Notas iniciais
Mais um cap e esse que saiu rapidinho ;)

Vocês se lembram de quando eu disse que ir atrás da gangue dos profetas não ia acabar bem?

Pois devo dizer que eu estava completamente certa, isso é tão bom de dizer.

— Se abaixem!

Chefe Wallace gritava sem parar para que mim e para Michael e Charlotte, o motivo?

Estávamos sendo atacados por eles no Bronx, que atirava furiosamente em nossa direção. Era basicamente uma luta entre um gato e um tigre, afinal nós éramos 4 contra mais de 15 homens fortemente armados e para ajudar nem uma arma eu tinha, afinal “uma criminosa condenada por si só já é um perigo, imagina com uma arma?”, mas que absurdo! Não que eu não fosse perigosa, mas eu poderia estar me ajudando, não sentada olhando para os agentes atirarem.

Agora você me pergunta porque estamos sendo alvejados? Não sei exatamente, mas assim que chegamos na base de Ryan começaram os tiros, pois sorte conseguimos ir nos abrigar em um dos prédios antes de sermos atingidos.

— Espero que esteja feliz agente Mellan, encontrou a gangue dos profetas!

Disse com sarcasmo para a agente que estava visivelmente irritada, enquanto atirava na direção dos tiros.

— É claro que você não vai perder a oportunidade de me irritar, não é Evans?

— Vocês podem parar com isso! Estamos ficando sem balas, no entanto eles não estão, então caso não tenha uma solução para isso é melhor ficar quieta Evans!

Ah meu belo pedaço de mau caminho tão irritadiço.

— Okay, eu tenho uma solução.

Disse me levantando do chão onde eu estava sentada me escondendo das balas que não paravam de voar e indo em direção a saída daquele galpão onde estávamos.

— Katherine onde está indo, por favor se esconda!

O chefe disse, que fofo! Ele se preocupava comigo, pelo alguém naquela equipe não me queria me matar.

— Relaxa eu tenho tudo sob controle.

Disse ir até a porta antes que ele pudesse dizer algo. Sai com as duas mãos levantadas e assim que pus os pês do lado de fora os tiros cessaram.

— Olá amigos meliantes, bom vocês já me conhecem então podem por favor me chamar o Ryan? Ah quanto aos agentes podem por favor não atirar neles, caso eles morram vou voltar para a cadeia o que não é legal.

Alguns minutos depois escuto passos vindo em minha direção saindo do outro prédio, quando eles ficam mais audíveis consigo ver 6 homens fortemente armados com submetralhadoras e logo atrás sai mais um, este que eu conhecia como Montanha. Era um brutamontes, mas era o braço direito de Ryan.

— O que está fazendo aqui Rosa Negra?

—Ah não tinha nada para fazer, não estou brincando nós viemos ver o Ryan.

—O FBI também?

Gritou um cara todo tatuado ao lado de montanha

— Sim, mas nós viemos em paz.

Montanha pareceu considerar um momento e logo em seguida disse

— Tudo bem, mas peça para os agentes jogarem as armas

— Ok, justo

Me virei em direção ao galpão

— Vocês ouviram sem armas

Depois de alguns minutos vejo o chefe, Michael e Mellan saindo do galpão.

— Tão rápido para nos deixar falar com seu chefe.

Montanha sorri com escarnio.

— Parece que ele quer falar com vocês.

— Mas se ele queria falar conosco, porque vocês atiraram na gente?

Mellan diz encarando Montanha.

— Ele decidiu isso agora e não gostamos de xeretas aqui.

— Nós deveríamos chamar apoio e prender todos vocês!

Essa mulher não tem noção do perigo, não é mesmo?

— Aí seriamos mortos e não conseguiríamos respostas, não seria muito inteligente.

Não podia perder a oportunidade de provoca-la, mas antes que isso possa virar uma troca de farpas Chefe Wallace toma a frente a joga sua arma no chão.

— Tudo bem, nos leve até Ryan Bradford por favor, não vamos causar mais confusão, só viemos fazer algumas perguntas.

Um segundo depois Mellan e Michael também jogam a arma no chão e Montanha dá um sinal para que nós o seguíssemos para dentro do prédio. Eu já estive aqui a muito tempo atrás, eu e Ryan tínhamos uma história e eu meio que o considerava como amigos, bom mais ou menos.

Montanha nos leva a uma grande sala, que reconheço como sendo a sala que os homens de Bradford ficavam de prontidão. E por fim avisto o mesmo caminhando em nossa direção com um sorriso sarcástico no rosto.

— Muito bem, sou Ryan Bradford, mas acho que já sabem que sabem, o que querem falar comigo?

— Viemos atrás de informações do Assassino das Rosas, mas acabamos tendo uma recepção bem calorosa, a proposito sou o agente supervisor Wallace.

— Um agente supervisor falando com a gente que chique, geralmente já mandam a Swat invadir tudo.

