Rivedere i capitoli della vita
29 Capitulo 29
Notas iniciais
Sara havia combinado com Miguel dele pegar Arthur com Beth e depois busca-la no laboratório.
SS: Bom dia Miguel!! Obrigada pela ajuda!! Vamos passar em casa só para que eu possa tomar um banho e depois podemos ir.
Miguel: Eu pensei que você tinha tomado banho no laboratório? Demorou para atender ao telefone.
SS: Bom... eu... eu tive um pequeno atraso.
Miguel já rindo da amiga: Esse atraso tem algo a ver com esse chupão no seu pescoço?
SS: É O QUE? (A morena colocou a mão automaticamente no pescoço.) Tá, eu tive uma recaída com o Grissom.
Miguel: Então esta se sentindo levinha..
A perita deu um tapa no braço no amigo, vermelha de vergonha enquanto ele estava morrendo de rir. Apesar dos ciúmes de Grissom, Miguel virou um grande amigo de Sara e vem a ajudando bastante nesse período de separação.
Chegaram no apartamento e Sara colocou Arthur na cadeirinha para poder se arrumar.
Miguel se aproximou da janela e franziu a testa.
Miguel: Estranho… aquele carro da polícia ali embaixo não tem identificação. E os dois caras dentro… estão nervosos demais pra simples patrulheiros.
A campainha começa a tocar, porém Miguel ainda esta desconfiado. Sara chega na sala e estranha o nervoso do amigo. A campainha tocou de novo, insistente. Antes que Miguel pudesse falar algo, a porta foi arrombada com um estrondo seco. Dois homens armados invadiram, apontando diretamente para Sara.
Teddy: Como vai meu amor? Quanto tempo que não nos vemos... quem é esse babaca aí?
SS: O que você está fazendo aqui Teddy?
Teddy: Vim lhe buscar. Você é minha e de mais ninguém. Vamos embora que não temos muito tempo.
SS: Eu não vou a lugar nenhum com você.
Teddy: Ahhh você vai!!
Antes que perdesse a coragem, Miguel avançou para cima de Teddy e Sara derrubou Enrico. As duplas estavam em uma briga feia. Um disparo ecoou como uma explosão no pequeno apartamento. Miguel cambaleou para trás, sangue escorrendo pela camisa.
SS (gritando): MIGUEL!!!
Teddy: Sara pode parar agora com a palhaçada ou vou meter uma bala nessa criança.
Enrico: Calma ai Teddy, a criança não!!
Teddy: Cala a boca Enrico! Como é Sara, vai comigo ou não?
Ela olhou para o amigo caído, depois para Arthur nos braços do monstro. O coração batia tão alto que abafava os gritos ao redor.
SS (com a voz trêmula): Eu vou com você, Teddy. Só não machuque meu filho, por favor...
Teddy: Pois pegue ele e vamos embora agora!!
SS: Teddy não podemos ir e deixar o Miguel ferido ai...
Teddy: Vamos embora agora!! Leve ela Enrico, anda.
Eles saíram e mal entraram no carro já ouviram o barulho das sirenes. Eles conseguiram sair antes da chegada da policia e da equipe.
Atualmente...
Catherine chegou segundos depois, acompanhada por Nick e Brass. Ao ver Miguel no chão, correu até ele enquanto Grissom chegava, ofegante.
Grissom: *Onde está a Sara?*
Miguel, quase sem forças, sussurrou: *Levaram ela… e o Arthur…*
Miguel já havia sido levado para o hospital e a equipe toda estava no caso. Nick informou que foi por pouco que não chegaram a tempo de vê-los saindo. A equipe de Miami também estava de prontidão para o caso de Enrico entrar em contato com Estevam e Victoria.
Já Teddy havia feito uma parada na casa em que haviam alugado para isso antes de pegar a estrada. Sara estava trancada num quarto ouvindo a discussão do seu ex com o comparsa. Teddy queria que Enrico matasse Arthur e seguisse com eles até o México. O homem disse que não iria com eles e com isso ficaria com a criança para não atrapalhar a viagem dele.
