Romance no Texas

3 Boca teimosa


Notas iniciais
#cowboydeliciachegando Boa leitura!!!

Povs Edward...

Fazenda dos Cullen, escritório da casa.

Não foi fácil construir meu império de fazendeiro bem sucedido em Baytown. Não foi fácil virar um dos maiores fornecedores de carne bovina no estado do Texas, por isso odiava quando alguém tentava me passar a perna como o senhor Eleazar que está no mesmo ramo que eu.
– Quer dizer que pede 800 mil dólares por 200 cabeças de gado, perdeu o juízo homem?
Travei o maxilar, e fechei a mãos em punho, o encarando com cara de "poucos amigos." Sim, seu gado era de raça, mas conhecia o preço do mercado e estava muito acima.
– Só estou pedindo o justo. Minha carne tem muita qualidade.
– Acho que um soco em seu nariz seria o justo agora. O que acha?
Quando tentei avançar no homem, meu irmão Jasper me segurou. Nossos pais morreram a pouco tempo, desde então ele é meu "braço direito" em tudo. E o único capaz de lidar com meu temperamento forte.
– Acalme — se, Edward, sempre se pode negociar.
E falei num tom alterado.
– Negociar? Isso é um roubo.
E Eleazar falou com frieza.
– Roubo?
– O que pensa? Acha que meu dinheiro cai do céu? Sabe o quanto trabalhei pra ter tudo que tenho?
– Por acaso acha que tenho tudo de "mão beijada", senhor Cullen?
– Será que não? Já que herdou a fazenda de sua família?
O homem ficou tão irritado que sua cara se avermelhou.
– Chega! Não vou ficar aqui engolindo suas ofensas. Se não quer meus bois venderei a outro.
– Como se alguém fosse comprar. Acorde! Isso está caro demais.
– Não está. Isso eu garanto.
– Queira fazer a gentileza de sair da minha propriedade.
E Jasper falou com certa advertência.
– Edward...
Dei um suspiro profundo quando ele prosseguiu.
– Meu irmão está um pouco tenso agora, talvez possam falar um outro dia quem sabe.
– Acho bem difícil.
Depois Eleazar saiu pisando duro. Jasper me encarou com preocupação.
– Ficou feliz? Mais um pra espalhar sua reputação de "fera brava" por aí. Tem que controlar esse seu gênio, entendeu?
– Como se fosse possível.
– Fomos criados aqui no interior, no meio dos cavalos. Mas, não é por isso que tem que agir como um.
Às vezes queria ser mais calmo e educado como meu irmão, porém não conseguia. Fui um homem que não chegou a fazer faculdade, e tive que construir tudo que tenho com a força dos meus braços. Mas, não me arrependo, sou mais rico que muitos doutores. E apegado a terra e aos valores.
– Tem noção do preço que pediu pelo gado? Ele só exigiu tudo isso por eu ser o maior fazendeiro da região.
– Eu sei. Mas, se ao invés de tentar bater nele tentasse negociar, seria diferente. Sim, é caro mesmo, porém a qualidade compensa.
– O que sugere? Que eu volte a negociar com aquele "mercenário."?
– Melhor não, eu faço isso.
Suspirei de alívio. Jasper terminou a faculdade de contabilidade. Tinha mais jeito com números e com pessoas do que eu. Agora no quesito em cuidar do gado e dos cavalos eu ainda era insuperável.
– Sendo assim, vou ver como anda o trabalho dos capatazes.
Porém, antes de sair perguntei com um sorriso.
– Do que mais as pessoas me chamam por aí, além de "fera brava."?
– Bruto, e grosseiro são os mais leves. Me pergunto como consegue tantas mulheres, irmão. Vai ver é esse o segredo.
Gargalhei com gosto. Antes de pegar meu cavalo e começar a rodar pela imensa propriedade. Esse lugar era a minha vida. Quando comecei tinha poucas cabeças de gado. Hoje são milhares. Incluindo cavalos e outros animais. Meu pai era um pequeno agricultor,entretanto sempre me apoiou. Fico feliz que ele e minha mãe tenham visto meu sucesso antes de partirem. Meu pai Carlisle morreu ano passado de infarto, e minha mãe Esme nos deixou a dois anos por complicações na diabetes.
