Romance Mortal
12 Jogo perigoso - Parte 2
Notas iniciais
Quinta-feira, 11/11/10 19:19 P.M. horário de Washington, em algum lugar do pentágono
A jovem de cabelos rosados apenas de desligou seu celular jogando-o em qualquer lugar sobre a mesa de vidro enquanto os homens ali presentes apenas a observavam em um misto de curiosidade e temor devido a expressão furiosa que tomou-lhe a face.
Trincou os dentes percebendo os olhares sobre si. A jovem apenas suspirou devagar deixando sua expressão concentrar-se no que estava a fazer naquele momento.
– S-Senhora Von Crimson? – indagou hesitante um rapaz jovem ao qual a mulher havia mandado-o buscar uma xícara de café para si momentos atrás.
A Von Crimson apenas pegou seu café das mãos tremulas do rapaz e logo dispensou o jovem já dando um gole em sua bebida.
– Chefe a s-senhora viu os r-relatorios...? – perguntou o homem fazendo a mulher erguer o olhar para encontrar o dele.
O rapaz de cabelos cor de vinho, assim como seus olhos, engoliu em seco enquanto sua superior mantinha o olhar sobre si.
Dio não podia negar que ele era durão, mas também não podia negar que aquela mulher podia fazer qualquer homem se ajoelhar a seus pés. Isso era devido não há apenas a grande beleza que a mesma possuía, mas também essa mesma mulher havia passado por um treinamento mais que rígido, alem de que ela possuía varias medalhas em artes marciais diversas.
– Eu passei o olho por alguns deles – murmurou-a com a xícara ainda próxima aos lábios. – E não gostei nem um pouco do que vi – disse por fim depositando a xícara juntamente com o pires sobre a mesa.
A mulher passou o olhar por todos parando por fim sobre uma mulher que suava frio enquanto tentava ao maximo não olhar para a Von Crimson.
– Anita Yoong – chamou à rosada fazendo com que a mulher assustada apavorasse-se ainda mais. Rey apenas abriu uma das pastas a sua frente enquanto passava o olhar sobre a foto da jovem cuja era a ‘protegida’ da tal Anita. – Lire Eruel.... hmm....
Rey apenas ergueu a sobrancelha já lembrando de que aquela missão a qual fora passada para a loira, também havia sido passada para outros três agentes, sendo um deles da C.I.A.
Uma veia pulsou na testa da mulher enquanto lia que, nenhum dos quatro agentes sabia que seriam mandados para a mesma missão.
A Von Crimson respirou profundamente.
– Dio, Elena, Anita e Alan permaneçam sentados. O resto esta dispensado até a próxima reunião que será segunda as seis da manha. Atrasem-se um segundo e... – a jovem silenciou-se levando a xícara aos lábios deixando a ameaça fluir pelas mentes de seus ‘serviçais’.
Os oito agentes ergueram-se bruscamente, bateram continência e saíram rapidamente, alguns poucos desejando boa sorte, ou boa morte, para os que tiveram de ficar na sala.
Rey Von Crimson voltou a devolver a xícara sobre a mesa elevando novamente seu olhar para encontrar os quatro pares de olhos amedrontados.
O silencio prevaleceu. Quanto mais os segundos se passavam, mais nervosos os quatro se mantinham enquanto a Von Crimson apenas analisava-os.
– C-Chefe...? – chamou o homem de cabelos loiros engolindo em seco logo em seguida.
– No meu setor há apenas os melhores e mais inteligentes agentes que são supervisionados pelos melhores dos melhores... – começou a superior. – Eu sei que vocês quatro são extremamente competentes e também sei que dois, dos quatro, estavam envolvidos nas investigações sobre o atentado de onze de setembro...
Alan e Elena apenas abriram pequenos sorrisos perante o quase elogio de sua superior.