Teddy: Eu não quero saber de você ou esse pirralho me atrapalhando. Eu quero ficar em paz com Sara. Vou comprar lanches pra gente.
Quando o homem saiu, Enrico entrou devagar, tentando não assustar Sara, que imediatamente agarrou Arthur com força.
Enrico (calmo, sincero):
Sabe, Sara… fico encantado com o jeito que você protege seu filho.
Eu... fui abandonado ainda bebê. Cresci no sistema e nunca fui adotado. Aos dezoito, fui jogado na rua. Aprendi tudo na marra. Por isso… por tudo que vivi… eu não consigo apoiar o que o Teddy quer fazer. Machucar uma criança… separar ela da mãe… isso é monstruoso.
Eu prometo: vou fazer seu filho chegar até o pai.
SS (olhando nos olhos dele):
Enrico, me ajuda a fugir do Teddy. Ele é um psicopata.
Enrico:
Sara, eu queria muito… mas se eu falhar agora, a vida do Arthur fica em risco. Primeiro preciso garantir que ele esteja em segurança. Depois… te ajudo, eu juro. Você confia em mim?
SS (apertando o filho no colo):
Você está falando sério? Por que está me ajudando?
Enrico (visivelmente emocionado):
Desde que o Teddy começou a falar em machucar essa criança, eu percebi que estava do lado errado. Só fiquei porque vi uma chance de fazer alguma diferença.
Se você soubesse como é crescer sem ninguém…
SS (com voz baixa):
Eu sei, Enrico. Eu cresci no sistema também…
(a morena então contou, em poucas palavras, sua trajetória – os lares temporários, a solidão, as cicatrizes que o tempo não apagou.)
Enrico ficou em silêncio por um segundo, digerindo o que ouvira, com respeito nos olhos.
Enrico (mais sério):
A gente não tem muito tempo. O Teddy já vai voltar. Mas antes que eu vá… tem algo que você precisa saber.
Eu acho que a filha da Diana pode não ser do seu marido.
Naquela noite… eu vi outro homem entrando no quarto dela. Ela transou com os dois, e… bom… também nos ajudou com esse sequestro.
Sara arregalou os olhos, em choque.
SS (em sussurro): Ela também?
Enrico (já indo em direção à porta):
Fica firme, Sara. Seu filho vai ficar bem. Eu prometo.
Ele saiu rapidamente, fechando a porta atrás de si. Poucos segundos depois, Teddy entrou, com um sorriso estranho e um saco de papel nas mãos.
Teddy (com um tom forçado de carinho):
Trouxe seu lanche, meu amor. Vegetariano, do jeito que você gosta.
Sara o olhou, o estômago revirando. Não era fome. Era o nojo. Era medo.
Mas agora… ela tinha um aliado. E uma promessa.
No laboratório, Diana chegou ao escritório do supervisor alegando estar querendo dar uma força para Grissom.
Diana entrou sem ser chamada, com o ar fingidamente prestativo.
Diana: Vim ver se precisava de alguma coisa… achei que talvez quisesse ajuda…
Grissom (levantando os olhos, seco):
Eu quero você longe de mim.
Não precisa fingir. Sei que está comemorando tudo isso.
Mas entenda uma coisa, Diana: mesmo que você fosse a última mulher do mundo, eu não ficaria com você.
Ele se levantou, o tom se tornando mais duro a cada palavra.
Grissom: Desde o momento em que pisou em Vegas, só soube atacar a Sara. Chegou ao cúmulo de dar à sua filha o nome da filha da Heather só pra provocá-la.
Você é baixa. Mesquinha.
E, acima de tudo…
A mulher que tentou destruir o amor da minha vida.
Diana (tentando se manter firme):
Pode me odiar à vontade, Grissom, mas eu vou fazer parte da sua vida querendo você ou não.
Nós teremos uma filha.
Grissom (olhando diretamente nos olhos dela):
Se essa menina for minha, eu vou pedir a guarda.
Você não é exemplo pra ninguém, Diana.
E agora, me dê licença. Eu preciso encontrar a minha mulher. E o meu filho.