Adorava o ar puro daqui, adorava também a manteiga e o leite fresco todos os dias, ainda sim sentia que faltava alguma coisa. Já fazia alguns meses que não tinha sexo. Nunca fui um homem de namorar, porém mulheres nunca me faltaram. No entanto, já estava perto dos quarenta, já era hora de procurar uma esposa e ter filhos. De fato tem mulheres disponíveis em Baytown. Mas, tenho a impressão que estão mais interessadas na fortuna que tenho do que em mim.
Quero uma mulher especial que me desperte algo além de desejo. Entretanto, até agora não apareceu ninguém assim. Meus pensamentos foram interrompidos, pois meu principal capataz se aproximou montado num cavalo como eu e parecia aflito.
– O que houve, Demetri?
– Alguns arames da cerca do lado norte se soltaram, e os bois fugiram.
– Merda! Quantos?
– Não sei ao certo, dez ou quinze.
E esbravejei:
– Que porra é essa? Tem que saber, pra que eu te pago então?
– Eu lamento, padrão.
– Reúna os homens pra trazer eles de volta. Eu vou pegar a camionhete e procurar pela estrada, não devem está longe.
– Pode deixar, senhor.
Eu não precisaria ir, tinha muito empregados pra isso, mas não abria mão de cuidar de tudo sempre que podia. Não os encontrei na estrada, com certeza tinham tomado outro caminho. Pra piorar tudo começou a chover e vi que era hora mesmo de voltar. Porém, algo me chamou a atenção. Havia um carro contra uma árvore logo a frente, sem dúvida foi um acidente. Resolvi me aproximar e desci da camionhete, a batida não parecia ter sido forte, porém a parte da frente do carro estava bem amassada.
Abri a porta lateral com cuidado e vi uma pequena mulher ali, estava desacordada. Toquei a lateral do pescoço e seu coração batia regularmente. Seu rosto estava contra o volante, me impedindo de ver sua face. Peguei o celular decidido a ligar pro hospital, mas as minhas terras ficavam num local isolado, demorariam horas até chegar aqui. Porém, se a levasse até lá chegaríamos mais rápido. Então com muito cuidado pra não machucá — la ainda mais a tomei nos braços. E meu coração perdeu uma batida ao olhar pro seu rosto.
A moça era linda. Tinha um rosto oval, angelical, a boca cheia e rosada. Os cabelos eram longos, sedosos, apenas um leve machucado na resta maculava sua beleza. E por momento desejei que abrisse os olhos, pra saber que cor eles tinham. Seu corpo era quente, curvilineo, e se encaixava perfeitamente em meus braços. A chuva forte havia parado, mas um leve chuvisco molhava nos dois enquanto a levava até meu carro. De repente ela gemeu abrindo os olhos, e eram tão lindos quanto imaginei. Ela fez um elogio o que quase me levou a sorrir.
– Eu... Pra onde está me levando?
– Pro hospital, não se preoucupe moça, tudo acabará bem.
– Pode me colocar no chão, acho que consigo andar.
– De jeito nenhum, acabou de sofrer um acidente.
Ela pareceu se irritar.
– Eu posso me cuidar sozinha, me deixe ir.
Deus... Quando se zangada ficava ainda mais linda e sexy.
– Não sou o tipo de homem que deixa uma mulher em apuros, precisa de cuidados.
– Já disse que não quero. Nem sei como se chama. Me parece mesmo o último dos machistas.
Hum... Sua língua afiada me despertou um desejo ardente, poderoso, primitivo. Porém, era algo mais, me senti protetor em relação a ela, possessivo. E percebi que nenhuma mulher antes me deixou assim, e disse num tom rouco.
– É tão teimosa, mas com uma boca que pede beijos.
Ela arfou, ficando rubra antes de desfalecer novamente.

Continua...

Notas finais
Oh god!!! Não sei se derreto ou me abano, que homem!!! Rssssss!!! A última enquete foi a letra B, acertaram? Enquete nova!!!! O próximo encontro deles será no hospital, e a Bella... A) Perderá a fala ao vê - lo. B) Brigará novamente com ele. C) Receberá um beijo quente e molhado. Não deixem de conferir também meu "Viking delícia." ok!!! https://fanfiction.com.br/historia/696411/Coracao_Selvagem/ Já conhecem meu grupo no face "O lado B das FICS da Nia"? então corram!!! Tem tudo sobre as minhas fics. Como enquetes, promoções, dia de postagens, curiosidades, material exclusivo, Spoilers e muito mais!!!! BJS!!!