Rise Of Olympus - Primeira Temporada
3 Capitulo 3 - Reinicio
Capítulo 3 — Reinício
Noite passada todos ficaram rindo e conversando sobre seu passado com a antiga família. Eu ficava em pé, olhando para todos, eu me sentia bem no fundo, mas, o silêncio sempre foi resposta para exatamente tudo na minha vida. Bom, as minhas visões começaram a parar, eu estava ficando cada vez mais habilidoso com a adaga, estava tudo indo muito bem.
Conheci meu Chalé hoje, ele não estava totalmente arrumado e tive preguiça de arrumar, deitei na única cama que tinha lá e dormi sozinho. Lá não era frio nem muito calor, era um tempo ótimo para todos. Foi uma das melhores noites de todas. Acordei umas três horas da tarde, levantei, abri a porta do Chalé e todos estavam trabalhando, Cheryl plantando algumas flores ali e cá, Os gêmeos concertando o telhado do Chalé, Emma levando alguns travesseiros, os dois loiros de cabelos cacheados pintavam os chalés, Abbadon e Will cortavam alguns troncos de árvore e alinhavam um com o outro deixando um espaço no meio. Lucas veio na minha direção com um prato cheio de cookies e uma bebida.
– Bom Dia — Disse ele entregando os pratos e depois saindo -
Peguei um dos cookies e aproximei da minha boca, mas parei depois que ouvir uma voz.
– Se eu fosse você não comia isso.
– Oi? — Perguntei olhando para a direita -
– Oi, meu nome é Ivy.
– O meu é Gary, prazer.
– Filho de Moros? Nossa, deve ser muito chato ter visões o tempo todo.
– Oh, então você sabe das visões? — Sorri -
– Sim, odeio Spoilers, ainda mais da minha vida. Ah é, sou do Chalé 10.
– Hm, e como está sendo sua vida como irmã da Cheryl?
– Honestamente, estranho. Não sou acostumada em ter irmãs, sempre fui filha única.
– Também sempre fui.. — Não pude terminar de conversar com Ivy porque como sempre o grito de alguém atrapalhou minha conversa -
– Já vou! — Disse Ivy indo até a Cheryl e pegando um saco de sementes -
Eu estava feliz, era um ótimo clima. Eu era amigo de duas filhas de Afrodite, porém, tinha um problema com uma de Atena para resolver.
Fui até o pavilhão e lá estava Emma pegando alguns quadros e colocando-os na parede, percebi que ela tinha deixado o trabalho dos travesseiros de lado.
– Quer uma ajudinha? — Perguntei -
Ela virou sua cabeça muito atenciosa, no momento em que olhou para meu rosto seu sorriso se fechou na hora.
– O que você quer?
– Te ajudar, Emma.
– Então sai daqui.
– Por que?
– Porque sua presença irrita, Gary.
– Ah, vamos lá! Esqueça esse rancor todo, você ainda é muito minha amiga.
– Olha, eu estou com o Will agora.
Olhei para ela um pouco desapontado com a notícia, mas, fiz cara com que se não importasse.
– Isso é ótimo.
– É, eu sei. Ele é uma ótima pessoa, você deveria arranjar alguém, sabia?
– Por que eu era idiota e só pensava em você.
– É, eu sei. Você é um idiota.
– Para de falar toda hora que você sabe, você não sabe nada a respeito de mim.
– É, eu sei.
– Emma, não, droga.
– Olha, eu tenho um longo trabalho com os quadros, quer ajudar? Pega os travesseiros e coloca no resto dos Chalés.
Olhei para seu rosto até ir para o banco onde ela estava em pé pregando os quadros. Peguei uma grande quantidade de travesseiros indo para fora do Pavilhão, vi Abbadon e Ivy uma de frente para a outra com posições de luta.
– Ei, o que está acontecendo? — Perguntei para o menino com cabelos castanhos que estava do meu lado -
– Ivy pediu para treiná-la. Ela disse que não quer ficar parada como todas as filhas de Afrodite, entende?
– Sim. Ah, meu nome é Gary, prazer.
– David Wood, filho de Atena. E aí, como foi salvar a Cheryl, brother?
