Rivedere i capitoli della vita
39 Capitulo 39
Notas iniciais
O casal Thompson avançou com os ataques e no momento em que a equipe do noturno partia para uma diligencia, fora atacada e um intenso tiroteio se iniciou.
JB: Se protejam que estou pedindo reforços!!
CW: Anda logo com isso Brass!! Sofia me dá cobertura..
Na mudança de posição da loira ela quase é baleada, mas acaba sendo salva por um tiro certeiro de Sara em um dos homens.
Em outro ponto da cidade, Grissom vinha chegando no endereço de uma pessoa que ele ouviu nas conversas que teve com Sara. A esposa lhe contou que ela fez parte de sua vida e era sua grande confidente. Ao chegar na porta tem a surpresa dela ser aberta antes dele bater.
GG: Boa noite e desculpe pelo abuso!! Eu procuro por Heather Kessler!
HK: Sou eu Grissom!! Soube do seu retorno e de seu problema de perda de memoria. O que posso fazer por você?
GG: Eu ouvi que você era minha confidente, então queria saber se poderia me ajudar a esclarecer pontos desaparecidos da minha mente.
HK: Entre para podermos conversar melhor!!
Heather abriu caminho e Grissom entrou, ainda um pouco desconfiado. O ambiente era discreto, bem decorado, com tons sóbrios e um leve aroma de incenso no ar. A mulher o conduziu até a sala e ofereceu algo para beber.
HK: Vinho? Chá? Ou quer algo mais forte pra lidar com as dúvidas?
GG (sorrindo de lado): Chá está ótimo, obrigado. Preciso manter a cabeça clara.
Heather serviu os dois e sentou-se à frente dele, cruzando as pernas com elegância. Seu olhar era fixo, observador, como se estivesse tentando decifrá-lo — ou medir até onde poderia ir.
HK: Então... o que quer saber, Gil?
GG: Quero entender... por que ouvi que trai Sara com uma mulher chamada Diana Thompson? E por que alguém diria que eu ia me divorciar? Eu amo a Sara, disso eu tenho certeza.
HK (com um suspiro fingido de pesar): Gil, não é simples. Você e Sara passaram por momentos difíceis… muita pressão, rotina pesada, e... sim, houve um afastamento. Foi aí que Diana apareceu. Uma mulher sedutora, inteligente — e perigosa. Mas você não sabia disso no início.
Grissom a observava atentamente, absorvendo cada palavra.
GG: Eu disse a alguém que me separaria?
HK (evitando contato visual por um momento):
Na verdade quem pediu o divorcio foi Sara. Eu estive com vocês nos piores momentos, vi quando você se perdeu. Mas também vi quando se arrependeu.
GG (incomodado): E essa história de uma filha?
Heather estreitou os olhos, quase imperceptivelmente. Depois, falou com a calma ensaiada de quem já esperava a pergunta.
HK: Gil, teve um dia em que pessoas movidas por vingança haviam enviado um video para o laboratorio com imagens suas junto de Diana. Todos viram, incluindo Sara. Neste foi revelado sua traição e Diana a gravidez.
GG: Meu Deus!!
HK: Quem lhe contou isso?
GG: O pai de Diana!!
HK: Não acredite em John Thompson. Aquele homem é um manipulador nato. Está tentando usar a sua amnesia pra te confundir. Cuidado com John. E cuidado com quem finge ser sua aliada.
Grissom respirou fundo, ainda desconfiado, mas as palavras de Heather batiam com seu instinto.
GG: Será? Por que faria isso?
HK: (se inclinando levemente para frente): O porque eu não sei… agora você sempre confiou em mim. E no fundo, Grissom, eu sempre quis o seu bem — mesmo quando não parecia. Se eu puder te ajudar a reencontrar a verdade… eu vou.
Um silêncio tenso se instalou. Grissom se levantou, agradecendo.
GG: Obrigado por me receber. Ainda não sei o que é verdade e o que é invenção… mas preciso descobrir. Antes que cometam algum mal contra minha família.
Heather o acompanhou até a porta, e antes que ele saísse, lhe deu um forte e sincero abraço.
Enquanto os dois conversavam, o tiroteio não parava e os homens conseguiram chegar aonde estavam Sara e Warrick, sendo que a morena estava ferida na perna.
