Notas iniciais
Reajustes no capitulo feito e cá estamos de volta.

Com os resultados obtidos pela equipe do noturno, o Xerife viu que este era o momento para oferecer o jantar e havia escolhido o restaurante de Biaggio para este momento. O italiano ficou mega feliz ao ver seus amigos chegando.

Biaggio: Estou muito feliz em ver vocês aqui e agora com um bambino muito lindo!!!

SS: Biaggio também estou feliz em te ver e louca para comer aquele canelone que só você sabe fazer.

Biaggio: Seu pedido será atendido e Grissom você por favor "Non perderti questo gioiello di una donna al tuo fianco che ti ha fatto questo grande dono. Godere!!!"

GG: Pode deixar que não vou perde-los Biaggio!

O salão está iluminado com velas, mesas decoradas com flores e a equipe reunida ao redor de uma grande mesa. Biaggio serve os pratos enquanto conversa animadamente.

Biaggio (sorrindo): Esta noite é para celebrar a família que vocês são — sangue, amizade e amor. Nessas horas, nada melhor que boa comida e boa companhia!

SS (erguendo a taça): Ao Biaggio, que sempre sabe transformar uma simples refeição em um momento inesquecível.

GG (sorrindo para Sara): E a melhor parceira para encarar tudo isso ao meu lado.

CW (brincando): Isso mesmo, Grissom. Deixe de ser bobo e aproveite a festa!

GS: Depois desse jantar, acho que ninguém vai querer ir embora tão cedo.

A abertura de uma pista de dança foi a senha para aumentar a animação da equipe. Ela foi inaugurada por Greg e Sara, enquanto Arthur era paparicado pelo Xerife e a esposa.

CW: Então, como esta o relacionamento de vocês?

GG: Estar nos encontrando no apartamento dela esta sendo maravilhoso. Não corro risco de ter a surpresa de encontrar Diana na porta.

JB: Você precisa dar um jeito de dar um trava nessa mulher.

GG: Esse é o detalhe... não sei como ainda.

A atenção do supervisor se voltou para a alegria dos amigos dançando que logo puxaram Cath para junto deles. Quando foi colocado uma música lenta, a morena foi surpreendida pelo marido a puxando de volta para a pista.

SS: Estou mega surpresa de ver Gil Grissom numa pista de dança.

GG: Para ter você em meus braços faço qualquer coisa. Além do mais... nada mais agradável do que dançar agarradinho com a mulher da minha vida. Eu te amo muito Sara!!

SS: Eu também te amo muito Gil!!

A noite transcorreu tranquilamente e logo todos foram descansar com Grissom ficando com Sara e o filho.

Em um ponto de Vegas tudo já está armado para a execução do plano de Teddy. Ele já havia orientado Enrico que caso no dia do plano Arthur estivesse com Sara era para ele se livrar da criança, porém o homem já havia combinado com uma amiga de Miami para ficar com a criança até ele pode devolver ao pai.

Pela manhã uma morena acordava feliz pela noite maravilhosa que havia passado e estranhou ao se ver sozinha no quarto. Levantou encontrando seu roupão e ao chegar na cozinha ficou encantada ao ver a cena do seu marido preparando o café com o filho no colo e conversando como estava feliz de estarem os três ali juntos.

Sara se aproxima da bancada enquanto Grissom coloca cuidadosamente as torradas no prato. Arthur, no colo do pai, segura uma colher de madeira e balbucia palavras que só ele entende.

SS (sorrindo enquanto se senta): Esse mini-Grissom está cada vez mais participativo na cozinha, hein?

GG (olhando para Arthur): Ele é meu braço direito agora. Acho que logo vai estar analisando amostras com a gente.

SS (rindo): Cuidado, ou vai acabar resolvendo casos antes da gente.

(Grissom coloca o prato na frente dela com um gesto galante.)

GG: Madame, seu café da manhã está servido. Com todo o amor do chef e do assistente especial.

SS (olhando emocionada para os dois): Eu não sabia que era possível amar tanto assim… vocês são meu mundo.

GG (se inclinando para beijá-la na testa): E você é o centro dele. Agora, vamos alimentar essa investigadora antes que ela vá salvar o mundo.

Os dias foram passando e o relacionamento dois ia de vento em poupa. Diana já tinha notado que Grissom não estava ficando em casa e um dia em a relações públicas resolveu encontra-lo no apartamento da perita, o supervisor a viu na entrada do prédio, buscou Sara no laboratório e a levou para um hotel.