Ele passou por ela sem esperar resposta, mas mal chegou à porta, ouviu um barulho seco. Virou-se a tempo de ver Diana desfalecendo e segurando a barriga.
Grissom (gritando):
Alguém chama a ambulância! Agora!
Enquanto acompanhava Diana no hospital, dividia a mente entre o que via e o que queria esquecer. Cada segundo ali o afastava de Sara. Sentia-se traindo ela só por estar ao lado daquela mulher — mesmo que fosse por obrigação.
Mas algo o corroía por dentro. O bebê. E se fosse mesmo dele?
Fabrizio veio ao encontro do supervisor para dar informações.
FC: Grissom sinto muito por Sara e seu filho, espero que os encontre logo. Bom, Diana teve uma crise nervosa, com alteração da pressão arterial e vou por precaução segura-la até amanhã aqui.
GG: Agradeço Fabrizio! Soube agora a pouco que os pais dela estão voltando de viagem e virão direto para Las Vegas. Espero que coloquem juízo nela. Tenho que ir, qualquer coisa me avise Fabrizio!
Fabrizio: Sem problemas, te deixo informado!! Boa sorte!!!
Teddy sabia que o tempo estava contra ele. O cerco policial podia fechar a qualquer momento, e ele não queria correr riscos. Chamou Enrico de canto, mantendo a mão próxima à arma.
Teddy (frio): Faça ela se despedir do moleque. Depois traga a mulher para o carro. Agora.
Enrico respirou fundo e subiu para o quarto. Ao entrar, viu Sara ao lado do filho, acariciando os cabelos do pequeno.
Enrico (baixo, apressado): Sara… chegou a hora. Mas escuta: eu prometo que o Arthur ficará bem. Vou entregar ele direto ao Grissom.
Enquanto Teddy está distraído lá fora, escreva uma carta. Rápido. Mas seja objetiva.
Sara assentiu com lágrimas nos olhos e pegou papel e caneta. Tentou conter o tremor das mãos e escreveu o máximo de informações que pudesse — a localização aproximada, descrição da casa, pistas sobre o caminho da fuga, e principalmente, o que Enrico lhe contara sobre Diana.
Logo Enrico retornou. Era hora.
Sara se ajoelhou ao lado da cama. Arthur dormia profundamente, alheio ao caos ao seu redor.
Sara (em sussurro, beijando o filho):
Filho… a mamãe te ama mais do que tudo. Logo você estará com o seu pai. Seja forte, meu amor. E seja bom com ele. Eu amo vocês dois.
Com o coração em pedaços, ela foi levada até o carro. Suas mãos foram amarradas enquanto Teddy sorria satisfeito no banco do motorista.
Teddy (com um brilho doentio nos olhos):
Agora sim, minha bela… só nós dois. Como sempre deveria ter sido.
O carro partiu em alta velocidade, deixando para trás a casa e o filho de Sara.
Na casa...
Enrico ligou rapidamente para Victoria.
Enrico (baixo, direto): Tenho o pacote. Encontra comigo no ponto combinado.
Do outro lado da cidade, Esteban, já infiltrado, avisava Calleigh sobre a movimentação do grupo.
Esteban: Confirmado. Enrico e a namorada vão agir hoje. Entrega em Vegas.
Calleigh respondeu prontamente, repassando a informação para Horatio, que já estava a caminho com a equipe de Miami.
Horatio (no telefone com Brass):
Capitão, estamos na cola do grupo. A mulher que vai receber Arthur está a caminho. Eles planejam fazer a troca ainda hoje.
Grissom (ouvindo ao fundo, desesperado):
Se eles já estão prestes a entregar o Arthur…
Isso significa que separaram ele da Sara.
Catherine: Griss… temos uma pista. Uma casa alugada ao norte do condado, no nome de um falso médico. A descrição bate com Teddy.
Grissom (já saindo com as chaves): Então vamos! Agora!
