Rosa Negra - Jogo Mortal

2 Liberdade e problemas a frente


Flashback on

— Ai, isso doeu!

A menina gritou para o homem que estava a sua frente, não era exatamente uma menina, mas sua estatura era de alguém frágil. Ela até poderia ser frágil, mas não por muito tempo. Sua vingança a motivava, todo o ódio guardado estava transbordando e ela não via a hora de derramar nas pessoas que a fizeram tanto mal.

— Você tem que ser forte menina! Tem que deixar de ser a antiga Katherine e ser uma nova pessoa, alguém que pisa e não é pisada!

Katherine sabia disso, por isso estava treinando desde as 5 da manhã com Carter, ela queria ser forte, então mesmo que cada músculo de seu corpo doesse ela iria continuar. Ela cansada de sentir aquela dor inferida por aquelas pessoas cruéis, indo seu próprio pai que deveria tê-la protegido. Por isso ela se levantou do chão de lama e já se pôs na posição de combate.

— E eu vou ser forte Carter, ninguém vai me machucar, eu vou ser brutal!

Flashback of

— Assinando esse termo você está concordando em ajudar o FBI a prender o criminoso conhecido como assassino das rosas, durante esse tempo você ficará com esta tornozeleira eletrônica, ficando proibida de sair do Estado de Nova York, entendido senhorita Evans?

— Sim senhor, agora posso ir?

Bom onde estou?

Na sala do juiz Cooper, o mesmo que me condenou anteriormente e que agora está me libertando. É vida é bem engraçada, não é mesmo? Isso só era para acontecer daqui a muitos anos.

— Sim senhorita Evans pode ir, mas lembre-se que amanhã as 07 deve se apresentar ao FBI, caso não o faça será considerada foragida e voltará para a cadeia entendeu?

— Claro.

— Pois bem, está liberada.

E enfim estou livre, quer dizer mais ou menos, ainda serei a “consultora” do FBI. Sabe eu não sei porque eles me libertaram, podiam muito bem ter ido me visitar na cadeia para buscar as informações que precisavam vai entender. De qualquer modo eu não vou fugir, mas vou me vingar da pessoa que me colocou na cadeia, ah isso eu vou.

Assim que coloco os pés para fora daquele tribunal posso sentir o cheiro da liberdade, bom não exatamente da liberdade, está mais para fumaça de carro afinal estamos no centro de Nova York, então vamos ser poéticos. Além disso, só de pensar que terei de andar quase 10 quarteirões meus pés doem, mas não tenho dinheiro comigo, aquele juiz infeliz só vai liberar semana que vem e se não comprovar que aquele dinheiro teve origem ilícita. Bom, é obvio que teve, mas eu tive meus contatos que conseguiram deixar meus fundos da maneira mais limpa possível, além disso também tenho umas verbas no meu apartamento.

Meu limpo apartamento! Grande, confortável e com vista para o Central Park, ganhei como pagamento quando matei o estuprador de uma menina que era filha que um milionário. Ah esse milionário, Arthur Walker. Vamos dizer que nos tornamos amigos bem íntimos e que isso me fez ganhar muitas coisas dele, sinceramente eu espero que ele venha me ver novamente para podermos brincar. Depois de quase duas horas caminhando chego em casa, exausta. O porteiro ficou bem feliz em me ver, bom eu sempre fui gentil com ele, ah bem pensando bem eu sou um doce com quase todo mundo, liguem-se no quase.

Assim que entro no apartamento tomo um susto quando vejo que tudo está limpo e organizado, como se não tivesse ficado quase três anos fechado. Mas o que chama minha atenção é um buque de flores na minha mesa, tem um pequeno bilhete escrito a mão com uma caligrafia perfeita junto.

“ Encantadora e Mortal com você, minha querida ” – Arthur Walker.

Dou risada com aquilo, ele sempre foi meio poético. Talvez nos encontremos mais para frente, agora só quero um banho quente e cama, afinal amanhã será um dia longo.

Chego pontualmente na unidade do FBI em Nova York, é um prédio grande com vários andares que se localiza no centro da cidade. A recepcionista ficou praticamente branca quando eu disse quem eu era, ah o que posso dizer tenho uma reputação.