SS: Por que estamos aqui?? Tenho que buscar Arthur com sua mãe!

GG: Amor eu te sequestrei por algumas horas porque queria passar um momento sozinho contigo.

SS: Interessante... sinto que você está fugindo de alguém.

GG: Eu sou um homem inocente, apaixonado que só quer um momento com minha esposa.

Diana está sentada, inquieta, segurando o celular com força. A voz de Teddy soa firme e determinada do outro lado da linha.

Teddy: Estou com tudo pronto aqui, Diana. Só preciso que você faça sua parte para mexer no psicológico deles. Acha que conseguirá plantar alguma dúvida suficiente para afastar os dois? Algo que faça Sara hesitar na confiança que tem no Grissom? Se conseguir isso, o caminho para capturar a morena ficará muito mais fácil. Eles ficarão vulneráveis. Posso contar com você?

(Diana respira fundo, um sorriso frio se forma em seu rosto.)

DT: Pode contar, Teddy. Vou mostrar para aquele homem que ele nunca teve controle sobre essa situação. Sara vai cair no meu jogo — e ele vai ter que assistir tudo acontecer.

(Ela desliga o telefone, já planejando seus próximos passos enquanto o olhar dela brilha com uma mistura de raiva e determinação.)

Dias depois o supervisor acompanhou Diana em uma consulta cujo já estava com quase 05 meses de gestação e estava tudo indo bem, sendo que a relações públicas estava esperando uma menina.

Diana: Grissom eu queria te dizer que estou muito triste. O feriado de Ação de Graças está chegando e eu não terei como ir até meus pais em Boston, vou passar sozinha...

Grissom ficou pensativo. A equipe tinha decidido em conjunto que passariam juntos na casa do supervisor e então avaliando o cenário o pai de Arthur não viu problema nenhum em chamar a relações públicas para vir almoçar com eles, afinal ela espera a filha dele, de certo modo vai estar na família dele. Diana ficou extremamente feliz com o convite do supervisor e após ser deixada em casa por ele, ligou para Teddy contando que o plano havia iniciado.

Com a correria no laboratório e com o seu jeito todo avoado, o entomologista esqueceu de contar para a esposa sobre o convite feito para a mãe de Estela ( nome escolhido por Diana para a filha).

Em Miami a correria estava igual a Las Vegas. Em um bairro no subúrbio da cidade, Ryan e Calleigh periciavam uma casa quando a loira encontrou um e-mail suspeito em um notebook.

DC: Jonh cadê o rapaz encontrado na casa?

— Está ali senhora!!

DC: Oiiii, sou Duquesne Calleigh, perita criminal do Laboratório de Miami. Qual seu nome?

— Esteban Córcega!

DC: Esteban, eu li no seu computador um e-mail avisando que logo vão entrar em contato com você para buscar o "pacote da Sidle"... Que pacote é esse?

Esteban: Não tenho o que falar sobre isso!

Ryan: Amigo você já esta mega enrolado, não vai ser liberado tão cedo, então nos ajude para podermos ajuda-lo.

Esteban: Meu amigo Enrico me contratou para pegar uma criança com ele e entregar para Victoria Andere. Ela é namorada do Enrico e vai cuidar do chico até Enrico voltar para Miami e decidir o que fazer.

Os peritos ficaram abismados com o que ouviram e então foram terminar a pericia para poder retornar e passar o caso para Horatio.

A casa estava cheia, todos conversando animadamente, Beth ajudava Sara na cozinha enquanto o pequeno Arthur dormia no berço da sala. Catherine, Nick, Greg, Warrick e até Sophia estavam por lá. A mesa posta lindamente, o cheiro de peru assado inundava o ar.

CW (rindo): Quem diria que você se tornaria uma chef, hein, Sara?

SS (sorrindo): Não exagera, Cath. Só estou sobrevivendo à tradição americana.

De repente, a campainha toca.

GS: Quem veio interromper o momento em que eu iria matar quem está me matando?

WB: Calma esfomeado... Deixa que eu abro Griss e vocês podem ir indo.

Warrick vai atender e ao ver quem esta na sua frente, congela por alguns segundos.

WB: O que você faz aqui Diana?

Diana: Warrick boa tarde!! Eu vim a convite do Grissom, pode perguntar para ele!!