Em outro ponto, precisamente Whitney Ranch, Victoria chegava com Esteban para encontrar com Enrico. Eles entraram na casa informada pelo rapaz e Calleigh juntamente com Horatio e dois policiais, vendo que estava seguro, invadiram o local, só que estranharam o silencio. De repente dos fundos veio um barulho de arranque de um carro e ao correrem para o local, viram o casal fugindo. Calleigh encontrou Esteban descendo com Arthur e o homem entregou o bebê para a perita.
Horatio: Sabe para onde vão?
Esteban: Eu não sei senhor. O próximo passo Enrico disse que falaria aqui, só que me mandou buscar a criança lá no quarto e fugiu antes de falar.
Calleigh: Vamos encontrar Grissom! O filho dele veio com uma carta e creio ser muito importante.
A equipe do Condado chegou à casa indicada com a respiração suspensa. O silêncio ali era quase sufocante. Quando entraram e constataram que o local estava vazio, um peso caiu sobre todos.
Brass (ao telefone): Capitão? Temos uma atualização… Arthur foi encontrado. Está seguro. E... está com uma carta da Sara.
O alívio percorreu a equipe como um sopro de ar depois de minutos de sufocamento. Todos correram de volta para o ponto de encontro.
Assim que chegaram, Grissom viu o pequeno nos braços de um agente. O menino chorava, inquieto — até que o viu.
GG (ajoelhando-se, emocionado):
Filho... papai está aqui! Já passou, está tudo bem…
Ao sentir o colo do pai, Arthur enfim se acalmou. Encostou o rostinho no peito de Grissom, respirando fundo. A cena arrancou lágrimas até dos mais durões da equipe.
Brass (entregando o papel): Grissom... a carta.
Grissom respirou fundo, ainda com Arthur no colo, e leu em voz alta:
**"Gil,
Serei breve porque não tenho muito tempo. Teddy está me levando para Tijuana numa SUV Traverse prata, placa 246-U36.
Enrico prometeu entregar Arthur em segurança e também me contou que Diana ajudou a orquestrar o sequestro.
Ele afirmou que no dia em que vocês estiveram juntos, outro homem esteve no quarto. A filha pode realmente não ser sua.
Griss... não sei como essa história vai terminar. Mas quero que cuide bem do nosso filho.
Quero que ele e você saibam que os amo muito. E que vou amá-los pro resto da minha vida.
Espero que o Greg e o Nick parem um dia com as farras e finalmente se casem, que a Cath e o Warrick se decidam logo,
e que o Brass saiba que ele foi o pai que eu não tive.
Beth... foi a mãe carinhosa que a minha não pôde ser, por conta da saúde dela.
Amo vocês. Minha família.
Até um dia.
Com carinho,
Sara Sidle Grissom."**
Quando Grissom terminou, os olhos estavam marejados — assim como os de Catherine e Greg. O silêncio respeitoso que se seguiu era cheio de dor, mas também de amor.
Greg (engolindo o choro, tentando brincar):
Eu... eu até que toparia casar, se encontrasse alguém que lavasse a louça de vez em quando.
Catherine (sorrindo com lágrimas nos olhos):
E eu e Warrick... um dia a gente se entende.
Brass (baixando a cabeça, emocionado): Essa garota...
Grissom olhou para o céu, abraçando o filho com mais força.
E murmurou, como uma promessa:
GG: Eu vou te encontrar, Sara. Não importa onde esteja. Eu juro que vou te trazer de volta.
Brass engoliu a emoção e resolveu ser racional.
JB: Gente já que ele esta indo para Tijuana porque não vamos para San Diego? Ele esta de carro, vamos de avião economizando horas.
NS: Tenho um amigo em San Diego para dar apoio a vocês e vou junto com Artch monitorar o carro principalmente que temos uma descrição do veículo com placa.
O supervisor foi deixar seu filho em casa enquanto todos se dividiam em suas funções. Ecklei conseguiu um voo para leva-los até San Diego e Nick já havia contatado seu amigo.
Já no carro Teddy vinha relembrando o tempo que esteve se relacionando com Sara, contou sobre o período militar e recordou sobre do dia do hotel em SF.
