Rosas E Lírios
5 Um pouco de loucura
Notas iniciais
Enfim, nesse capítulo Rose dá aloka.
É, ela dá aloka.
E eu também fiz uma mini-votação com o pessoal da minha escola e perguntei qual personagem (dos que eu criei) eles mais gostavam *-* ninguém gosta do River, tadinho.
Michael:... Por quê?
Rose: Quero ver minha irmã, lógico!
Michael: Acha que... é uma boa ideia?
Rose: Pare de ficar fazendo perguntas. Por favor?
Michael:...
Então eu pensei melhor.
Rose: É por causa do que eu disse pra ela, não é? Ela ficou muito chateada?
Michael: Na verdade, sim. Acho que por isso ela foi para a festa. Imagino como ela está se saindo por lá.
Rose: Lily nunca soube dançar, Michael. Eu sempre fiz tudo, ela não sabe fazer nada sozinha. Imagina só se um menino bonitinho pede pra dançar com ela! Lily pode cair morta!
Michael:... Que horror, não deveria mimar ela esse tempo todo.
Rose: Ei! Não me culpe, ela é minha única família!
Michael: Mas...
Rose: Mas o quê? Eu já disse que o Conde não é meu pai.
Michael: Mas...
Rose: PARA DE ENROLAR E ME LEVA PRA LÁ!
Michael: Está bem, me desculpe...!
Michael mudou a trajetória da carruagem em direção á outro bairro rico. Me senti enjoada. Quando olhei para meu próprio vestido, notei que estava sujo e estava todo molhado nas pontas. Com certeza Lily estava com algum vestido maluco que os nobres gostam, daqueles cheios de camadas. Como será que se respira presa num espartilho?
Paramos perto de uma mansão, e tinham várias carruagens por perto, também. Como é que eu ia fazer pra ver a Lily?
Michael: Não deveríamos estar aqui...
Rose: Do que está falando?
Michael: Estou com um mal pressentimento sobre isso.
Rose: Meu Deus, Michael, o que pode acontecer?
Michael olhou para mim e deu de ombros, mas ainda parecia nervoso. Parece que tem algo errado... mas o que seria? Coloquei a cabeça para fora da janela. Os muros da mansão eram altos, brancos e com alguns detalhes. O portão da frente era dourado e brilhante, e eu conseguia ver pouco da mansão, mas conseguia ver de longe suas luzes. Então vi uma carruagem familiar.
Rose:... O Conde Phantomhive está aqui?
Michael seguiu meu olhar e ergueu as sobrancelhas.
Michael: Deve ser algo do tipo para manter as aparências. Ele na verdade não parece ser do tipo que aprecia festas... Ah, e talvez fosse por isso que ele estava com pressa de sair da casa do Conde River.
Rose: Ou talvez ele goste do Conde River tanto quanto eu.
Michael: Pare de dizer esse tipo de coisa! O Conde River não é esse monstro que você está dizendo.
Rose: Não vou começar uma discussão agora. Mas ao invés disso...
Mirei uma árvore alta bem próxima do muro.
Michael: AH, NÃO. Nem pense nisso, senhorita!
Rose: Michael. Cala boca.
Ele olhou para mim um pouco ofendido, mas parecia mais nervoso. Desta vez eu sabia muito bem o motivo, mas infelizmente, para ele, eu não ligo.
Abri a portinha da carruagem um pouco desajeitada. Algumas pessoas paravam para olhar as luzes da mansão e então continuavam seu caminho, mas nenhuma sequer prestou atenção em mim, uma figura pálida e um pouco suja, andando em direção á uma árvore.
Michael me seguiu com uma expressão de pânico no rosto. Quando notei que ele estava prestes a tentar me segurar, saí correndo e pulei na árvore parecendo algum tipo de gato desesperado. Olhei para ele, e quase ri de sua expressão que claramente dizia “Como foi que você subiu tão rápido?”. Eu sou pobre, tinha que aprender alguma coisa, lógico. Segurei-me melhor nos galhos e tentei arrumar meu vestido de um jeito que não me atrapalhasse.
Michael: Era por isso que eu não queria trazer você! Por favor, não faça isso... Isso não tem como acabar bem, Rosely!
Rose: Claro que tem. Se ninguém me ver vai ficar tudo bem.
