Rise Of Olympus - Primeira Temporada
5 Capitulo 5 - O governo de um sonho
Capítulo 5 — O governo de um sonho
– Greetings Himeros! — Gritou uma menina de pele branca e com cabelos um pouco ondulados loiros, olhos azuis refletindo a luz do chalé com a camisa laranja do acampamento, um short azul escuro acompanhado com um cinto marrom, pulseiras, brinco e um colar de ouro acompanhavam a menina. Ela olhou para todas as suas irmãs dando um sorriso e depois mordiscando seus lábios deixando suas covinhas aparecendo -
Ela estava com as palmas de sua mão juntas em frente de seu corpo, como se fosse fazer algum tipo de oração.
– Eu, Marilyn Harvey, conselheira do chalé 10, líder da seita e protetora do clube de dignidade, obviamente também criado por filhas de Afrodite e filhas de Apolo. Dou iniciação a todos os presentes nesse habituado e celestial chalé. Tanner, pega a garrafa.
Tanner, aquele filho de Dionisio que tinha criado aquela 'roda da confissão' no campo de morangos, seu cabelo estava impecável e por onde ele passava estava percebível o cheiro de perfume importado. Confesso que achei ele um pouco afeminado no começo, mas, depois de ver a forma que ele pegou a garrafa, eu tive certeza de que ele era gay. Mas, só depois que fui me tocar de que era ele que dividia o chalé junto com o Lucas e com os irmãos malucos dele, mas eu nunca tinha visto o Tanner no chalé 12.
Eu apenas ouvia risos e gritos vindo do chalé e algumas coisas que apareciam nas janelas enquanto eu e Harry estávamos parados apenas com a companhia do céu escuro e da Lua, todos os chalés estavam fechados. O chalé de Hefesto vazio e o de Hermes também, o do meio é o de Afrodite e lá estava cheio de meninas e garotos com roupas caras e outros fortes.
– Vamos bater na porta? — Perguntei -
– Se gosta da sua mão, acho que não deve fazer isso — Respondeu Harry cruzando seus braços olhando para o chalé um pouco pensativo -
– Vamos fazer o que, Harry?
– Esperar alguém sair?
– Não, vamos entrar nessa festa agora — Respondi, andei até a porta do chalé e abri a porta -
Quando entrei logo um sopro com o cheiro de lavanda veio até meu rosto. A maioria das meninas estavam apenas com sutiãs e os meninos sem blusa, todos estavam felizes mas não pareciam estar bêbados, e lá no final do chalé sentada em cima de uma cadeira de madeira que parecia um trono, Marilyn com suas pernas cruzadas e um sorriso simpático mas que no fundo era falso estava estampado em seu rosto para todos que olharem para ela verem a simpatia da filha de Afrodite.
– Gary..
– O que foi, Harry? — Perguntei andando normalmente tentando parecer popular -
– Não devíamos..
Antes de Harry completar sua frase, Tanner apareceu na nossa frente com seus braços cruzados olhando fixamente para mim e Harry.
– Gary, né?
– É.
– E você, quem é? — Perguntou Tanner -
– Eu sou o Harry, amigo do Lucas — Disse Harry abrindo um sorriso -
– Legal, não gosto dos amigos do meu irmão.
– Então, essa festa está muito legal — Interrompi entrando no meio dos dois colocando um pé na frente e outro atrás tentando dançar para chamar atenção -
– Vejo que estão tentando invadir a festa.
– Ah, não, não, Marilyn nos convidou — Menti -
– Sério? Então eu acho que seria legal avisar a ela que vocês chegaram — Disse Tanner virando e andando em direção a Marilyn -
Puxei o menino pelo braço antes que pudesse chegar lá.
– E você quem é? O segurança daqui? — Falei tentando não chamar muita atenção -
– Suas mãos são piores que os calos da Beyonce depois de um treino de dança, querido. Da próxima vez que tocar em mim, tenha plena consciência de que está mexendo com o governo inteiro.
