Roleta Russa
3 Monster
Notas iniciais
T'Challa
Com curiosidade, observou sua mãe adentrar na biblioteca onde era guardado toda a história de Wakanda e seguir para uma sessão onde apenas os mais velhos tinham permissão de entrar.
Lá mexeu em um livro antigo, onde do meio dele tirou uma chave, indo até a última estante, que a senhora pediu que eles ajudassem a mover, sendo atendida pelos dois filhos.
— Onde essa porta vai dar? — Shuri sussurrou baixo ao ver sua mãe abrir a porta e entrar no lugar.
Não muito tempo depois, a rainha saiu de lá com o que parecia um livro antigo em mãos.
— Se seu pai estiver certo, aqui é onde está a história da sua convidada. — pensando alto ela folheia as páginas até voltar algumas e o mostrar o livro.
Lá dizia sobre com o objetivo de dar continuidade ao legado do Pantera Negra cada vez mais forte, os seus deuses à cada geração entregarem uma filha ou filho seu, agraciado com habilidades únicas referentes a quem fosse seu pai ou mãe, a fim de unir-se com aquele que fosse o rei ou rainha de Wakanda, para manter sempre em favor daqueles da linhagem original do primeiro Pantera Negra o posto de guardiões de seu povo.
Só que não entendia o porquê de não saber sobre aquilo ao ser ensinado sobre a história de sua gente. Daqueles ancestrais que o antecederam e que muito provavelmente deram origem a sua família.
— Então, ela é como uma prometida pra mim? — achou graça do que dizia no livro recebendo um olhar feio da sua mãe.
Será possível que nem mesmo uma piada podia fazer?
— Não. Ela é um possível problema.
— Não entendi, mãe. — Shuri lendo o livro a encara confusa.
— Alguém como ela pode fazer com que as outras tribos voltem a pensar que nós somos sempre favorecidos e se rebelem mais uma vez como já aconteceu. — explicando séria a rainha recebe acenos dos dois.
— E isso pode aumentar a divisão que já existe entre nós. — afirmou T'Challa fechando o livro.
— Me pergunto como pessoas desse tipo sumiram do nosso meio. — sua irmã pensa alto recebendo um olhar feio de sua mãe.
— O passado está no passado, mantenham a estrangeira longe dos líderes de outras tribos, ou mande-a para casa. — a rainha respondendo rápido pega o livro e o devolve ao seu lugar de origem.
Da última vez que o esconderam informações descobriu que seu pai matou seu próprio irmão e abandonou seu sobrinho a própria sorte. Anos mais tarde o garoto decidiu se voltar contra todos e destruir o resto do mundo, quase matando metade de seu povo no processo.
Só pra não ser pego de surpresa, preferiu esperar que ela colocasse a chave de volta no lugar, os acompanhasse até a entrada da casa e ao finalmente se distrair com os preparativos para um festival, T'Challa disfarçou e saiu das vistas de sua mãe, voltando para a biblioteca.
Lá deu de cara com um ancião que disse buscar receitas para um prato esquecido e logo que o viu sair foi direto até o livro onde ficava a chave, não encontrando nada lá.
— Não me diga que a chave sumiu...? — Shuri o pergunta em tom sarcástico.
— Não te digo, então.
— Fico feliz em saber que você também achou estranho nunca ouvir falar disso antes. — ela se escorou numa estante de livros entediada.
— Acha que meu pai fez algo para sumir com pessoas como a sua amiga? — o homem sem paciência joga o livro onde havia a chave numa mesa.
— Não tenho ideia, mas acredito que os anciãos saibam de alguma coisa e não querem abrir o jogo, como de costume...
Sem muita escolha, ambos saíram da biblioteca decididos a descobrir o que havia acontecido com o povo da convidada.
Sonya Grigorovich Komissarova
Em silêncio Sonya, caminhava ao lado de seu animal de estimação atraindo olhares por onde passava. A guerreira Okoye ignorando a atenção que recebiam, a ajudou a chegar até onde a doutora ficaria hospedada deixando-a sob os cuidados de Shuri.
A adolescente por sua vez a guiou em êxtase até onde desenvolvia suas criações e lá a mostrou tudo que já tinha feito.
— Adivinha qual o nome desses aqui? — mostra os equipamentos do Pantera Negra sorridente.
— Algo que seja uma sigla bem diferente? — Sonya sugerindo animada recebe um sinal positivo.
— Tênis!
Sim, ela sabia que eram tênis, mas como assim deu o nome de tênis a eles? Tantas outras formas de os nomear. O que ensinavam as crianças prodígios de hoje em dia?
Ela tinha que ter feito alguma sigla oculta. Era padrão de inventores fazer isso.
— Tá, mas isso é uma sigla pra quê? — Mimi analisou o item com cautela.
