Notas iniciais
~> Primeiramente, obrigado a todos que comentaram a fanfic eu fiquei muito feliz. ~> Sobre os casais, provavelmente será Breusa, Jackunsel e Mericcup. ~> Não se esqueçam de continuar comentando sobre a opinião de vocês sobre a Fanfic ~> Sugestão de música: Castle of Glass - Linkin Park

POV Jack Frost

Não sabemos quem somos ou de onde viemos e nem pra onde iremos, estas são as perguntas mais freqüentes que rodeiam a humanidade. Sei que parecem clichês, mas são ela que movem o mundo. Se não fossem por elas a filosofia não teria surgido e assim, tantas outras coisas. A dúvida é o que move o mundo, e foi por conta dela que cheguei a onde estou.

Acordei em uma noite fria, tudo estava escuro e sombrio, eu estava confuso e até com um pouco de medo. Abri meus olhos e a única coisa que vi fora lua e então uma voz ecoou em minha mente:

“Jack Frost”

Levei um susto e então percebi que estava pairando no ar. Jack Frost? Este deveria ser o meu nome. Pousei lentamente no gelo e percebi que quando meus pés tocaram o gelo ele se tornou mais firme. Olhei ao redor e me deparei com um cajado eu o peguei e uma fina camada de gelo se formou nele. Seria possível? Eu controlo a neve? Levantei-me e caminhei até uma árvore e toquei em seu tronco tronco e novamente uma fina camada de gelo se formou.

Uma brisa fria soprou meu rosto e me levou como se eu fosse uma leve folha até o topo dessa árvore. Observei a paisagem e Entre as milhares de árvores que rodeavam aquele lugar uma fumaça surgiu e então me dei conta de que havia uma vila ali, esperei uma nova corrente de ar e planei até lá.

Não sabia o por que mas aquele lugar era familiar para mim. Continuei andando, cumprimentei algumas pessoas, mas elas pareciam não me ver. Foi então que o mais estranho ocorreu, uma pessoa atravessou o meu corpo como se eu não fosse sólido. Eu fiquei assustado e voei para longe da li.

Vaguei sem rumo por muito tempo até que vi algo que me chamou a atenção, um castelo e uma das janelas estavam congeladas. O mais esquisito é que estava no verão. Me aproximei da janela do quarto e vi uma garotinha sentada na porta, seu quarto estava congelado e ela chorava muito. Decidi sondar o castelo, a maioria das janelas estavam fechadas, por sorte mais uma janela estava aberta, me aproximei e vi uma outra garota ruiva e um pouco mais nova, ela batia na porta no que me parecia ser a porta do quarto da outra garota. Depois de minutos batendo, a ruiva desistiu e saiu sumindo pelo castelo. Eu então voltei para o quarto da outra garota, desta vez pude ver seu rosto, ela era loura e tinha o par de olhos azuis mais lindos e melancólicos do mundo.

Me aproximei ainda mais da janela, a garota olhava em minha direção mas não me via. Eu toquei no vidro e a janela congelou, mas a garota pareceu não se importar, afinal de contas o seu quarto estava tomado por gelo.

Muitos anos se passaram desde então, talvez até séculos, mas quando se é imortal o tempo não importa para você. Eu acompanhei o crescimento da pequena que controlava o gelo, porém certa vez em que fui visita-lá ela não estava mais lá. Retornei algumas vezes, mas a garota — que agora tinha idade suficiente para ser uma rainha- simplesmente tinha sumido. Então parei de ir lá, decidi explorar novos lugares em busca de alguma resposta para o que eu era, mas tudo só me deixava mais confuso.

Demorou mas finalmente eu encontrei a resposta para tudo e é aí que começa toda a loucura.

Eu acabei descobrindo que era Guardião e após uma longa batalha contra o Breu — o Cara dos pesadelos — acabei entendendo tudo o que acontece comigo e o motivo de ser guardião.

Meu nome? Jackson Overland Frost ou simplesmente Jack Frost. Quem eu era antes disso? Apenas um cara normal que morreu tentando proteger a irmã, Emma. Minha missão? Proteger as crianças, garantir a diversão e o inverno do mundo.

