você precisa de ar fresco.

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Depois de deixar Rose em casa, Sam encontrou Dean, em um bar próximo ao motel que estavam hospedados, para conversarem sobre o acontecido.

–Com certeza é algum demônio. Estão criando alucinações pra ela achar que está ficando louca .- disse Dean, tomando um gole de cerveja.

–É, temos que agir, não vou deixar que façam mal a ela- falou Sam preocupado.

–E nem poderia, é sua filha- disse Ruby aparecendo inesperadamente.

–O que faz aqui?- perguntou Sam.

–Eu vim me certificar que estão fazendo alguma coisa para deter Lúcifer- respondeu se sentando na mesa onde estavam.

–Eu não me lembro de ter ligado para o disque vadia- zombou Dean, ela apenas o ignorou, se voltando para Sam.

–Sam, quais são seus planos pra detê-lo?- perguntou Ruby.

–O Colt, a sua faca, balas de sal, coisas do tipo e claro, estar perto dela.

–Isso não é o suficiente, vocês tem que pensar, ou melhor, você tem que pensar Sam, porque eu sei que isso seria exigir muito do cérebro limitado dele- disse apontando para Dean.

–Ei, vai embora daqui, não precisamos da sua ajuda, nunca precisamos- disse Dean rispidamente.

–Não comece com seus insultos baratos, eu não estou aqui pra falar com você, estou aqui pra falar com o pai da minha filha.

–Filha ou aberração? Ela é meio demônia, Deus sabe no que ela vai se transformar daqui a uns anos.

–Dean, não se esqueça que está falando da minha filha, não a chame de aberração- disse Sam furioso..

–Ok, caia de novo na conversinha dela, afinal, ela é sua amante puritana, mãe da tua filha, a anjinha por aqui- disse Dean se levantando e saindo do bar.

–Não liga pra ele- disse Sam.

–Eu sei, eu só te peço, não a abandone, tente ficar próximo dela sempre. Ouvi boatos sobre Lúcifer ter um infiltrado perto dela, pode ser qualquer um.

–Sim, inclusive o namoradinho mais velho dela- disse Sam zangado- Vou estourar os miolos daquele aproveitador.

–Ei, você não sabe se é ele, não seja um pai ciumento.

–Tá, só foi um momento de descontrole, mas eu estou bem próximo dela, vou até a festa de aniversário dela. Essa é a real data de nascimento dela?

–Sim, ela nasceu prematura...- disse olhando-o fixamente, ela ainda o amava, isso era algo que ela não poderia reprimir, mas onde já se viu?Uma demônia ter sentimentos, como amor, por alguém.- Acho melhor eu ir, antes que o esquentadinho do seu irmão volte. Obrigada.

–Pelo quê? Só estou protegendo minha filha.

–Olha, você não me contou, mais eu sei do ataque que ela sofreu a noite ontem e a alucinação de hoje, ele não está medindo esforços para tê-la do seu lado, ele está aos poucos se impregnando nela, não deixe ele continuar.

–Tudo bem, você sabe que eu não vou permitir que isso aconteça, nem se eu tiver que me sacrificar pra isso.

–Eu sei, por isso que confio em você- depois de dizer isso, Ruby desapareceu, deixando pra trás novamente um Sam confuso em relação a sentimentos e preocupado.

–Ela já fez o servicinho dela?- disse Dean ao se sentar novamente com Sam.

–Servicinho? Do que tá falando?- perguntou Sam confuso.

–De fazer lavagem cerebral em você. Sammy, você tem cara de otário, é claro que uma demônia qualquer que te usou uma vez vai usar de novo, eu já te avisei sobre ela, você não ouviu? Não estrague tudo- disse Dean sinceramente.

–Por que sempre me menospreza? Só porque eu sou mais novo? Você é o idiota por aqui, você que só pensa em mulheres e hambúrgueres e eu tô cansada de você fazer pouco de mim!-Sam se retirou do bar, ele queria ficar sozinho, estava cansado das reclamações de Dean e preocupado com sua filha e sem saber o que sentir por Ruby...