– Estamos em um acampamento, aqui não tem essas merdas — Disse Harry -
– Amigo do meu irmão, aqui nesse acampamento tem a realeza e tem vocês, e se quer saber, os merdas são vocês, então, abaixa a cabeça, a de cima e a de baixo de preferência porque campistas como você não estão acostumados a ver uma deusa como a Marilyn, e depois abaixa esse tom porque você não está falando com qualquer um — Disse Tanner cruzando seus braços -
– Convidados? — Gritou Marilyn atrás de Tanner -
Ela colocou seu braço direito no ombro de Tanner e com sua mão esquerda segurou o braço de seu amigo. Sua cabeça surgiu atrás dele com grande sorriso olhando para a gente.
– Ah, é — Respondi -
– Lyn, é mentira deles. Entraram aqui do nada e ainda me insultaram — Disse Tanner -
– Não insultamos ninguém! — Gritou Harry parando a festa e chamando atenção de todo mundo -
Eu olhei em volta e estavam todos olhando para eu de braços cruzados, Harry do meu lado com muita raiva e na nossa frente, Marilyn abraçando Tanner.
– Ah, é...
Marilyn se soltou de Tanner e se posicionou ao lado dele, colocou suas mãos na cintura e olhou para baixo segurando o riso.
– Bom, é que essa é uma festa meio reservada, o Quíron só a liberou se não tivesse muita gritaria e como um de vocês quebraram essa condição...
– Não, Lyn, por favor é que — Tentei explicar mas vi que a mesma revirou seus olhos tentando não me olhar como um nada -
Eu nunca tinha me sentido tão fora de si, ela fez com que eu me sentisse idiota sendo educada comigo e com o Harry brigão.
– Lyn é só para os íntimos, querido — Disse Tanner cruzando os braços -
– Olha, eu e o Harry podemos ficar? Por favor, eu não costumo acordar cedo para saber das coisas que acontecem, eu não costumo ir em festas, nem quando eu era do colégio, muito menos com filhas de Afrodite.
Marilyn olhou por um segundo para Tanner, mordiscou novamente seus lábios e ficou pensativa.
– Vocês votam em mim como rainha do baile?
Eu e Harry nos entreolhamos com a pergunta, um pouco confusos já que esse não era o assunto, pensei que se disséssemos sim ela nos deixaria entrar.
– Claro! — Eu e Harry falamos -
– Perfeito.
– Então, eles..
Marilyn sorriu para nós, sacudiu a cabeça e colocou novamente seu braço no ombro de Tanner.
– Divirtam-se — Disse ela virando e voltando a sua "cadeira trono" -
Eu e Harry fomos até uma daquelas mesas de madeira cheio de sucos, pegamos um de maçã e estavam todos muito bons.
– Espera, aquilo é coca cola? — Perguntei -
– É sim — Ele respondeu -
– Achei que não pudesse esse tipo de refrigerante aqui.
– Eu acho que agora pode.
Lá tinha vários filhos de Dionisio também, e no meio de tanta gente maneira e engraçada ficamos até cinco horas da manhã bebendo e festejando no chalé 10 com todo mundo. Honestamente, admiro a posição de Marilyn como conselheira daquele chalé já que ela não tocou em nenhuma bebida alcoólica, já o Harry, bom, digamos que ele seja o único filho de Hermes na festa, e que nunca podemos dar algum energético para um filho de Hermes em meio de uma festa com filhas de Afrodite. Assim que acordamos estávamos deitados no chão sozinhos no chalé, o Harry sem camisa e com cheiro de de bebida alcoólica e perfume caro ao mesmo tempo, me levantei com um pouco de dor de cabeça, de olho, com dor no braço e com as pernas bambas.
– Ei, Harry, acorda!
Ele pulou do chão com susto e olhou para os lados um tanto confuso.
– Gary.
– Oi? — Olhei para ele fixamente para tentar compreender para onde seus olhos olhavam -
– Fomos na festa do chalé 10.
– É...
– Cara, fomos na festa do chalé 10!
– Eu sei — Dei um sorriso -
Ele olhou novamente para os lados dando um pulo e depois começou a rir, deu um tapa nas minhas costas e eu tentei acompanhar a felicidade dele.
