Rosas E Lírios

17 Coisas Que Não Podemos Perder


Notas iniciais
Oi genteeee...~
Ainda não vou tirar a fanfic do Hiatus, só estou postando hoje pois tive umas ideias boas. Quero fazer uma superdedicação (essa palavra nem existe e.e') para minha amiga Vayoleth Phantomhive, que é louca e engraçada ao mesmo tempo, e me faz rir quase todo dia.
Dependendo dos reviews, eu vou continuar. Vocês sabem, né, ninguém gosta de escrever um capítulo lindo e cheiroso e não receber nenhum review. Assim não dá, né??
Enfim... Boa leitura ^^

Virei-me para Ciel, e nós nos entreolhamos por alguns instantes. Minha irmã havia ficado dentro daquela mansão, e algo havia acontecido á ela. Era meu dever ir buscá-la, como sempre. Foi quando eu me virei para pular o muro novamente que Ciel me puxou pelo braço.

Rose: O que foi?

Ciel: O que pensa que está fazendo?!

Rose: O que você pensa que está fazendo?! Minha irmã ficou lá, acha que eu vou ficar de braços cruzados esperando pela morte dela?!

Ciel: Se você for, quem vai morrer é você.

Eu já estava perdendo a paciência (mais rápido do que eu normalmente perdia), mas quando estava prestes a explodir de raiva, olhei bem naqueles adoráveis olhos azuis (ou um olho só, no caso...).

Sentindo-me tola, e envergonhada por ficar encantada com a beleza dele, soltei-me de sua mão e virei-me para o muro, me preparando para pular.

Ciel: Não faça isso.

Rose: Cale a boca, Phantomhive.

E com isso, peguei impulso e me agarrei ás pedras polidas do muro, em seguida jogando-me para cima rapidamente. Aquela manobra custou parte do meu fôlego, mas eu não tinha tempo nem para respirar. Senti-me grossa e levemente culpada por ter mandado Ciel calar a boca, mas sabia que se ele não calasse talvez eu não tivesse pulado o muro.

Olhei uma última vez para ele antes de descer; ele tinha Elizabeth no colo, mas olhava fixamente para mim. Ciel estava suado, os cabelos azulados grudados levemente na testa, e ainda assim ele era adorável. Sua expressão era severa, séria.

Ciel: Você é tola.

Ergui minhas sobrancelhas, confusa.

Ciel: O que vai fazer se perdê-la? Há coisas que não podemos recuperar, e sua vida não depende da sua irmã. Pare de ficar se arriscando por...-

Rose: Se há coisas que não podemos recuperar, então não devemos perdê-las. Você mesmo veio até aqui para salvar sua noiva, e me diga: se tivesse uma chance, não teria salvado seus pais também?

Ciel abriu levemente a boca, como se tivesse uma resposta, mas fechou-a em seguida, num gesto patético. Bufei. Querendo ou não, agora eu entendia; nobres ou não, humanos são todos iguais.

Virei-me de volta para a mansão, agora silenciosa. Eu estava mais do que disposta a salvar minha irmã, minha única companhia, minha única amiga, a única que esteve comigo por todos esses anos. Eu não iria abandoná-la, com ou sem Ciel Phantomhive.

Pulei nos galhos da árvore do jardim, e silenciosamente corri para perto da mansão, contendo com todas as minhas forças, uma vergonhosa vontade de chorar.

(Lily)

Eu estava chorando. Agora presa naquele lugar, cercada por uma pessoa que eu supunha ser... Um demônio. Pelo que minha mãe me contava, demônios eram anjos que traiam o Céu, caiam e se tornavam criaturas malignas. Olhando agora para Michael, eu não via nada de angelical. Ele parecia puramente malicioso, cruel.

Sebastian era igual, porém ele seguia as ordens de Ciel. Eu sentia o mesmo desconforto perto dele, aquela sensação de maldade, de trevas, mas ele esteve ali para me ajudar. Porém, agora eu não tinha a menor ideia de onde Sebastian estava desde sua luta contra Michael. Meu maior medo era que estivesse morto, mesmo eu nem sabendo se era possível.

Quando eu estava prestes a pular o muro com Ciel e Rose, alguém me puxou pela perna; um Michael coberto de sangue e arranhões. Nenhum sinal do mordomo Michaelis.

Perguntei-me onde estaria Chris agora, e até mesmo a problemática e insuportável Sandra.

Uma dessas perguntas me foi respondida no mesmo instante em que foi feita. Um vulto passou correndo pelos cantos, e numa velocidade avassaladora, Michael atirou um dos talheres (que eu não consegui o ver pegar) da cozinha na misteriosa sombra, levando-a a cair no chão imediatamente.

Sandra estava no chão, com os olhos abertos de medo, o cabelo ruivo estava bagunçado, suada, assustada, e... Com um garfo enfiado no pescoço. Uma linha de sangue começou a descer pela boca aberta dela, e eu não pude deixar de virar o rosto. Ela não tinha culpa de nada.

