Notas iniciais
Devido um erro o capitulo fora publicado sem estar completo. Agora esta certinho

SS: Minha preocupação agora é... será que o William aceita ir conosco? Ele não pode ficar aqui.

CE: Quem é William?

Catherine explicou para Conrad e o Xerife sobre o encontro com um Grissom completamente sem memoria e que agora atende pelo nome de William. Foi entendimento de todos que o ideal é que o mesmo vá com eles para Las Vegas por ser neste momento um alvo muito fácil nas mãos do casal do mal.

Xerife: Um avião os espera em 3 horas. Vou mandar coordenadas. Preparem-se.

A chamada caiu e um novo silêncio se instaurou no salão.

Catherine (suspirando): E lá vamos nós... de novo.

Nick: Só espero que tenha café no avião.

Enquanto a brisa suave da manhã balançava levemente as folhas ao redor da piscina, Sara caminhou com passos firmes, mas com o coração apertado. Encontrou a família reunida em uma mesa ao ar livre, cercada por risos e o aroma de café fresco. Beth tomava seu chá, Will contava algo engraçado para Day, que ria alto, enquanto Arthur brincava com cubinhos de montar ao lado da espreguiçadeira.

Ao se aproximar, todos olharam para ela e notaram o semblante mais sério.

Beth: Aconteceu alguma coisa, querida?

SS (com um suspiro contido): Sim. Aconteceu um atentado ao laboratório de Miami. Ninguém da equipe foi ferido, graças a Deus, mas a situação é crítica. Ecklie pediu reforço e quer que nossa equipe assuma parte da investigação. Estamos voltando para Las Vegas ainda hoje.

O clima leve se desfez num instante. Arthur, alheio, olhou para a mãe e sorriu, oferecendo um dos cubinhos.

SS (ajoelhando-se e abraçando o filho): Oi campeão. Vamos voltar para casa hoje, mas a vovó vai com a gente, tá?

Arthur: Papa?

Sara se levantou e olhou para William — ou melhor, para Grissom — que a observava com um misto de surpresa e instinto protetor.

Ela se aproximou dele com calma, a voz carregada de carinho e intenção:

SS: Preciso de você, Grissom. Sei que está tudo muito recente... mas gostaria que voltasse comigo para Las Vegas. Não só como meu marido, mas como o homem brilhante que sempre foi. Mesmo sem todas as memórias, o seu olhar investigativo, a sua calma... fazem falta. E talvez, lá, você consiga se reconectar com partes de si.

Ele abaixou o olhar por um instante, como se ponderasse as palavras dela em silêncio. Quando a encarou novamente, havia convicção em seus olhos — e algo mais. Um lampejo de reconhecimento, mesmo que tênue.

William/ Grissom: Sim, vou com você. Sei que será mais do que um passo... é um caminho de volta pra mim. Estou com você, Sara. Onde for.

Ela sorriu, emocionada, e segurou a mão dele com firmeza.

Will (brincando para aliviar o clima): Olha, se ele já está falando assim... é sinal de que o Grissom está voltando mesmo!

Day: Estaremos aqui esperando boas notícias. A gente torce daqui.

Sara e Grissom se afastaram, prontos para embarcar não apenas em uma nova missão... mas no resgate de suas memórias, de sua história e de um amor que resistia a tudo — até mesmo ao esquecimento.

Antes disso a perita foi a Universidade para pedir sua dispensa do corpo docente e Will ficou de assumir suas turmas.

Will: Provavelmente meu pai depois vá querer ir em Vegas visitar vocês.

SS: Vocês serão muito bem vindos. Deixarei com você nosso endereço e mais uma vez obrigada por tudo!

Will: Se cuidem e espero que Grissom recupere logo, logo a memoria dele.

Algumas horas depois a equipe chegava a terra dos cassinos. Pararam no Franks para fazerem um lanche e depois foram para suas casas descasarem para o plantão. Greg morava em um complexo de apartamentos perto do laboratório que fica a uns 15 min da casa da família Grissom. Eles aproveitaram e pararam num parque em frente da casa para poder Arthur brincar um pouco. Enquanto "William" brincava com o menino, Sara e Beth conversavam e a morena estava relatando a felicidade de poder ter o marido de volta, mesmo que ele não tenha recuperado a memoria ainda. Em determinado momento se ouve uma grande explosão e Sara percebe que a fumaça surge da área perto da casa de Greg.

