Rise Of Olympus - Primeira Temporada

4 Capitulo 4 - Eu finalmente consigo respirar


Capítulo 4 — Finalmente consigo respirar

– Acho que estou amando.

– Meus pêsames.

Lá estava eu, sentado em um dos troncos em volta da fogueira com a Ivy. Já estava de noite, um pouco frio, porém, os filhos de Hermes continuavam correndo para todos os cantos.

– Nossa, achei que filhas de Afrodite preservassem o amor.

– Não odeio o amor, só nunca tive nenhuma decepção amorosa e nem pretendo ter. Deve ser cansativo, sabe? — Disse ela olhando para o fogo -

– Nunca pensou em namorar? Quer dizer, você tem 15 anos, e geralmente meninas dessa idade costumam namorar.

– Sei quantos anos eu tenho. Gary, isso é difícil, entende? Nunca passei um dia normal com minha madrasta, na verdade, parecia mais um daqueles contos de fadas, e eu pretendo ir muito devagar com essa ideia de amor.

– Então, você nunca amou nenhum garoto?

– Essa conversa sobre amor não é nada verdade. Você sabia que quando você gosta de alguém, não importa os dias, você só ama ela de verdade depois de quarto meses? Antes disso é só paixão.

– Estranho. E aquilo de "amor a primeira vista"? — Perguntei -

– Ah, isso é só um fetiche que as meninas criam para dizer quando vêem um menino bonito e querem transar com ele.

– Ivy Lyons, você é bem direta.

– Olha, foi desnecessário você ter falado meu nome todo. Mas, obrigado.

Eu sorri para ela, nunca tinha visto uma filha de Afrodite como ela. A noite passava e novamente eu fui para o meu chalé dormir, e novamente eu acordei tarde, — era umas três horas da tarde quando me levantei — fui dar uma caminhada pelo camp até que vi Abbadon e Cheryl saindo do chalé de Ártemis, Cheryl parecia estar muito estranha e inquieta, uma expressão de preocupada estava em seu rosto e ao mesmo tempo surgia e desaparecia um sorriso em seus lábios. Abbadon fitou ela pelo canto do olho e percebeu que algo de diferente havia com ela, algo muito estranho, as duas caminhavam pelo acampamento sem rumo e Cheryl parou a filha de Hefesto.

– Abbadon, podemos ir na casa grande? É algo sério.

Abbadon concordou com a cabeça e as duas foram até a casa grande, adentrando no local. Cheryl caminhou até um simples sofá de couro velho e um pouco rasgado, apontou para que Abbadon senta-se e assim a menina fez, sentando ao seu lado.

– Olha, Abbadon, não sei como te contar isso. Eu estava no chalé de Hera e eu e...

Antes que Cheryl terminasse a frase, barulhos de passos e cascos pela grama foram ouvidos, a porta foi aberta brutalmente e revelou a deusa Ártemis e Quíron. A deusa da caça estava com uma expressão raivosa e calma ao mesmo tempo, algo a deixava profundamente irritada.

– Cheryl, eu nunca esperava isso de você! Você fez coisas impróprias com o campista Will no chalé de Hera! Que vergonha, pelos deuses... Isso é uma desonra, mas eu não posso fazer nada. Sua imortalidade será retirada e a benção também, tenho dito!

Em uma reunião no Chalé oito, as meninas tinham distribuídos colares de prata com uma lua para cada uma das caçadora, e naquele momento o colar desapareceu do pescoço de Cheryl.

– Mas Lady Ártemis.. — Tentou explicar Cheryl com seus olhos cheios de lágrima -

– Sem m...

Antes que Ártemis conseguisse completar a frase, o céu retumbou e algo muito poderoso atravessou a barreira, chamando a atenção de todos os campistas. Uma mulher com os cabelos negros presos em uma trança, um longo vestido branco estilo túnica e sapatos gregos com uma coroa em sua cabeça. A mulher era doce e angelical, mas carregava ódio em seus olhos. Caminhou em direção a casa grande, sorrindo com as reverências dos semideuses e entrando no local onde pretendia. A porta fechou sozinha e a deusa fitou a menina, Cheryl, com um sangüinário olhar. A deusa sentou-se na cadeira e fitou o diretor de atividades, Quíron.

– A semideusa Cheryl Cooper teve relações sexuais em meu suntuoso chalé, Isso aqui não é um bordel e sim um acampamento! Tome cuidado com seus campistas.

Cheryl fitou a deusa, com um pouco de medo.

