Notas iniciais
Oie~
Gente, não sei se todo mundo já viu, mas a fanfic entrou em Hiatus, por motivos sentimentais. Só estou postando esse capítulo, pois fiquei inspirada, mesmo que na verdade não tenha sido muito produtivo ¬¬'.
Desculpem por qualquer coisa~
~Fui

“E então era isso...” pensei. Minha cabeça estava cheia, completamente cheia de novas informações, e eu definitivamente não sabia como lidar com elas. Antes eu ficava irritada por saber tão pouco sobre as pessoas ao meu redor... Agora não tenho tanta certeza de que descobrir foi uma boa escolha.

Tudo estava explicado. Como eu havia imaginado (ainda que inconscientemente), Sebastian Michaelis não era humano. Eu jamais havia pensado na possibilidade de Michael Klein também não ser um, mas pelo visto, nada é bem como eu esperava. Comecei a pensar que talvez o incêndio que deformou metade do rosto de minha irmã não tivesse sido apenas um acidente... Pode ter sido perfeitamente planejado.

E então, eu também descobri que a pessoa que eu amava, de certa forma era um “condenado”. Eu me lembrava de ter visto o pentagrama no olho dele, mas não achei que significasse um “contrato”. Não sei por que razão, mas eu não fiquei em choque.

Ciel Phantomhive, agora, depois de me explicar tudo o que podia, exigia ver a noiva. Eu, por minha vez, não dizia nada. Lily era quem comandava tudo; exigia respostas e dizia se ele podia ou não fazer as coisas. Ela era maior do que Ciel, e ele não tinha Sebastian disponível agora.

Rose: Deixe-o vê-la...

Minha voz havia saído tão fraca e rouca, que eu mal acreditei que eles houvessem escutado, mas os dois olharam em minha direção. Lily bufou e abriu espaço, e Ciel entrou correndo na mansão.

Eu não queria dizer nada. Só queria sumir e ficar longe de toda aquela loucura. Por que, entre tantas pessoas no mundo, um velho maluco e um demônio tiveram que aparecer logo pra nós?!

E ainda por cima, agora eu tinha que suportar uma porcaria de um amor obviamente não correspondido, enquanto tentava manter minha irmã viva... Mas eu sentia que não havia nada que eu pudesse fazer. Morrer era até uma hipótese agradável.

Se River não era nosso pai, não tínhamos nada a fazer nessa mansão. Porém, não podíamos ir embora, já que nós havíamos “descoberto o plano deles”, e eles não podiam deixar a informação vazar. A única coisa que poderíamos fazer era matar o Conde River, e só Deus saberia onde ele estaria numa hora dessas.

Olhei para Lily. Ela parecia grandiosa, mesmo com metade do rosto queimado. Os cabelos castanhos caíam, formando uma espécie de véu dourado com a luz. Ignorado metade de seu rosto, ela parecia um tipo de deusa. Era a primeira vez em que eu me sentia como uma bolinha de papel ao lado dela, e eu tinha que admitir... A sensação não era nem perto de agradável.

E então Ciel saiu da mansão carregando Elizabeth nas costas. Eu nunca havia imaginado aquele garoto carregando alguém, quem quer que fosse.

Foi então que um estrondo assustador veio de dentro da mansão.

Nós nos viramos bem a tempo de ver Michael se chocando violentamente contra uma parede, sangrando, cheio de arranhões e marcas estranhas por todo o corpo. Os olhos estavam num tom de vermelho puro, e tudo em volta dele parecia exalar ódio.

Quando me virei para correr, fiquei congelada. River estava na porta da mansão, com o sorriso mais sádico e diabólico que eu já tinha visto em toda a minha vida. E ele tinha uma arma nas mãos. Algo naquela expressão maníaca dizia que eu nem sequer devia tentar argumentar.

E então, Jack The Ripper, ou Grell Sutcliff, como Sebastian havia dito, apareceu por trás de nós. Sua motosserra estava encharcada de sangue, e a expressão dele era quase tão psicótica quanto a de River. “Mas o que é isso? Eu entrei num circo de horrores, por acaso?!” perguntei-me em meus pensamentos, assustada.