O moreno a deixou entrar e a acompanhou para onde o grupo estava e o silencio imperou quando todos a viram. Diana entra vestida impecavelmente, com uma mão sobre a barriga e um sorriso doce.

DT: Feliz Ação de Graças a todos!!

CW: O que você esta fazendo aqui? Rick por que você deixou ela entrar?

WB: Cath ela disse que veio a convite de Grissom!!

Todos olharam para ele.

SS: Isso é verdade Grissom?

GG (nervoso, coçando a cabeça): Eu... eu a convidei. Ela disse que passaria sozinha e achei que seria... humano.

SS: Humano seria me contar, Grissom. Você não precisa avisar nada, a casa é sua, então tem todo direito de chamar quem você quiser.

O silêncio se instala. Diana finge uma expressão magoada e acaricia a barriga, atraindo os olhares de todos.

DT: Eu não queria causar mal-estar, só estar em um lugar acolhedor. Pela nossa filha... Estela.

SS: Diana sente por favor!! Iriamos começar a almoçar agora.

O almoço transcorreu relativamente calmo, com conversas esporádicas entre o grupo. Grissom tentou falar com esposa que refutou qualquer tipo de comunicação. Após o almoço, Greg ligou o som e chamou Beth para dançar. Com isso Nick puxou Sara e Warrick com Cath. Grissom estava segurando o filho e Brass aproveitou que Diana conversava com Sophia para interpelar o amigo.

JB: O que passou pela sua cabeça ao convidar Diana sem falar com Sara?

GG: Brass posso não ter certeza, mas até o momento ela esta esperando minha filha, então não poderia deixa-la sozinha. Vacilei quando esqueci de avisa-la desse convite.

Diana chegou junto a eles e pediu quase implorando que Grissom dançasse com ela e o maluco aceitou, deixando o filho com o capitão. Quando o grupo viu os dois dançando, pararam de dançar imediatamente.

Diana: Gil agradeceu muito você ter me convidado para almoçar com vocês, não me deixando sozinha nesse feriado. Essa sua atitude só me deixar ver como sou sortuda em ter uma filha com você que é um homem maravilhoso.

Antes que ele pudesse responder foi surpreendido com um beijo que chocou todos presentes. Sem perder tempo, Sara pegou o filho e se dirigiu para a porta acompanhada de todos. Grissom se separou rapidamente e ao ver todos saindo do quintal, correu até eles e já viu a morena saindo.

Sara colocava Arthur na cadeirinha do carro com as mãos trêmulas, o olhar endurecido, enquanto Catherine, Nick e Warrick tentavam segurar a indignação.

GG (desesperado, se aproximando): Sara, você tem que acreditar em mim! Eu não sabia que ela faria isso! Não retribuí, você viu!

SS (com os olhos marejados, mas voz firme): Eu vi tudo sim, Gil. Vi que você aceitou dançar com ela. Vi o jeito que ela falava com você. Vi o que todo mundo viu. E sabe o que eu senti? Que você permitiu. Você não me respeitou. De novo.

CW (cruzando os braços): Você realmente achou que “esquecer” de avisar sua esposa sobre a presença da amante no almoço de Ação de Graças era só um erro bobo?

Greg fez um sinal para que todos entrassem no carro, e aos poucos foram partindo com Sara.

GG: Sara me espera por favor!!

SS: Grissom nem pense em chegar perto de mim!! Agora é pra valer, acabou e vou falar com o advogado para regulamentar as suas visitas. Não o quero na minha porta de jeito nenhum.

A porta bate. O carro se afasta. Grissom cai de joelhos na calçada, visivelmente em choque, enquanto Brass se aproxima e solta em tom grave:

JB: Parabéns, Einstein. Você deixou a mulher da sua vida ir embora... por causa da sua culpa e da manipulação de uma cobra.

Corte para dentro da casa, onde Diana observa a cena pela janela, um leve sorriso de satisfação nos lábios enquanto sussurra para si mesma:

DT: Um passo mais perto de tirar aquela idiota do caminho...

SC: Você veio aqui com um plano em mente não é?

Diana: Não sei do que esta falando detetive. Eu só vim almoçar com a família do pai da minha filha e sei que ainda temos uma paixão entre a gente, tanto que fizemos a Estela.

