Notas iniciais
Gente, eu disse q ia postar nos sábados, maaas... eu fiquei sem internet esse tempo todo! É, ela chegou hoje :-p. Bem, o capítulo ficou maior do que os outros, afinal *-*

Eu me sentia quase que humilhada. Tinha feito uma saída mais do que dramática, e agora, era obrigada a voltar para aquele lugar, onde eu havia recusado ficar. Eu poderia não dizer o que vi, mas o assassino poderia sair impune e nunca ser achado, e a culpa seria...minha.

Nunca tinha me sentido mais irritada e triste na vida. O que eu faria se visse Lily? Nesse momento, eu odiava a mim mesma mais do que qualquer pessoa poderia odiar.

Fiquei imaginando que “espetáculo” seria para o Conde River me ver ali de novo, em sua casa, depois daquilo tudo. Só de imaginar um risinho saindo daquela boca, quase pus os bofes pra fora. Depois lembrei do Conde Phantomhive, aquele Conde em miniatura, olhando o “circo pegar fogo” inexpressivamente, a não ser pelo momento em que eu gritei com Lily, quando a situação deve lhe ter parecido interessante.

Quando notei, já estava parada na frente da mansão River. Senti meu corpo prestes a desmoronar. Tive uma enorme vontade de olhar para a rua atrás de mim e entrar correndo nela, para a direção oposta a rua.

Mas eu não podia fazer isso.

Então, para minha surpresa, havia outra pessoa ali, em frente ao portão. Ele estava vestido de mordomo, mas parecia ser tão mais novo do que os que eu imaginava quando era mais nova...

Ele olhou para mim, não parecendo surpreso com minha presença, e sim como se esperasse que eu notasse a sua. Sorriu de um jeito que eu não soube descrever, mas de certa forma parecia... presunçoso?

Mordomo: Poderia saber por que uma senhorita como você está sozinha por aí á noite? É perigoso, sabe?

Ele falava como se eu fosse alguém respeitável, e isso quase me fez revirar os olhos, mas ao mirar aquele sorriso sombrio e os olhos que eram um intenso vermelho, decidi que demonstrar qualquer tipo de desrespeito não era uma boa ideia.

Rose: Nada. Quer dizer... eu preciso falar com o Conde River.

Mordomo: Entendo... Mas eu não acho que deveria deixar uma desconhecida entrar deliberadamente na mansão.

Rose: Você trabalha aqui?

Mordomo: Não, senhorita. Posso saber quem é você?

Eu tinha uma resposta, mas me odiaria se a verbalizasse. Senti minha vontade de contar o que vi indo embora, e o mordomo ainda me encarava, esperando sua resposta. Mas, para minha sorte e gratidão, Michael acabava de sair pelo portão da frente com algumas sacolas nas mãos e ficou surpreso ao me ver.

Michael: Senhorita Rosely?

Rose: Michael, eu... eu preciso entrar, é urgente!

Michael: Você mudou de ideia?

Rose: Não mesmo! Mas eu preciso falar com o Conde, é sobre o assassino de prostitutas!

O mordomo olhou para mim com os olhos vermelhos brilhando, e agora um pouco menos sombrio.

Mordomo: Senhorita Rosely, certo? Gostaria de ouvi o que tem a dizer, já que meu Jovem Mestre é responsável pelo caso de Jack The Ripper.

Rose: Jovem Mestre?

Mordomo: O Conde Ciel Phantomhive. Ah, e a propósito, eu me chamo Sebastian Michaelis.

Rose: O Conde miniatura é o responsável? Isso é sério?

Sebastian: Gostaria de pedir que se referisse ao meu mestre com mais respeito, por gentiliza. E a senhorita também não é muito...

Olhei para ele com o olhar mais ameaçador que pude.

Sebastian:... grande.

Rose: Olha aqui, seu...

Michael me interrompeu, dirigindo-se para Sebastian.

Michael: Senhor Michaelis, onde estava? O Conde está te esperando desde cedo, e ele está um pouco... irritado.

Sebastian: Eu tive um... imprevisto.

A voz sinistra que ele usou na palavra “imprevisto” fez como se soasse bem assustador. O que será que fez ele demorar?

Michael também notou isso, mas pelo que percebi, ele preferiu ignorar assim como eu. Abriu o portão grande e detalhado da mansão, e eu entrei, me sentindo muito estranha. Passamos pelo enorme (enorme mesmo) jardim da frente, seguidos por Sebastian, que andava silenciosamente.

