Rivedere i capitoli della vita
37 Capitulo 37
Notas iniciais
Em uma casa localizada em Tulum, México, estavam os pais de Diana. O casal Thompson escolheu cidade na costa das Caraíbas da Península de Iucatão, por ser mais calmo e menos chamativo já que é uma cidade mais mais rústico e menos luxuosa em relação a Cancun. É um sitio arqueológico, entretanto o cenário ideal para um casal de fugitivos procurados até pela Interpol.
MT: Acho digno podermos voltar e acabar com a paz daquele bando de peritos, tanto os de Miami quanto os de Las Vegas.
JT: Se Grissom não estiver morto faço questão de lhe dar um balaço na testa assim como aquele Horatio Caine.
MT: Enquanto voltamos vamos dar ordens para iniciarem a festa.
Já na festa...
Enquanto os convidados se aproximavam para cumprimentar o trio, Sara conduzia tudo com elegância. Apresentava "William" como um amigo especial, mas os olhares trocados entre eles, os toques sutis e as risadas compartilhadas deixavam clara a conexão profunda que existia.
Aos poucos, membros da equipe iam se revezando com pequenas conversas cheias de significado:
Brass mencionou “um certo laboratório em Vegas onde um cara adorava mexer com insetos mais do que socializar.”Day já havia conversado com "William" sobre o seminário em SF;Cath sobre o dia que perdeu a feira de ciências para um menininho com uma fazenda de formigas, Nick sobre seu sequestro, Warrick sobre sua avó, Greg sobre o caso do Sherlock HomesWilliam ria, meio sem entender o contexto completo, mas absorvendo cada palavra, cada emoção. Era como se as peças do quebra-cabeça começassem, lenta e silenciosamente, a se encaixar.
Enquanto isso, Sara e Will conversavam em um canto observando tudo.
Will: Você está ansiosa por ver logo o resultado né?
SS: Quero meu marido de volta Will, apesar que mesmo estando assim ele tem sido muito carinhoso, parceiro...
Will: O amor esta bem vivo ai entre vocês. Sara deixe as coisas acontecerem naturalmente, deste jeito talvez pode ajudar.
A morena não falou nada e logo saiu do transe ao ser tirada por seu acompanhante para uma dança.
William: Seus amigos estão sendo bem receptivos comigo, me contando várias historias interessantes.
SS: Pelo jeito você gostou?
William: Sim, muito! As vezes tenho a sensação de que a Criminalística é uma área familiar para mim. Eles falam e me sinto bem, me sinto por dentro do assunto. Você sabe de alguma coisa? Tenho a sensação de que nos conhecemos e não é de agora.
SS: Adoraria responder suas perguntas, mas no seu caso e segundo seu médico, eu não posso. Você precisa descobrir por si só, sem interferências diretas.
William: Então não sou um total estranho para você e pelo o que vi para os seus amigos também?
SS: Sim não é, mas... olha infelizmente eu não posso explicar.
William: Sara eu te imploro!! Você poderia preencher essas lacunas por favor?? Não me deixe no escuro sem saber quem sou. Você tem as respostas, então me dê.
Sara ficou entre a cruz e a espada, querendo falar, mas ao mesmo tempo as palavras do médico vinham em sua mente avisando que uma revelação brusca poderia ter consequências graves. Resolveu interromper a dança e a conversa indo para o jardim do local deixando o homem parado no meio do salão.
Henry acompanhou a cena e foi ao encontro dele. Começaram a conversar e Henry contou ao amigo que Sara é uma mulher muito importante na vida dele e por isso não faria nada que pudesse por em risco a saúde dele.
HD: Você precisa ter paciência e trabalhe para poder recuperar de forma segura sua memoria, assim você ficará tranquilo e vai deixar Sara menos apreensiva com sua situação.
William: Ok, você está certo!! Vou falar com Sara e pedir desculpas por ter sido tão mal educado.
No jardim, envolta pela brisa suave da noite e pelas luzes amareladas que decoravam o espaço, Sara respirava fundo tentando controlar a avalanche de emoções. As palavras de William ecoavam em sua mente: “Não me deixe no escuro.”
Ela apertou o colar em seu pescoço — aquele que Grissom lhe dera em uma noite especial — e lutava contra o impulso de correr de volta e contar tudo, abraçá-lo, trazê-lo de volta para casa, para a vida deles.
Mas e se o médico estivesse certo?
E se forçá-lo a lembrar fosse como empurrá-lo de um penhasco emocional?
Ela não podia correr esse risco.