— Creio que você deve vir comigo e você parceiro?? É melhor ficar quietinho!!
Warrick não ficou e entrou em luta corporal com um dos homens, só que foi derrubado por outro.
A morena feita de refém foi a chave para a fuga do grupo.
NS: Parecia que eles tinham um batalhão aqui...merda...levaram a Sara.
SC: Vamos voltar ao laboratório e rastreá-los. Sidle está com o celular!
Em outro ponto...
Na mansão o abraço dos amigos foi interrompido pela chegada do casal Thompson com seus capangas.
MT: Eu pensei que precisaria usar Sara para te pegar Grissom, mas nem em meus maiores sonhos imaginei encontra-los juntos aqui.
JT: Seu marido saiu e você aproveitou para receber seu amante?? Que feio Heather!!
LH: Vai se ferrar Thompson!!! Grissom é meu amigo.
JT: Eu vou, mas depois que mandar vocês dois pro quinto dos infernos por terem ajudado a me ferrar. Vamos, levem eles!!
No laboratório a correria era intensa e com grande tensão. Vartan irrompe o local para anunciar que Heather e Grissom foram sequestrados pelos homens de Thompson.
CW: Como assim??
LV: Parece que quando o tal casal chegou na mansão, Grissom estava lá e ai mataram dois coelhos com uma cajadada só os levando juntos. A filhinha dela dormia no quarto e o marido chegou uns 10 minutos depois encontrando a porta arrombada. Ele soube do sequestro pelas câmeras e as imagens estão com Arth.
JB: Meus Deus do Céu!!
CE: Brass, equipe já estou sabendo dos sequestros. Alguma pista?
SC: Nossa esperança era rastrear o celular de Sara, mas o abandonaram no caminho. Estamos trabalhando nas câmeras de transito.
Xerife: Então de todas as mãos ao trabalho. O FBI estará nos ajudando nisso também.
Já no cativeiro Sara havia levado tapas de Madeleine para desespero de Grissom. A mulher havia feito o mesmo com Heather.
LH: Não sei porque você esta atacando Sara se ela nem estava aqui durante a operação que fizemos contra vocês.
MT: Ela atrapalhou minha filha de ter um marido decente.
SS: Errada sou eu por ser casada e a puta da sua filha querer meu marido?? Vai se f....
MT: Sidle você vai se arrepender de ter atrapalhado minha filha. Sabia que Lurie fugiu da cadeia e quer fazer uma festa com você??
Neste momento o homem entra no local, porém primeiro vai até Grissom e sem pronunciar uma palavra começa a agredi-lo.
SS: Não faz isso, deixa ele!!!
Lurie: Vou deixar sim, mas para isso você vai ter que ser minha e na frente dele.
SS: Nunca!!
A cena no cativeiro era sufocante, o ambiente carregado de crueldade e tensão. As luzes fracas tremeluziam, lançando sombras grotescas nas paredes, enquanto o som do grito de Grissom ecoava, cortando a alma de quem ouvia. Sara tentava se soltar inutilmente, as mãos presas com cordas que já marcavam sua pele.
SS (gritando):
— CHEGA!! VOCÊS SÃO MONSTROS!!!
Lurie (sádico):
— Ele vai morrer aos poucos, Sara. A menos que você colabore.
SS (ofegante, lágrimas nos olhos, encarando Grissom): Eu prefiro morrer com ele do que me deitar com você, seu psicopata!!
Madeleine (debochada): Viu? Nem com o marido sangrando essa mulher aprende…
LH (tentando se soltar): Vocês estão doentes! Isso vai voltar pra vocês! Vão apodrecer atrás das grades!
MT (fria): Não se preocupe, Heather. Sua hora vai chegar também.
Lurie, irritado por não conseguir quebrar Sara psicologicamente, caminha em direção a Grissom. O entomologista está com dificuldade para respirar, mas levanta o rosto com esforço e encara o agressor.
GG (fraco, mas firme): Se você... tocar nela... eu juro... que mesmo do inferno, eu volto pra acabar com você...
Lurie (sorrindo): Eu adoro um desafio.
Grissom recebe então uma onda de choque que faz as duas mulheres presas gritarem para parar.
LH: Vocês são definitivamente loucos!!
Lurie: Heather você melhor do que ninguém conhece esses conceitos de dor.