– Perdoe, m'lady. Não acontecerá mais...

– NUNCA MAIS! Vós será amaldiçoada.

A divindade respirou fundo um sorriso perverso se abriu em seu rosto.

– Eu, Hera, deusa das mulheres, dos partos e do casamento, amaldiçoo Cheryl, filha de Afrodite, que nunca poderá saber o que é uma família.

Assim foi feito, as palavras da deusa fizeram efeito e Cheryl logo no momento sentiu uma dor profunda como se algo tivesse sido tirado de sua mente, e assim, toda lembrança de seu pai e sua maravilhosa madrasta foram esquecidas. Cheryl caiu no chão da casa grande de joelhos colocando sua mão no coração, chorando e olhando para baixo.

Deveria ter uns cinquenta campistas em volta da casa grande tentando escutar, ver ou saber o que estava acontecendo lá, e quando a porta de lá abriu, Cheryl saiu de cabeça baixa e com a mão de Abbadon no seu ombro, Cheryl olhou para todos em volta e tentou não chorar, imediatamente ela correu para seu chalé. Me deu uma enorme vontade de ir atrás da Cheryl e a consolar, porém, eu vi Emma e Will atrás de uma arvore conversando, eu resolvi chegar perto de lá e ouvir um pouco da conversa.

– Você mentiu para mim — Disse Emma olhando par Will -

– Não menti para você, eu nem sabia que estávamos em um relacionamento sério!

– Você consegue viver com isso? Lógico, você é um durão melhor que todo mundo, Will.

– Eu não sabia que a Cheryl era das caçadoras! Ela pulou em cima de mim.

– E o que você fez? Achou uma ótima ideia vocês se comerem dentro de um chalé de uma deusa que não tem filhos mortais.

– Olha, eu, eu, não sei o que dizer sobre isso. Fiz por impulso! Você que estava obcecada por esse seu orgulho maluco.

– É melhor você se acostumar com esse orgulho maluco, porque você vai ver.

– Ótimo, e o que você vai fazer?

– Vou te mostrar o que é realmente maluco — Disse Emma correndo até o lago -

Eu sabia o quanto o gênio de Emma era forte, sabia que se ela quisesse vingança, teria uma guerra entre os dois. Bom, eu não sou bom com brigas por isso tentei ser cavaleiro e ajudá-la enquanto estava triste. Não que eu seja um otário de ir atrás dela, mas, eu acho que se eu atacasse logo depois que ela tivesse uma decepção amorosa, ela iria ficar mais sensível.

Corri para o lago e sentei junto com ela em uma pedra.

– Então, já pensou na forma que vai matar ele? — Perguntei ironicamente -

– Eu não quero matar o Will, quero fazer ele sofrer, mas, aí é que está o problema, eu não sei fazer isso — Disse Emma olhando para seu reflexo na água -

– Claro que consegue, você é a mais esperta desse acampamento.

– Como uma filha de Atena sou uma decepção para a minha mãe. Sou mais violenta do que esperta, eu penso menos e faço mais.

– Então, talvez você devesse pensar mais nas suas ações, escolhas, nas.. pessoas.

Ela olhou para mim.

– Sério? — Perguntou dando um sorriso -

– Sério o que?

– Não dê suas mensagens subliminares, Gary. Aceite, somos amigos.

– Amigos? Hum, então, agora você não me odeia?

– Nunca te odiei, eu posso ter sido um pouco orgulhosa em relação a Cheryl naquele dia, mas, eu tinha um objetivo e eu faço de tudo para conseguir o que eu quero, não deixo nada me atrapalhar. Eu corro atrás, eu tento ser melhor que todos, sou ambiciosa, para muitos é um defeito meu, mas eu levo como elogio.

– Você estava com ciúmes.

– É, eu estava com ciúmes.

– Cala a boca e me beija? — Perguntei -

Ela colocou sua mão no meu rosto.

– Tente outra vez.

– Está com outro filho de Ares? — Tentei falar sem que um de seus dedos atrapalhassem a fala sair da minha boca -

– Não, cansei de namorar. Não vou namorar ninguém por um ano — Disse ela tirando sua mão do meu rosto -

– Legal.

– Gary, eu gosto de você, só não quero entrar em outro relacionamento já que acabei de sair de um. Na verdade, estou me sentindo uma idiota por ter te tratado daquela maneira, mas, você merece coisa melhor.

– Gosto de meninas com gênio forte, e você é perfeita para mim.