Depois do desastroso almoço, a relação de Grissom e Sara azedou de vez. Ela entrou com o pedido de divorcio e regulamentação das visitas dele ao filho. O supervisor tentou falar com ela varias vezes e em todas foi refutado a aproximação, algumas com ajuda da equipe que também estava chateada com o ocorrido.

Grissom aguardava na entrada do prédio, sentado em um banco, olhos fixos na porta. Quando finalmente a viu, ela surgiu acompanhada de um homem alto, de barba bem feita, com um sorriso gentil — e para seu espanto, segurando Arthur no colo.

O sangue do entomologista ferveu. Ele se levantou rapidamente e partiu em direção aos dois.

GG (num tom ríspido e alto): Ei! Você pode largar o meu filho agora?

Miguel ficou confuso com a abordagem, mas antes que pudesse reagir, Grissom já havia arrancado Arthur de seus braços com movimentos bruscos. Sara arregalou os olhos, furiosa.

SS: Que palhaçada é essa, Grissom?!

GG (encarando Miguel com desdém): Eu não sei quem é esse cara, mas ele não tem o direito de pegar meu filho no colo como se fosse pai dele!

SS (cruzando os braços): Você não tem o direito de aparecer aqui, invadir minha vida, criar escândalo e ainda constranger alguém que foi gentil comigo e com o Arthur! Miguel é meu vizinho, nos encontramos por acaso. E sabe o que ele é? Educado. Coisa que você claramente esqueceu como se faz.

Miguel, desconfortável, tentou intervir com calma.

Miguel: Sr. Grissom, eu não quis ofender. Arthur sorriu pra mim e ergueu os bracinhos, só o peguei no colo por reflexo. Não sabia que causaria isso...

GG (ainda com raiva): Você não tem que criar vínculo com ele. Ele já tem pai.

Sara se aproximou e tomou Arthur do colo de Grissom com firmeza.

SS (olhando nos olhos dele, gelada): Isso é exatamente o tipo de atitude que reforça o porquê do divórcio. Essa agressividade, essa necessidade de controle... Você acha que tem algum poder sobre mim ou sobre minha vida? Você não tem. O que tem agora são horários definidos para visitar seu filho. E se quiser mantê-los, é bom começar a se comportar.

GG (a voz quebrando): Você está saindo com ele?

SS (desviando o olhar por um segundo):

— E se estiver? Você perdeu o direito de se importar, lembra? O nome Diana te lembra algo?

Grissom ficou mudo. Miguel deu um passo para trás, visivelmente desconfortável.

Miguel (num sussurro para Sara):

— Eu... acho melhor eu ir. Me avisa se precisar de qualquer coisa, tá?

Sara apenas assentiu com a cabeça. Grissom ficou parado, derrotado, vendo os dois entrarem no prédio. O barulho da porta se fechando pareceu ecoar como um fim definitivo.

Já ele foi chamado urgentemente para o laboratório e quando lá chegou, Brass o levou até a sala de vídeo onde iniciaram uma reunião com a equipe de Horatio Caine.

HC: Grissom após uma serie de investigações, temos certeza de que há um plano pronto de sequestro para Sara e até um plano para caso ela seja pega junto com o filho.

JB: Grissom vou pedir para uma viatura viajar o prédio de Sara. Não vamos deixar isso acontecer.

GG: Certo, obrigado Horatio!

HC: Não foi nada amigo!! Estaremos atentos aqui e qualquer novidade avisaremos.

Catherine, Brass e Grissom estavam sentados em uma mesa de canto, longe do burburinho. O entomologista parecia inquieto, mexendo no copo de whisky quase intocado à sua frente.

CW (impaciente): Tá bom, Griss. O que de tão grave você queria nos contar?

GG (olhando para os dois, visivelmente abalado):

— Vi a Sara hoje... com um cara. Ele tava com o Arthur no colo. Eles chegaram juntos no prédio dela.

Brass franze a testa, mas não diz nada. Catherine apoia os cotovelos na mesa e suspira.

JB: E o que que tem isso?

GG (a voz alterando): Como assim o que tem, Jim? Ela é minha mulher!

Catherine não aguenta e solta um riso sem humor.

CW: Grissom... querido... deixa eu te atualizar. Ela era sua mulher. Deixou de ser no momento em que você traiu a confiança dela. E se agora tem outro homem perto dela, é porque você abriu essa porta.

Grissom abaixa o olhar, sem reação. Brass balança a cabeça, pesaroso.

