Rise Of Darkness
1 Capítulo 1
Notas iniciais
POV Breu
Todo homem tem suas dores secretas, que o mundo não conhece; e, muitas vezes, dizemos que um homem é frio ou ruim quando, na verdade, ele é apenas infeliz. Sou temido por todas as crianças do mundo. Todos me julgam e humilham antes de conhecer o meu passado. Mas, se eles conhecessem se arrependeriam de tudo que fizeram, disseram ou pensaram.
Cometi vários erros ao longo do tempo, mas estes erros são apenas o reflexo de outros cometidos por alguém que ninguém nuca imaginou; e depois de um grande trauma sempre vem à mudança. Não peço para que me perdoem, apenas que antes de falarem alguma coisa, conheçam a minha história.
Logo quando nascem às crianças já são introduzidas a temer pelo bicho papão, a temer o escuro e os monstros em baixo da cama, e tudo que é belo e colorido sempre é o bem, enquanto os que não se encaixam nos padrões sempre são o mau. Mas afinal o que é o mau? O que leva uma pessoa a se tornar assim? Será que o bem é sempre tão bonzinho assim?
Durante muito tempo fui consumido pelo ódio, desisti de viver meus sonhos e passei a viver os meus medos; entreguei-me as sombras e ao desespero. Aqueles olhos verdes e a doce voz dizendo “ Pai vem me encontrar por favor, estou tão sozinha ”, “ Você promete que vem mesmo?” não saiam da minha mente. Eu não consegui cumprir a promessa, não consegui protege-la e a culpa é deles. Mas eu estou decidido a mudar essa história, eu vou encontra-la. Afinal, eu sou metade angústia e metade esperança.
Passei a maior parte do meu tempo, desde o exilio, vagando pelas ruas, becos e encruzilhadas mal iluminadas. O escuro era o meu único amigo, o ódio e a sede de vingança meus aliados. As lembranças do passado me machucavam ainda mais. Aquele par de olhos verdes não me saiam da cabeça.
Em um dos meus passeios noturnos, deparei-me com uma jovem. Seus cabelos trançados eram de um tom de loiro platinado. Ela chorava escondida entre as sombras de um dos becos da grande Londres. A principio relutei em me aproximar, pois não sabia se ela era um espirito ou apenas uma jovem humana normal. Mas logo minha duvida foi resolvida quando dois homens com vestes de malandro atravessaram o seu corpo como se ela não fosse solida. Aproximei-me da bela jovem, eu não queria assusta-la, então tentei ser discreto.
– Olá – Disse sentando-me ao seu lado.
– V-você pode me ver? – Ela disse me olhando, seus olhos eram de um intenso azul gelo e expressavam uma bela mistura de melancolia e esperança. Ela me fazia lembrar alguém muito importante.
– Mas é claro. Eu sou como você- Falei e ela me olhou surpresa.
– Como eu? Pensei que fosse a única assim. — Ela disse enchugando as lágrimas. — Bem, já vi um garoto como eu antes mas não tenho certeza se ele me viu ou se tudo não passou de um truque do meu cérebro.
– Tenho certeza do que você viu foi verdade, afinal existem muitos como nós – Falei.
– Mesmo? Bem, eu já estou acostumada a ser diferente do restante do mundo, mas já faz um tempo que a situação piorou. Antes todos podiam me ver, mas um dia eu acordei deitada na floresta e ninguém podia me ver.
– E receio que ninguém nuca lhe explicou o porquê.
– Como você sabe?
– É assim com todos, ficamos vagando procurando uma resposta mas só encontramos uma até que ele precise de nós – Parei de falar pois ela me olhou confusa – Esqueça. A principio, qual o seu nome?
– Elsa. Elsa Snow.
Snow? Isso me fez lembrar o sobrenome Frost.
– Belo nome, o meu é Breu.
– O que aconteceu pra eu ficar assim? – Ela perguntou-me como uma criança completamente confusa.
– Provavelmente, Elsa, você fez um ato heroico, como salvar alguém e este lhe custou à vida. Então você se tornou guardiã.
– Bem eu livrei a minha irmã de levar um golpe de espada, depois disso não lembro de mais nada — Ela parou de falar e olhou para o nada como se estivesse lembrando do passado — Mas como assim Guardiã?
– Sim, quando fores reclamada se tornará uma oficialmente, eu também era um Guardião, e existem vários outros espalhados pelo mundo afora. Muitos ainda nem sabem que são.
– Mas eu sou Guardiã de que?
– Além de ser Guradiã da infância, você também é de mais alguma coisa como esperança e diversão. Mas um dia você ira descobrir, no tempo certo.
Nesse momento vários rastros de luzes douradas cobriram todo o céu como uma espécie de véu mágico fascinando a Elsa.
– Eu adoro isso. As pessoas parecem não enxergar essas coisas.
– Eles não as enxergam. Os humanos só enxergam aquilo que acreditam, como não acreditam no cara que faz essas coisas, tudo isso se torna invisível.
– Estou ficando cada vez mais confusa.
– Eu te explico. Existe um homem, seu nome é MiM e ele mora bem no centro da lua. Ele é a fonte te todos os poderes do Guardiões, que nada mais são do que seres humanos que ao morrerem se tornam Guardiões das crianças.
– Isso acontece com todos os seres humanos?
– Não, apenas com aqueles cujo cerne e coração merecem se tornar guardiões. Tenho certeza que conheces pelo menos um deles.
– Conheço? — Ela perguntou franzindo o cenho.
– Papai Noel, Fada do dente, Coelho da pascoa e Sandman.
– E-Eles existem?
– Sim. Sandman que faz essas luzes. – Apontei para o rastro de areia dos sonhos que pairava sobre o céu.
– E porque eles nunca me ajudaram? Tanto tempo pedindo ajuda, pedindo respostas e nada — Ela disse e atirou uma pequena pedra no escuro.
– Eles não tem autorização para ajudar os Guardiões que ainda não foram reclamados pelo MiM.
– Isso é injusto! — Ela disse um pouco rude, como se isso o fizesse se sentir tão revoltada quanto a mim.
– Sei disso. Por isso estou decidido a mudar esta situação.
– Como?
– Você podia me ajudar — Sugeri.
– Eu não sei. Tudo que sei fazer é criar gelo – Ela criou um floco de neve com a mão.
– Isso é incrível! Você seria perfeita para o meu plano!
– E qual é o seu plano?
– Criar um exercito com meus próprios Guardiões.
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