Assim que chego no andar indicado, vejo uma sala de vidro no centro e posso ver Chefe Wallace, Michael, Mellan e mais três pessoas que não conheço, duas mulheres e um homem. Me aproximo da sala e bato na porta.

— Por favor senhorita Evans se aproxime irei apresenta-la a equipe.

O Chefe diz, sinto tantos olhares me queimarem.

— Por favor apenas Kathe, senhorita Evans me lembra da cadeia.

— É claro, com a Agente Charlotte Mellan e o Agente Michael Scott você já conhece, está é Chloe Bennet nossa analista técnica.

— Oi é prazer conhece-la, apesar de você me dar muito medo, tipo suas histórias são assustadoras.

Diz a mulher de cabelos castanhos claros e vivos olhos azuis com um sorriso tímido, fofinha, gostei.

— Este é Karl Davis, você não verá muito ele por aqui, é nosso agente infiltrado.

Aponta para o homem ao fundo, que apenas acena com cabeça.

— E por fim essa é Jessica Warner ele é a responsável por falar com a impressa.

— E a que acha que sua presença aqui é dispensável, não precisamos de uma assassina!

Eta, mulherzinha arrogante. Pode até ser bonita, com os cabelos ruivos e olhos verdes, mas também é bem azeda e se tem uma coisa que eu gosto é provocar pessoas assim.

— Pena que você não manda aqui, não é mesmo? E ninguém que eu matei era santo!

—- Ah é verdade você não machuca inocentes, mas é Paul Yates?

Paul Yates não era inocente, era um policial corrupto era auxiliava na exploração de garotinhas, tudo porque ganhava uns trocados. Eu poderia ter entregue o dossiê que montei dele para a polícia como eu sempre fazia com minhas vítimas, para provar o quão sujas elas eram, mas não fiz isso, o porquê?

Ele tinha família, uma mulher e dois filhos que não tinham nada a ver com os crimes dele, caso eu entregasse meu arquivo eles perderiam a pensão que o Estado pagava a eles, afinal Yates seria desonerado do cargo. Então sempre que perguntavam dele, eu fugia do assunto ou dava respostas vagas. É apesar de muitos duvidarem eu ainda tenho coração.

Mas todos só veem a assassina em série, a desequilibrada. Durante meu tempo na prisão recebi a visita de vários estudantes de psiquiatria que tentavam entender minha mente, como se eu fosse louca! Eu sei que devem estar pensando uma mulher que mata a torto e a direita sem dúvidas é maluca, mas a um detalhe nesta história, eu nunca matei um inocente, nunca!

— Não vamos perder nosso tempo com o passado, o que temos até agora Chloe?

Chefe Wallace diz com autoridade na voz fazendo minha briga pessoal com Warner terminar.

— Temos o Bradford chefe, nossas fontes indicam que ele estava próximo em todas as cenas dos crimes, é pouca coisa, acredito que não foi ele, mas que ele tenha alguma pista.

— Temos que ir atrás dele, pelo menos conversar então!

— Você quer ir atrás do líder da gangue dos profetas, porque simplesmente acha que ele vai falar com você? Sério é mais burra do que eu pensei!

Os olhos de Mellan parecem duas bombas prestes a estourar, mas antes que ela pudesse falar alguma coisa Warner intervém.

— Você é muito atrevida menina! Não veio aqui para dar tanta opinião e sim para ajudar, concordo com a agente Mellan, é preciso falar com Ryan Bradford.

— As duas certas chefe, sabemos bem que Bradford tem a ficha suja e sem dúvidas sabe de alguma coisa.

Michael diz com seu lindo sotaque, para quem estava tão à vontade quando foi me ver na prisão agora estava muito quieto. Wallace parece pensar por tempo e considerar.

— Sabemos que Bradford é perigoso, mas eles estão certos, ele pode saber alguma coisa.

— E vocês acham que ele simplesmente vai falar o que sabe?

— Não kathe, mas vamos fazer com que ele fale.

Isso não vai acabar bem, mas sinceramente agora eu quero ver o circo pegar fogo.

Notas finais
O que acharam?