SS: Griss essa fumaça é perto de onde Greg mora.

GG: Ligue para ele e veja se esta tudo bem.

Sara pegou o celular com mãos trêmulas e ligou imediatamente para Greg. O coração dela batia acelerado, enquanto o olhar seguia fixo na nuvem de fumaça que aumentava no horizonte, encobrindo parte do céu de Las Vegas com tons acinzentados e ameaçadores.

SS (no telefone): Vamos Greg, atende logo…

A ligação demorou alguns segundos que pareceram uma eternidade, até que finalmente ele atendeu, com a voz ofegante e um leve tom de pânico:

Greg: Sara?! Você viu isso? Havia um carro estacionado na minha vaga. Quando fui verificar o dono, o carro explodiu . Estou bem, mas tem algumas pessoas feridas aqui embaixo. O barulho foi ensurdecedor!

SS: Meu Deus, Greg! Estamos em frente de casa, vimos a fumaça. A equipe de emergência já foi acionada?

Greg: Sim, estão ligando para os bombeiros. Estou ajudando algumas pessoas. Não sei se foi um acidente ou... outra coisa.

Nesse momento, William/Grissom se aproximou de Sara segurando Arthur no colo e com expressão grave, claramente preocupado com o que ouviu da ligação.

GG: Foi acidental?

SS (olhando para o marido e cobrindo o microfone):

— Ele não sabe. Está ajudando os vizinhos. Ele está bem.

Sara voltou ao telefone:

SS: Greg, fique em segurança. Vamos até aí. Vou ligar para Brass!!

A morena partiu para o local já avisando aos colegas que prontamente chegaram ao local.

JB: Vamos buscar as imagens de câmeras do local para saber que estacionou aquele carro.

NS: O esquadrão anti bombas esta inspecionando tudo e assim que estiver liberado vamos rebocar o que sobrou do carro.

CW: Ecklei acha melhor que todos nós voltemos ao laboratório.

Enquanto a equipe se concentrava no trabalho, William/ Grissom foi ao Hospital Desert Palms para uma consulta.

— Bem Srº Grissom nós vamos fazer uma bateria de exames, mas de ante mão já vou pedir para você no seu dia a dia ter um consumo de uma dieta saudável com muitas frutas e legumes, realizar exercícios físicos e monitoramento do estresse. Fazer exercícios mentais e conversar com a família, sem forçar muito, para absorver as memorias.

GG: Vou fazer isso sim!

— Vamos então para os exames.

Enquanto ele realizava os exames um homem observava todo o processo. Logo o homem percebeu que o supervisor estava com amnesia.

— Srº Thompson acabei de ver o tal do Grissom aqui no hospital e pelo jeito ele está com amnesia.

JT: Opa! Quer dizer que Grissom está vivo e sem memória? Noticia maravilhosa que poderemos aproveitar. Estamos quase chegando em Las Vegas. Entro em contato assim que chegar.

Informante: Vou ficar de olho nele, chefe!

JT: Temos uma oportunidade. Grissom está vulnerável. Quero vigilância total não só sobre ele, mas na esposa também. Qualquer tentativa de recuperar a memória deve ser monitorada. Não interfiram ainda. Vamos observar... depois agimos.

O informante desligou o telefone e saiu discretamente pela lateral do hospital, tentando não chamar atenção. Enquanto isso, Grissom seguia com os exames de imagem e testes cognitivos, sendo acompanhado por uma enfermeira simpática que fazia perguntas simples para avaliar sua memória recente e capacidade de concentração.

— Qual é o seu nome completo?

GG (hesitante): Gilbert... Arthur Grissom.

— Onde estamos agora?

GG: Hospital... Desert Palms.

A enfermeira fez uma anotação e sorriu de forma encorajadora:

— Muito bem. Você está se saindo melhor do que muitos pacientes com casos similares. Há traços de recuperação lenta, mas consistente. Seu cérebro está tentando reconectar os pontos, senhor Grissom. Não desista.