LH: Dor para o prazer não para tortura.
Lurie: Vocês não apreciaram meus métodos?? Uma pena. Bom, vou dar um tempo para você pensar Sara. Aceita ou não se entregar a mim?
SS: Nunca que vou me entregar a um monstro como você.
Lurie: É o que vamos ver, porém vou verificar esse ferimento na sua perna. Não quero que nada me atrapalhe.
O homem cuidou do ferimento na perna da morena e saiu os deixando sozinhos e presos.
O silêncio que se seguiu era pesado. O som da porta se fechando atrás de Lurie foi como um alívio momentâneo, ainda que o terror pairasse no ar.
Sara se virou na direção de Grissom, e mesmo com a dor em sua perna latejando, a preocupação com ele era maior. O rosto de Grissom estava pálido, suado, e ele mal conseguia sustentar a cabeça.
SS (com a voz embargada): Gil... olha pra mim. Por favor... só olha pra mim. Eles não vão vencer, tá me ouvindo? A gente vai sair daqui. Eu não vou deixar você... não de novo.
Grissom levantou lentamente o olhar. Havia dor ali — física e emocional — mas também havia amor.
GG (fraco): Desculpa... por te colocar nisso... se eu... se eu pudesse lembrar tudo... talvez eu conseguisse te proteger melhor.
SS: Você está me protegendo... só de estar vivo, você já me dá força. Isso aqui...
(Ela apontou com os olhos para o local em volta)
— ... não vai ser o fim. Vai ser só mais uma história nossa. E a gente vai rir disso... no nosso sofá... com o Arthur pulando no meio da gente.
Heather, de onde estava, sorriu fraco. Mesmo ferida, sentia-se tocada pela conexão que os dois ainda tinham.
LH (tentando animar):
— Se vocês dois vão rir disso, quero estar com um copo de vinho do meu lado assistindo. Porque, honestamente, isso aqui tá digno de filme de terror de baixo orçamento...
Sara deu uma risada abafada, e até Grissom deixou escapar um som leve, quase imperceptível. Mas era esperança. Eles ainda tinham isso.
SS: Heather como você está?
LH: Estou bem Sara!! Tomei umas três chicotadas daquela vaca. Grissom como você está?
GG: Estou.. es... estou bem... um pouco bem.
No laboratório as horas passavam e eles sem pistas. No cativeiro Lurie havia voltado para a sala juntamente com Madeleine que chicoteou Sara e Heather, enquanto ele fez mais uma sessão de choques em Grissom, só que desta vez o homem desmaiou para desespero das mulheres. Sara então aceitou a proposta de Lurie. O homem falou que iriam preparar o local e assim que o entomologista acordasse ele voltaria.
SS: Sabe Heather eu quero que Grissom acorde, mas ao mesmo tempo o medo me consome e quero que demore para que isso aconteça.
Heather olhou para Sara com ternura e firmeza. Seu rosto estava marcado pelas agressões, mas seus olhos mantinham um brilho de esperança, quase maternal.
LH (voz baixa, tentando consolar):
— Você está se sacrificando por ele, Sara. Isso é amor. E não se sinta culpada por temer que ele acorde. Isso não é fraqueza... é humanidade.
Sara abaixou a cabeça, os olhos marejados. O corpo latejava de dor, mas era a alma que mais sangrava.
SS: Ele já passou por tanta coisa... perdeu a memória, foi enganado, e agora está aqui, sofrendo tudo isso. E eu... estou prestes a...
(Sua voz falhou por um momento)
— Só quero que ele viva. Mesmo que isso me destrua por dentro.
Heather se aproximou o quanto pôde, mesmo com as amarras e a dor nas costas ardendo pelas chicotadas.
LH: Você é mais forte do que imagina. Eu estive nesse lugar antes, Sara. E não falo do cativeiro... falo desse abismo emocional. Mas acredite em mim: o amor verdadeiro sobrevive até a isso. Quando ele abrir os olhos e souber o que você fez... ele vai te amar ainda mais.
Um soluço escapou de Sara. Ela virou o rosto para Grissom, inconsciente, com o rosto machucado, mas ainda assim sereno de um jeito que partia seu coração.
SS (sussurrando): Acorda, meu amor... mas não agora. Só quando for seguro. Me perdoa... me perdoa por tudo.