– Eu não salvei a Cheryl.
– Ela disse para mim que sim.
Eu olhei estranho, pensei um pouco e por mim estava tudo bem salvar uma menina tão bonita quanto a Cheryl.
– Ivy, revida! — Gritou Abbadon com uma lança em suas mãos -
– Eu não sei usar essa coisa! — Disse ela com um chicote em suas mãos -
– Apenas... Use seu extinto.
Ivy olhou para o chicote, movimentou ele um pouco e jogou contra Abbadon arranhando seu braço.
– Oh, desculpa. Desculpa mesmo, eu não queria...
– Perfeito, garota! — Disse Abbadon dando um sorriso -
Ivy deu um sorriso, pegou o chicote com mais força, deu uns passos para trás ouvindo todos aplaudindo para ela. Foi nostálgico aquela cena, todos estavam felizes, todos se gostavam e até uma briga era para ajudar um ao outro.
A filha de Apolo entrou na brincadeira, arrumou seu sueter, fez posição de luta e encarou Abbadon.
Elas estavam lutando em um Campo Grande, tinha uma cachoeira atrás que fazia um lindo rio atravessar o local, tinha pedras para poder passarmos, tudo era muito limpo.
– Preparada? — Perguntou Abbadon -
– S-Sim.
Abbadon pegou sua lança, correu com longos passos até a Loura, jogou a lança contra a menina com toda força em sua coluna fazendo-a cair no rio. Eu fui lá e a ajudei a levantar do rio, peguei uma fronha dos travesseiros e ajudei a menina a se secar.
– Ah, obrigadinha — Disse ela se levantando -
– Lowfield, né? — Perguntei -
– Sim, mas todos me chamam de Low. Meu irmão mas novo é o Perry, ele não fala muito com o pessoal porque era bem agarrado com a nossa mãe, então ele ainda não está muito acostumado.
– Entendi. Percebi que ele não está muito confortável aqui..
– Ele vai se acostumar.
– O.k. O papo está legal mas temos que voltar ao treinamento. Você precisa aprender muita coisa, Low — Disse Abbadon -
Lowfield sorriu para mim e se levantou. Abbadon jogou a adaga para ela e "Low" não agarrou deixando-a cair, ela abaixou e pegou. As duas começaram a lutar de novo.
– Um novo campista chegou! — Disse Quíron gritando -
Os 12 pararam de fazer o que estavam fazendo e correram até a Casa Grande para ver quem chegou. Abrimos a porta e vimos um menino alto com cabelo preto e olhos azuis. Ele se virou, olhou para nós sem nenhuma expressão facial e depois se virou para Quíron novamente.
– Filho de quem? — Perguntou Will -
– Isso não é problema de ninguém, amigo — O menino respondeu saindo da Casa Grande -
Admito que gostei daquela cena, gostei muito. Mas, o Acampamento estava indo muito bem sem nenhuma confusão, e se tiver alguma, com certeza será com o Will.
– Ei, Abbadon! — Gritou Quíron -
– Oi? — Disse ela indo até ele -
– Hoje de manhã vi suas habilidades lutando com as meninas. Então, como uma das primeiras campistas, você gostaria de se tornar a líder das Caçadoras de Ártemis?
Abbadon ficou de boca aberta, seus olhos brilharam como se ela já estivesse nascido para isso. Ela respirou fundo, engoliu seco e tentou manter a posição de durona.
– S-sim, eu gostaria.
Abbadon deu um sorriso e correu até Quíron apertando sua mão e depois saindo da Casa Grande. Ela parou em frente da Casa e olhou para todos em volta gritando:
– Eu sou a Líder Das Caçadoras!
Todos aplaudiram e foram em cima dela para abraçar e prestigia-la. Depois das duas notícias todos voltaram ao trabalho, já estava tudo acabando e o sol se despedindo, o céu ficava cada vez mais escuro, o que fez Quíron pensar que já estava na hora da acender a fogueira. Estava muito frio, assim que todos foram para seus Chalés eu segui Emma para conversarmos.
Ela abriu a porta do Chalé 6, entrou e abriu o armário escondendo algo.