– Eu amo Marilyn Harvey — Gritou Harry -
– Que? — Comecei a rir -
Ele vestiu um casaco que achou no chão
– Olha, eu to com fome, eu vou indo — Harry abriu a porta pulando para fora do chalé e respirando fundo o ar do acampamento -
Andei vagarosamente olhando para cada detalhe daquele impecável chalé, mesmo estando desarrumado o cheiro de lavanda ainda estava naquele lugar. Resolvi sair de lá antes que alguém estranhasse minha presença por lá, e quando sai o pavilhão estava lotado, os filhos de Apolo dançando e treinando seus passos para o baile, filhos de Deméter pegando flores e colocando em potes de vidros para colocar em um carrinho de rodas e levar até a casa grande, onde lá, Quíron dava para as ninfas arrumarem o baile.
– E aí, como foi ontem a festa? — Perguntou Emma com uma camisa xadrez com a ponta amarrada deixando metade da sua barriga de fora -
Olhei para seu novo visual, um pouco vulgar pelo menos para mim. Botas de couro cor café cobrindo a metade do tornozelo, sua calça jeans rasgada e sua camisa.
– Ah, foi boa. Já que todos estão ajudando, eu poderia ver quais meninas não vão querer ir no baile comigo e eu pedir logo para quem iria — Coloquei minhas mãos no bolso da calça -
– Legal — Disse ela se virando com um pote de vidro já com flores e indo para o carrinho -
Eu fui atrás dela.
– Emma, você iria ao baile comigo?
Ela colocou o pote de vidro no carrinho, ficou olhando para ele um pouco pensativa.
– É, eu acho que..
– O que, Emma?
Ela se virou, olhou para mim e colocou suas mãos na coxa um pouco pensativa. Tirou algumas mexas do seu rosto colocando atrás do ouvido, respirou fundo e abriu um sorriso.
– Tudo bem, seria bom.
– Sério? — Sorri -
– É, sério.
Em toda a minha vida nunca fui a nenhuma dessas festas de jovens ou bailes, com certeza uma menina com quem eu me importo muito ter aceitado ir comigo foi uma notícia que animaria todos meus dias até chegar no dia do baile.
Ainda com o sorriso no meu rosto fui até ela e a abracei, abracei tão forte que prendi seus braços não deixando ela me abraçar de volta, eu não liguei, eu estava feliz.
– O.k. Eu vou terminar de ajudar o pessoal aqui, está quase tudo pronto.
Concordei, me virei e fui até uma das árvores pensar sobre a festa e só por curiosidade tentar prever o que iria acontecer. Encostei em uma árvore, fechei meus olhos e fiquei tentando imaginar. Só sentia o vento, ouvia o barulho das águas do lago bater nas rochas da cachoeira e a risada de alguns campistas.
– Ei.
Abri meus olhos.
– Ah, oi Ivy, Madison e Esk..
– Skylynn — Concertou antes que eu falasse -
– Gary, vai com quem para o baile? — Perguntou Ivy -
– Emma.
– Uau! — Disse Madison rindo junto com as outras duas -
– Podem rir, meninas.
– Estamos felizes, sério — Disse Skylynn -
– É — Disse Ivy rindo um pouco -
– E vocês vão com quem? — Perguntei -
– Sei lá, acho que vou com o David — Respondeu Skylynn -
– Wood? — Perguntei -
– Wood — Respondeu Skylynn -
– Filho de Atena? — Perguntei -
– Sim, ué — Ela respondeu -
– Ele não é seu irmão? — Perguntei -
– É, mas só vou dançar um pouco e ir sem par seria meio fug — Disse Skylynn -
– Seria o que? — Perguntei -
– Linguagem secreta, honey — Interrompeu Madison -
Olhei para Ivy um pouco confuso rindo.
– Não é nada de linguagem secreta, é que nós temos nosso próprio vocabulário onde adicionamos palavras especiais que vimos na internet com junções perfeitas que deixam nossa lábia boa e que façam sentido para nós — Disse Skylynn -
– Meus deuses, era só o que me faltava, uma filha de Atena patricinha?