CW (com o tom mais firme): Eu te amo, amigo. Te conheço há décadas. Mas como mulher... como amiga da Sara... não tem como não estar do lado dela. Você a machucou. A gente viu. Vimos você hesitando, mentindo, permitindo que outra mulher invadisse o espaço dela, beijasse você.

GG (com voz trêmula): Eu juro que não retribuí. Eu... Eu fiquei em choque. Eu estava ... eu não queria brigar ali...

JB: Grissom, a questão não é só o beijo. É todo o histórico. O quanto ela teve que engolir em silêncio. E você sempre achando que bastava amar no seu tempo, do seu jeito, que isso bastava pra ela continuar.

GG (colocando as mãos no rosto): Eu a amo! Amo demais. Eu tô mal. Não consigo dormir direito. Não consigo me concentrar no trabalho. Eu não sei como viver sem ela... e sem o Arthur do meu lado todos os dias.

Catherine suaviza o olhar, mas mantém a firmeza na fala.

CW: Então você vai ter que aprender, Gil. Porque você perdeu essa mulher. E por mais que doa, talvez ela agora esteja encontrando um caminho que você não conseguiu dar pra ela. Paz. Amor sem drama.

JB (encostando o copo na mesa): Você ainda é pai do Arthur. Ninguém vai tirar isso de você. Mas sobre a Sara... você vai ter que respeitar as escolhas dela, mesmo que seja outro cara.

Grissom fecha os olhos por um instante, tentando conter as lágrimas. O silêncio entre eles é pesado, quase sufocante.

GG (sussurrando):

— E se ela não me perdoar nunca mais?

CW: Aí, Griss, você vai ter que viver com isso. Porque algumas coisas, a gente não tem como consertar.

Grissom chegou com o semblante cansado. Ao tocar a campainha, quem abriu a porta foi Miguel. O engenheiro parecia à vontade no espaço. Grissom não disfarçou a surpresa.

MIGUEL (gentil): Pode entrar. A Sara desceu pra buscar o Arthur com a mãe dela. Deve estar subindo.

O entomologista entrou, olhando em volta, sentindo o desconforto silencioso de estar no lar que não era mais dele — mas ainda carregava traços da mulher que amava. Aproveitou o momento de privacidade para ser direto.

GG (sério): Miguel, eu sei que você tem estado com a Sara. Não vim aqui brigar, nem discutir. Só queria te pedir... cuidado com ela. Tem um homem que a gente está monitorando, um sujeito perigoso que pode tentar algo contra ela. Teddy. Ela tá sendo vigiada, mas qualquer distração pode custar caro.

Miguel percebeu o tom de preocupação real no olhar de Grissom. Não era ciúmes. Era medo puro.

MIGUEL: Você a ama muito, não é?

GG (a voz embargada): Mais do que qualquer coisa nesse mundo. E estraguei tudo. Eu tentei ser correto com uma mulher que me jogou numa armadilha. Diana disse que esperava minha filha e me fez agir com responsabilidade. Mas ela me afastou da mulher que é, foi e sempre será o amor da minha vida. Hoje... quem me atualiza sobre a gestação é o médico dela. Eu não a vejo mais. Não quero vê-la. E se algo acontecer com a Sara... eu não sei o que vai ser de mim.

Miguel assentiu em silêncio. A dor no olhar do supervisor dizia tudo.

MIGUEL: Fica tranquilo. Eu vou estar atento. A Sara é... única. Merece ser cuidada.

O barulho da porta se abrindo interrompeu a conversa. Sara entrou com Arthur no colo, sorrindo para o filho, mas ao ouvir o fim da conversa, parou por um segundo. Ela percebeu que algo pesado tinha sido dito. Grissom se recompôs, engoliu a emoção e sorriu ao ver o filho.

SS (fria, apesar do coração acelerado):

— Griss, aqui está seu menino. Cuide bem dele.

(Beijando o bebê)

— Tchau, bebê! Divirta-se com o papai.

Grissom pegou o filho nos braços, e antes de sair, apertou a mão de Miguel com respeito. Depois se virou para Sara e, com um olhar carregado de tudo o que não podia mais dizer, depositou um beijo demorado no rosto dela. A morena fechou os olhos por um breve instante. Sentiu o golpe. Mas como sempre, vestiu sua máscara e se manteve firme.

GG (em voz baixa): Tchau, gente...

Ele saiu. O silêncio pesou no apartamento. Miguel observou a expressão perdida de Sara.