Por alguma razão estranha, Michael parecia feliz em me ver.

Quando ele abriu a porta dupla da mansão, notei que agora o salão principal estava decorado de verde, com tapetes indianos cor de esmeralda, o lustre com cristais verdes nas pontas, detalhes verdes nas paredes... apesar de eu gostar de verde, ambientes de uma cor só me deixavam com uma sensação estranha. Só não sentia isso com cinza e preto, cores que, por mais estranho que pareça me alegravam.

Michael bateu delicadamente na porta do escritório do Conde River, de onde Rose havia fugido há poucas horas. Ótimo, tinha que me trazer justo pra cá?

Ele abriu a porta, e eu ouvi a voz que tanto me irritava.

Conde River: MICHAEL, EU NÃO DISSE QUE VOCÊ PODIA ENTRAR!

Michael: Ah, desculpe, desculpe!

Eu ri, nervosa.

Sebastian: Com licença, Conde. Onde está o Jovem Mestre?

River: Quarto de hóspedes!

Eu, ainda fora da sala, queria entrar e perguntar onde Lily estava, mas tudo me parecia assustador agora. Como eu ia dizer aquilo? E eu realmente detestava estar naquele lugar, na presença de meu “querido pai”.

Sebastian pediu licença e saiu da sala, em seguida olhando para mim com aquele seu jeito superior. Ele era grande, mas eu queria bater nele mesmo assim.

Observei ele se afastando, e logo depois sumindo no corredor. A sensação assustadora que aquele cara passava não era nada comparada com a vergonha que senti ao ouvir Michael dizer meu nome, dentro da sala. Eu queria sair correndo, e quase fiz isso, mas a porta se abriu e já era tarde demais.

Conde River: Oláaa Rose!

Ele pulou em mim, me abraçando. Senti um cheiro de licor de menta nele, e já estava ficando sufocada.

O Conde me soltou e deu um risinho irônico, aquele que eu estava com medo de ouvir, e logo depois uma risada simpática. Esse homem é muito estranho. E, como eu já imaginava ao passar pelo salão, estava vestido de verde. Eu odiava admitir, mas ele ficava bem de verde. Combinava com os olhos, que eram parecidos com os meus, e com o cabelo, que era ainda mais negro que o meu.

Conde River: O que minha querida filha quer?

Rose: Em primeiro lugar, seu duende verde, não me chame de filha. Em segundo, quero saber onde está Lily, antes de dar qualquer informação.

Conde River: Lily está numa festa.

Eu arregalei os olhos. LILY? Minha irmã? Aquela Lily? Só podia estar tirando uma com a minha cara! Ela mal sabia cortar um pão sozinha, quanto mais ir á uma festa, onde se deve DANÇAR!

Rose: Que festa? Que história é essa?

Conde River: Hihi, não se preocupe, é festa de criança. Aniversário, e ela está acompanhada por Christopher.

Rose e Michael se olharam.

Rose: Como se fosse coisa boa. Ele é super confiável, afinal.

Michael riu baixinho de minha frase irônica, e como eram irmãos, eu apostava que ele sabia que eu estava certa em ser sarcástica.

Conde River: Então, querida, conte-me o que veio contar.

Respirei fundo e comecei. Contei tudo o que vi, onde vi, como vi, as características do homem, e enfim, tudo o que eu sabia. No final, ele e Michael se olharam, inexpressivos.

River: Você tem certeza disso?

Rose: Tenho.

River: Bem... amanhã teremos que entrar novamente em contato com Phantomhive... Ninguém merece.

Rose: ... Agora eu... vou pra casa.

Michael: Espere, senhorita, eu levo você na carruagem!

River: Mikee, você não me pediu permissão...

Michael encarou o Conde com uma expressão cansada, como se seu mestre fosse uma criança.

Michael:... Posso?

River: Claro que pode, paspalho, ela é minha filha. Vão, mas Rose, preciso de você aqui amanhã.

Abri a boca para protestar, mas Michael me puxou para fora da sala. Já dentro da carruagem, lembrei-me de uma coisa...

Rose: Ei, Michael... Podemos dar uma passada no lugar onde Lily está...?

Notas finais
Rose é a espiã e.e . Ai q horror eu mal tenho tempo de entrar aqui e posto logo esse capítulo sem graça : me desculpem...