– O que você tem aí? — Perguntei entrando no Chalé -
Ela olhou para mim com raiva.
– Pelos deuses! Você de novo?
– Emma, eu quero voltar a ser seu amigo. Moramos em um Acampamento, não vai conseguir fugir de mim.
– Tanto faz — Ela guardou um boné -
– Por que está escondendo um boné de mim?
– Não é só um boné. Eu achei ele ontem quando fui dormir, enquanto David não estava aqui eu o achei de baixo da cama, peguei, coloquei na minha cabeça e por mais que impossível pareça eu fiquei invisível — Disse Emma guardando um boné dos Yankees -
– Uau, mas uma coisa dessas você não deve esconder.
– E você quer que eu faça o que? Saia mostrando para todo mundo o que eu achei? Não, obrigado.
– Tudo Bem então.
David abriu a porta do Chalé entrando.
– E aí, brother
– Pode sair agora, Gary — Disse Emma -
Eu fechei a porta e fui para o meu chalé. Quando cheguei lá uma camisa laranja escrita: "Acampamento Meio Sangue" estava em cima da minha cama, bom, só poderia ser um presente de Quíron. A coloquei, abri o armário e lá tinha vários casacos, escolhi um preto e fui lá para fora.
Estavam todos em volta da fogueira, todos com a mesma camisa que eu tinha achado em cima da cama. Uma noite fria e um céu estrelado. Andei com a minha mão no bolso da calça jeans e sentei ao lado dos gêmeos.
– Dai, na hora que chegamos perto do Will ele me deu uma espada gigante e eu cortei a cabeça do ciclope! — Disse o menino loiro de cabelos cacheados olhando para Lowfield -
– Olha o seu tamanho, Perry. Não matou ciclope nenhum — Disse Lowfield rindo -
– Matei sim! — Afirmou Perry -
Will colocou sua mão na cabeça de Perry bagunçando seus cachos dando uma longa risada.
Quíron veio andando.. Não, cavalgando.. Enfim, ele veio com os braços cruzados dando um sorriso para todos nós, era perceptível o quanto ele estava realizado por ter o Acampamento todo se divertindo e crescendo como um grupo, todos juntos.
– Quíron, pode nos contar uma história?
– De que tipo, Emma?
– Terror! — Gritou os dois gêmeos -
– Não, sem terror — Disse Lowfield -
– Bom, eu tenho uma história aqui verídica, eu nunca precisei contar para nenhum grupo de adolescentes. Anos atrás alguns semideuses com 7 a 11 anos estavam procurando um Acampamento para viverem em paz. Só que como era muito crianças, a luta para chegarem até lá era difícil. Uma filha de Zeus chamada Thalia Grace deu sua vida para salvar seus amigos, no momento em que ela estava deitada Zeus fez ela virar um pinheiro que rapidamente surgiu uma barreira que impedia os monstros de passarem por ela.
Emma olhou para David e ele para ela. Os dois olharam em volta até observarem um pinheiro enorme fora do Acampamento.
– Então, como monstros entraram aqui, Quíron? — Perguntou Emma olhando para Quíron -
– Você é muito esperta, Kohls.
– Quíron, foi fácil saber essa. Mas, eu só não entendo que se a barreira protegia e ainda protege o Acampamento, como teve essa "guerra" entre campistas e Ciclopes? — Perguntou Emma -
– É impossível algum monstro passar pela barreira, isso dificultou a saída deles.
– Saída? — Perguntou Lowfield -
– Se eles não entraram, como entraram e saíram não saindo? — Perguntou David -
– Não é complicado de entender. Olhem bem, é possível algum campista fazer algum tipo de ritual para que os ciclopes cresçam dentro de algum lugar no Acampamento. Na Mitologia dizem que os Ciclopes ajudaram Hefesto com suas construções e que eram imortais, sendo ou não, as coisas mudaram. Eles estão mais fortes e com mais raiva. Então, algum suposto campista fez algo para uma grande quantidade de ciclopes aparecer aqui no Acampamento, eles atacaram de surpresa, matou muitos, outros fugiram para a floresta, ou desapareceram ou foram mortos por outros ciclopes que tinham na floresta. Não tivemos tempo para pegar muitas armas e nem lutar com tanta quantidade. Dai, esse foi o fim. O diretor do Acampamento fez de tudo para salvar mas não conseguiu, ele voltou para o Olimpo com urgência e eu pude fugir e me salvar por alguns dias.