– Enfim, eu vou com o Kyle e a Mad ainda está escolhendo entre dois meninos que pediram para ir com ela — Ivy abriu um sorriso -
– Esse baile será perfeito.
– Perfeito? Você nunca disse essa palavra antes — Disse Ivy cruzando seus braços fitando meu olhar alegre -
– É que geralmente eu não defino as coisas que acontecem na minha vida com essa palavra.
– O.k. Então, eu preciso ficar mais no sol, tenho que estar com a aparência perfeita para ficar no vestido — Disse Madison -
– Aí, para. Eu e a Ivy ficamos te esperando a manhã inteira para..
– Preciso ficar no sol! Bronzear para lacrar, lembram? — Disse Madison interrompendo Skylynn -
– Tá, vamos! — Disse Skylynn puxando o braço de Ivy -
Eu balancei minhas mãos dizendo tchau para as três. Eu não poderia ajudar em nada, só pensava em me deitar e ficar pensando na vida.
Andei pelo acampamento sem rumo, fui para o campo de morangos ver como estava o movimento lá, não tinha festa e estava quase tudo vazio por causa do baile. Fiquei pensando na minha mãe e como eu estava conseguindo sobreviver sem ela, sem a ajuda dela e sem contar a ela sobre como eu estava. Então, fui para o meu chalé e me deitei pensando nela, pensei em seu sorriso, em seus olhos e em seu carisma. Fiquei pensando no quanto ela era cautelosa em relação a tudo que acontecia, e quando eu menos esperava eu estava em um sonho, e eu tinha certeza absoluta disso.
– Gary! Por favor, não me abandona.
Abri meus olhos tendo como visão apenas o teto do chalé, minha camisa do acampamento estava agarrada no meu corpo devido ao suor, eu estava respirando muito rápido e meu coração batendo forte. Sentei na bera da cama e lá estavam os dois Waylands, talvez a pior notícia que alguém teria quando se acorda.
– O que foi? — Perguntei ainda com as mãos tremulas -
Os gêmeos começaram a rir.
– Nossa, cara, você quer ajuda ou sua mamãe de volta? — Perguntou Josh -
– Quero que vocês saiam daqui.
– Calma, só queremos te ajudar — Disse Finn -
– Não quero ajuda, saiam daqui — Gritei -
– Se você quiser, criamos um urso de madeira para você — Disse Josh -
– É de graça para pessoas que necessitam de pessoas — Completou Finn -
– Eu não necessito de pessoas.
– Sim, você precisa. Já nós, somos os gêmeos gostosões do acampamento — Disse Josh dando uma piscada -
– Não se iludem, são filhos de Hefesto, o deus mais feio do Olimpo.
– Por isso temos a benção de nossa deusa Afrodite — Disse Finn -
– Benção? — Perguntei -
– Sim, cai entre nós, isso não é segredo para ninguém, porém, somos um pacote inseparável, por isso ela nos achou uns "amores" — Disse Josh -
– É, mas benções não são para sempre — Disse Finn -
– Por isso tratamos as filhas de Afrodite muito bem — Disse Josh -
– Vocês dois são uns hipócritas, não tratam ninguém bem, não pensam em ninguém se acham os fodões mas são dois merdas que andam junto azarando as garotas.
– Ta nervosismo porque falamos da sua mãe morta? — Gritou Finn -
– Finn, para — Disse Josh puxando o braço de Finn -
– Nossa mãe também morreu, idiota. Se você se acha melhor que todo mundo porque foi o primeiro a chegar aqui, não se ilude você! Eu sou filho de Hefesto e ele está no Olimpo por ser bom, e já você, é um filhinho de um deus menor.
Emma abriu a porta do chalé entrando.
– Finn e Josh, saiam daqui.
– Emma, não — Falei -
– Não se meta no meio! — Gritou Josh -
– Se vocês dois não saírem dessa merda eu coloco fogo na porcaria da forja e taco os dois lá — Ameaçou Emma -
Finn olhou friamente para Emma e saiu do chalé junto com Josh.