Enquanto lágrimas discretas rolavam por seu rosto, uma voz suave atrás dela quebrou o silêncio:
William (mais calmo): Me desculpa… não quis te pressionar. Acho que eu me perdi um pouco. É só que… quando estou perto de você, é como se algo dentro de mim quisesse gritar: Você está em casa. Mas tudo continua em branco.
SS (com a voz embargada): Eu sei... eu entendo. É difícil pra você, e acredite, pra mim também é.
William: Henry disse que você é uma mulher importante na minha vida. Eu sou o seu marido?
SS: William por favor...
Ele se aproximou, devagar, como se pedisse permissão, e estendeu a mão.
William: Posso ao menos ficar aqui com você? Mesmo sem respostas… seu silêncio é melhor que qualquer outra companhia que já tive.
Sara assentiu em silêncio, e juntos, sentaram-se em um banco sob uma árvore florida. Ele pegou a mão dela e, por instinto, entrelaçou seus dedos aos dela. Foi um toque natural, antigo, quase sagrado.
William sussurrou:
— Você tem cheiro de lembrança boa...
Sara não respondeu. Apenas inclinou a cabeça no ombro dele, enquanto a noite seguia seu curso. Talvez o tempo não devolvesse tudo de uma vez, mas naquele momento, o amor estava ali. E isso era real.
Passado um tempo, William a interrompeu o silencio fazendo uma revelação: Tenho que te dizer que eu desconfio disto desde que conheci Arthur e a questão dele só me chamar de pai me deu um alerta. Fui ao escritório de Beth com ela e Will e lá vi uma foto de família onde eu estou abraçado a você quando estava grávida.
Não vendo porque omitir isso após tantas descobertas: Sim, você é Gilbert Arthur Grissom, meu marido e pai do Arthur.
William não pensou duas vezes e resolveu fazer algo que estava se segurando há dias, ou seja, deu um intenso beijo na morena que correspondeu prontamente. O beijo estava intenso demais e logo o pescoço da perita era o alvo de lábios famintos que a estavam deixando tonta e louca para levar isso para um local mais privado. Ambos estavam ofegantes, corações acelerados e olhares em chamas. O mundo parecia ter parado por breves minutos — ali, só existiam os dois, o reencontro, a verdade... e um desejo guardado por tempo demais.
William (respirando fundo, voz rouca):
— Isso... isso confirmou tudo. Eu sabia. Meu coração sabia. Eu sou seu, Sara. Sempre fui.
SS (ainda trêmula, tentando se recompor):
— E eu sou sua. Sempre fui sua, Grissom.
Antes que pudessem retomar o beijo que parecia querer explodir de novo, ouviram Nick e Catherine chamando de longe.
CW (gritando): Vocês dois aí no escuro, venham! O parabéns vai começar!!
NG (em tom de brincadeira): Ou vamos ter que levar o bolo até o jardim pra vocês?
Sara soltou um riso nervoso, tentando ajeitar os cabelos e o vestido.
Grissom — ou melhor, William, agora sabendo de fato quem era — sorriu com aquele olhar cúmplice que só os dois sabiam trocar. Um olhar que dizia “não acabou aqui”.
SS (ainda ruborizada): Vamos logo, antes que tragam o bolo com a vela acesa em cima da gente.
GG: Só se você me prometer que depois... a gente continua de onde parou.
SS (sussurrando ao pé do ouvido): Eu prometo. Com juros e correção.
De mãos dadas, eles voltaram para a festa, deixando no jardim o eco de um reencontro que o destino fez questão de escrever com paixão, saudade e um novo começo.
A noite mal tinha terminado… e os dois sabiam que o verdadeiro fogo de artifício viria depois do “Parabéns pra você”.
Arthur veio correndo ao encontro do pai que o segurou agora com mais entusiasmo. Na cabeça do homem só veio a ideia de que iria fazer o acompanhamento com o Neurologista e ver o que poderia fazer para ter sua memoria de volta, mas por enquanto iria aproveitar o presente ao lado daqueles que estavam ali preocupados em deixa-lo bem, passando amor e carinho para ele. O parabéns foi animado com um Arthur extremamente alegre grudado no pai com a mãe dele ao lado e que não conseguia tirar o sorriso do rosto. Após isso e de volta ao salão:
CW: Podemos saber o motivo deste enorme sorriso no seu rosto?
SS: Griss e eu nos beijamos, quer dizer... beijei William.
NS: Sara??