A voz de Quíron não poderia ser tão seria, a voz dele falhava algumas vezes, ele tinha vontade de chorar já que a lembrança era forte. Eu acho que até vi uma lágrima sair do olho de Lowfield.
– O diretor do Acampamento era quem? — Perguntou Will -
– Dionisio — Quíron respondeu -
Lucas olhou para o chão um pouco triste.
– Você tirou todos os Ciclopes de dentro do Acampamento como? — Perguntou Ivy -
– Marquei mentalmente os dias em que os ciclopes descansavam e dormiam, entrei lá e peguei as melhores armas. Fiz o maior barulho que pude fazer com as madeiras no chão, todos acordaram. Fiz eles correrem atrás de mim até um local bem distante na floresta aqui no Acampamento. Antigamente não existia cachoeira, apenas algumas rochas de vários tamanhos. Quando fiz os ciclopes entrarem lá, usei um martelo gigante e bati em uma rocha que sustentava todas as outras em cima, assim, milhares de rochas caíram e eu corri. Lá estavam os ciclopes, vivos e presos. No momento em que vi aquela cena começou a chover, cavei um buraco fazendo a água da chuva ficar lá.
– Uau, você foi bem rápido — Disse Perry -
– Digamos que em cinco anos conseguimos fazer um grande e longo buraco para a água das chuvas fluir muito bem — Disse Quíron -
– Todo dia chove só ali onde fica a cachoeira? — Pergunta Ivy -
– A água que cai em cima das montanhas é interminável. Construí uma ponte de madeira em cima do riacho, foi lá onde Abbadon lutou com as meninas.
Todos estavam entendendo muito bem a história, mas, eu não era um dos únicos que não tirava da minha cabeça que atrás da cachoeira moravam ciclopes lá, se é que são imortais.
– Bom, em nenhum momento de suas vidas atravessam a cachoeira, nunca olhem nos pequenos buracos de uma rocha e outra. Os ciclopes podem sentir a presença de algum campista perto deles, eles irão ficar com mais fome e vão tirar forças de onde não tem e sair de lá.
– E se eles já morreram? — Perguntou Lowfield -
– Podemos entender como uma boa notícia — Respondeu Quíron -
– E se ainda estiverem vivos? — Perguntei -
– De qualquer forma não tem como saber. E não importa, a passagem para o lugar chamado 'Danger' é proibido — Afirmou Quíron indo para a Casa Grande -
Pelos meus conhecimentos Danger traduzido do Inglês é Perigo. Então, se alguém abrir todos iremos morrer e aquela mesma história do Acampamento vai se repetir. Quíron é imortal, por isso, vai presenciar a morte de todos nós. Isso é difícil e eu não aguentaria.
Ficamos até 3 horas da manhã conversando e rindo sobre nossas vidas no colegial. Descobri uma coisa sobre os gêmeos, Finn era o mais velho por 3 minutos, ele tem o gêmeo mais forte e não conversa com uma pessoa sem olhar diretamente para seus olhos sem um sorriso. Josh é mais inteligente, mais competitivo e desde criança dizia montar os legos melhor que Finn porém, Finn é o único deles que possui a habilidade de controlar o fogo.
Lowfield Shneyder e Perry Shneyder são um dos raros irmãos do mesmo sangue filhos do mesmo deus que não nasceram gêmeos. Primeiro a Sra. Shneyder teve a Low com Apolo e três anos depois ele voltou com saudades de sua filha e teve o Perry.
Não tínhamos que estudar, não tínhamos pais para nos obrigar a sair para passeios chatos. Porém, sobreviver era a palavra chave. Ouvi dizer que filhos de Afrodite, Hebe, Deméter ou outros deuses menores não eram ameaça para os monstros, eles poderiam viver a vida normalmente sem que eles estivessem vontade de matá-los, mas depois de cinco anos com fome os ciclopes estão atrás de qualquer semideus que apareça.