MIGUEL: Você ainda o ama.

SS (virando o rosto): Como?

MIGUEL (com delicadeza):

— O jeito que ele falou... e o jeito que você tremeu quando ele te beijou. Vocês dois se amam. Eu não tô dizendo que ele merece perdão — não é isso. Mas não dá pra negar o que ainda existe aí dentro. Ele errou feio... mas tem plena noção disso. E sinceramente? No lugar dele, eu talvez tivesse caído na mesma armadilha. Pelo que entendi, Diana foi cruel e calculista.

Sara se virou, cruzando os braços como se quisesse afastar aquele incômodo emocional que crescia dentro dela.

SS: Sabe o que eu acho, Miguel? Que é melhor irmos logo pro nosso compromisso... e deixar Grissom pra lá.

Miguel apenas assentiu, mas no fundo sabia — e ela também — que deixar Grissom pra lá não seria tão simples assim.

No plantão seguinte Sara caiu numa dupla com Grissom e o caso era numa pista de gelo. A iluminação fria do ginásio se espalha em reflexos esbranquiçados pela pista. No centro, cercado por cones de segurança, está o corpo. Mas o foco de Sara Sidle e Gil Grissom naquele momento não é a vítima. Sentados lado a lado nas arquibancadas vazias, ambos observam em silêncio. O vento gelado passa por entre os assentos. O barulho de seus casacos se mexendo é quase o único som.

SS (com um sorriso de canto, quebrando o silêncio):

— Sabe o que isso me lembra?

GG (virando o rosto curioso): O quê?

SS: Um caso que investigamos há anos, num estádio parecido com esse. Foi quando descobri que você gostava de baseball.

Grissom sorriu, nostálgico, e assentiu.

GG: É. E lembro exatamente do que você me disse quando comentei que baseball é um belo esporte.

SS (rindo): “Desde quando você se importa com beleza?”

GG (olhando direto nos olhos dela): E eu te respondi... “Desde que eu te conheci.”

(pausa)

— E continuo afirmando isso.

O coração de Sara bateu mais forte. Era como se aquela frase tivesse vindo direto do passado para desmontar todas as armaduras. O silêncio entre os dois voltou, mas agora estava carregado de outra coisa: tensão, desejo, saudade.

Os olhos de Grissom desceram lentamente até os lábios de Sara, e dessa vez, sem hesitar, ele se inclinou. Ela não recuou. Seus rostos se encontraram num beijo profundo, intenso, carregado de tudo o que ficou preso por tanto tempo: raiva, amor, dor, paixão.

Quando se afastaram, os olhos ainda estavam próximos, ofegantes.

SS (em sussurro): Por que agora?

GG (com a voz rouca): Porque eu não aguentava mais só lembrar.

Mas antes que qualquer outro gesto pudesse se seguir, uma voz surgiu abaixo, vinda da pista.

GREG (gritando e subindo os degraus, distraído):

— Ei! Achei algo estranho perto do banco de reservas! Ah, estão aí!

Os dois se separaram num pulo, ajeitando os casacos, os rostos corados mais do que o frio justificava. Greg, como sempre, não percebeu nada.

GREG (empolgado):

— Bora lá, chefe! Sara, vem ver isso, acho que pode ser uma pegada no gelo ou... sei lá, parece uma pista promissora!

Sara se levantou ainda meio zonza. Grissom permaneceu sentado por mais um instante, observando-a com uma mistura de arrependimento e esperança. Ela desceu os degraus com Greg, mas ao chegar ao meio da escada, virou-se discretamente para o ex-marido e trocou um olhar rápido. Havia dúvida, mas também um resto de calor.

Talvez não estivesse tudo perdido. Talvez.

As luzes frias do laboratório davam um tom quase clínico à sala, mas o ar ali dentro estava carregado de algo completamente oposto: calor. Grissom digitava os últimos parágrafos de seu relatório, enquanto Sara revisava o dela em silêncio. Greg já havia se despedido minutos antes.

GG (fechando o notebook e olhando para ela):

— Sara... pode ficar mais um minuto?

Ela levantou o olhar, desconfiada.

SS: É sobre o caso? Já está tudo encerrado.

Ele se levantou sem responder, foi até a porta e a trancou. O som seco do trinco girando fez o coração da perita acelerar. Quando se virou, o olhar dele não era mais do supervisor impassível, mas do homem que ela conhecia por trás das camadas de controle.