SS: Calma Nick... Ele de certo modo juntou as peças com as informações que tinha e percebeu que ele é o meu marido, ou seja, ele sabe que é Gilbert Grissom, entretanto sabe disso por informações e não porque as memorias tenham voltado.
JB: Pode ser que recebendo diariamente doses pequenas de informações faça com que as memorias venham voltando.
SS: Espero de verdade isso.
GS: Gente vocês poderiam parar de conversar e jogar os corpos de vocês naquela pista de dança? Estamos numa festa.
E foi o que aconteceu após cessarem a risadas em relação a fala de Greg. A pista de dança ficou lotada com todos dançando e uma morena dançava animada com seu marido, mesmo sem lembrar de nada, e o filho deles no colo. Para ela o mais importante era tê-lo ali junto dela, escrevendo novas historias.
A equipe do noturno curtia animada a festa de Arthur Grissom enquanto um plano era iniciado em Miami. Uma encomenda chegava ao prédio do Laboratório Criminal e ao ser deixada foi iniciado a contagem. Calleigh e Ryan voltavam de uma cena quando passando pela frente do escritório do supervisor viram o enorme pacote na mesa dele.
Calleigh: O que isso faz aqui na mesa do Caine?? Saímos e não havia isso aqui e pelo horário não teria entrega.
Ryan: Vou verificar se alguém viu quem deixou.
O rapaz verificou na recepção e a moça informou que um office boy do laboratório quem deixou, porém estranhou porque normalmente neste horário não há nenhum deles trabalhando. Ryan voltou com essa informação para Calleigh e se aproximando do pacote ouviram um barulho de relógio causando uma feição de pavor nos dois.
Calleigh: Saiam todos do prédio agora...
Em Tulum
Uma festa estava rolando em um resort local e um casal aproveitava de forma despreocupada.
JT: Fui informado que nosso plano deu inicio em Miami. Caine recebeu um presente.
MT: Podemos então partir de volta pela manhã. Hora do acerto de contas.
Em Marina Del Rey
O resort de Will e Day, que havia sido escolhido para descanso após a confraternização, se transformou rapidamente num cenário de pura euforia, reencontros e… muito mais que isso. A noite avançava com o som das ondas ao fundo, risadas perdidas pelo ar e... alguns outros sons ecoando entre as suítes.
No quarto de Sara, o clima era outro — intenso, arrebatador, quase incontrolável.
Ela, entre risos e beijos, sussurrava ao ouvido de Grissom:
SS (beijando o pescoço dele): Nunca mais me deixe… nunca mais.
William (já sem fôlego): Depois dessa noite, você pode ter certeza de que vai ser impossível.
A cama rangeu como se fosse protestar contra a paixão acumulada de anos, memórias esquecidas e redescobertas. O quarto parecia pequeno demais para tanto desejo represado.
No quarto ao lado, Warrick já não conseguia mais fingir que estava tudo bem.
WB (bufando): Isso não é só saudade… isso é um terremoto.
Ele saiu para respirar, mas antes mesmo de dar três passos pelo corredor foi surpreendido por Catherine, já com um sorriso travesso no rosto e um brilho nos olhos que misturava tequila e desejo.
CW (puxando-o pela camisa): Você não vai me deixar de vela nessa noite de ressurreições, vai?
WB (surpreso, mas sem lutar muito): Eu devia saber que você era o terremoto dois…
E assim, mais um quarto do resort ganhou vida própria.
Em outra ala do lugar, Jim Brass — que até então parecia só o tiozão da festa — estava de papo animado com uma mulher de riso fácil e vestido colado. Ela o puxou pela mão dizendo que “adorava homens misteriosos com histórias no olhar”.
Brass (sorrindo como um adolescente):
— Quem diria, hein Jim… ainda tenho meu charme.
Enquanto isso, Greg e Nick estavam no bar.
Greg (rindo alto):
— Acho que somos os últimos sóbrios da equipe… ou talvez os únicos solitários da noite.
Nick (tomando um gole de uísque):
— Não sei se estou triste ou aliviado…
Greg ergueu o copo.
Greg: Ao menos essa noite vai render boas histórias. Ou sessões de terapia…
Nick (brindando): Ou os dois.
Pela manhã...
Ao longe se ouvia um telefone tocando. Ainda tentando entender onde estava, o capitão percebeu de onde vinha o barulho e foi resgatar o celular barulhento.
Brass!!
— Brass preciso que você dê a localização de vocês e se onde estão podemos fazer uma vídeo chamada urgente?
JB: Ecklei bom dia para você também!! Estamos hospedados num resort dos amigos de Sara e aqui tem um local que podemos fazer sim a vídeo chamada. O que esta acontecendo?
