Romeo and Cinderella
5 Um Doce Caramelo de Ilusões
A sós em seu quarto, Amy e Lupus trocavam olhares fixamente um para outro, e sucedendo-se que depois apreciações atrás de apreciações, o jovem rapaz pegou no rosto de sua amada e deu-lhe uma leve e íntima mordida no pescoço. Naquele instante, Amy de imediato sentiu sua pulsação acelerar fazendo com que seu coração batesse mais forte dando origem a uma respiração ofegante junto de uma leve sensação fria dentro de si, sensação esta talvez de insegurança.
Após estas sequencias de sentimentos prazerosos, a bela Dançarina agarrou forte seu companheiro e disse:
– Por favor... Seja um pouquinho mais gentil comigo.
– Me trate com carinho, ainda não estou acostumada a apreciar gostos amargos.
Acatando o pedido de Amy, Lupus parou com aqueles atos e prosseguiu para uma carícia mais delicada. O jovem garoto de olhos rubros então começou a afagar o rosto de sua companheira mencionado que a amava, onde aqueles toques e palavras deixavam Amy cada vez mais à vontade junto de parceiro.
Enquanto estavam tendo seu momento de intimidade, tanto a bela menina quanto o jovem rapaz foram interrompidos por uma bater de porta. Diante aquilo, Amy sussurrou para Lupus:
– Não diga nada e não faça nenhum movimento brusco.
– Eu não irei atender, por que assim meus pais pensarão que eu já terei ido dormir.
Em resposta Lupus retrucou dizendo:
– Essa é minha garotinha!
O clima entre o casal estava ficando ótimo por parte de ambos, entretanto, percebendo que já estava tarde, a Dançarina pediu que seu amado dormisse na casa da mesma. Porém um pouco preocupado Lupus disse:
– Mas... Se de repente seus pais aparecerem de novo?
Destemidamente Amy contestou:
– Não se preocupe. A porta do quarto está trancada.
Lupus então respirou com certo alívio, e junto de Amy ambos caíram no sono juntos, desta vez mais intimamente e sem possíveis interrupções.
Bem cedo no dia seguinte, Amy e Lupus despertavam-se daquela noite de descanso que tiveram as ocultas. A bela Dançarina estava muito feliz por ter passado momentos tão inesquecíveis junto de seu amado, enquanto Lupus por sua vez questionava a simpática garota de quando poderiam ter outro momento de romance juntos como aquele.
Com o rosto corado, Amy respondeu para Lupus que gostaria que coisas do tipo se repetissem todas as noites, pois o anseio em querer estar junto dele era muito forte para poder suportar tamanha falta que o rapaz a fazia. Por conseguinte, o jovem garoto se ajeitou, e dando um beijo em sua amada, partiu sigilosamente prometendo que retornaria.
Após aquela noite tão marcante que teve, Amy amarrou os seus cabelos, arrumou seu quarto e foi tomar um banho.
Na cozinha, os pais da menina já estavam de pé a esperando, e eis que inesperadamente o pai da mesma a abordou, questionando:
– Amy... Ontem você foi dormir tão cedo que eu fiquei até meio duvidoso de algumas coisas.
– Você não está colocando aquele garoto dentro de casa as ocultas, não é?
Indignada com aquela pergunta petulante proveniente de seu pai, Amy respondeu:
– É lógico que não papai. Que ridículo o senhor estar duvidando de mim.
Apenas em silêncio o pai da simpática garotinha se retirou da cozinha, e após isso Amy foi ao banheiro para poder se banhar. Enquanto estava de baixo da ducha, Amy ficou pensativa a respeito de que talvez seu pai já pudesse estar desconfiado de que Lupus havia retornado, e no mesmo instante passou pela cabeça da menina a ideia de fugir com seu amado.
Amy fechou os olhos enquanto a água do chuveiro batia em seu rosto e durante alguns minutos a bela garotinha pensou consigo mesma:
– (Acho que papai está desconfiado de que o Lupus veio aqui)
– (Preciso arrumar algum meio para ficar junto do meu amado ou papai e mamãe vão acabar destruindo este romance)
– (Talvez... Se eu fugir com o Lupus...)
Em conversa com sua esposa, o pai de Amy comentava sobre as especulações que teve na noite passada, onde o mesmo também cogitou estar desconfiado de que Lupus tivesse retornado para passar a noite com Amy.
Diante aquela hipótese retratada por seu marido, a mãe da simpática garota de cabelos cor-de-rosa comentou:
– Então precisamos ficar mais vigilantes quanto às ações de Amy.
– Não sabemos do que nossa filha será capaz de fazer para ficar junto deste menino.