Teddy: Com quem você ficou dois naquele hotel? Você nunca foi o tipo que só joga de imediato na cama de um homem.
SS: Sim, realmente nunca fui, mas naquele momento eu havia descoberto o amor e estava vivendo e curtindo em toda sua plenitude momentos ao lado do homem da minha vida.
Teddy: Você me disse que Grissom era o homem da sua vida... não vai me dizer que você estava naquele dia era com ele?
SS: Sim… conheci o Grissom na Conferência Forense em Berkeley.
Teddy (perdendo o controle): Você tá brincando comigo, né? Comigo você demorou dois meses pra transar! E quando transávamos, se foram três vezes em nove meses foi muito! Com esse cara… em menos de uma semana?!
SS (encarando-o com frieza): Sim. E em dois dias com ele… Fiz mais amor do que em todo o tempo com você. Grissom é um homem de verdade. Ele me ama… e me faz sentir viva. Você nunca me conheceu, Teddy.
A fúria subiu como uma chama no rosto dele. Sem aviso, o punho de Teddy voou.
O soco atingiu Sara na têmpora esquerda com violência. O mundo girou. Ela caiu de lado no banco, zonza, vendo tudo embaçado. A dor era latejante, mas pior que a dor… era a raiva.
SS (quase num sussurro): Covarde…
Mas ele já não ouvia. Silêncio. A conversa havia terminado — à força.
Teddy estacionou próximo a um antigo posto de abastecimento, num trecho ermo e seco da estrada. Desceu para buscar água e algo para comer. Sara, ainda amarrada, mal conseguia levantar a cabeça.
Foi então que uma patrulha local passou devagar, observando a SUV.
Patrulheiro (no rádio):
Central, temos visual da Traverse prata, placa 246-U36. Parada em Halloran Springs. Solicitando reforço.
Teddy percebeu o movimento no retrovisor da loja. Os olhos dele se estreitaram. Sem hesitar, puxou a arma.
Dois tiros secos, certeiros.
Sem dar chance de defesa, os dois oficiais caíram. Ele nem verificou se estavam vivos. Correu de volta para o carro, ofegante, com as mãos ainda tremendo.
SS (com voz rouca, indignada):
Você matou eles...
Meu Deus… que tipo de monstro você se tornou?
Teddy (subindo no carro, com sangue nos olhos):
VOCÊ me transformou nisso!
Você me abandonou, Sara! Jogou fora o que a gente tinha.
Seu lugar era comigo… dentro da nossa casa… da nossa vida!
SS (encarando-o com desprezo):
Eu nunca tive uma vida com você.
Eu sobrevivi… até te deixar.
Teddy acelerou, pisando fundo na estrada como se pudesse fugir da própria loucura. Sara, mesmo ferida, não tirava os olhos dele. Sabia que sua única chance era resistir.
E, se possível… lutar.
Catherine revisava relatórios quando a porta se abriu com pressa. Sophia entrou com o celular na mão e um olhar sério.
SC: Cath, acabaram de confirmar. Dois policiais foram atacados em Halloran Springs.
O atirador bate com a descrição do Teddy. E o carro é uma Traverse prata com a placa 246-U36 — exatamente a que a Sara descreveu na carta.
Catherine se levantou na hora, o coração disparado. Caminhou com Sophia até o grande mapa da parede, onde estavam marcando os pontos da movimentação.
SC (apontando com o marcador): Ele está a menos de 50 km de Baker. E Baker tem um aeroporto particular usado por traficantes e contrabandistas. Se ele decidir mudar de transporte… temos que saber agora.
CW (já digitando no celular): Vou mandar mensagem pro Gil. Ele precisa saber disso antes que Teddy desapareça do mapa.
SC (conferindo dados no tablet):
Já alertei o pessoal da fronteira e solicitei imagens de satélite da rota 15.
Se ele continuar no carro, podemos interceptar.
Se mudar para o avião… teremos que agir rápido.
CW (olhando o mapa com firmeza): Ele não vai escapar. Não com a gente no encalço… e não com a mulher errada no banco de trás.