Emma olhou para mim, sorriu e depois ficou olhando para o céu ainda com um sorriso no rosto. Eu fiquei sem graça, me arrependi do que tinha dito, talvez toda aquela conversa sobre amor com a Ivy tenha me dado coragem para ser bem direto com ela.

Quando eu resolvi tentar concertar o que eu tinha dito, Lucas apareceu no acampamento com sua blusa suja de terra e algumas gotas de sangue, Harry, aquele campista novo que tinha aparecido da primeira vez e não falou com ninguém também estava com ele. Lowfield correu com seu irmão Perry até os dois.

– O que aconteceu? — Perguntou ela segurando os braços de Lucas vendo as feridas -

– Eu sou o líder dos arqueiros, eu me responsabilizo por isso — Interferiu Harry -

Lowfield olhou para Harry confusa.

– Aé? Você sabe o quanto essas feridas são perigosas sem tratamento? — Perguntou -

– Sim, Lowfield.

– Tudo bem, você é a equipe de arqueiros me sigam — Disse Perry olhando para Harry -

Eu e Emma nos levantamos para ver o que tinha acontecido a essa hora.

– Equipe de arqueiros?

– Sim.

– Eles também são virgens?

– Não.

Lowfield levou Lucas para a enfermaria enquanto todos presentes ficavam olhando para a equipe de arqueiros em volta. Quíron ficou esperando na porta da Casa Grande a equipe dos arqueiros entrarem lá.

Enquanto isso na Enfermaria, Lucas se deitou em uma das camas baixas na enfermaria, Lowfield pegou um pano úmido e foi até ele.

Ela levantou seus braços e tirou sua camisa, eles se entreolharam.

– Então, você prefere cuidar dos seus pacientes pelados? — Perguntou Lucas dando um sorriso — Se quiser, pode tirar as calças também.

– Não, não, é — Lowfield corou — continua assim.

Ela pegou o pano úmido e começou a limpar o sangue que estava no corpo de Lucas.

Enquanto eu e Emma estávamos imaginando a bronca que os arqueiros estariam levando. David, irmão de Emma estava passando do nosso lado, ele parou e disse:

– E aí, vocês não vão lá no campo de morangos?

– Por que? — Perguntei -

– Estão fazendo roda da confissão lá, brother.

– Roda da confissão? — Perguntou Emma se levantando -

– Sim, Tanner organizou um espaço lá para o pessoal sentar e fazerem as coisas, maninha.

– E o que é isso? — Perguntei -

– Você se senta em uma roda junto com um monte de outras pessoas e elas escolhem uma pessoa para perguntar algo, a pessoa responde e depois a pessoa que respondeu, pergunta para outra pessoa. É bastante divertido, brother.

– Qualquer tipo de coisa? — Perguntou Emma -

– Qualquer tipo de coisa. Ah, e é proibido mentir — Sorriu David -

– E se alguém mentir? — Perguntei me levantando da pedra -

– Antes de começar a roda, todos os integrantes fazem um ritual e prometem não mentir sobre as coisas ditas lá, a promessa é mágica, se você quebrar, algo acontece com você.

– Legal, vamos! — Disse Emma puxando minha mão e correndo com seu irmão ao seu lado até o Campo de morangos -

Chegamos lá e já estavam todos sentados, alguns rindo e outros constrangidos. Assim que sentei em volta do círculo foi como algo tinha tocado na minha pele, algum tipo de tecido invisível, no momento em que senti aquilo vi que não tinha saída, eu não poderia mentir sobre nada, nada! Eu tentava olhar para baixo, não rir das perguntas e nem das respostas, tentava fingir que não estava lá para que ninguém fizesse nenhuma pergunta.

– Então, eu escolho você, Harry — Disse uma menina pequena com olhos castanhos e cabelos claros com um lindo sorriso -

Assim que ela falou o nome dele, me assustei, em todo aquele momento achei que ele e os arqueiros estavam na casa grande. Porém, ele estava diferente, parecia satisfeito, nem um pouco irritado, e a menina estava descalça em cima do gramado, ao redor do local em que ela estava sentada a grama ficara mais verde, mais bonita e mais cuidada.

– Pode mandar — Disse ele -

– Se fosse para você levar uma menina dessa rodada para um encontro quem seria?

– Qualquer uma que quisesse, porém, você — Harry deu um sorriso -

Logo, a menina olhou para baixo muito envergonhada com a expressão de arrependida, ela olhou para mim e deu um sorriso.