Heather fechou os olhos e inspirou profundamente. O tempo estava se esgotando. Eles sabiam.
No Laboratório...
Brass e a equipe também começavam a sentir que o tempo estava acabando.
Foi com surpresa que a equipe viu Henry Dickson chegar ao prédio alegando que poderia encontrar o cativeiro. O ex militar havia dado um relógio para Grissom com rastreador que havia ganho de um colega agente do FBI. Os agentes ali presentes então rastrearam e encontraram o sinal em um galpão ao Norte de Las Vegas.
JB: Vamos atras deles com força total.
HD: Eu vou com vocês.
CW: Querido então pegue essa arma porque eles não estão para brincadeira.
No Galpão
Com apreensão que as mulheres viam os homens colocarem uma cama na sala e preparem o local para Lurie consumar seu desejo. Ele estava atendendo Grissom quando este recobrou a consciência.
Lurie: Demorou hein bocó??? Acordou bem na hora de me ver dar um trato na sua mulher. Ela finalmente vai saber o que é ter um homem com ela.
SS: Querido isso o Grissom já me mostrou e me mostra todos os dias. Você é um merda!!
Lurie: Você mudará de ideia daqui a pouco!! A levem daqui e peçam para colocarem aquele roupão nela. Sara... sem gracinhas ou coloco um balaço na cabeça de Heather e depois do seu queridinho.
A morena foi e em uma sala foi obrigada a retirar a roupa e colocar um roupão. Voltou e foi presa numa cama.
Grissom estava mais desperto e percebeu o que estava se desenrolando ali.
GG: Você não ouse encostar um dedo na minha mulher... eu te mato.
Lurie: Hahahahha!!! Você não vai fazer nada... vou pegar sua mulher e depois Madeleine e John vão mandar vocês pro inferno para aprenderem a não se meter no caminho dos outros. Vou me trocar minha querida
( falou segurando o queixo de Sara).
Sara desviou o rosto do toque nojento de Lurie, o nojo estampado em cada traço de sua expressão. Mesmo amarrada à cama, de roupão, lutava contra o pânico, o desespero e a vontade de não desmoronar. Ela precisava ganhar tempo.
Grissom, do outro lado, ainda enfraquecido pelos choques, lutava para manter os olhos abertos. Mas ao ver Sara naquela situação, o medo deu lugar à fúria. Ele olhou em volta, tentando ver qualquer coisa que pudesse fazer para se soltar.
Heather, presa perto dele, observava tudo com olhos atentos e expressão tensa. Não podia se mover, mas sua mente funcionava a mil.
SS (tentando manter o tom firme):
— Você quer que eu tenha medo, né Lurie? Mas eu sinto nojo. Você é pequeno demais pra me destruir. A única coisa que vai morrer aqui... é sua ilusão de poder.
Lurie (rindo com escárnio): Quero se vai continuar dizendo isso quando estiver debaixo de mim, querida...
Ele saiu por uma porta lateral para "se trocar", como havia dito com seu tom repulsivo.
GG (sussurrando para si): Se você encostar nela... eu juro que não sairá vivo daqui.
Grissom começou a forçar na barra de ferro, com dor, mas com determinação.
Heather (sussurrando):
— Use sua raiva, Grissom. Use por ela.
Sara olhava desolada para o marido no momento em que Lurie voltou já vestido com um roupão. Riu para o marido da perita e se aproximou da cama. Logo se ouviu uma sequencia de barulhos..
Lá fora, no perímetro do galpão onde ficava o cativeiro, a SUV do CSI estacionava com Catherine, Brass, Greg e a equipe tática.
Brass (ao rádio):
— Unidade 4, confirmem a retaguarda. Vamos entrar com estratégia. Não podemos errar... eles podem estar armando algo muito pior lá dentro.
Catherine olhava com os olhos marejados e o coração acelerado.
Catherine: Aguenta firme amigos. Aguenta mais um pouco.
O confronto começou digno de filme de ação... ou de uma novela mexicana com roteiro alternativo. John e Madeleine entraram triunfantes na sala dos prisioneiros, certos de que iriam presenciar o grande "espetáculo final". Mas o show era outro: Grissom, estava em plena luta corporal com Lurie como se tivesse virado o Hulk depois de uma overdose de cafeína e indignação.