GG (quase em um sussurro):

— Não vou. Tenho alguém esperando por mim...

Já com a equipe a tensão estava grande. Ainda não haviam conseguido pistas de quem havia causado a explosão no prédio de Greg. Horas depois, saindo de uma festa, o pai de Catherine, o magnata Sam Braun é alvo de um atentado e só não é fatal devido a ação rápida de seus seguranças, sendo que um deles reconheceu um dos homens.

SB: Cath tome cuidado! Um dos meus seguranças reconheceu como um dos atiradores um capanga da família Thompson.

CW: Você esta bem Sam?

SB: Sim, estou sim!!

CW: Sam, vou pedir para minha mãe e Lindsay ficar em hotel. Estou receosa de deixar elas em casa sozinhas.

SB: Deixe elas no Eclipse. Tenho certeza que nada vai acontecer com elas lá e se quiser levar algum de seus amigos você pode.

CW: Obrigada Sam!!!

A loira informou aos amigos sobre a proposta de Sam e Sara pediu para que a família dela ficasse por lá também.

Xerife: Com as família protegidas peço que vocês se cerquem por todos os lados para saber os tentáculos desta família.

JB: Estou indo com Catherine até o presidio para conversar com Enrico e ver o que conseguimos arrancar dele.

SS: Vou falar com Diana e ver o quão ela pode nos ajudar em relação aos pais dela.

As famílias dos CSIs já estavam instalados. Havia se passado dois dias dos atentados. William/Grissom estava terminando os exames quando um rapaz puxou assunto com ele afirmando que o conheceu quando estava tendo um caso com Diana Thompson.

William/ Grissom: Eu... traí a Sara?

— Pô cara ela é um mulherão, você não resistiu!!

William/Grissom ficou atordoado com a informação. O homem ainda disse que ele participou de festas da família da tal mulher e lhe mostrou fotos dele na tal festa. O plano de continuar alimentando com memorias confusas foi interrompido pela chegada de Sara no local.

SS: Oi amor!! Está pronto para ir?

O homem não respondeu. Estava ainda atordoado com a informação e só despertou ao sentir o toque de Sara em seu braço.

SS: Está tudo bem com você Gil?

William/ Grissom: Eu te traí Sara?

SS: O que você está falando? Você lembrou disso?

William/ Grissom: Então é verdade?

SS (respirando fundo, tentando manter a calma):

— Aconteceu sim… Mas você se arrependeu profundamente. Nós ficamos separados por um tempo, foi muito difícil… Mas você lutou para consertar o que tínhamos. E conseguiu.

William/ Grissom: (olhando nos olhos dela, ainda confuso):

— Mas... por quê? Por que eu faria isso com você?

SS (segurando sua mão com firmeza): Não sei, Gil. Acho que nem você soube explicar direito. Uma parte da traição ocorreu devido uma armação de uns inimigos nossos que já estão presos. Já resolvemos sobre essa questão de sua puladinha de cerca e espero que deixe esquecida na sua memoria. Relembre de outras coisas, não isso. Certo?

William/ Grissom: Sara...

SS: Gil, o homem que voltou pra mim depois disso foi o homem com quem casei. Você escolheu a gente, nossa família.

Ele abaixou o olhar, visivelmente abalado.

William/ Grissom: Eu me sinto sujo... como posso tentar te reconquistar se fiz isso com você?

SS (segurando seu rosto): Você já me reconquistou. E mesmo sem memória, cada gesto seu tem provado que aquele homem ainda está aqui. Eu te amo, Gil. Isso não muda. Mas... se isso for demais pra você agora, tudo bem. Eu só peço que não deixe esse momento definir quem você é.

William/ Grissom: Se você diz que esta tudo bem, então aceito. Eu só queria ser digno de você...

SS (com lágrimas nos olhos): Você é. Mesmo agora. E se você quiser, vamos reconstruir isso... juntos.

Os dois se beijaram e logo foram embora de mãos dadas. Essa cena fora observada pelo funcionário ligado ao casal do mal. Ele falava com Thompson ao telefone.

— Senhor, fiz o que pediu e alimentei a memoria dele com coisas ruins. Tenho feito direto para deixa-lo bem confuso.