— Não é uma sigla. É só tênis mesmo. — Shuri insiste em sua ideia.
— Sabe que a melhor parte de criar essas coisas é dar nomes, certo...?
— A melhor parte de criar essas coisas é construir elas, foi o que você quis dizer. — a moça retrucando arqueia as sobrancelhas.
Aquela geração estava perdida.
— Não mesmo. — cruzou seus braços ao fazer uma careta.
Alheios a batalha por meio de contato visual sendo travada entre elas, a guerreira e o Pantera Negra entraram na sala rindo e conversando.
— Você precisa ver o que eu fiz na...! — começando a contar animado o herói para ao ver as duas em silêncio se encarando.
— Melhor voltarmos depois. — a mulher concluiu se virando pra saída.
— Okoye? Você trabalha com o Pantera Negra? — Sonya a chama forçando os dois a desistirem de sua saída furtiva.
— Bem... — a guerreira começou a tentar responder encarando Shuri atrás de uma boa saída.
— Deixa isso pra lá, Mimi. — a adolescente à arrasta para longe dos dois. — Já te mostrei como é extraído o vibranium? — muda de assunto pra os liberarem de darem mais explicações.
— Não, mas... — tentando se virar, Komissarova é impedida pela garota que a puxou com força pra longe do herói.
Só queria mesmo pedir um autógrafo. Talvez numa próxima? Isso se tivesse coragem de pedir um autógrafo.
— Melhor olharmos meu projeto e depois estudarmos geologia. — Mimi decidiu no começo da explicação.
Com seu notebook em mãos, o abriu e mostrou tudo o que tinha a respeito da estrutura que fariam.
— Isso é uma estrutura muito interessante. — Shuri observa os arquivos concentrada.
— De início pra um protótipo pensei em fazer com uma liga de aço mais leve, mas pra finalizar, creio que seria melhor... — Sonya começando a elucidar seu pensamento recebe um aceno.
— Usar aquilo que há em abundância por aqui? — a garota prodígio concluindo o seu pensamento a faz sorrir.
Era tão bom quando pessoas sensatas chegavam a um consenso.
— Seria bom, mas tudo que é de vibranium tem que ficar por aqui, sem exceções. — argumenta a princesa em tom cauteloso.
— E esse pode ficar. Após a apresentação, por conferência, uma vez que não vou me expor a terroristas, não pretendo ficar com meu projeto final. — Sonya comentando baixo recebe um olhar surpreso.
— Por que não?
— Pretendo criar um transporte do futuro, com o objetivo de substituir os tradicionais com uso de combustível, mas sei que não vai ser aceito. — conta a jovem que logo entendeu o motivo.
— Porque isso quebraria todos os poderosos a frente de companhias de transporte, creio eu.
Tentando não pensar muito no quanto a rejeição doeria no seu ego, a doutora assentiu e logo tratou de responder a questão que se formava na expressão de sua amiga.
— Vou concluir esse projeto em respeito ao meu contrato, mas pretendo criar projetos sociais aqui, na África.
— Parece legal. Sabe como vai manter eles? — Shuri pergunta curiosa.
Como agente da shield era muito bem remunerada, mantendo seu dinheiro muito bem guardado ainda sim, pegaria a herança de seus pais também e usaria pra manter o projeto ao menos até conseguir outros patrocinadores.
Só não aguentava mais pensar que outras crianças passassem aquilo pelo que passou.
Não lembrava muito de sua infância, mas lembrava da fome e sede constantes.
Quando sua mãe a vendeu para um desconhecido afirmou que Sonya iria ter uma vida boa e feliz. Com água e comida todos os dias.
A julgar pela maneira como ela pareceu feliz em à arrumar com a sua única peça de roupa sem muitas marcas do tempo, sempre preferiu acreditar que a pobre mulher foi iludida e realmente chegando a crer que sua linda garotinha estaria a salvo da vida miserável que vinham tendo, desde que se lembrava.
Naquela dia não sabia, mas Yawá, a pequena que a mãe abriu mão para dar uma vida melhor, entrou para as estatísticas do tráfico de pessoas.
— Será que seu irmão daria permissão para que eu traga só mais uma pessoa pra me auxiliar com o projeto? — pensando consigo mesma a mulher recebeu um olhar curioso em resposta.
— Se for você a pedir, com toda certeza. — dando ênfase ao "VOCÊ" a adolescente volta a analisar todo o projeto.
Estava em sua terra de origem. Poderia com a ajuda deles finalmente encontrar sua mãe e dizer que ela estava bem e podia cuidar de todos como deveria ter feito a muitos anos atrás.
— Posso te fazer uma pergunta? — Sonya sussurrando rabisca ansiosa em um caderno.
— Não posso dizer quem é o Pantera Negra. Sério. — a moça responde sem pensar muito.