– Não foi um elogio – anunciou-a rude fazendo com que os sorrisos dos mesmos sumissem na mesma hora. A mulher apenas ergueu-se de seu lugar dando as costas para os quatro agentes, ainda sentados, e caminhou em direção a grande janela da sala de reuniões. Passou-se alguns segundos e logo a mulher virou-se encarando friamente o grupo. – Como vocês quatro foram tão incompetentes a ponto de mandar quatro dos melhores agentes em uma mesma missão e se quer tiveram a genialidade de dizer a eles que estavam na mesma missão!?
As bochechas da rosada estavam vermelhas de raiva enquanto os quatro presentes mantinham-se estáticos.
– C-Chefe n-nós pensam-mos que.... – começou Elena, mas calou-se rapidamente.
– Não, vocês não pensaram já que agora temos dois agentes mortos e a que esta desaparecida provavelmente também foi morta – berrou-a – o único que saiu vivo não fez porra nenhuma. Ou ele é um incompetente, ou ele é um traidor – proclamou-a por fim.
Quinta-feira, 11/11/10 19:59 P.M. horário de Washington, sala do agente especial Dio
– Agora mesmo! – gritou Dio ao telefone desligando o aparelho logo em seguida.
O homem suspirou relaxando em sua poltrona enquanto a frustração desviava seus pensamentos direcionando todos para sua superior.
A mulher tornava-se cada vez mais tentadora para aquele homem que ficava louco apenas por estar no mesmo cômodo que ela.
Dio apenas abaixou a cabeça agarrando fortemente os cabelos em uma tentativa falha de fazer a dor fazer-lhe esquecer-se de sua superior.
Ele sabia que não possuía a mínima chance para com ela. Afinal ela era durona, mandona possuía um belo corpo com seios fartos, cintura modelada, coxas grossas e aquelas pernas longas....
– Eu to ficando louco – murmurou-o para si deixando a cabeça pender para trás deixando que seus pensamentos fossem tomados por....
– Senhor Dio – chamou a rosada adentrando na sala do agente e logo o encontrando sentado em sua poltrona apoiando a cabeça na mesma. Notando que o homem não mudava de posição a mulher pigarreou logo chamando a atenção do rapaz que ao notar a presença de sua superiora, a mulher ao qual estava pensando naquele momento, encontrou-se mais que surpreendido.
– C-Chefe...? – indagou-o assustado erguendo-se bruscamente.
– Sente-se — ordenou-a. — Tenho um trabalho para seu agente – disse-a logo jogando seus cabelos para o lado e sentando-se na cadeira frente à mesa do homem.
A mulher cruzou as pernas o que proporcionou a Dio uma visão perfeita das coxas grossas de sua superiora. O ruivo travou o maxilar tentando não manter os olhos fixos nas pernas da mulher.
O homem apenas mantinha-se nervoso tentando ao máximo não olhar para onde, na verdade, queria. Dio ergueu o olhar para Rey logo deparando-se com a mesma apenas abrindo dois botões de sua roupa o que proporcionou em um grande decote que chegava a mostrar parte de seu sutiã negro.
O homem engoliu em seco enquanto suas mãos suavam mais que o normal.
– Mas que droga ela ta fazendo? – gritou-o em pensamento.
– Dio – chamou-a com firmeza – mande Lass para a casa branca, o serviço dele hoje a noite será fazer ronda lá. Ele terá de recuperar o recente fracasso – disse-a por fim erguendo-se e colocando uma pasta amarelada frente ao homem.
O movimento da mulher fez com que o nervosismo do rapaz tornasse-se por deveras maior enquanto a visão que o rapaz possuía do decote tornava-se perigosa para si, já que ele segurava-se ao máximo para não agarrá-la naquele momento e a fazer sua ali mesmo.
O ruivo engoliu em seco por mais uma vez afrouxando sua gravata enquanto sentia cada vez mais a atração por Rey tornar-se maior.
– Sabe... – murmurou-a percebendo onde o olhar do rapaz se mantinha fixo. Rey apenas ergueu uma de suas pernas apoiando-a sobre a mesa de vidro o que fez a saia subir um pouco mais. – Eu estava pensando... – continuou-a apoiando uma das mãos sobre a posta que a pouco colocara frente ao rapaz enquanto a outra mão deslizava sobre a mão de Dio. – Que talvez possamos sair para jantar algum dia...
