Romance Mortal

13 Jogo perigoso - Parte Final


Notas iniciais
boa leitura~

Quinta-feira, 12/11/10 00:59 A.M. horário de Washington, em algum lugar nos arredores da Casa Branca.

– Lupus... – chamou a azulada mais atrás do rapaz fazendo com que o mesmo apenas socasse o albino mandando o mesmo contra a parede próxima.

– Hm, peninha que não poderemos mais brincar querido irmão – debochou o rapaz de cabelos claros logo observando enquanto Lass colocava-se de pé com agilidade.

As orbes azuladas do albino logo varreram o local em busca de seu irmão, mas o mesmo já não se encontrava ali. No lugar do rapaz de cabelos claros encontrava-se uma garota de olhos azuis como o céu e cabelos de mesma cor. Tal jovem estava vestida completamente de preto e, apesar de esta estar armada, se quer usava um colete a prova de balas.

Lass franziu o cenho por alguns segundos notando a semelhança de sua azulada para com a que estava na sua frente naquele momento. Mas a garota que estava a sua frente não podia ser Mari, certo? Afinal o albino há havia deixado em sua casa que ficava por deveras longe deste lugar.

A jovem apenas permaneceu a observar o albino sendo que o mesmo devolvia o olhar com a mesma intensidade a qual recebia.

Lass não sabia como reagir. Era mais que evidente que deveria matá-la, mas ainda sim algo o impedia. No fundo ele sentia que não poderia fazer tal atrocidade... não com a mesma facilidade ao qual levou a morte vários outros homens.

A azulada apenas abriu um breve sorriso de canto notando a confusão do jovem à frente.

O olhar de ambos continuavam fixos um no outro, mas logo Lass viu a jovem erguer uma mão mostrando entre seus dedos nada mais que uma carta de baralho, mas não de um baralho qualquer.

E antes que o albino pudesse dizer algo a azulada apenas depositou um beijo ao canto da carta e logo jogou-a para o rapaz cujo pegou-a sem hesitação logo levando o olhar para ela notando de primeira a serpente que se fazia presente enroscada enquanto mostrava suas presas a uma possível ameaça enquanto atrás de si varias cores se misturavam esticando-se formando um arco-íris.

Assim que Lass levantou seu olhar à jovem não mais se encontrava ali.

– Tsc... – praguejou-o levando uma mão ao ombro em que foi baleado, mas logo voltando seu olhar para a carta em mãos. Virou a mesma em suas mãos logo percebendo os detalhes que se mostravam entre algumas espirais. De primeira o rapaz pode notar que tipo era aquela carta apenas pelo tamanho da mesma, mas agora possuía certeza absoluta de que a carta que este recebera pertencia a um tipo de tarô.

A testa do albino fincou-se logo quando notou sentir familiaridade para com a carta. Ele há havia visto m algum lugar, não a esta carta, mas uma muito parecida talvez pertencente ao mesmo baralho...

Cerrou os olhos percebendo que há alguns dias atrás viu uma carta do mesmo estilo sobre a mesa de seu chefe, junto a esta havia uma pasta com os detalhes sobre o criminoso, ou criminosa.

Assim que o albino escutou passos atrás de si tratou de esconder a carta no bolso interno de seu terno, talvez fosse melhor ninguém saber da existência dessa carta naquele momento.

Sexta-feira, 13/11/10 17:33 P.M. horário de Kyoto.

– Chefe – murmurou o rapaz assim que atendeu ao telefone.

O jovem ouviu atentamente as instruções ao qual sua ‘chefe’ lhe passava. O Albino apenas sorriu torto ele estava esperando ansioso para que começasse logo seu trabalho, afinal unira-se a pouco tempo a jovem azulada e ainda não havia feito mais do que pesquisa. Ele vive de ação como sempre gosta de dizer.

O sorriso do jovem alargou-se enquanto este colocava o celular em seu bolso e acelerava a moto ao máximo. Seu trabalho seria muito divertido. Ainda mais sendo que ele deveria matar, ou melhor, dizimar uma das organizações mais perigosas do Japão.