— Não é isso...! Queria saber se há alguma maneira de me ajudar a conseguir localizar minha mãe? — soando receosa respira fundo.
Não estava pedindo nada de mais. Ela precisava saber se sua mãe biológica estava viva e se precisava de ajuda. Não é como se estivesse cometendo um crime.
Seus pais sempre a disseram ser melhor que Sonya não falasse mais com sua família de origem, de forma que não se magoaria, entretanto ela simplesmente não conseguia deixar para lá.
Amava a família que a acolheu, contudo não entendia o que levou sua mãe a lhe entregar tão facilmente a um desconhecido. Não quando ela sempre estava tão apegada a sua filha nas poucas lembranças que lhe restava de sua infância.
— Claro!
— Hora de se alimentarem, moças.— um tanto animado, T'Challa quebrou o silêncio que fazia na sala.
Agora agitado, o animal que deitava antes tranquilo no chão do cômodo, se colocou de pé e pareceu se espreguiçar a fazendo sorrir.
— Obrigada, amor. — a doutora fala sem pensar atraindo olhares dos dois irmãos. — Digo, sua alteza! — corrigindo tardiamente os fez rir. — Perdão, acho que ainda não me acostumei com a mudança de chefia. — explica por fim sentindo sua pele esquentar.
Obrigada Deuses por sua melanina a tornar quase impossível notar seu constrangimento.
E maldito fosse seu chefe, Samuel Diaz por ser sempre tão carinhoso a ponto de a acostumar a tratá-lo com apelidos fofos.
— Você chama seu chefe de amor? — um tanto perplexo o rei a questionando surpreso a faz pensar no que dizer.
Aquele olhar minucioso sobre si a deixava desconcertada de uma maneira que não entendia, mas que preferia manter alguma distância, pois da última vez que passou por algo como aquilo, acordou nua, largada num quarto de hotel com uma equipe inteira da SHIELD pronta para a matar achando que Sonya havia roubado as reservas de vibranium da organização e as dado para um louco que tentou começar uma guerra nuclear entre Wakanda e o resto do mundo.
A sorte daquele desgraçado era que T'Challa havia o matado antes, caso contrário ela teria o feito de maneira cruel e bem lenta.
— Foram anos com a mesma equipe. Até mesmo dormir no laboratório nós dormíamos! Os conheço melhor que a mim mesma. — responde esbarrando na mesa que não lembrava de estar ali.
O que estava acontecendo consigo....?
— Está tudo bem? — Shuri estende a mão para ela que se assusta com o irmão dela a afastando.
Claro, pois ele também sabia da condição dela e a achava uma bomba relógio. Assim como todos que sabiam de seu segredo pensavam. Teria alguma chance do Rei de Wakanda ter decidido por vontade própria a levar para lá ou será que sua irmã o convenceu de alguma forma?
— Não vou machucá-la. — disse simplesmente o lançando seu olhar mais sério.
Sentindo sua mudança de humor, Oxossi se colocou em modo de atenção e Sonya foi até ele a fim de manter maior distância.
— Não me leve a mal... — T'Challa sem jeito consegue falar constrangido.
— Ela vai levar sim, porque você foi um grande imbecil! — a princesa se fazendo presente na conversa tenta se livrar do aperto dele.
— A leve primeiro. Vou ficar algum tempo por aqui. — Komissarova desistiu de sair de sentando ao lado de seu animal
— Mimi... — Shuri tenta falar com notável tristeza.
— Não se preocupe. Sempre posso caçar alguma coisa com meu parceiro aqui, certo gatinho? — chamando a atenção de seu animal, que parecia irritado com a presença do Rei, o fez deitar ao seus pés.
— Você caça? — Shuri pareceu se animar sorrindo.
— Que tipo de predador eu seria se não o fizesse? Vá jantar. Depois lhe conto algumas coisas. — Sonya encerra o clima ruim gesticulando para moça ir embora.
Menos irritada, a adolescente seguiu seu irmão e a deixou sozinha na sala que mais parecia um hospital de tão clara e higienizada.
Agora na forma de um filhote, Oxossi se deita no colo da doutora que revisava alguns cálculos sozinha.
Estava acostumada a ouvir vozes, de forma que não conseguia se concentrar no silêncio, decidindo assim colocar algumas músicas para tocar em seus fones apenas para terminar de revisar os cálculos.
Entediado, seu animal caminhou pela mesa derrubando alguns papéis, antes de derrubar o notebook de Sonya, num sinal claro de tédio.
— Mais que merda, Oxossi! O que você quer? — em tom de repreensão, Komissarova se coloca de pé irritada.
Sem dizer nada, ele pulou da mesa para o chão, voltando a seu tamanho normal, de maneira que conseguiu morder o notebook e brincar com ele antes de jogá-lo na saída do lugar.