O homem engoliu em seco devido ao nervosismo.
– P-Pode s-s-ser am-manha s-se a s-senhor-ra não e-estiv-ver ocup-pada – gaguejou-o tremendo.
A mulher sorriu sedutoramente erguendo-se e dando a volta na mesa. Assim que encontrou-se ao lado do ruivo a rosada apenas virou a cadeira do mesmo fazendo-o ficar de frente para si.
– Podemos ir no La luna d’amoredizem que a comida lá é ótima – murmurou-a deslizando os dedos devagar pela perna do rapaz logo chegando ao cinto e abrindo o mesmo.
Dio mantinha-se petrificado sobre a cadeira não tendo reação para aquela situação, afinal nunca cogitara a possibilidade de isso lhe acontecer, ou melhor, já imaginara aquele acontecimento, mas nunca cogitou que viesse a acontecer, ainda mais com Rey Von Crimson, o anjo da morte, como muitos a conheciam.
Ela apenas sentou-se sobre o colo do ruivo sentindo um volume assim que se encontrou sobre as pernas do homem.
Sorriu satisfeita pelo efeito que possuía sobre Dio. Lambeu o lábio superior cruzando as pernas e puxando a mão do rapaz para que ficasse sobre a coxa da rosada deslizando cada vez mais para dentro da saia.
– Amanha as oito? – indagou-a em um sussurro sedutor ao ouvido do ruivo.
– S-S-Sim – murmurou-o nervoso.
– Espero que esteja preparado para nosso divertimento pós jantar – disse-a por fim deslizando a mão para dentro da calça do homem fazendo-o arregalar os olhos.
Quinta-feira, 11/11/10 23:45 P.M. horário de Washington, em algum lugar nos arredores da casa branca
– Deixo ele a seu critério – murmurou a azulada ajeitando a luva em sua mão para logo tomar uma pistola em mãos.
– Não se preocupe ele ficara ocupado por bastante tempo – respondeu Lupus com um sorriso arrogante. No fim acabara por juntar-se a azulada, afinal a jovem possuía meios bastante ‘eficazes’, alem de que também cessaria o debito que o rapaz possuía com a Yakusa. – Mas antes... – o rapaz puxou Mari pela mão e antes mesmo que esta pudesse dizer algo, ele tomou-lhe os lábios cuja retribuiu ao beijo com a mesma intensidade.
Após alguns segundos o casal se afastou e logo a azulada partiu para longe levando sua arma com o silenciador.
*
Os passos da jovem sequer faziam som enquanto esta avançava pelos corredores atirando em qualquer um que lhe atravessasse o caminho.
Após alguns segundos a garota encontrava-se frente à tão famosa sala oval, onde o presidente dos estados unidos deveria residir a aquele horário e que, naquele momento exato, deveria estar saindo dali para ir a seus aposentos.
Assim que um dos guardas do presidente abriu a porta para dar passagem ao homem mais importante da América, a azulada atirou fazendo-o cair sem reação. Logo apareceu outro guarda costas e a jovem não hesitou em atirar neste também.
Mari avançou através da porta deparando-se com o homem de terno, pouco desarrumado, ainda sentado sobre sua poltrona enquanto observava seriamente a menina adentrar em sua sala.
– Veio para me matar? – indagou-o arrancando um sorriso da azulada.
A garota apenas caminhou em direção a mesa e sentou-se na cadeira que havia frente a esta, pouco se importando se a porta atrás de si estava aberta.
– Na verdade eu vim só para conversar – murmurou-a esticando os braços e soltando um bocejo. – É meio impossível ligar para você pata marcarmos de nos encontrar as sós e é mais impossível ainda marcar um horário aqui sabe – disse-a encarando-o fixamente.
O homem apenas cerrou os olhos para a jovem cuja apenas mostrava-se indiferente.
– Sabe Senhor Presidente – começou-a observando o céu através da grande janela que havia por detrás da poltrona do homem – não possuo duvida alguma sobre o seu governo, mas tenho certeza que há falhas nele as quais o senhor não corrigiu...
