Romeo and Cinderella
4 Entorpecidos
Assim que Lupus se foi, Amy colocou suas mãos frente ao corpo em um gesto de preocupação, afinal, a partir daquele sentimento a bela Dançarina pôde crê que de fato estava perdidamente apaixonada pelo garoto que havia conhecido.
Enquanto caminhava, o Caçador de Recompensas pensava arrumo de si:
– (De fato... Ainda existem pessoas boas no mundo, e eu achando que pudesse confiar apenas em mim mesmo. É... Você foi capaz de me fazer mudar de pensamentos, Amy)
Após Lupus partir em sua frente, Amy retornou para casa com os olhos transbordando em lágrimas, e foi neste instante que a mãe da menina dirigiu-se em direção da mesma para apaziguá-la.
Sem muito que dizer depois daquela mudança repentina de humor de seus pais, Amy apenas disse para sua mãe:
– Por favor, não me toque.
Sem jeito, a mãe da garota retrocedeu com seus atos perante a filha e olhou para o pai da mesma com uma feição de aversão devido à postura tomada por Amy naquele momento.
Indo em direção a seu quarto, Amy se trancafiou, pois a mesma estava a pensar como Lupus poderia estar, visto que a partir de então, não sabia de fato se iria se reencontrar com seu amado novamente. Após isso Amy, deitou-se em sua cama e acabou adormecendo.
Enquanto a bela garota descansava, seus pais estavam a dialogar sobre a atual atitude da filha, atitude esta que agora estava sendo aborrecedora aos olhos dos mesmos.
Ainda com vestígios de desapontamento dentro de si, eis que o pai da menina diz:
– Nunca fui de imaginar que Amy chegaria a este ponto.
– Onde foi que erramos? Tudo que quero é protegê-la.
– Eu ficaria tão contente se nossa filha se casasse com algum Guerreiro Prateado ao invés de um rapaz que conheceu há poucos dias.
Em relação àquelas palavras proferidas por seu marido, a mãe de Amy apenas respondeu:
– Não se preocupe! Amy apenas precisa de mais limites.
– Os mimos que nossa filha recebeu desde pequena são consequências do que ela se tornou.
Ainda preocupados com Amy, seus pais insistiam em tentar falar com ela, porém com a porta do quarto trancada devido ao extremo estado de aborrecimento por conta da ida de Lupus, a jovem garotinha se negava a atender os pais e abrir a porta para os mesmos.
Por outro lado, o Caçador de Recompensas por fim chegara à residência a qual estava residindo temporariamente. Sentando-se em sua cama, Lupus abaixou a cabeça e colocando as mãos na testa em um tom de desilusão, o mesmo pôs-se a chorar quando se lembrou de Amy. Porém sem desistir de seu amor, o garoto garantiu a si mesmo que visitaria sua amada naquela mesma noite.
O dia passava rapidamente e eis que a noite tomava conta de Terra de Prata, e acordando de seu sono, Amy notou que o tempo já estava sob o encanto da luz do crepúsculo, a garotinha então se lembrou das palavras de despedia de seu amado, e assim resolveu olhar da janela do quarto para ver se via algum sinal de Lupus.
Sem sorte, Amy percebeu que Lupus não aparecera como tinha dito mais cedo quando se foi, e consigo mesma a bela Dançarina sussurrou:
– Será que ele virá mesmo? Será que ele não vai me esquecer?
Após aquelas reflexões, Amy decidiu enfim sair de seu quarto, afinal, já fazia bastante tempo que ela tinha se trancado por lá. Por outro lado, os pais da garota estavam preparando o jantar da noite, e eis que ao notarem que Amy havia resolvido se destrancar de seu recinto, a mãe da jovem garota decidiu chamá-la para se unir a família a fim de jantarem juntos.
Diante aquele pedido de sua mãe, Amy respondeu que iria se aprontar para o jantar e que iria sim comer junto dos pais. Muito contente a mãe da jovem garotinha a abraçou e disse:
– Filha... Você não sabe o quão feliz fico por notar que você está voltando a ficar de bom humor comigo e seu pai.
Com um sorriso forçado Amy apenas retrucou:
– Tudo bem, tudo bem!
Após isso a jovem Dançarina seguiu rumo ao banheiro para tomar seu banho e se arrumar para posteriormente ir se servir.
Alguns minutos se passaram e o banquete da noite já estava servido, e ao sair do banho, a garotinha de cabelos cor-de-rosa notou que tudo já estava pronto, mas primeiramente resolveu subir para o quarto a fim de pentear os cabelos. Chegando a seu espaço, Amy mais uma vez olhou da janela no intuito de ver se notava algum sinal de Lupus, porém novamente sem êxito, a garota percebeu que o mesmo não demonstrava se quer algum sinal de uma possível aparição.
Angustiada, Amy olhou para o relógio e deu conta de que já eram 21:30h, e com isso começava a perder as esperanças de que Lupus retornaria para poderem ficarem juntos como prometido.