Bem, ele só podia querer dar uma volta. Por que não simplesmente parar na saída? Teria a feito entender sem precisar causar tanto estrago...
Ciente que não daria certo andar por aí com seu jaleco e calculadoras científicas, optou por deixar o mesmo numa cadeira e tirar seus saltos, saindo descalça atrás de seu animal de estimação.
Não tinha ideia do quanto andou, mas quando finalmente escutou som de água se animou da mesma maneira que a pantera ao seu lado.
— Se nos perdemos vou te deixar um mês na casinha. — ameaça o animal que parece se encolher um pouco antes de pular na cachoeira.
Decidida a relaxar, o acompanhou, entrando de vestido mesmo, uma vez que o mesmo era de um pano leve e durante a caminhada de volta com toda certeza secaria.
— Você é um péssimo guia, mas pelo menos serve pra arrumar água. — comentando divertida continuou a nadar com ele que parecia um filhote na água.
Se para a doutora estar na natureza era uma benção divina, para aquele animal deveria ser um paraíso.
Algum tempo depois de sua chegada, sentiu seu animal se agitar na superfície e subiu para ver o que tirava a tranquilidade dele. Dando de cara com Pantera Negra, Okoye e duas outras mulheres com suas lanças apontadas para Oxossi.
— Doutora? — voltando a sua posição relaxada o herói a reconheceu emergindo das águas.
— Podem abaixar isso? — pediu ao caminhar na direção dos outros presentes.
— Como vieram parar aqui? — Okoye estreitando os olhos encara ela e sua pantera.
— Oxossi que me trouxe aqui. Eu juro. — Sonya brinca com sua mão direita levantada.
— Ele também a obrigou a entrar na água, imagino? — ao cruzar seus braços sobre o peito o herói tentou parecer sério, apesar da diversão em seu tom.
— É. Exatamente. — Komissarova concorda com o que ele diz sorrindo abertamente.
— Chega de sequestros por hoje, amigo. A doutora e você vem conosco. — usando seu tom sério o Pantera Negra chama os dois para margem.
Com um pano num dos ombros, que imaginou ser ideia da princesa, ele a segurou para ajudar a sair da água e deu o item, que a mulher usou pra se secar.
— Se divertiu bastante? — resmungando com seu parceiro de travessura, Sonya recebe um som baixo em resposta dele.
Só de pensar em como o secaria se sentia cansada. Aquilo daria um enorme trabalho.
— As guerreiras eram mesmo necessárias? — decidindo por fim ao silêncio do trajeto, a doutora recebe um sinal positivo.
— A sala parecia estava bagunçada, seu notebook tinha marcas de um animal furioso, logo achamos que...
— Que eu tivesse perdido o controle e virado um animal selvagem? — concluiu o pensamento do herói que apenas acenou novamente.
— Ficamos preocupados. — Okoye intervém na conversa em tom sério.
— Minhas transformações precisam de certos fatores para ocorrerem. — limita-se a dizer calma. — E aqui esses fatores nunca vão acontecer. — encerra o assunto apressando suas passadas juntamente com Oxossi, que parecia finalmente saber de onde veio.
Animais deveria ter um gps próprio que os faziam andar com calma e sem se perder pela natureza, coisa que aquela pantera negra sem vergonha não possuía.
— Agora sabe onde está, né? — Sonya repreendendo o animal recebe um rosnado baixo.
"Não me culpe por estarmos perdidos. Nunca disse que sabia voltar" — Foi o que ele quis dizer com aquele som.
Pelo menos conseguiu fazer uma caminhada agradável com o famoso Pantera Negra. Mesmo que fosse como uma criminosa por ter saído sem avisar a ninguém.
— Sim, nós a achamos. — escutou o herói falar em tom baixo.
Provavelmente Shuri estava do outro lado exigindo informações sobre seu estado de saúde, preocupada com ela.
— Posso lhe pedir um favor? — Komissarova encara o homem que pareceu desligar a comunicação.
— Diga.
— Avise ao seu rei que se ele achar muito perigoso para Shuri me auxiliar, tenho um estagiário que posso usar pra servir como ponte segura até a irmã dele...
— Qual o nome dele? — Pantera Negra a questiona em tom sério.
Não havia nenhum traço do homem divertido que ele mostrou antes. Apenas um herói sério que parecia interessado na distância dela da princesa, assim como o irmão dela, Rei de Wakanda.
— Peter Parker.
O rapaz apesar de novo, na idade de Shuri, a auxiliou durante o projeto e participou ativamente de todas as partes do projeto, de maneira que sabia tudo do primeiro teste falho, até a montagem final, quando tudo funcionou perfeitamente.
Ele poderia trabalhar durante o dia com Shuri e a noite, ela continuaria sozinha com tudo, até que no dia seguinte os dois jovens assumissem novamente. Isso seria o que faria dali por diante.
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