Mais um dia começava entrei sem ser convidado na oficina do Norte, os Yetis trabalhavam sem parar, pois o natal se aproximava. Em outras épocas teria aprontado alguma brincadeira com eles, mas estavam tão concentrados que não quis atrapalhar. Voei até a parte mais alta da oficina, local onde aconteciam as reuniões com os Guardiões e para a minha surpresa estava acontecendo uma naquele momento.

Como assim? Uma reunião sem ter sido chamado? Pensei enquanto me escondia entre algumas caixas lotadas de brinquedos. Na parte central os Guardiões estavam reunidos em circulo e sussurravam algo. Tentei me concentrar ao máximo para ouvir o que falavam.

– Isso é impossível Norte, derrotamos ele há dois anos – Disse o Coelhão franzindo o cenho.

– Sim Coelhão, mas ao que tudo indica ele poderá retornar a qualquer momento, e descobrir o segredo sobre a lenda. – Norte cruzou os braços e falou ainda mais baixo, tentei controlar a minha respiração para ouvir melhor – Se o Jack Frost existe, os outros também existem e podem estar espalhados pelo mundo. Já imaginou como isso pode ser perigoso?

Como assim os outros? Do que eles estão falando?

– Precisamos encontrar eles o mais rápido possível, venho dizendo isso há séculos – Disse à fada que voava inquieta de um lado ao outro.

– Fada sabe que não temos autorização para isso. Não podemos manter contatos com outros espíritos antes deles serem reclamados, essas são as regras. – Disse Norte.

– Um regra que não precisa ser cumprida! Se existem outros espíritos que vagueiam por ai a espera de uma resposta devíamos procura-los e recruta-los antes que se convertam ao mau. O Jack é a prova disso, ele quase se uniu ao Breu e você viu quantos transtornos ele causou antes de ser reclamado. – Ela parou de voar e olhou diretamente ao Norte – E se o Jack existe os outros também existem, tenho certeza disso. Basta olhar para o mundo e ver como a natureza está desequilibrada, os humanos são culpados por boa parte do que acontece mas eu sei que eles não são os únicos.

– Fada isso acusação grave, se eles existem sabe que tem um proposito muito além das crianças. A existência deles depende de outro ser e – Disse Norte com um olhar sombrio e eu não pude conter a raiva e curiosidade e por um impulso apareci no meio deles.

– Jack – Norte falou surpreso lançando-me um olhar de raiva e vergonha.

– Então é isso? Vocês fazem reuniões as escondidas! Eu sou um Guardião também, deveria ter sido convidado. Mas não, preferiram fazer sozinhos mesmo. Afinal quem liga por Jack? – Disse consumido pelo ódio.

– Não é isso Jack, é que tem coisas que você ainda....

– Ainda o que Fada? Ainda não posso saber?

– Isso! – Disse o Coelhão levantando-se lentamente do seu trono – Você ainda é novato Jack, não pode saber de todas as coisas ainda.

Eu estava mais irritado.

– Pensei que fossemos amigos, mas vejo que só os quatro é que são. Eu só apenas o colega de trabalho que vocês tem que aturar – Falei pressionado com força o meu cajado e congelando uma parte do chão.

– Jack você está sendo dramático. Consideramos você, mas a certas coisas que – O Norte parou de falar – Você tem toda razão, devíamos ter lhe contado. Peço desculpas.

– Norte, o que? – Disse o Coelhão como se o Norte tivesse cometendo o maior crime de todos.

– Caladinho aí Canguru – Disse e o Coelhão ficou furioso — E então vão me contar a verdade ou não?

Eles se entreolharam e uma serie de imagens apareceu na cabeça do Sandy.

– Está bem, ele tem o direito de saber – Disse a fada.

Norte levantou-se do seu trono e se dirigiu até o seu escritório eu tentei ir atrás mas a fada me conteve e então ele voltou carregando um livro gigantesco. Eu conhecia aquele livro, era o livro dos Guardiões.

– Reconheci isso Jack? – Ele disse segurando o livro marrom com a letra G na capa.

– Claro!

– Muito bem, segundo este livro existem quatro Guardiões que são responsáveis pelas estações do ano, o chamamos de Os Quatro Grandes. Mas Não sabemos se é verdade ou uma mera lenda, mas você existe e isso nos levou a crer que os outros também. – Ele virou o livro para mim e na folha estava impressa uma imagem.