O grupo se preparava para embarcar rumo a Baker quando um agente se aproximou do supervisor.
Agente: Senhor Grissom… preciso que o acompanhe. Há pessoas querendo falar com o senhor.
Grissom (impaciente): Agora? Estamos com uma operação em andamento!
Agente: Eles disseram que é urgente. E... são os pais da senhora Thompson.
Com visível irritação, Grissom seguiu até a sala indicada. Ao entrar, deparou-se com um casal elegantemente vestido, mas com postura arrogante. Jack Thompson se levantou primeiro, estendendo a mão.
Jack: Prazer em conhecê-lo, senhor Grissom. Serei breve. Minha filha não é uma mulher qualquer. Tenho um nome a zelar, especialmente no meio político. Portanto, espero que o senhor resolva essa situação da forma mais adequada possível: Finalize logo esse divórcio... e se case com minha filha.
Grissom cruzou os braços, firme, os olhos gelados.
GG: Pois bem, senhor Thompson. Informo que não pretendo me divorciar. E, com todo o respeito… sua filha está bem longe de ser uma mulher puritana.
O olhar de Jack se estreitou. Madeleine arregalou os olhos.
GG (continuando): Quando dormi com Diana, estava sob efeito de drogas colocadas indevidamente na minha bebida. Estava fora de mim. Não sabia o que fazia. Esse estado, aliás, foi muito bem aproveitado pela sua filha.
Madeleine (confusa):
Você está dizendo que...?
GG (frio): Sim, senhora. Fui drogado. E mais: recentemente descobrimos que havia outro homem no quarto naquela noite. Seu nome é Peter Ford.
Jack (surpreso):
Peter... Ford? O nome é do...
GG: Ele acompanhou Diana ao Congresso em Boston. E esteve presente na mesma noite em que ela alegou ter engravidado. Portanto, é perfeitamente possível que ele seja o pai da criança.
Madeleine (chocada): Meu Deus…
GG: Apesar disso, durante esses cinco meses de gestação, cumpri meu papel. Acompanhei exames, dei apoio… fui respeitoso. Mas agora chega. Descobrimos evidências de que Diana pode ter participado ativamente do sequestro da minha esposa e do meu filho. Ela passou todos esses meses tentando destruir meu relacionamento com a única mulher que eu amo. Portanto, senhor Thompson… O que eu quero é distância da sua filha.
Grissom deu um passo em direção à porta, e antes de sair, concluiu:
GG (sem olhar para trás): Com licença. Tenho uma família para salvar.
Grissom saiu da sala sem olhar para trás, deixando Jack e Madeleine Thompson em completo silêncio. Por alguns instantes, só o som do ar-condicionado preenchia o ambiente.
Madeleine quebrou o silêncio, a voz baixa, abalada:
Madeleine: O que vamos fazer, Jack?
Jack, ainda encarando a porta por onde Grissom saíra, respirou fundo, mas não conseguiu esconder a inquietação.
Jack: Vamos até o hospital ver nossa filha. Mas antes… preciso que Denver encontre o Peter Ford. E que o traga para Las Vegas o quanto antes.
Madeleine (alerta): Você vai falar com ele?
Jack (frio): Vou colocar aquele malandro contra a parede. Se Grissom estiver certo… e provar que Diana participou do sequestro… Temos uma bomba prestes a explodir. E não vou deixar que isso destrua o nosso nome.
Madeleine (sussurrando, angustiada):
Ela sempre foi impulsiva, mas… será que teria ido tão longe?
Jack (seco): Impulsiva ou não, não é mais sobre o que ela fez… É sobre o que vai aparecer na imprensa.
Jack se levantou, ajustando o paletó com rigidez.
Jack: Hora de blindar nossa filha. Mesmo que, para isso, a verdade tenha que ser administrada com... cautela.
Quarto privativo de Diana Thompson
A jovem repousava com expressão abatida. Tinha os olhos semicerrados, mas despertou ao ouvir o clique da porta. Ao ver os pais, sentou-se com esforço.
Diana: Mãe... pai... que bom que vieram.