— Porque você e seus amigos são muito civilizados não é Bradford?

Michael diz com uma raiva visível na voz.

— Mas é claro! O que querem saber sobre o “ assassino das rosas” e porque trouxeram minha amiga querida Kathe?

Diz indo sentar na poltrona ao fundo.

— É claro que bandidos tem que ser amigos.

Mellan diz baixinho.

— Kathe está nos ajudando no caso, agora quanto ao assassino, em todas as cenas dos crimes você estava perto, porque?

O chefe diz sentando na poltrona a frente de Ryan, assumindo a liderança do interrogatório. Michael e Mellan se posicionam atrás de Wallace em posição defensiva.

— Coincidências da vida, eu simplesmente estava passando.

— Mas é claro, e o que o senhor ouvir a respeito desse assassino?

É aparentemente Wallace iria fazer todo o interrogatório, já que os outros dois só encaram Ryan. Resolvi ficar de canto, quero ter uma base melhor antes de começar a falar minhas teorias baseadas nos meus vastos conhecimentos como assassina profissional, mas deixa isso para um pouco mais tarde.

— Bom eu sei que ele matou várias pessoas e deixou uma rosa branca com sangue na cena do crime, como a Kathe fazia quando era a Rosa Negra.

Wallace refletiu por um momento antes de prosseguir.

— E senhor ouviu alguma coisa nas ruas sobre a identidade da pessoa?

— Não, só sei que a pessoa é discreta e muito boa no que faz.

— Muito boa no que faz? Muito boa em assassinar pessoas inocentes?

Ryan solta uma gargalhada no mesmo instante, deixando Wallace aparentemente irritado.

— Talvez devesse investigar melhor sobre as vítimas, irá se surpreender com o que vai descobrir.

— O que quer dizer com isso?

Ryan encara Wallace por uns minutos antes de sorrir com um ar de deboche.

— Vai ter que descobrir sozinho agente supervisor.

O que será que Ryan queria dizer com aquilo? Será que esse assassino seguia meu código?

— Não se importaria se nos falarmos com seus homens senhor Bradford?

— Mas é claro que não agente Wallace, sintam-se à vontade, podem falar com quem quiser, estarei na minha sala caso precisem de algo, com licença.

Vejo por fim Wallace, Mellan e Michael se dividirem e irem falar com os homens de Ryan, aproveito esta deixa para segui-lo até sua sala. Precisávamos ter uma conversinha e não era sobre esse caso.

Assim que entro na sala vejo o mesmo mexendo em alguns papeis em sua mesa.

— Ryan você sabe onde ele está?

Assim que eu digo isso ele instantaneamente para o que estava fazendo e se vira de costas para mim passando a olhar pela janela com um olhar perdido.

— Não sei de quem você está falando Kathe.

— Não sabe o caramba! Eu sei muito bem que vocês já trabalharam juntos e tinham uma excelente relação.

Respiro fundo antes de continuar, já que percebo que Ryan nem se mexeu.

— Ryan eu fiquei quase 3 anos presa, não espere que eu vá desistir de uma vingança.

Ele finalmente parece sair de seu estado catatônico e se aproxima de mim, olhando profundamente em meus olhos.

— Kathe eu sei que está com raiva, mas deve esquecer tudo o que passou e seguir com sua vida, não vá atrás dele, você irá se arrepender.

— Porque? Me diga Ryan porque eu vou me arrepender?

— Porque se você entrar nisso, estará em um jogo perigoso

Dou um pequeno sorriso e passo a caminhar de um lado para o outro. Como eu tivesse medo de jogos, eu sempre estava jogando.

— Eu não tenho medo desse “jogo perigoso”.

Ryan anda até mim e segura meus braços, olhando em meus olhos.

— Katherine escute o que te falo, isso não é aquelas brincadeiras que você faz com suas vítimas, você mexeu com pessoas que não deveria

Ele dá um suspiro profundo antes de continuar.

— Por favor segue meu conselho e esqueça, a aproveite está livre e vá embora, não ajude o FBI.

— Perai o FBI pedir minha ajuda para capturar o “ assassino das rosas” tem algo a ver com isso?

Ryan, dá um pequeno sorriso antes e soltar meus braços, mas continuar me olhar.

— Porque acha que está solta? Eles podiam muito bem ter sua ajuda ainda na cadeia, mas não, te libertaram e foi por motivo, querem que você jogue.

— Querem? Mais de uma pessoa? E jogar o que? esse “jogo perigoso”?

— Kathe, temos que ir.

Ouço chefe Wallace gritar do outro cômodo, é parece que essa conversa vai ter que ser adiada.

Antes que eu passe pela porta Ryan segura firme meu braço.

— Por favor fique longe disso, fuja ou estará em algo que não conseguirá sair, entrará em um jogo mortal Kathe.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.