Saindo do banho, Amy percebeu que seus pais estavam falando dela e de Lupus, e eis que como esperado, a menina deu-se conta de que de fato seu pai já estava desconfiado de algo. Aflita, Amy pensou em conversar com Lupus a respeito de fugirem juntos, pois estava a perceber que suas mentiras não iriam durar muito, e que também, muito em breve seu romance estava prestes a se tornar uma tragédia semelhante ao conto de Julieta.
O dia se passou rapidamente e com ele uma nova noite tomou conta da Terra de Prata, e eis que no mesmo horário do dia anterior Amy subiu a seu quarto, e fechando as portas de tal cômodo foi direto a janela esperar por Lupus.
Na janela, a simpática menina avistou seu amado se aproximando, e acenando com as mãos ela pediu que o mesmo se apreçasse. Notando aqueles gestos, Lupus apertou os passos e ligeiramente chegou à casa da menina para novamente ficarem juntos.
Pela segunda vez consecutiva se encontrando as ocultas de seus pais, Amy propôs a Lupus:
– Querido... Você fugiria comigo?
Perplexo diante aquele pedido, Lupus respondeu:
– Mas por que este pedido Amy? Aconteceu algo?
Em resposta, Amy disse:
– Meus pais estão meios desconfiados de que você veio aqui ontem.
– Foi como te disse alguns dias atrás... Não quero que nosso romance se transforme na tragédia de Julieta.
– Estou destinada a viver a magia de Cinderella mesmo que só tenha uma roupa para vestir, em outras palavras... Para ficar com você eu faria qualquer coisa, Lupus.
Lupus ficou pensativo durante alguns minutos e em seguida disse:
– Então fugiremos amanhã!
No momento em que o rapaz terminou de confirmar que fugiria com sua amada, repentinamente o pai da mesma bateu na porta pedindo que ela a abrisse.
Desesperadamente, Amy pediu que o pai esperasse, porém sem paciência, o responsável pela menina não estava para esperas, então decididamente deu um forte pontapé na porta fazendo com que a mesma se soltasse.
Com a porta do quarto arrombada, Amy foi flagrada junto de Lupus, e foi diante de tal cena que o pai da menina começou a gritar com a mesma:
– Eu sabia que você estava tentando esconder algo.
– Como pode ser tão mentirosa, Amy? Você é uma vergonha...
Presenciando aquela cena, Lupus tetou defender sua amada dizendo que o pai da mesma não precisava tratar a menina daquela maneira, porém sendo interrompido, eis que o pai de Amy deu uma bofetada no rosto de Lupus, dizendo:
– E você... Fique calado!
O clima na casa de Amy estava ficando grave por conta da enorme confusão, a qual posteriormente quem apareceu de repente foi a mãe de menina. Notando que Lupus estava novamente lá, a responsável da garota disse estar profundamente envergonhada da filha.
Com a confusão tomando um teor generalizado, o pai de Amy agarrou Lupus pelos braços, onde mencionou que iria dá um jeito no rapaz com as próprias mãos.
Enquanto seguia com Lupus agarrado pelos braços, Amy foi atrás tentar ajudar seu companheiro, onde no meio do alvoroço, o jovem rapaz conseguiu escapar das mãos do pai da menina. Indignado, o pai de Amy puxou a garota e disse que iria castigá-la colocando grades na janela de seu quarto.
Em prantos, Amy foi levada de volta ao quarto, a qual sua mãe já estava à espera.
Frente a frente de seus pais, a bela garotinha estava assustada, pois a partir de então estava prestes a enfrentar seus responsáveis, porém, desta vez sozinha.
Aborrecidos e com muito desgosto da filha, os pais da mesma confiscaram a Caixa de Pandora, isso para que Amy não pudesse se beneficiar dos recursos de tal para se encontrar novamente com Lupus.
Percebendo aquilo, Amy tentou pegar seu artefato sagrado das mãos de seu pai, no entanto ela não obteve êxito.
O pai da menina retirou da Caixa de Pandora uma espécie de grade, e com o auxílio do artefato fixou a grade na janela do quarto de Amy.
Indo para sua cama e desesperançada, Amy se sentou e pôs-se a chorar, e eis que notando aquele ato “infantil” por parte de sua filha, a mãe da mesma disse:
– Não adianta chorar Amy. Você pediu por isso.
Após trancafiar a janela do quarto da menina, os pais da mesma se retiraram e deixaram a menina sozinha a chorar.
Enquanto isso, do lado de fora da casa, Lupus observava de longe o tumulto, e consigo mesmo o garoto sussurrou:
– Não se preocupe meu amor... Nosso romance não se transformará na tragédia de Julieta. Eu te prometo...
Salve-me antes que coisas ruins aconteçam....
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