Romance no Texas
4 Beijo ardente
Notas iniciais
Povs Bella...
Sim... O homem que me carregava no meio da chuva era mesmo lindo e... Aos poucos minha mente foi clareando, e me dei conta do acidente e do homem atraente e desconhecido que me tinha em seus braços. Deus... Era nova na cidade, não conhecia ninguém. E se na verdade não estivesse tentando me salvar e sim me fazer mal? Tentei me afastar, porém, não deixou me pareceu um homem machista, dominador, entretanto tão viril... Mas, o que estou dizendo? Ainda por cima disse que era teimosa e merecia beijos. Estava louca pra retrucar, no entanto desmaiei.
Quando acordei novamente estava numa cama, o ambiente em volta era frio e cheirava a álcool, sim, estava num quarto de hospital, a cabeça e o corpo doíam, mas aparentemente, não tinha quebrado nada. E de repente veio na mente a imagem do homem que salvou minha vida. Será que ele existiu mesmo ou imaginei tudo? Uma enfermeira entrou pela porta em seguida, abrindo um sorriso.
– Olá, que bom que acordou. Lamento pelo acidente, teve sorte de não quebrar nada. E teve sorte também de ser salva por Edward Cullen. Não há homem mais bonito, rico e honesto do que ele na cidade.
Meu coração perdeu uma batida. Então, foi verdade, ele me salvou mesmo e o julguei tão mal.
– Então, o conhece?
– E quem não o conhece por aqui? É um grande fazendeiro, tem mais gado e terra que se pode contar e vê como é bonito. Pena, que ele nunca se interessou por mim, mas as mulheres por aqui morrem por ele.
Se até eu que estava acidentada reparei nele, imagina as outras. Ele não era um homem fácil de esquecer, ainda que fosse bem irritante e teimoso. Me aborreci em minutos com ele o que não me aborreci em uma vida com Mike.
– Ele ficou muito tempo aqui, e só foi embora depois que teve certeza que estava bem. Me pergunto o porquê de tanto interesse, nunca a vi antes na cidade. É nova por aqui?
Oh deus... Havia esquecido que a desvantagem da cidade pequena era o fato de todo mundo querer saber da sua vida.
– Na verdade sou sim, cheguei a menos de um dia e veja o que aconteceu.
Ela sorriu.
– Não se preucupe, teve apenas algumas luxações. Daqui a pouco Doutor Harry virá lhe dar alta.
A mulher era falante e um pouco indiscreta, porém, gostei dela.
– Eu agradeço.
– Não precisa. Quando melhorar e quiser conversar... Eu faço um ótimo chá.
– Eu aceito, sim. E me chamo, Bella Swan.
– Sou Heidi. E... Boa sorte com o "cowboy gostosão."
Fiquei rubra com suas palavras e ela sorriu antes de sair. O que ela quer dizer com isso? O homem parecia uma lenda por aqui. Mas, não estou impressionada... Ou estava? Edward Cullen... Esse era seu nome. Tenho que procurá — lo e lhe agradecer pelo que fez por mim, isso sim. E como é conhecido longo o encontrarei. Será que devia ligar pra Ângela e contar o que houve? Não... Ela ia se preucupar a toa, quando melhorar eu ligo e falo.
Eu não deveria está tão impressionada com o tal cowboy, afinal fui casada, perdi meu marido há apenas seis meses, e ele era um homem bom, justo, fiel e... E de repente tudo que me veio a mente foi o sorriso, a voz rouca e grave, os olhos, a boca de Edward Cullen. Seus braços fortes, seu cheiro. Mike não era tão forte assim, nem tão másculo ou cheiroso ou... Chega! Eu não posso mesmo estar comparando meu marido com um homem que mal conheço. Isso é loucura!
E agradeci quando o doutor Harry entrou em seguida pra me examinar. Ele já tinha uma idade avançada no entanto, era muito ativo e simpático.