O albino lambeu o lábio superior não desfazendo o sorriso sádico que tomara seus lábios. Agora falta apenas um unir-se ao grupo.

Sábado, 14/11/10 13:58 P.M. horário de Washington.

A tarde mal havia começado aquele sábado e, ainda sem notar a pequena mudança climática que acontecia fora da residência do albino, o mesmo apenas encontrava-se sentado sobre o seu sofá perdido em pensamentos.

Por breves segundos voltou seu olhar para a carta que mantinha entre seus dedos. Não negava que estava intrigado com aquela garota. Mas também não podia negar a irritação, e ate algo mais, que se remexia dentro de seu ser ao pensar na jovem inimiga.

Suspirou.

Sempre tivera uma pequena duvida para com o seu chefe, e ainda mais com a superiora do mesmo, mas agora tinha extrema certeza de que a comandante e os oficiais escondiam algo. Algo grande. E sua desconfiança apenas fizera aumentar quando viu uma copia exata da carta que possuía entre os arquivos confidenciais de Dio.

Lass apenas sentia a curiosidade aumentar enquanto mantinha o olhar sobre a única peça de tarô. Sabia que aquela peça poderia ser a chave para um enigma por deveras interessante. Mas talvez não fosse apenas por isso que este ainda se mantinha intrigado perante o caso.

- Quem era aquela garota? – murmurou-o. – E o que meu irmão fazia com ela...? – voltou a sussurrar não notando a presença da ruiva no andar superior o encarando com um sorriso um tanto divertido.

Franziu a testa lembrando-se de que ontem quando invadira a sala da superiora do seu chefe — Rey Von Crimson — encontrou no computador particular da mesma, mais do que documentos de trabalho. Havia dezenas de arquivos codificados e o rapaz só não os abrira, pois vira o logon de um programa especial que impedia o envio de arquivos e a abertura de tais arquivos. A não ser que possuísse a digital chave.

O jovem largou a carta sobre a pequena mesa de centro logo virando-se e esticando o corpo sobre o sofá. Apoiou a cabeça sobre os próprios braços e ficou a fitar o teto. A ruiva não mais encontrava-se presente, a mesma partira para o próprio aposento segundos atrás.

Precisava de alguém... de um hacker, um especialista, mas tinha de ser um de confiança. Subitamente lembrou-se de sua azulada. Ela mexia muito em computadores e, quando estavam em Kyoto, a jovem havia contado para ele que era uma hacker de sistemas, mas apesar disso ela não o contara o motivo para ter ido a aquela cidade barulhenta, como o jovem gostava de dizer. Isso ainda era algo que intrigava Lass, mas agora a prioridade era saber a verdade por trás daquela carta.

Definitivamente ele teria de confiar, mesmo que um pouco, na menina que roubava-lhe algumas vezes seu sono.

Em um movimento rápido o albino retirara o celular do bolso encarara o aparelho por alguns segundos antes de ligar para a azulada.

Tocou por alguns instantes, mas logo o jovem fora atendido por um “alô” sonolento vindo da garota.

- Estava dormindo? – indagou-o já sabendo a resposta. Ouviu-se um praguejo do outro lado da linha antes de a azulada murmurar um “não estava treinando para morrer”. O jovem riu internamente perante a súbita comoção de Mari por ter sido acordada. – Agora falando serio, você pode me encontrar agora? – Outro praguejo fora dito, dessa vez mais alto, mas logo a menina concordou em ele ir a sua casa, afinal não estava nem um pouco a fim de sair. – Já estou indo então. – murmurou-o antes de desligar o aparelho.

Sentou-se no móvel logo voltando a encarar a carta de tarô sobre a mesinha. Puxou-a assim que ergueu-se e logo partiu para a porta de saída da própria casa.

Agora tudo dependia da resposta da jovem.

Conteve o sorriso torto que teimava em querer emoldurar-lhe a face.

Confiar nela seria dar um tiro no escuro. Mas em todo caso ele poderia matá-la e desaparecer sem deixar rastros. Afinal nada sobre o que ele estava fazendo poderia vazar ou seria seu fim.

Notas finais
nao eskeçam de comenta pf >.
bjoss ;*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.