– Então, o Acamapemento ficará muito cheio — Disse Emma -
– Imagina todos os semideuses do mundo aqui no Acampamento, que maravilhoso! — Disse Lowfield -
– Sim, agora pegue a quantidade deles e diminua por vinte — Disse Will -
– Por que? — Perguntou Ivy -
– A maioria que tentar vir pra cá, terá o mesmo destino da Thalia — Respondeu Will -
Lucas foi para o seu chalé, Cheryl e Ivy foram juntas para os delas e cada vez mais foi saindo gente da roda. Não demorei muito, eu fui para o meu chalé, tirei o casaco e me joguei na cama, dormi na mesma hora. O tempo passou muito rápido, já estava tudo de manhã e era impossível de acreditar que já estávamos três dias no Acampamento. Novamente eu acordei muito tarde. Quando eu abri a porta do meu chalé o Acampamento estava totalmente cheio, vários novatos na Casa Grande, o chalé 11 tinha pessoas rindo, correndo, brincando, outros estavam com espadas na mão lutando entre si. Assim que sai do meu chalé vi que os três primeiros Chalés não tinham ninguém, coloquei minhas mãos no bolso da calça e andei até algum dos meus amigos mais próximos. Avistei Cheryl no meio de uma roda cheio de caras musculosos e calça rasgada. Tive certeza na hora de que eram filhos de Ares, porém, não pensei duas vezes e fui me aproximando.
– Ei, Cheryl.
Ela olhou para mim com um sorriso se levantando e puxando meu braço até uma longa distância daqueles caras.
– Bom Dia, Garyson!
– Cheryl, é só Gary.
– O.k.
– Olha, eu acordei tarde agora e da ultima vez que pisei nesse gramado tinha menos de vinte pessoas nesse Acampamento. O que aconteceu?
– Eu ouvi por aí que você ontem a noite foi dormir umas três horas da manhã. Provavelmente não viu a chegada de nenhum presente aqui hoje.
– Que horas esse pessoal todo chegou? — Perguntei olhando para trás e vendo os caras musculosos com quem Cheryl estava -
– Umas cinco horas vieram uns oito motoqueiros até aqui. Depois umas seis horas começaram a vir um outro grupo de oito ou nove adolescentes, depois desse horário, bem de tarde começaram a vir duplas, trios, as vezes só uma pessoa. Garyson, isso é muito bom! O Acampamento está finalmente voltando a ser como era antes — Disse Cheryl colocando sua mão no meu braço -
– E os nossos créditos?!
– Que créditos?
– O Quíron não será o mesmo agora com um monte. Não seremos reconhecidos, vamos se só mais um campista nesse Acampamento.
– Eu pensei nisso, mas quem se importa? Olha, isso é bom para todos. Quíron está muito feliz, não pense em só em você, pense no que você fez pelo Acampamento. Eu tenho que ir agora. Tchauzinho — Cheryl foi saltitando novamente para a roda com os filhos de Ares -
Pela primeira vez eu estava perdido naquele Acampamento. Tinha tantas coisas para fazer naquele lugar mas nada parecia fazer sentido. O que iria acontecer? Para onde eu iria ir? Parecia que eu estava sentindo a necessidade de ver o futuro. Comecei a pensar bem, respirar fundo e aceitar o fato de que eu era filho do deus do destino, então, eu não poderia ver o futuro a hora que eu quisesse.
Para poder me distrair em meio de tantos devaneios, vi uma fileira de garotas com armas e Abbadon na frente, me aproximei e fiquei a uma certa distância delas apenas vendo. Logo, Cheryl saiu de perto dos filhos de Ares e entrou correndo na fila.
Abbadon olhou para Cheryl e foi até ela.
– Cheryl, você sabe para que serve essa fila? — Perguntou Abbadon com uma lança na mão -
– Sei sim, agora quero ser uma caçadora.
– Você sabe que as caçadoras preservam a virgindade, né?
– Também sei sim, mas eu quero ser uma caçadora.