Grell partiu para cima de River sem aviso prévio, pronto para retalha-lo, mas então algo mais estranho ainda aconteceu.

Uma pessoa apareceu por trás do Conde, e antes que Grell o fizesse, a pessoa enfiou uma espada, que perfurou o pescoço de River, fazendo a ponta manchada de sangue atravessa-lo.

Eu não pude gritar. Ciel puxava a mim para que eu corresse, e mesmo em choque, minhas pernas se puseram a correr, como se fossem mecânicas. Eu não consegui ver quem matou o Conde, mas queria agradecê-lo. Mesmo que talvez ele não fosse bem um aliado.

Só que eu não pude ver quem era, pois eu, Lily e Ciel (que ainda carregava, com muito esforço, Elizabeth) estávamos correndo para a parte de trás da mansão, pelo jardim.

Vi que Ciel não aguentaria carregar a garota por nem mais um minuto, e que não havia saída alguma na parte de trás daquele lugar. Não imaginei mesmo que tivesse, no final das contas. Ciel deixou Elizabeth cair no chão, e caiu ao seu lado em seguida. Lily olhava para os lados, pensando no que fazer, assim como eu. Foi quando avistei uma árvore próxima ao muro.

Rose: Podemos pular o muro!

Lily: Mas nós vamos cair do outro lado, e teremos sorte se quebrarmos só um braço.

Rose: Não seja dramática, Lily. O muro não é tão alto.

Ciel: Sim, ela tem razão, não é alto, mas... Se Elizabeth cair, o impacto pode tirar a vida dela, fraca como está.

Rose: Céus, eu desço primeiro e a deixo cair em cima de mim, ou tento pega-la, não sei, qualquer coisa, apenas temos que sair daqui!

Ciel assentiu, exausto. Lily parecia a mais agitada, e eu não ia gastar meu cérebro tentando pensar na razão.

Fui a primeira a subir na árvore, e com esforço consegui carregar Elizabeth junto comigo. A garota, por mais magra que estivesse, estava pesada. Depois Ciel subiu, e Lily em seguida. Estávamos os quatro em cima da árvore. Fui a primeira a pular, como havia dito que faria. O impacto dos meus pés batendo no chão foi desagradável, perdi o equilíbrio e acabei tendo que apoiar as mãos no chão. Olhei em volta. A rua estava vazia.

Rose: Jogue-a.

Talvez “jogue-a” não fosse o melhor termo a ser usado, mas só pensei nisso após dizer. Desconfiado, Ciel foi deixando Elizabeth cair aos poucos, e lentamente, fazendo-me ficar irritada. Quando ela basicamente “despencou” dali, eu consegui pega-la num salto.

Nós duas caímos no chão, ela desacordada em cima da mim, fazendo minhas costas e minha cabeça doerem.

Ciel pulou delicadamente, e assim como eu, perdeu o equilíbrio ao entrar em contato com o chão e colocou-se de joelhos, com as duas mãos o apoiando. Ele olhou para mim, com os olhos de um azul profundo quase sem brilho, e a pele terrivelmente pálida. Eu ainda não havia parado para pensar sobre o que ele ter um “contrato” significava.

Rose: Lily, você pode descer!

Eu gritei, quase sem fôlego, e Ciel tirou Elizabeth de cima de mim.

Não recebi resposta.

Rose: Lily...?

E um silêncio pairou sobre nós.

De repente, ouvimos um grito, e sem sombra de dúvida, era minha irmã.

Aquilo não podia estar acontecendo.

~Continua...

Notas finais
Oie² '-'
Alguém aqui conhece o Earl Gray do mangá do kuroshitsuji? Só eu que acho ele divo? -q
Enfim, aproveitem a vida enquanto isso está em hiatus. Não sei quando vou postar o próximo, ok? Gomenasai.
Acho que deu vontade de escrever pq eu estava vendo uns videos do Ciel e tal, aí deu saudade e.e', tipo isso.
Enfiiim... "Adiós" (ou não, né)!