– E quais seriam minha jovem? – indagou o homem tentando não fazer o mínimo movimento enquanto levava lentamente sua mão ao botão que havia em baixo de sua mesa a fim de chamar a segurança.
– O F.B.I. e a C.I.A. formaram um tipo de ‘agencia’ especial a parte perante as ordens do presidente, ou seja, suas ordens. Eles não possuem líder, mas sim lideres e ao invés de esta organização ter sido criada em prol de proteger o senhor o único propósito dela é fazer com que os paises ricos e pobres declinem acabando por fazer os Estados Unidos à única potencia mundial. E isso resultaria em uma dependência permanente dos outros paises para com o nosso – informou a jovem fazendo o homem apenas erguer uma sobrancelha.
– Isso não existe. Essa organização não existe, afinal F.B.I. e C.I.A. são independentes, alem de quase concorrerem entre si – proclamou o homem. – E, afinal, como uma jovem como você tem conhecimento de tais informações?
– Hadunak Mu Onette, um dos mais procurados do mundo, e também meu pai, é um dos lideres dessa organização – disse-a fazendo o homem arregalar seus olhos perante aquela surpresa. Afinal nunca cogitara que aquele criminoso possuísse uma esposa, ou se quer uma filha.
– E o que quer aqui filha de Hadunak? – indagou o homem por mais uma vez voltando a sua postura seria enquanto apenas via a jovem rir.
– Estamos do mesmo lado da balança Senhor– informou-a. – Você quer meu pai morto e eu também, alem de também querer destruir aquela merda de organização.
– Não foi isso que quis saber – murmurou-o não desviando o olhar das orbes azuladas de Mari já que a mesma usou um liquido especial, ao qual ela mesma criara, para deixar seu olho vermelho cor de céu para encobrir a marca principal que todos tinham de si, seus olhos heterocromáticos. – Você vem aqui mata meus homens, diz coisas sem nexo como a existência de uma organização secreta que quer ‘dominar o mundo’ e acha mesmo que acredito nisso?
O riso que a azulada soltou foi baixo.
– Acredite no que quiser senhor, eu já fiz o que tinha de fazer – disse-a erguendo-se e se virando para ir direto a porta. – No final não importa muito você acreditar ou não. Eles existem e se descobrirem que o senhor sabe de algo, ou desconfia, bom você será morto só isso, nada de mais – informou-a por fim, mas antes que atravessasse a porta um tiro fora desferido contra si, o mesmo provinha do interior da sala onde se podia ver o presidente apontando uma pistola para a jovem.
Mari apenas virou-se jogando um olhar frio sobre o homem.
– Um tiro na perna? – riu-se a jovem. – Pensei que possuísse mira melhor senhor – sussurrou-a erguendo sua arma e apontando para a cabeça do homem.
Logo outro som de tiro cortou o ar enquanto a bala passou zunindo perto do ouvido do homem, agora, abismado.
– Eu já disse. Seu eu quisesse poderia te matar aqui e agora, mas por que fazer isso? Afinal se eu o matasse agora, qual teria sido o propósito de minha vinda aqui? – Afirmou-a logo continuando. — Escute bem senhor não fale com ninguém sobre o que lhe contei, muitos dos que estão próximos a você não são realmente quem parecem ser – informou-a. – Faça isso e garanto a sobrevivência de você, sua mulher e sua filha.
– Diga-me pelo menos o seu nome – pediu-o. Se fosse para manter a segurança de sua família ele faria o que fosse preciso, ate mesmo aliar-se a pessoas perigosas.
A azulada apenas virou-se de costas para o homem.
O murmuro da jovem quase não se fez presente pelo cômodo, mas ainda sim o homem não deixou de ouvir as palavras proferidas pela garota.
O homem apenas arregalou os olhos assustado enquanto sentia suor escorrer por sua testa. Talvez ele e sua família estivessem mesmo seguros, afinal, se aquela garota fosse mesmo quem diz ser, a mulher a qual todos temem. Ele estaria a salvo. Certo?
Notas finais
bjoss ;*
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