Michael: Você está suja, se segurando numa árvore, com uma cara de que pode matar alguém, e tentando invadir uma mansão! Por acaso você está ficando louca?
Rose: Michael, ela é minha IRMÃ. Se fosse o Christopher, o que você faria?!
Michael pareceu parar e pensar um pouco. Claro que ele não iria me entender, com certeza, mesmo sendo um criado, ele nunca passou pela mesma situação que eu, e nunca me entenderia. E é bem mais fácil Christopher ficar preocupado com ele do que o contrário, afinal, até eu tenho que admitir que brigar com aquele cara não é uma boa ideia, e Michael... parece uma criatura indefesa.
Quando de repente, ele tirou uma fina espada de um cinto que eu nem sequer tinha notado.
Michael: Ou você desce, ou eu te desço á força.
Algo me diz que tenho que rever meu último julgamento.
Virei meu rosto procurando algum ganho próximo para me apoiar, e encontrei um bem a tempo, quando Michael tentou me segurar pelos pés. Ele pegou a espada e a enfiou na árvore, tentando usa-la como apoio. Para um criado de um nobre, ele me parece meio lento.
Consegui me segurar no muro no exato momento em que Michael conseguiu subir na árvore, e sem nem pensar direito ou examinar o lugar, eu me joguei do muro para o lado da mansão.
Como me joguei de olhos fechados, apenas senti uma sequência de dores finas pelo meu corpo todo, e finalmente caí no chão. Quando abri meus olhos, notei que tinha me jogando numa árvore com galhos finos e com pequenos espinhos. Ouvi Michael gritar alguma coisa do outro lado, mas não me dei o trabalho de irrita-lo pedindo para repetir, afinal, eu já estava fazendo o suficiente para que ele me odiasse.
Examinei-me rapidamente. Estava com cortes leves e finos nos braços e alguns nas pernas. Com certeza o meu rosto estava da mesma forma, e eu deveria estar parecendo algum tipo de fantasma, pálido e ferido.
Incrível como só agora notei que não tinha comido nada o dia todo.
Eu ouvia os risos vindos da mansão, e um tipo de amargura tomou conta de mim. Todas essas almas tolas riam na ignorância, sem nem imaginar que alguma pessoa poderia, nesse exato momento, estar morrendo, ou com fome abandonada em algum lugar.
Tentei manter meu ódio sob controle e manter o foco. Olhei e volta. Como eu conseguiria pelo menos espiar aquela festa sem ser notada?
Alguém: Ei, o que faz aí?
Meu coração quase saiu pela boca e comecei a sentir uma boa dose de pânico. Virei minha cabeça lentamente, com os olhos arregalados. Meu Deus, era o Conde Phantomhive. Ele fez uma cara completamente assustada quando me virei, e deu um passo para trás como se fosse sair correndo. Claro, eu devia estar parecendo algum tipo de criatura nojenta do submundo, agora.
Ciel: Mas que RAIOS você faz aqui?!
Rose: Também é um prazer vê-lo novamente.
Ciel: Não seja irônica agora, idiota. Já percebeu que está sangrando?
Coloquei uma das mãos em meu rosto, e elas voltaram levemente manchadas de vermelho.
Rose: Percebi, sim. Mas preciso ver minha irmã.
Ciel: O quê?! Não me diga que você entrou aqui escondida, ficou nesse estado, apenas para ver a irmã?!
Rose: Para você não deve ser nada demais, já que é um garotinho que nasceu num berço de ouro, tem um mordomo metido a superior, provavelmente uma mansão enorme e um monte de empregados, mas para mim isso é mais do que importante, afinal, ela é minha única família!
Ele pareceu ficar irritado com cada palavra que eu dizia, e abriu a boca para dizer alguma coisa, mas algo o fez mudar de ideia. Ciel encarou a mansão, confuso, e de repente seu mordomo apareceu ao seu lado.
Quando consegui enxergar, meu coração quase parou.
A mansão estava pegando fogo.
Notas finais
Rose: 8 votos (Votei nela...)
Lily: 2 votos
Michael: 5 votos
Chris: 1 (Meu voto *-*)
River: 0
Pois é, tadinho do River.
Enfim, mandem-me reviews, eu preciso de esperanças.
*w* Obrigada por ler!
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