Madeleine (tom suave): Como você está, querida?
Diana (tentando parecer vítima): Cansada. E humilhada. O Grissom me tratou como se eu fosse... descartável. Como se eu não fosse nada!
Jack permaneceu em pé, postura rígida. Não demonstrava compaixão — apenas estratégia.
Jack: Você mentiu pra gente?
Diana (surpresa): Do quê você tá falando?
Jack: Grissom afirma que, no dia em que transaram, alguém drogou a bebida dele. E que havia outro homem no quarto. Esse homem era Peter Ford?
Diana (evitando o olhar): Ele estava lá, sim… mas—
Jack (interrompendo, firme): Mais do que isso. Ele pode ser o pai dessa criança?
Madeleine (sussurrando, chocada): Diana… é verdade?
Diana (voz baixa, hesitante): Eu... não sei.
O silêncio que se seguiu foi cortante.
Jack: Você não só armou para se deitar com um homem comprometido, como agora está envolvida, segundo ele, no sequestro da esposa e do filho dele. Isso pode arruinar a nossa família inteira, Diana. A nossa imagem. A minha carreira.
Diana (desesperada): Então é só isso que importa? Imagem?
Jack (seco): Imagem é o que mantém sua mãe influente na sociedade, meu mandato como senador e o que garante que seu nome abra portas. Se você quiser ajuda, é melhor começar a dizer a verdade. Toda ela. Agora.
Madeleine (ainda abalada): Jack… e se for tudo verdade?
Jack (decidido): Se for, vamos controlar os danos. Mas se essa criança não for do Grissom… vamos enterrá-la na mídia como filha de um affair qualquer. O que eu não vou permitir é que minha filha seja vista como uma criminosa.
Ele se aproximou de Diana, encarando-a com intensidade.
Jack: Você quer nossa proteção? Então se comporte como alguém que ainda merece isso. Nos diga exatamente o que fez.
O clima era de tensão silenciosa. Grissom observava os monitores e mapas digitais sobre a mesa improvisada, enquanto Calleigh atualizava os dados no sistema.
JB: Confirmei com a patrulha: o SUV Traverse passou pela saída 148 da I-15 há trinta minutos. Estão na direção de Victorville.
GG: Se ele parar por lá, vai ser rápido. Não vai passar a noite toda.
Calleigh (conferindo o relógio): Vamos montar bloqueios discretos nos acessos laterais. Temos viaturas da California Highway Patrol colaborando sem levantar suspeitas.
Grissom levantou os olhos, o semblante sério. Sua voz era baixa, mas firme.
GG: Se ele encostar para descansar... Sara pode estar dentro daquele carro machucada, drogada, ou pior. Não quero que ele tenha tempo de reagir.
Brass: Vamos fazer certo, Gil. Não queremos um tiroteio no meio de uma cidade pequena. Se der. o pegamos lá.
Em Victorville foi o local realmente escolhido por Teddy para descansar. Como a partir daquele momento pegaria locais mais movimentados, o médico resolveu então dopar Sara para o caso de ser parado alegar que a "esposa" estaria dormindo. Enrico havia deixado com ele documentos falsos para ele e a perita e o homem achava estar na vantagem por desconhecer que a equipe tinha as informações do carro.
Teddy: Logo, logo meu amor estaremos nos bronzeando numa praia de Tijuana. Eles devem estar nos procurando em Las Vegas já que não sabem que saímos da cidade. Seremos muito felizes meu amor!
SS: Ao seu lado eu serei mega infeliz, nuca serei sua.
Teddy: De um jeito ou de outro será, mas na hora certa resolveremos isso. Por enquanto coma, se quiser ir ao banheiro vá no mato. Pela manhã partiremos!
Sara foi para um lugar privado para fazer sua necessidade e olhando para o céu pensava se conseguiria sair dessa situação viva.
No mesmo momento, só que em uma estrada de San Diego, um homem sentado numa pedra contemplava o céu estrelado afirmando: Nós vamos te encontrar Sara e eu nunca mais vou deixar você sair do meu lado!!
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