CE: Ocorreu um atentado ao Laboratório de Miami. Me passe o contato do local e dentro de 45 min nos falamos. Reúna todos.
Agora mais desperto o capitão passou os dados para o Diretor.
JB: Querida foi maravilhosa nossa noite, mas vou precisar trabalhar. Te ligo assim que puder.
— Claro Jim, eu entendo, vai lá! Beijos!!
O clima de ressaca (emocional e etílica) ainda pairava no ar quando Brass bateu nas primeiras portas do resort. O sorriso maroto que havia nos lábios de alguns poucos minutos atrás desapareceu assim que ouviram a notícia.
JB (batendo com força em uma das portas):
— Vamos gente! Levantem-se! Isso é sério!
— Sara! Nick! Catherine! Greg! Warrick! Temos reunião urgente com o Ecklie em 45 minutos. O laboratório de Miami sofreu um atentado.
A resposta inicial foi um conjunto de grunhidos, tosses, e sussurros abafados entre lençóis.
SS (ainda enroscada em Grissom): Atentado?
Se espreguiçando a morena deu sorriso ao olhar o amado dormindo tranquilamente ali. Resolveu que precisava acorda-lo para avisar de sua saída.
SS: Bom dia meu amor!! Eu vou precisar ir para uma reunião com Brass. Volto logo! ( o encheu de beijos)
William: Bom dia querida!! Eu vou ver se Beth e Arthur acordaram e vou tomar café com eles.
Todos foram chegando numa sala reservada por Will. O amigo mexeu com eles dizendo que eles aproveitaram a festa e muito mais o seu termino de acordo com o semblante que todos apresentavam.
CW : Sério, o atentado podia esperar pelo menos um café...
Greg: Isso não é ressaca... isso é castigo cósmico por ontem.
Warrick: Não, isso é a realidade batendo na porta.
Will: Vou pedir para trazerem um café reforçado para vocês.
Alguns com café, outros com água com gás, e muitos com o olhar ainda turvo pelo sono, mas já atentos ao que podia estar por vir. Os peritos foram mexendo um com o outro sobre o que fizeram durante a noite até a interrupção de Brass os informando que Ecklei e o Xerife já estavam prontos.
Brass pigarreou e ligou o notebook para a chamada.
JB: Conectando com o Ecklie agora.
A tela iluminou-se e apareceu o rosto tenso de Conrad e do Xerife.
CE: Bom dia!! Obrigado por atenderem tão rápido. Vejo pelos semblantes que aproveitaram bastante a festa do Arthur?! Bom te ver Sara!!
SS: Bom te ver também Ecklei! O que aconteceu para você nos reunir urgentemente?
CE (direto ao ponto): O laboratório de Miami foi atacado. Então equipe, na madrugada de hoje a equipe do Laboratório Criminal de Miami recebeu uma encomenda endereçada para Horatio Caine. Calleigh e Ryan voltavam de uma cena e desconfiaram do pacote na mesa do supervisor, o que foi crucial para evitar-se mortes no local já que o pacote se tratava de uma bomba. Há feridos entre a equipe, mas não fatais.
Todos ficaram em silêncio.
CW: Se vocês nos reuniram tão urgentemente creio que dê alguma forma esse atentado esteja ligado a nossa equipe também, estou certa?
CE: Sim, Willows! Caine conseguiu identificar o homem que deixou o pacote e esse informou o nome da pessoa que o contratou. A policia o prendeu no aeroporto e ele falou que isso era só o inicio.
Ecklie continuou:
CE: Além disso, há indícios de que o atentado pode estar relacionado a investigações cruzadas entre Vegas e Miami.
Xerife: O FBI entrou no caso também e através deles veio a informação de que a encomenda do serviço partiu de uma ligação proveniente do México, precisamente Tulum.
JB: Tem uns dias que recebi a informação de que havia desconfiança de que o casal Thompson estivessem escondidos nesta cidade mexicana.
CE: Por isso estamos falando com vocês. Acreditamos que sejam eles, portanto atenção redobrada a partir de agora e Sara gostaria de saber se você aceitaria se reintegrar a equipe? Se puder, sua presença também será valiosa. Precisamos de reforço, e ninguém melhor do que os melhores — vocês.
WB: Sara, sei que você esta bem adaptada aqui, mas acho que seria melhor estarmos todos juntos.
SS: Minha preocupação agora é... será que o William aceita ir conosco? Ele não pode ficar aqui.
CE: Quem é William?
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