– Ah, Oi Gary! Meu nome é Abbey, é um prazer estar pisando no mesmo solo que um herói como você — Disse ela me encarando com seu enorme sorriso -

– Herói? — Eu e Emma nós entreolhamos -

– Sim, você ajudou muitos campistas, foi por essa razão que eu estou aqui no Acampamento, graças a você.

– Mas eu não..

– Sim, eu também acho que ele é um herói, principalmente por ter dado a ideia de espalhar os panfletos pela cidade — Interrompeu Emma -

Não, ela não estava sendo sarcástica. Parecia ter aceitado muito bem o que aconteceu.

Eu poderia dizer algumas coisas que poderiam dar créditos a Emma também, mas quando fui falar os gêmeos Waylands chegaram pulando, cantando e empurrando todos do campo de morango.

– Finn, olha! Aquilo é uma roda da confissão? — Perguntou Josh ao parar de pular -

– Ha, Há! Que perfeito, vai rolar beijo? — Gritou Finn a alguns passos da roda -

Um menino alto, negro e um pouco tímido viria atrás deles. Ele não parecia tão animado quanto as duas pestes idênticas que pareciam mais dois filhos de Hermes.

– Ei, pessoal! Esse é o nosso novo irmão, ele chegou agora já sabendo para qual chalé ir — Disse Josh se aproximando -

– O bonitão aqui se chama Logan, se quiserem, ele está solteiro — Disse Finn se aproximando -

– Ah, claro. Como se filhos de Hefesto fossem bonitos — Disse uma filha de Apolo sentada na roda -

– Bom, eu sou divo. Também existe lá as suas exceções, né, gata — Disse Finn -

– Exceções que no caso não é você — Respondeu a filha de Apolo -

– Madison, você canta igual a uma pata afogada — Gritou Finn -

– É isso aí, bota moral! — Gritoh Josh -

– Vão embora daqui, ferreiros sujos — Disse a filha de Apolo, Madison, se levantando -

– Não! Não briguem aqui, por favor. Vocês sabiam que a briga traz negatividade, e, ela não faz bem para o solo — Interferiu Abbey -

– Calem a boca e sentem logo. Gêmeos, vocês vão jogar? — Perguntou Harry -

– Não, eles tem um cérebro para concertar — Interferiu Madison -

Os gêmeos olharam friamente para Madison e depois saíram correndo de lá novamente

Depois de algumas horas de verdades ditas na hora, — e não pense que só porque somos filhos de deuses que nossa vida não deixa de ser como a um de adolescente em um colegial — o pessoal resolve acabar com a brincadeira. Foram para os seus chalés conversar e provar um pouco da segurança que o acampamento fornecia. Porém, meu assunto com Emma ainda não tinha acabado.

Assim que Emma se levantou da roda eu fui junto com ela, não tínhamos assunto, apenas andamos pelo acampamento como um passeio. Vi a Cheryl em um dos troncos em frente da lareira, sozinha, chorando. Emma foi para o lado oposto de onde ela estava, eu queria convence-la de que poderíamos ficar conversando com a Cheryl para que se ela se sinta bem depois daquela bomba que ela recebeu de manhã.

– Olha, eu tenho que conversar com o David sobre outra coisa muito importante — Disse Emma -

– Eu vou com você.

– Não, Gary, a Cheryl precisa de um amigo agora — Emma colocou suas mãos no bolso da calça jeans rasgada e foi caminhando para o seu chalé -

Quando eu me virei para andar diretamente para a Cheryl, Ivy e Madison estavam sentadas do seu lado conversando sobre coisas "femininas" e novamente Cheryl estava feliz, sorrindo, como se nada tivesse acontecido. Bom, eu não sei o que eu tinha aprendido naquele dia, só sei que não posso contar muito com o pessoal desse acampamento. Quer dizer, todos aqui são uma família, nunca tiveram problemas sérios ou coisas do tipo, mas, aposto que se tivesse alguma coisa séria, todos iriam se separar em grupos e se salvar, eu tinha certeza de que alguém iria puxar a Emma de mim e eu ia ficar sozinho, ela tem muitos amigos, eu não tenho quase ninguém do meu lado. Eu precisava de um melhor amigo ou amiga, aquele acampamento estava se tornando um colégio americano com aquelas regras idiotas da cadeia alimentar.