– Ei! Este sou eu – Disse apontando para sombreado de um rosto do Guardião do inverno.

– Sim! Mas não sabemos quem são os outros. – Ele fechou o livro.

– Como dito, pode ser apenas uma lenda – Disse o coelhão enquanto polia seu bumerangue.

– Da forma como você fala parece até que não acredita – Disse a fada.

– Não quis dizer isso, estou apenas relembrando de que é uma lenda e não temos certeza se é verdade – Ele guardou o Bumerangue – e se for não é nossa responsabilidade encontra-los e sim do Homem na Lua. Se ele ainda não nos deu respostas é porque não existem.

– Ou existem, mas como não acreditamos não podemos vê-los – Disse.

– O que disse? – Perguntou o Coelhão.

– Só enxergamos aquilo em que acreditamos isso aconteceu comigo, talvez esteja acontecendo com eles.

– Mas isso serve apenas para os humanos – Disse o Coelhão.

– Nem sempre – Disse Norte com o olhar sombrio – Talvez o Frost tenha razão.

Ta vendo – Disse com um olhar provocativo para o Coelhão.

– Por outro lado, não podemos fazer nada ao respeito. – Concluiu o Norte.

– Por que não? Eu sei como foi ruim passar séculos vagando a procura de uma resposta. – Disse- Se eles existem devem está sofrendo também e isso não é justo.

– Quem decide o que justou ou não é o Homem na Lua. Nosso dever é proteger as crianças, os Guardiões é problema dele e não nosso – Disse o Coelhão.

– Fim de reunião. Estão dispensados! – Disse Norte

Coelhão rapidamente entrou em um túnel que apareceu magicamente em seus pés. Sandman se dissipou em uma nuvem de areia e a Fada veio até mim.

– Jack existe coisas que não cabe a nós Guardiões resolverem, isso é responsabilidade do Homem na Lua. Nosso dever é proteger as crianças. Cumpra o seu dever e tudo ocorrerá bem – Disse ela.

– Que tipo de coisas Fada? Isso tem haver o Breu e os outros Guardiões certo?

– O tempo lhe responderá – Ela disse e voou até a saída da Oficina.

Norte havia se trancado em seu escritório, eu podia sentir que o que eles temiam estava além dos Guardiões das estações. “Se eles existem sabe que tem um proposito de proteção muito além das crianças”. A forma como o Norte disse isso deu a impressão de eles protegem outras coisas por isso são chamados de Guardiões das Estações e não da Infância. Isso explica o comportamento do Coelhão em relação a mim. Eu era apenas uma pequena rachadura no castelo de vidro deles. Mas eu estava decidido a descobrir o segredo, mesmo que tivesse que destruir este castelo.

Sai da oficina do Norte, voei pelo ar sentindo a brisa gelada soprar em meu rosto, eu gostava daquilo, me tranquilizava, mas pude sentir algo estranho no ar. Como se alguma energia estivesse contaminando ele. Tentei não pensar nisso e continuei o meu caminho.

Em pouco tempo estava sobrevoando Nova York, todos aqueles prédios e outdoors, pessoas e crianças me animavam até mais do que a própria neve em si, todos começavam a se preparar para o Natal, e esta sem duvida era a minha época favorita.

Uma tempestade de neve se aproximava, era hora da brincadeira começar. Pousei em um fio de alta tensão e arrastei suavemente o meu cajado enquanto caminhava sobre o mesmo, dessa forma uma fina camada de gelo surgiu. Logo a neve começou, congelei alguns carros e chafariz. Parei no topo de um dos mais altos arranha céu da cidade, o Empire State Building, apreciava a bela vista da tempestade de neve quando avistei do outro lado do prédio uma garota que me chamou a atenção. Ela tinha um longo cabelo castanho e usava um vestido verde.

– Ei! – Gritei e fui em sua direção.

– O que? – Ela me olhou com aqueles intensos olhos verdes e em seguida desapareceu.

– Como? – Falei boquiaberto.

Eu precisava contar aquilo ao Norte, talvez ela fosse alguma das Guardiões das Estações, embora não se parecesse com nem uma das figuras do livro.