Movido pela raiva ao ver o canalha se aproximando de sua esposa, Grissom fez tanta força que a barra de ferro que o prendia simplesmente... pluft... cedeu! E mesmo com as mãos algemadas, ele voou no Drº Lurie como quem não tem nada a perder — ou como quem perdeu a paciência e o juízo de vez.
John, ao ver a cena, arregalou os olhos, puxou a arma todo dramático e... tomou uma CHICOTADA na mão!
LH (erguendo o chicote como uma diva justiceira):
— Que sorte a minha! Vocês voltam justo quando eu estou armada com classe. Madeleine... agora você vai ver quem é a vaca nesse curral!
Sara, ainda amarrada na cama e de roupão, não conseguiu conter o riso nem em meio ao caos:
SS: Pega ela, Heather! Mostra pra essa aí como é que se lida com bicho escorregadio!
Enquanto isso, o casal vilanesco tentava escapar das chicotadas dançando entre os móveis como se estivessem numa quadrilha fora de época.
Grissom, por sua vez, estava esgotado. Depois de bater tanto em Lurie que parecia estar tentando extrair evidências com os punhos, o vilão finalmente desmaiou. O herói algemado cambaleou até o bolso do homem, pegou as chaves com dificuldade e foi até a esposa, arfando:
GG: Acho que essa foi minha primeira briga desde...sei lá quando.
Sara só sorriu:
SS: E venceu com louvor. Agora me solta, que eu ainda quero dar um tapa em alguém antes da polícia chegar.
GG: Você está bem meu amor?
SS: Agora abraçada com você estou. Você está bem?
GG: Me sinto um pouco... chocado.. ( mesmo na tensa situação, os dois riram)
A conversa doce entre Sara e Grissom foi interrompida quando a porta escancarou e Henry entrou correndo, seguido por Catherine, ambos ofegantes e cobertos de poeira como se tivessem saído de uma escavação arqueológica.
CW: Graças a Deus encontramos vocês! Como estão?
SS (ainda na cama, mas já com os olhos brilhando de alívio): Agora estou bem. Melhor impossível.
GG (com a mão na testa, tentando organizar os pensamentos): Eu me sinto exausto... igualzinho ao dia em que resgatamos o Nick daquele caixão no deserto.
SS e CW, em uníssono, praticamente num grito:
— VOCÊ RECUPEROU A MEMÓRIA?!
GG (sorrindo, um pouco assustado com a reação das duas): Ei, calma mulheres! Sim, acho que... sim. Acho que o choque ajudou. Nada como uns volts pra despertar até lembrança do ensino médio.
Sara não aguentou. Jogou os braços ao redor dele e o encheu de beijos, como se quisesse recuperar todos os minutos perdidos. Estavam num momento digno de cinema, até que uma gritaria interrompeu a cena romântica.
Ao olharem para trás, viram Henry e Nick lutando para segurar Heather, que parecia possuída por um espírito justiceiro.
Nick (ofegante):
— Heather, solta! Já chegamos para prende-los!
Heather só respondeu com um olhar mortal, mas permitiu ser contida.
Henry (ainda recuperando o fôlego): Sinto que o casal do mal vai precisar fazer uma parada no hospital... assim como vocês... e aquele cara estatelado no chão ali.
GG (com um olhar vitorioso, mas debochado):
— Bem feito. Ninguém manda querer encostar um dedo na minha mulher.
NS (se aproximando e abraçando Sara com um sorriso):
— Me lembra de moderar meus abraços em você, Sarinha. Seu marido agora é oficialmente o Hulk ciumento com diploma em entomologia!
Todos riram aliviados. O pesadelo tinha terminado, o reencontro aconteceu — e Grissom finalmente estava de volta. Literalmente.
CW: Vamos embora gente!! Temos que devolve-los a família de vocês onde com certeza duas crianças estão ansiosas por ver seus pais.
Algumas horas depois o Xerife deu uma coletiva explicando sobre os atentados ocorridos e sobre seus autores, que os mesmos estavam no hospital porém sob custodia e assim que tivessem alta iriam para um presidio federal.
A presença de seguranças armados era visível, mesmo dentro do hospital. John e Madeleine Thompson estavam em leitos separados, algemados aos braços da maca, sob vigilância. Quando Diana entrou, ao lado do marido, o silêncio cortante se instalou na sala.