JT: Certo, vou logo, logo para fazer uma visita ao meu ex genro.

No presidio Catherine e Brass conversaram com Enrico e este informou que o que sabia era de que o casal iria fazer ataques kamikases para desestabilizar a equipe, porém se souberem que Grissom está vivo, o alvo principal será ele.

CW: Brass temos que avisar Sara para dar uma atenção ao Griss. Seria ideal ter um policial a paisana o vigiando.

JB: Farei isso Cath.

Os dias passaram e tudo estava calmo, sem mais ocorrências contra a equipe. William/Grissom estava fazendo seu acompanhamento e com a convivência maior com sua família vinha tendo flash de memoria, mas ainda ressentido pela noticia de ter traído Sara, estava escondendo essa novidade. Após sair do hospital ele resolveu dar uma volta e foi quando parou em um parque.

— Não acredito em quem vejo aqui... Gilbert Grissom, meu querido ex genro.

Grissom o olhou assustado: Eu sou o que do senhor?

— Ex genro. Sou John Thompson, pai da Diana. Vocês estavam noivos, ela engravidou e...

GG: Engravidou?? Eu tenho outro filho?

JT: Filha. O nome dela é Estela, uma menina muito linda. Você sumiu homem de Deus.

GG: Sofri um acidente. Eu... eu ia casar com sua filha? Eu sou casado com a Sara, não poderia.

JT: Você disse que iria se separar de Sara, tinham até dado entrada nos papeis de divorcio. Depois consulte seu advogado para tirar a duvida.

Grissom ficou sem chão já que estava vendo que não havia sido uma traição qualquer. Resolveu que iria fazer isso mesmo e se despediu de John, mas antes...

GG: Você disse que sou pai de sua neta. Onde esta sua filha? Quero conhecer a bebê, saber um pouco sobre isso.

JT: Está em Boston, mas fique tranquilo que ela esta bem, casou de novo e o cara até assumiu a criança, fique tranquilo.

Grissom voltou para casa e foi direto para o escritório. Sentou-se à mesa do escritório com os papéis nas mãos, o coração acelerado. Ele analisava atentamente a papelada do divórcio com Sara — o carimbo do protocolo estava lá, mas sem assinatura final de nenhuma das partes. O processo tinha sido iniciado, mas nunca concluído.

GG (falando para si mesmo, confuso): Eu realmente ia terminar com a Sara? Não faz sentido… nada disso faz. Não consigo imaginar me afastando dela. E uma filha? Uma filha com outra mulher?

Ele apoiou a cabeça nas mãos. A confusão mental era intensa, mas algo dentro dele — mais forte que os flashes de memória — dizia que havia algo errado naquela história.

GG: Droga, torci para que fosse mentira. Preciso poder falar com alguém que me esclareça... já sei com quem vou falar.

De repente, ouviu a voz de Arthur vindo da sala:

Arthur (gritando): Mama!!

Grissom rapidamente guardou os papéis na gaveta e foi até a sala, ainda com a cabeça cheia de dúvidas. Sara entrou sorrindo.

SS: Oi, meu amor. Como foi o dia?

GG (tentando parecer natural): Tranquilo. Fui ao hospital e depois dei uma volta no parque.

SS (tirando os sapatos): Ótimo. O doutor disse alguma novidade?

GG (hesitante): Nada muito diferente… só reforçou que as memórias podem vir de forma fragmentada.

Ele então virou em direção ao bar. Precisava beber algo forte.

Sara se aproximou, o abraçou por trás e apoiou o rosto em suas costas.

SS: Estamos juntos, lembra? Quando lembrar de tudo, vai entender porque lutamos tanto.

Grissom fechou os olhos por um instante, sentindo o carinho dela — e ao mesmo tempo, a culpa corroendo seu peito. Ele queria contar sobre o encontro com John, sobre a suposta filha, sobre os papéis... mas tinha medo. Medo de perder tudo de novo. Medo de machucar Sara uma segunda vez.

Beth apareceu e pegou Arthur para dar uma volta.

SS: Vou tomar um banho e descansar um pouco. Aceito companhia...


Notas finais
Com quem será que ele falara?