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Rose estava deitada em sua cama fitando o teto, pensando nos acontecimentos atuais. Ela estava confusa, não sabia o que fazer, não sabia por que fez certas coisas. Mas por que aquilo estava acontecendo com ela? Por que sentia tanto ódio em certos momentos ao ponto de tentar contra a vida de outra pessoa? Ela nem sabia o que mais tinha quebrado em Amanda, além da perna, ao julgar pelo barulho que o osso fez ao bater no chão. E por que ela não a acusou? Ele sempre fez isso e finalmente tinha conseguido uma ótima chance de ferrar a vida de Rose. E aquilo no vestiário? Rose Winchester? Esse não é o sobrenome do pai do irmão da Olívia? Eram tantas dúvidas e ela precisava de alguém que as tirasse. Um pequeno ruído de vibração vindo de seu celular a tirou de seus pensamentos, era Jason ligando numa hora totalmente inconveniente, mesmo assim resolveu atender.

–Alô, oi Jason.

–Oi meu amor eu vi o que aconteceu hoje na apresentação e precisamos conversar sobre isso- disse tranquilamente.

–Olha, eu não quero falar sobre isso- disse rispidamente.

–Tô indo peraí, tchau- e desligou o telefone. Ela não queria explicar pra ninguém o que tinha acontecido hoje, a não ser que esse alguém tivesse as respostas de suas perguntas e não era o caso dele.

Alguns minutinhos depois Jason toca a campainha e ela vai atender.

–Oi, entra- disse friamente.

–O que foi? Por que está assim?- perguntou sorrindo e acariciando os cabelos dela.

–O que foi? Você estava lá, sabe o que aconteceu, me diga, o que viu?- perguntou séria.

–Eu vi uma ótima apresentação, com um pequeno erro.

–E qual era o erro?

–Você não estar no topo da pirâmide, era seu lugar e colocaram uma amadora- disse sussurrando em seu ouvido.

–Mas não se importa pelo fato dela ter caído e quebrado alguns ossos?- perguntou confusa.

–Amor, ela era uma amadora, por isso que caiu, era o seu lugar. Você nasceu para estar no topo do mundo e aquela treinadorazinha não precisa te dizer isso pra ser verdade, isso tudo é besteira.

–Você acha?

–Claro- disse indo para trás dela, afastando o seu cabelo e dando beijos em seu pescoço.- É só o colegial, totalmente dispensável, você pode ter tudo o que quiser, é só conversar com a pessoa certa.

–Eu quero você- disse Rose com um sorriso malicioso no rosto.

–O quê?- disse abrindo um sorriso.

–Isso mesmo, estarei te esperando no meu quarto, vai arrumar o que tem de arrumar.

–Tudo bem então, me espera e esquenta meu lado da cama- disse dando um selinho provocante e indo em direção ao banheiro para pôr a camisinha. Vendo que ele havia deixado o celular em cima da mesa, a curiosidade dela falou mais alto e então, foi ver quem mandou a mensagem na noite em que ela foi atacada, para ele sair correndo. Abriu a caixa de entrada, encontrou algumas mensagens insignificantes, até que encontrou a que interessava, nela dizia:

"Se você não quiser voltar pra cá para esfregar o chão do inferno, saia daí agora!", de R.

O que aquilo queria dizer? E quem era "R"?

–Achei que ia me esperar no quarto- disse Jason, já de cuecas.

–Perdi a vontade, demorou muito- disse com arrogância.

–Mas eu fui o mais rápido possível, pra te encontrar logo, no seu quarto- explicou.

–Mas eu não quero, vai se encontrar com a "R"- disse rispidamente abrindo a porta para ele sair.

–O que? Do que tá falando?- tentou disfarçar.

–Não cola Jason, vai embora, não quero conversar agora- inconformado, o namorado foi embora e, como de costume, Rose foi para o seu quarto e deu de cara com a mulher de cabelos castanho, pele clara, olhos negros, ela estava lá em pé como sempre. Mas dessa vez, ela falou.

–Se você subisse com ele, eu iria expulsá-lo- disse Ruby se aproximando.

–Sai sua alucinação maldita!- gritou Rose fechando os olhos e balançando a cabeça.

–Não sou uma alucinação minha querida- disse sorrindo.

–Então quem é você?- perguntou abrindo os olhos para encará-la.

–Sua mãe...



Notas finais
E aí? Mereço reviews?