Tudo bem, mas, quem seria meu amigo? Eu corri de volta para o campo de morangos e lá estava Abbey e o Harry conversando, obviamente pensei que eles seriam ótimos amigos para mim, que de início seriamos igual aqueles trios de uma menina e dois meninos onde sairíamos em aventuras legais, iríamos rir sobre piadas que o mais lerdo do grupo faria e descansar no final do dia. Aquilo tinha me dado um ótimo ânimo. Andei até eles e Abbey me recebeu com um sorriso no rosto.

– Então, convidou a Emma? — Perguntou Abbey -

– Convidar pra que?

– Você não recebeu um panfleto? — Perguntou Harry -

– Por que não paramos de perguntar uma alguma coisa para alguém? — Perguntei -

– Porque somos idiotas? — Perguntou Harry -

– Gostei de vocês — Disse eu rindo da situação -

– Então, vai ter um Baile de Outono mês que vem. O Harry me convidou e eu aceitei. Ah, e sobre os panfletos, tem que pega-los com as conselheiras do chalé 10 e 4.

– Ah, e onde eles estão agora? — Perguntei -

– Elas, provavelmente estão ocupada se vestindo e procurando vestidos — Respondeu Abbey -

– Ah, legal, elas vão para suas casas comprar roupas? — Perguntei -

– Claro que não, agora nem filhas de Afrodite ou de Deméter podem sair do acampamento, mesmo para filhas ou filhos dessas deusas com habilidades não tão notastes é perigoso para eles ou elas estarem lá fora — Disse Harry -

– Ta, então, que vestidos elas vão usar? — Perguntei -

– Mesmo sendo perigoso, algumas fogem para comprar, mas a maioria faz nos seus chalés — Disse Abbey -

– É que geralmente em um acampamento é meio difícil de ter algum terno ou coisa do tipo, os meninos vão como? — Perguntei -

– Alguns pensaram até em pedir uma ajuda para o meu pai, porém, eu consigo sair do acampamento, comprar um terno e voltar ileso.

– Foi o que aconteceu na missão dos arqueiros? — Perguntei -

– É, talvez eles sejam devagar de mais, por isso o Lucas se feriu mais — Respondeu Harry -

– Mas, eu posso saber o que aconteceu lá? — Perguntei -

– Não.

Abbey olhou para Harry e ele deu um sorriso como se quisesse se desculpar.

– Quer dizer, o que acontece entre os arqueiros, fica entre os arqueiros, né Harry?

– Exatamente. Não é nada contra os filhos de um deus menor, se é o que você está pensando, é que, geralmente eles são muito discriminados e eu te entendo.

– Então, o pessoal desse acampamento não tem afinidade comigo por eu ser filho de um deus menor? — Perguntei -

– Talvez, alguns aqui se importam muito com rótulos, mas, eu não posso fazer nada, minha mãe só se preocupava com a filha perdida dela.

– Perséfone? — Perguntei -

– É, essa história é bem estranha.

– É verdade que Afrodite tinha inveja dela? — Perguntei -

Os dois começaram a rir.

– Essa história está errada, a situação é a contrária, se é o que você está pensando — Interferiu Ivy vindo em nossa direção -

– Do que você está falando? — Perguntou Harry -

– Sobre esse assunto de que Afrodite tinha inveja de Perséfone! — Disse Ivy -

– Lá vem ela — Disse Harry revirando seus olhos -

– Olha, isso é a coisa mais ridícula do mundo, Afrodite é deusa da beleza, ela é perfeita, obviamente assim como suas filhas, ela é a mais bonita do Olimpo, da terra, e do submundo. E, talvez, Perséfone tenha uma vantagem por ser um pouco menos bonita que Afrodite, por isso Hades a roubou — Disse Ivy colocando sua mão direita na cintura -

– Afinal, você não deveria estar fofocando com a Madison? — Perguntou Harry -

– É por isso que você vai morrer virgem — Disse ela girando com seus cabelos ao vento e andando de voltando para o caminho de seu chalé -

Harry olhou para Ivy de costas e fez uma careta, todos riram mesmo que sua ação tenha sido infantil de mais.

Logo depois que estávamos todos nos divertindo, soube de uma festa no chalé 10, Ah sim, uma festa no chalé das meninas mais lindas do camp. Meio que acho estranho, eu nunca tinha visto a conselheira de lá, e mesmo eu sendo amigo de duas filhas de Afrodite bem convincentes, ainda tinha em mente uma imagem de uma menina gostosa e fútil. Harry me explicou que depois da troca de conselheiro de lá, algumas regras foram mudadas e não era todo mundo que poderia entrar lá a hora que quisesse.