Não, não tinha. Ninguém tinha; á não ser eu. Eu quis ficar, eu desobedeci minha irmã. Tudo isso não era culpa de mais ninguém á não ser Lily Bringwood, também conhecida como a gêmea idiota da Rose.

Agora eu estava presa no sofá da sala, cercada por Michael. Ele estava esperando por alguém; Rose, eu apostava, e eu também torcia para que ela não fosse tola o bastante para vir atrás de mim, mas a quem eu estava enganando? Eu sabia que ela viria.

Lembrei-me do Conde tendo o pescoço perfurado por uma lâmina. Quem teria feito aquilo? Dependendo-se de Michael, certamente o pobre coitado estava morto, pois pelo que eu entendia, agora ele já não podia mais comer a alma do Conde, uma vez que seu objetivo não fora cumprido e ainda por cima foi morto antes da hora.

Grell Sutcliff e Sebastian Michaelis... Onde estão vocês?

Mas ao invés de um dos dois, quem apareceu na porta foi minha irmã.

(Rose)

Um plano? Eu não tinha. Ideia do que eu estava fazendo? Menos ainda. A única coisa de que eu tinha certeza no momento era o fato de precisar salvar Lily.

Michael: Senhorita Rosely, á que devo a honra de sua visita?

Não respondi. Minha irmã estava encolhida no sofá, suada, chorando, suja e com medo. Durante toda a minha vida, eu me imaginei protegendo-a de gente ruim, nobres preconceituosos, mas ali estava eu; tentando salvá-la das garras de um demônio.

Rose: Solte-a.

Michael pôs uma falsa expressão pensativa no rosto, irritando-me.

Michael: Por que eu faria isso?

Rose: Caso contrário, irei persegui-lo até o inferno, antes ou depois da minha morte.

Ele riu.

Michael: “Antes ou depois”? Pretende ir para o inferno após esta vida, querida Rose?

Rose: Se for para perseguir você e arrancar seus dentes e olhos com minhas próprias mãos, sim, eu irei.

Ele riu novamente. Michael não estava levando a sério as ameaças de uma garotinha de treze anos, mas eu não estava brincando nem de longe. Fosse o que fosse eu iria fazê-lo pagar caso machucasse minha irmã, ele acreditando nisso ou não.

Até mesmo pensei na hipótese de matar Chris para ver se ele achava bom, mas lembrei-me que entre eles não havia muita afeição familiar.

Michael: Eu não irei feri-la... Se...

Lily franziu a testa. Eu quase podia sentir o cheiro do medo dela.

Michael:... Você me der sua alma.

Naquele mesmo instante, senti meu coração saltar mais alto do que eu achava humanamente possível. Dar minha alma para ele? Para que ela ficasse em sua posse pela eternidade?

Michael: Vejam bem, vocês destruíram minhas chances de obter a alma do Conde River, acabando com meus propósitos. Umas tolas, eu devo dizer, pois suas vidas seriam fáceis e repletas de riquezas e luxos caso tivessem deixando aquela vadia loura lá mesmo onde estava. De qualquer forma, é justo que me dê uma alma para compensar.

Vadia loura”. Eu certamente antipatizava naturalmente com Lady Elizabeth, mas sabia que ela não merecia ser chamada de “vadia”. Tanto que eu apostava comigo mesma que ela nem sequer conhecia essa palavra.

Rose: Não fomos nós que matamos o Conde River.

Michael: Não, não foram. Mas vocês acharam Lady Elizabeth e tiveram a brilhante ideia de libertá-la. Além disso... O culpado pela morte do Conde River já está impossibilitado de me atrapalhar novamente.

Rose: O que quer dizer?

Ele sorriu macabramente, mas não respondeu minha pergunta. Quem quer que fosse o ser que matou o Conde River, agora estava com certeza morto. Mesmo não sabendo quem era, senti-me levemente triste por ele.

Agora... Sobre dar minha alma á ele...

Parecia justo, sim, mas ainda assim, era quase impossível de se aceitar. Se não fosse por um detalhe; minha irmã ali, presa e vulnerável.

Eu não sabia o que fazer.

Dar minha alma ao meu maior inimigo... Ou deixar minha irmã morrer?

~Continua...

Notas finais
Oi de novo! Posso fazer uma "propaganda" aqui? Da minha outra fic de kuroshitsuji, que está começando agora, chamada Another Gate. Podem dar uma passadinha no meu perfil e dar uma lida nela? Ninguém é obrigado, óbvio, quem não quiser não leia U.U haha.

Vou fazer uma pergunta séria pra vocês que mandam reviews e aos leitores fantasmas (eu sei que vocês estão aí, eu sei gerenciar minhas fic, mwahaha Ò.Ó): Vocês, assim como eu, acham que a qualidade dessa fic diminuiu? Por favor, quero as respostas :/

Bom, de qualquer forma, obrigada por ler ♥