Eu estava sentado na cama, olhando para baixo apenas com um guarda-roupa gigante na minha frente, o resto do chalé era vazio e não tinha nada. Emma olhou ao redor e foi até a cama e se sentou do meu lado olhando para mim.
– Ei, você não está chateado com os dois, né?
– Óbvio que não.
– Então por que não olha pra mim?
– Eu to pensando.
– No que?
– Pensando em o que pensar primeiro.
– Não quer dizer que você seja filho de um deus menor que você seja inferior a eles, não pensa nisso nem na sua mãe.
– Como eu não vou pensar na minha mãe?
– Pensa em conquistas suas, em pessoas que te fazem bem, em coisas que gosta.
– Eu.. sonhei com ela.
– E você se lembra do sonho?
– Não.
– Acordou com os dois já aqui?
– Eles me acordaram.
– Então, se eles não te acordassem você ainda estaria sonhando com ela?
– Provavelmente sim.
– Gary! — Gritou Emma -
Eu olhei para ela e vi seu sorriso um pouco assustado.
– Emma, estou do seu lado..
– Se foi necessário os gêmeos te acordarem talvez você esteja sonhando com o futuro dela.
– A minha primeira visão foi dela morta, eu não sonharia com isso de novo.
– Talvez na sua primeira visão não seja dela morta, talvez seria dela se sacrificando por você para você correr e achar o acampamento, mas aí ela deve ter interrompido na hora.
– Sim, a torneira estava aberta e eu senti meu pé molhado.
– Exatamente, você despertou da sua visão por causa da água saindo da torneira, então provavelmente poderia ter mais futuro naquela visão.
– Moros é deus do destino, não do futuro.
– Futuro e destino não são coisas muito opostas, exemplo, o destino é o que acontecerá no final da sua vida e permanecerá assim, o futuro é tudo aquilo que...
– Eu to confuso.
– É, isso é bem difícil de explicar, mas no meu conceito eu entendo a diferença. Bom, mas o que interessa é que em um sonho você não vê completamente todo o detalhe do passado da pessoa, apenas o futuro, e se você está dormindo desde tarde e já são mais de dez horas e os gêmeos tiveram que te acordar...
– Está querendo dizer que eu previ o futuro da minha mãe morta?
– Morta?
– É...
– Eu não teria tanta certeza disso depois de tudo que eu pensei hoje.
– Emma, não crie esperanças para mim.
– Eu não to criando nada, se eu fosse você, treinava mais as suas visões para poder prevê-las a hora que quiser.
– Não é tão fácil quanto parece.
– Apenas pense, onde sua mãe estaria agora?
Eu não tinha certeza se Emma estava tentando me deixar bem ou criar esperanças de que minha mãe estava viva. Eu só queria ter mais visões para saber o que fazer primeiro, eu não tinha certeza de nada naquele momento, apenas estávamos nós dois em um dos últimos chalés e com certeza o menos visitado, eu e ela sentados na cama em silêncio.
– E aí, já sabe que roupa vai ir? — Perguntei -
– Sim, eu pedi uma ajuda para a Abbey com que cor eu iria e etc..
– Ela é muito legal, com certeza uma das únicas amigas minhas no acampamento.
– Você tem amigas?
– Só você e ela, eu acho.
– Amigas.
Olhei para ela um pouco confuso com sua expressão ao falar a palavra. Olhei para o guarda-roupa na nossa frente e quando olhei de novo para ela seu rosto estava se aproximando do meu com seus olhos fechados.
– Você quer me beijar? — Perguntei -
Ela abriu seus olhos totalmente corada.
– Ah, não! Eu vou pro meu chalé — Ela sorriu e saiu de lá -
Não existem palavras que definam o quanto eu estou arrependido de ter perguntado uma coisa tão idiota, mas, aquela não era a hora certa. Quer dizer, eu tinha a preocupação da minha mãe para pensar e eu não tinha noção até aonde o beijo poderia ir. Me deitei de novo para dormir e tentar pensar em nada, mas o "nada" sempre se transforma em algo.
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