Mansão orfanato jardim das rosas — 8:00 pm, da noite.

Enquanto minha vista se acostumava a poeira que havia se levantado por causa da minha mais que obvia reação diante as aterradoras frases do velho diretor Ed Hoffman. Eu estava folheando o seu livro que agora, para mim, caiu na categoria de papel sanitário, quando escutei um som estranho, claro como todas as cosas que caiam do interior do quarto.

Sem duvida, enquanto eu folheava o seu diário, algo caiu ali dentro, fazendo um grande barulho e rompendo o silencio solene do lugar.

Quase me arrependi de tê-lo feito. Acredito que foram escovas o que havia caído. Eu sabia pelo seu inconfundível ruído de madeira, claro.

Abri a porta lentamente, como se eu esperasse que o velho diretor em pessoa fosse entrar e perguntar quem havia sido o culpado pelo escândalo; Mas uma vez mais a realidade me golpeou de frente. Porque ele não estava ali e jamais voltaria a estar.

Comecei a levantar as caixas que caíram de uma estante com quatro prateleiras onde haviam mais coisas usadas, entre elas o velho toca discos que havia sido mencionado no diário.

Eu tenho que admitir uma coisa: O velho era muito organizado.

Não havia nada de desordem nessa pequena habitação, nem lixo, nem manchas nas paredes, somente uma capa de poeira de um centímetro de altura...

Era como se o diretor continuasse aqui, prestando seus serviços para o velho orfanato. Lhe- ignorei em seguida por causa do ódio que me havia cegado minutos antes. Não me importava mais se ele se encontrava aqui ou não, não depois de suas palavras.

Minha consciência ficou limpa depois de haver levantado e organizado os objetos do quarto, e colocar o diário em seu escritório junto ao seu retrato e seus diplomas. Na verdade eu poderia ter deixado os seus pertences em qualquer lugar, porem o meu ódio não está brigando com os meus bons costumes e nem contra o sentido comum das coisas.

Então, depois de colocar todos os objetos em seu devido lugar, eu segui com a minha exploração em busca de algo. Algo que justifique eu permanecer sozinho na escuridão e entre as ferrugens das portas.

De repente, como uma vaga neblina, eu pude ver pelo cantinho do olho esquerdo uma pequena figura vaporosa e branca que correu na direção oposta a da porta da recepção.

Dei uma corrida desesperada para alcançar o que havia escapado dos meus olhos. A lógica havia desaparecido de meu ser parcialmente depois de tal leitura. Porem, tanto o diário de Hoffman, como os escritos dos órfãos, ainda tinham muitas paginas que precisavam ser lidas.

Mandei ao demônio a razão e a incredulidade que senti ao entrar neste lugar e me lembrei dos moradores vizinhos que juravam de pés juntos que os espectros dos órfãos brincavam entre os muros do que um dia havia sido o seu lar.

O indescritível "ser" flutuou suavemente sobre as escadas dirigindo-sede volta ao Unlocky Clover Field. A área que, juro por essas memórias que eu escrevo no meu diário pessoal, estava fechada minutos antes.

Agora suas enormes portas de correr estavam abertas diante dos meus olhos atônitos! O que eu devo fazer agora?

Um impulso me fez descer as escadas em direção ao mesmo banheiro sob as escadas que foi marcado com o nome do andar e com uma seta: unlocky Clover Field.

Eu refresquei o meu rosto novamente, e me fiz mil e uma perguntas para mim mesmo, enquanto me lembrava do que os moradores diziam meses depois após o massacre do orfanato.

Notas finais
Continua...