GG (em um tom baixo, determinado):

— Quero falar sobre o beijo que trocamos.

Ele foi se aproximando, devagar, sem dar espaço para fuga. Sara, instintivamente, foi recuando até sentir as costas baterem na parede fria.

SS (tentando manter a postura, mas com a voz falha):

— Grissom... por favor...

GG: Se Greg não tivesse chegado naquela pista, eu não sei o que teria acontecido.

SS (virando o rosto): Não teria acontecido nada. Não pode acontecer.

GG (se inclinando, os olhos presos nos dela):

— Então quer dizer que se eu te beijar agora... nada vai acontecer?

Ela ficou em silêncio. O silêncio era a permissão que ele precisava. O beijo veio firme, urgente, e ela não resistiu — não queria resistir. As mãos se encontraram, corpos colidiram. O desejo explodiu sem chance de contenção. Quando Grissom falou entre beijos no pescoço dela, a voz dela era quase um sussurro rendido.

SS (segurando o rosto dele):

— Você é terrível, Grissom. Espero que não sejamos interrompidos... porque você me deixou em chamas. Agora resolva isso.

GG (roçando os lábios nos dela): Seu bombeiro está aqui.

A partir dali, o autocontrole foi deixado para trás. Roupas foram arrancadas com pressa, empurradas da mesa como se fossem evidência irrelevante. Cada toque era uma mistura de raiva contida e amor reprimido. Tentaram ser silenciosos, mas o desejo não pedia permissão.

Em certo momento, ouviram Catherine chamando Grissom do lado de fora. Os olhos de Sara arregalaram por um segundo, mas ele apenas a beijou com mais fome. Parar não era mais uma opção.

Depois do clímax, ficaram abraçados, ofegantes, ainda nus entre as provas da entrega. Os corações batiam rápido, os corpos ainda colados. Silêncio.

SS (com a cabeça no peito dele): O que foi isso, Grissom?

GG (acariciando o cabelo dela):

— A única coisa certa que eu fiz em muito tempo.

Já devidamente vestidos e antes de sair da sala, a morena o surpreendeu e voltou o beijando profundamente: Eu também te amo!

GG: Sara por favor toma cuidado e depois será que podemos conversar?

SS: Sim Grissom, podemos!

O supervisor saiu soltando fogos de artificio e chegou na sala de vídeo estranhando a tensão de Brass e Cath que estavam ao telefone. Logo Calleigh e Horatio apareceram no vídeo.

Calleigh: Oiiii gente!! Então tínhamos feito um acordo com Estevam Corcega com intuito dele nos avisar sobre qualquer movimentação do grupo de Teddy e Enrico. Hoje ele nos avisou que Enrico ligou para Victoria e a deixou atenta para a chegada da criança, ou seja eles vão agir.

JB: Cadê Sara ?

GG: Ela foi para casa.

JB: Vou ligar para os policiais que estão na patrulha.

GG: Cath ligue para Sara que eu vou ligar para o Miguel.

O desespero bateu quando eles não conseguiram contato com ninguém, então partiram para o local.

GG: Se soubesse não teria deixado ela sair do meu escritório;

CW: Vocês estavam no escritório?? Eu fui lá e estava fechado e as cortinas estavam fecha... O que os dois estavam fazendo lá?

O homem ficou vermelho e mesmo com toda essa tensão todos no carro caíram na gargalhadas.

GG: Foi um momento de matar a saudade e ela aceitou conversa comigo depois. Espero que ela esteja em casa.

Ao chegarem ao local os primeiros policiais informaram que encontraram os colegas desacordados. Subiram apreensivos e ao chegar na porta do apartamento o mesmo estava com a porta aberta. Entraram devagar, apreensivos ao verem sinais de luta, sangue e alguém caído perto do sofá.

CW: Griss o que foi que aconteceu aqui? Meu Deus!!

JB: Gente sem sinal de Sara e Arthur no apartamento!

GG: Chamem a ambulância!! Esse homem caído aqui é o Miguel!! Brass chame todos para a ação. Temos que encontrar minha mulher e meu filho. Meus amores vamos encontrar vocês!!!

Notas finais
Non perderti questo gioiello di una donna al tuo fianco che ti ha fatto questo grande dono. Godere!!!" Tradução: Não perca essa joia de mulher ao seu lado que lhe deu esse grande presente. Bom apetite!!!