– Quero que se sente, sim. Vou apenas fazer uns exames simples pra saber se já posso liberá — la. Bateu um pouco a cabeça mais não foi nada grave. Vai precisar apenas de uma pomada pras luxaçoes, ok!
Ele tirou uma pequena lanterna do bolso.
– Olhe na direção da luz.
Fiz o que mandou.
– Sente alguma tontura ou enjoo?
– Não.
– Ótimo. Então poderei lhe libertar. Caso sinta algo pode voltar aqui comigo, está bem?
– Sim, obrigada, Doutor.
– Vou providenciar seus papéis da alta agora mesmo. Já pode levantar e se vestir.
Assim que ele saiu tirei a camisola e botei a roupa que estava na hora do acidente. Quando a porta se abriu novamente, achei que se tratava do médico ou da enfermeira e não do próprio Edward Cullen. Ele havia entrado e carregava um grande buquê de rosas. Usava uma calça jeans justa que realçava os músculos de suas coxas, e uma camisa xadrez, botas lustrosas, um chapéu e sorriu amplamente pra mim, com uma fileira de dentes brancos e perfeitos. Minhas pernas chegaram a tremer, e minha boca secou.
– Fico feliz que tenha recebido alta. Se lembra de mim, não é? Fui eu que a tirei do seu carro depois do acidente e a trouxe pra cá.
Ele perguntou com certa ansiedade.
– Eu... É claro que lembro sim, obrigada. Lamento a forma como me comportem antes. É que... Cheguei a pouco tempo, não conheço ninguém por aqui.
– Está tudo bem. trouxe pra você, espero que goste de rosas.
Peguei o arranjo de suas mãos.
– Bom, obrigada. Realmente não precisava.
– A propósito, sou Edward Cullen.
– Já me falaram do famoso fazendeiro.
Ele pareceu desconcertado.
– Não é pra tanto.
– Sou Isabella Swan. Mas, todos me chamam de Bella.
Quando peguei em sua mão tão maior, e calosa que a minha senti um arrepio quente correr pela minha pele, me senti tensa, ansiosa. Ele era tão viril que fiquei tímida, e meu rosto avermelhou. Estava agindo como uma adolescente virgem, e isso não era faz tempo. Ainda que não quisesse, afastei minha mão em seguida.
– Soube que ninguém veio lhe visitar, presumir que estivesse sozinha. Então mandei que rebocasse seu carro e o levasse pra oficina.
Havia esquecido como ele conseguia me irritar. Sempre fiz tudo sozinha em casa. Que absurdo!
– Quem lhe deu o direito de fazer isso?
– Como?
– De fazer isso sem me consultar.
– Só quis ajudar.
– Não, me diga. Imagino que nessa cidade pequena qualquer mulher admiraria seu gesto, mas eu não. Gosto de fazer minhas coisas sozinhas.
Achei que fosse se irritar como eu, porém, apenas sorriu.
– Hum... Pelo visto adora brigar comigo, não é? Sou um homem antiquado, acho que o trabalho duro cabe ao homem.
– Então é o machista que imaginei.
E lembrei que Mike nunca fez algo assim como cuidar do meu carro, ou da casa, ou lavar ao menos um copo. E pensei que as vezes fazia falta sim uma ajuda dessas.
– Desculpe de novo... Esse acidente mexeu comigo.
– Posso ver que sim, acho que uma mulher, Bella. É como essas flores que eu trouxe. Frágeis, delicadas... Mulher gosta de atenção de ser... cuidada. Não acha?
Ele se aproximou tirando as flores, de minha mão e a colocou na cama junto com seu chapéu. Meu coração batia tanto que me faltou o ar, e quando se aproximou me puxando contra ele dei um suspiro trêmulo.
– Edward... Eu...
No minuto seguinte sua boca pousou sobre a minha de maneira intensa, possessiva, devoradora. Minha cabeça ficou confusa e gemi em abandono quando sua mão acariciou minha cintura e bumbum.
Continua...
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