Notando que sua filha demorava descer, a mãe da mesma se aproximou as escadas e chamou pela menina:
– Amy vem jantar antes que a refeição se esfrie, minha filha.
Ao chamado da sua mãe, Amy rapidamente penteou seus longos cabelos e por fim desceu para ir jantar.
Na mesa enquanto comiam, eis que o pai da jovem Dançarina a questionou sobre Lupus:
– Escuta filha... Você ainda está chateada por conta daquele rapaz?
Sem querer muito que dizer sobre o ocorrido, Amy apenas respondeu que não ansiava conversar sobre aquilo. Logo, respeitosamente o pai da menina cedeu à vontade dela sem voltar a tocar no assunto.
A família parecia estar novamente unida, embora com algumas limitações por parte da angústia de Amy, e foi que inesperadamente um barulho vindo de algumas das janelas da casa começou a soar.
Receosos, os pais da menina queriam ir averiguar do que se tratava aquele barulho, mas sendo interrompidos por Amy, ela disse:
– Não precisem se preocupar deve ser somente o vento.
Aquela desculpa dada por Amy foi de fato convincente para que seus pais caíssem naquela “mentira” e voltassem a jantar em calma, afinal, a Dançarina já possuía ciência do que podia ser aquele estranho barulho vindo da janela, inclusive, se fosse da vidraça pertencente ao seu quarto.
Sem querer terminar a refeição, Amy proferiu argumentando que já estava muito satisfeita e que iria subir para ler um pouco e tentar se esquecer dos problemas, e mais uma vez acreditando na menina seus pais disseram:
– Tudo bem, filha! Vai lá que nós damos conta de limpar a louça da janta.
Amy subiu até seu quarto e indo de imediato à janela, a garota percebeu que Lupus estava lá em baixo no jardim lançando pequenos fragmentos de pedras na janela, isso no intuito de ser atendido por sua amada.
Vendo que seu companheiro tinha cumprido com a promessa de retornar vez ou outra para ficarem juntos, Amy rapidamente fechou a porta do quarto e abriu a janela para que Lupus pudesse subir.
Feito isso, o jovem rapaz ficou confuso em como poderia chegar até ao quarto de Amy, tendo em vista que era um local alto e de difícil acesso, foi então, que a adorável Dançarina pegou sua Caixa de Pandora e de lá retirou uma grande corda e a jogou para Lupus. Para se assegurar de que seu amado poderia subir em segurança, Amy amarrou uma das pontas da corda na cama e disse que Lupus já podia subir.
Enquanto Lupus subia até o quarto de Amy, eis que acidentalmente o garoto deixou um pequeno vaso de flor cair, e escutando aquele barulho de algo se quebrando, o pai da menina imediatamente foi ao jardim ver o que estava acontecendo, Lupus então escalou desesperadamente e conseguiu chegar ao quarto de Amy antes de ser flagrado.
Chegando ao jardim, o responsável da menina notou que um vaso de flor estava em pedaços no chão, e olhando desconfiadamente para cima, o mesmo percebeu que a janela do quarto da filha estava aberta.
Duvidoso de que poderia ser Lupus se encontrando as ocultas, o pai de Amy gritou do jardim:
– Amy o que está acontecendo aí? Por que este vaso de flor está no chão e por que você está com a janela de seu quarto aberta?
Aflito, Lupus perguntou a Amy:
– E agora? O que você vai dizer?
Amy não pensou duas vezes e aparecendo da janela, a menina disse para seu pai:
– Não é nada papai. Eu abri a janela para tomar um pouco de ar e no instante que a abri deixei o vaso de flor cair sem intenção.
Acreditando nas palavras de sua filha, o pai da mesma apenas se retirou dizendo:
– Tudo bem então. Só não vá dormir tarde.
– Irei terminar de ajudar sua mãe com as louças e logo mais já estamos indo descansar.
Retrucando, Amy apenas confirmou dizendo:
– Okay! Vai lá!
Com o pretexto bem realizado e seu pai fora de seus planos, Amy fechou as janelas do quarto para poder se sentir mais a vontade com Lupus. Presenciando aquele ato de sua amada, o jovem rapaz sussurrou nos ouvidos da garota:
– Estou surpreso com você, heim minha “Cin-de-re-lla”.
– Não sabia que era tão boa em mentiras.
Ironicamente Amy disse:
– Digamos que... Eu tenho em mãos o machado de ouro.
Após aquelas palavras Lupus jogou Amy na cama, segurou os braços da mesma e olhando nos olhos dela, ele disse:
– Então... O que faremos agora que estamos a sós?
Amy imediatamente ficou com as bochechas vermelhas e respondeu:
– Quero que você encha meu coração de desejos até que ele possa transbordar de realizações. Quero que torne esta noite mágica.
Após este pedido, Lupus apagou as luzes do quarto de Amy, encostou as cortinas de tal recinto e por fim mencionou dizendo para sua amada:
– Que a magia possa parar este tempo...
Fale com o autor