– Quando você ver a conselheira de lá, não terá expressão, você irá entrar em dúvida, e só depois de conhecê-la um pouco que vai saber.

– Harry, mas saber do que? — Disse abrindo um sorriso e olhando para Abbey com seus braços cruzados -

– Se você vai amá-la ou odia-la. Com a Harvey não existe meio termo — Disse Abbey -

– Nossa, ela é tão..

– Sim, Gary, ela é tão. Talvez você nunca tenha a visto porque a maioria do tempo está no seu chalé com seu melhor amigo, ou conversando com suas irmãs — Disse Harry -

– Como ela evoluiu tanto se chegou a pouco tempo? — Perguntei -

– Todos esses campistas chegaram a um bom tempo. Você é filho de Moros, independente da hora que vá dormir, sempre vai acordar tarde — Disse Abbey -

– Por que? — Perguntei -

– Dizem que filhos de Moros tem sonhos que mostram o destino da pessoa que você está pensando, digo, assim que você se deita para dormir pensa em alguma coisa, e essa coisa ou pessoa tem uma história, está tendo uma história e terá uma história, e no seu sonho mostra tudo isso, e você só acorda assim que termina, ou que alguém te acorde — Respondeu Abbey -

– Se eu tivesse esses sonhos eu conheceria todos os segredos e qualquer pessoa em que eu penso, mas eu não me lembro de nada — Disse Gary -

– Mortais quando acordam esquecem 80% de seus sonhos, nós, geralmente temos sonhos mais evoluídos e maiores. Você sabia que em um sonho você não vê o rosto das pessoas? Os rostos nos seus sonhos são rabiscos ou rostos de pessoas que você olhou na rua e ficou no seu sub consciente, mas você sabe que são elas porque sabe que está sonhando com ela- Disse Abbey -

– Onde você aprendeu isso? — Perguntei -

– Eu lia sobre reconhecimento humano no meu jardim e acabei gravando sobre essas coisas, mas que é verdade, é.

– Ninguém sabe se isso é verdade, então, se eu tiver um sonho erótico com alguém, vai ser com a cara de alguma garota feia que eu vi na rua? — Perguntou Harry -

– Não, é, que na verdade, pode ser uma menina bonita, ou, talvez, um homem — Disse Abbey rindo -

Harry revirou seus olhos continuando.

– Bom, já que você só acordava tarde perdeu muita coisa de manhã. Já tiveram umas duas festas no chalé 10, ou seja, é raro — Disse Harry -

– Raro?! Mas estamos todos aqui nem faz um mês!

– Gary, na verdade, está prestes a completar um mês — Disse Abbey -

– Como assim? — Perguntei -

– Moros pode ser um deus menor, mas, não costuma ter muitos filhos, você é único do acampamento, talvez, o único filho de Moros na América latina. Vamos admitir, você vem pouco para fora do chalé porque dorme as vezes por um dia — Disse Abbey -

– Eu sou filho de Moros, droga, não filho de Hipnos! — Disse com um olhar frio -

– Se acalma, estamos apenas te explicando a sua má sorte — Disse Harry -

– Não, não, não! Meu pai é deus da sorte, como assim? — Perguntei -

– Ah, como isso é estranho — Disse Abbey -

– Gary, não podemos fazer nada, você nasceu assim, sonha com cada detalhe do destino das pessoas, as vezes, ela vive por um longo período de tempo, e você sonha com isso tudo — Disse Harry -

– E se eu sonhar com o Quíron ou algum deus?

– Aí teremos que te acordar — Disse Abbey -

– Tem como isso parar? — Perguntei -

– Parar não, só diminuir, tipo, você vai sonhar menos com pessoas e sonhar mais com sonhos idiotas como os nossos. Mas, geralmente isso demora um tempo já que você é jovem e não vê o destino a hora que quiser, por isso mistura o sonho com a pessoa e acaba vendo o destino dela — Disse Abbey -

– Enfim — Gritou Harry — Podemos falar sobre a festa com as filhas de afro?

Balancei minha cabeça dizendo sim.

– Bom, elas geralmente não deixam caras normais como nos entrarmos em festas como essas, então, se conseguimos será muito legal.

– Nossa, isso é uma regra? — Perguntei -

– Sabe aquela ideia de filha de Afrodite piranha que todos tivemos um dia na cabeça? Então, elas perceberam isso, e agora, está mais difícil de transar com uma delas do que com uma de Ares — Disse Harry falando um pouco baixo perto de mim, depois, o menino olhou para Abbey tentando fazê-la rir de seu comentário -