Ela parou diante dos dois, olhando-os com uma mistura de decepção e fúria.
DT: Por quê? Por que fizeram isso tudo?
MT (com frieza, sem piscar):
— Porque ninguém se mete nos nossos negócios e sai impune.
Diana deu uma risada amarga, cruzando os braços.
DT: Ahhh certo… os “bonitinhos” aqui queriam brincar de mafiosos em Las Vegas. Pois saibam que agora vão passar o resto da vida num presídio federal, respondendo por atentados em Miami e em Nevada.
JT (com um sorriso cínico):
— Só faltou eu matar aqueles três. Mas... torturar eles já foi divertido o suficiente.
DT (com lágrimas nos olhos, mas firme):
— Eu realmente não conheço vocês. Vocês... vocês não são meus pais. São monstros. O que fizeram com a vida de vocês… com a minha!
(pausa)
— Eu vim aqui porque precisava olhar nos olhos de vocês e dizer: nunca mais quero contato. Que a justiça faça o que tem que fazer… e que vocês tenham muito tempo pra refletir atrás das grades.
Madeleine tentou dizer algo, mas Diana deu um passo para trás.
DT (calma, mas cortante):
— Não. Agora é minha vez de dar as ordens. Vocês não vão mais me machucar.
Diana se virou e saiu da sala com o marido, deixando os pais algemados e sob os olhares frios da lei.
Já em outro andar...
O quarto mais parecia uma reunião de velhos amigos do que uma ala hospitalar. Risadas ecoavam pelo corredor e, vez ou outra, uma enfermeira aparecia à porta com um sorrisinho forçado e um "Pessoal, por favor, menos barulho, isso aqui ainda é um hospital."
Mas ninguém conseguia parar de rir.
Grissom, Sara e Heather estavam juntos no mesmo quarto, conectados por curativos, olheiras... e piadas do Henry.
Henry (fazendo pose dramática):
— Tô dizendo! Pra arrancar aquele chicote da mão da Heather foi preciso quase uma intervenção divina. Acho que até o Papa teria medo dela naquele momento.
Mark (de pé, com um copo de suco na mão):
— Cara... de tudo que podiam deixar solto... deixaram logo o chicote?
Heather (deitada, mas com um olhar afiado):
— Madeleine me tirou do sério. Sinceramente? Fiquei zen depois de dar aquelas chicotadas nela. Senti até minha pele melhorar.
Henry (apontando pra ela com o dedo trêmulo de medo cômico):
— E ainda tem moral de falar isso em público.
Heather (rindo):
— Ah Henry, e você então? O Nick falou que parecia o Chuck Norris em “Operação Las Vegas”. Dando rasteira, atirando, abrindo porta com o ombro...
Greg (fingindo indignação):
— Eu e o Nick quase não conseguimos entrar. O cara saiu correndo igual um míssil, nem vi os pés tocarem o chão. Catherine só conseguiu acompanhar porque tinha as pernas de uma maratonista olímpica!
Catherine (cruzando os braços com um sorriso sarcástico): Greg Sanders, seu palhaço, queria te lembrar que estou em ótima forma. E que naquela perseguição eu ainda salvei seu traseiro, então modera aí!
O grupo caiu na gargalhada novamente.
CW (olhando para Grissom e Sara com carinho):
— Agora... o melhor de tudo foi a nossa surpresa quando descobrimos que o Gil havia recuperado a memória. Não é, Sar...
O casal só se olhou.
GG: Ganhei minha família de volta.
Nick (do outro lado da porta):
— Família barulhenta, mas tudo bem. O importante é que tá todo mundo vivo... e aparentemente, armado com chicotes agora.
Todos riram, inclusive a enfermeira que, ao entrar para checar os sinais vitais, disse:
Enfermeira:
— Vocês podem estar todos com pontos e hematomas... mas parece que o coração tá ótimo. O resto a gente cuida.
CW: Com certeza o coração está ótimo né Sar...
A loira parou de falar ao ver o olhar de espanto da morena que estava voltado para a porta do quarto, o que fez todos olharem para o mesmo local e então um silêncio se instalou.
— Boa noite para todos!! Será que eu poderia falar com vocês?
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