– Você tem certeza de que quer ser uma caçadora de Ártemis? — Perguntou uma das meninas que estava na fila -
– Garotas! Por que estão com essa mania comigo?
– Cheryl, você é uma filha de Afrodite — Respondeu Abbadon -
– E qual o problema disso? — Disse Cheryl colocando uma de suas mãos na cintura -
– Você sabe que Afrodite é deusa do amor, né? — Perguntou Abbadon -
– Que droga! Tem alguma regra que diz que filhas de Afrodite não podem entrar para as caçadoras de Ártemis? — Cheryl cruza seus braços -
– Oh, tudo bem então — Disse Abbadon voltando para o começo da fila -
Ela se virou, pegou um papel que estava em seu bolso e começou a falar.
– Quero que todas as presentes nessa ocasião repitam comigo segurando sua lança.
Todas as meninas da fila seguraram firme sua lança, fixaram seus olhos em Abbadon e começaram a repetir o que a mesma dizia.
– Eu me submeto à deusa Ártemis. Abandono a companhia dos homens, aceito a virgindade eterna, e me junto à Caça — Assim, todas repetiram em um tom alto -
Abbadon distribuiu camisas pretas escrito: "Caçadoras De Ártemis" para todas as meninas colocarem, como um presente de boas vindas. Cheryl colocou uma das mexas de seu cabelo atrás da orelha, respirou fundo e continuou andando junto com um grupo de caçadoras. Quando Abbadon saiu de seu posto como líder ela se sentou em uma pedra e começou a ler. Corri até lá e me sentei ao seu lado.
– Por que caçadoras não podem ter relações sexuais?
– Ártemis é virgem, e, para uma caçadora manter o relacionamento ela tem que estar sempre disponível para o namorado — Disse ela olhando para mim -
– E se uma caçadora fizer sexo com alguém?
– O juramento se quebra.
– E como você vai saber que o juramento se quebrou?
– O juramento é mágico, além de que os deuses podem ver o que quiserem.
– Então se uma caçadora o quebrar, Ártemis vira até o Acampamento expulsar ela?
– É, eu acho bem possível.
Quando ouvi a resposta de Abbadon fiquei surpreso, imagina a responsabilidade de uma deusa largar o Olimpo e vir até um Acampamento. Para mim, apenas uma campista bem segura de si mesma poderia participar das caçadoras, então, se você morrer em uma dessas caças, você morre virgem? Fiz essa pergunta para Abbadon e ela balançou sua cabeça ainda com seus olhos grudados no livro.
No dia seguinte as caçadoras já tinham ido caçar. E Cheryl, bom, ela estava cada dia mais cansada, estressada e impaciente. Ela acordava tarde, sempre se atrasava para a corrida das caçadoras, não estava andando com seus sapatos e casacos caros. Nunca julguei uma filha de Afrodite por serem reconhecidas como fracas, na verdade, Cheryl estava sendo forte e aguentando todo aquele peso. Bom, até um certo dia.
Cheryl estava carregando uma mochila e Will dois sacos plásticos de alpiste. No momento em que os dois iam até a Casa Grande passaram em frente do Chalé 2. A maioria dos campistas estavam lutando, alguns dentro de seus chalés, mas na área dos três primeiros chalés ninguém. Cheryl, derrubou os dois sacos plásticos que estavam na mão de Will e o puxou para dentro do chalé.
– O que estamos fazendo no chalé de Hera? Isso é quase de enfeite — Perguntou Will -
– Ele serve para muitas outras coisas, só pensar um pouco — Disse Cheryl agarrando o mesmo, ela colocou seu braço direito no rosto de Will aproximando o rosto dele com o dela -
Ele recuou — Isso não é errado? -
Cheryl jogou todos os travesseiros limpos de uma cama do chalé, correu até Will, entrelaçou suas pernas na cintura dele, colocou suas mãos em torno de seu pescoço e começou a beija-lo. Ele a jogou na cama, tirou sua blusa e pulou na cama, novamente os dois começaram a se beijar. Cheryl abriu o cinto da calça de Will, os dois se olharam, abriram um sorriso e Cheryl tirou sua camisa das caçadoras, e assim jogando-a para fora do chalé.
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