Notas iniciais
AHMEUDEUS AHMEUDEUS AHMEUDEEEEEEEEEEUS GENTE!!! MUITO OBRIGADE A TODOS E A CADA UM DE VOCÊS POR FICAREM AO MEU LADO DURANTE ESSA JORNADA, EU AMO ESSA FIC E EU AMO VOCÊS AAAAAAAAAAAAAAAAAAA *respira fundo* Certo, olá *-* a emoção aqui tá grande demais. Esse não é de fato o ~último~ capítulo porque vai ter epílogo, mas ele provavelmente vai ser curtinho, então eu meio que já to sentindo de fato o final da história.... e eu mal to conseguindo respirar. Olhem a hora que eu to postando isso, socorro kkkkk

Haruka bateu na borda piscina, indicando o final do percurso. A tabela no alto iluminou-se na linha da equipe do colégio Iwatobi. O rapaz ergueu o rosto tirando os óculos de natação, já podendo ouvir os risos dos colegas. Uma mão foi estendida para ele.

— Haru! – Mako chamou, com um riso emocionado.

Sexto lugar.

Um sorriso se estendeu também pelo rosto de Haru, conforme ele saía da piscina e era recebido com um abraço por seus colegas de time. Semiconscientes, seus olhos buscaram os de Rin, mas, daquela distância, Haru não conseguiria ver o rosto dele.

No entanto...

Haru sorriu para seus companheiros de time, sendo contagiado pela alegria daquela conquista.

... Ele sabia que Rin estava sorrindo também e que olhava para ele.

***

Sousuke desceu das arquibancadas sem pressa. O time de Iwatobi deveria estar se encaminhando descontraidamente aos vestiários, num caminho que parecia bem familiar, mesmo que o local dessa competição fosse um em que eles nunca tinham estado antes.

— Makoto. – Ele chamou, não muito alto, quando os viu.

Haru não estava entre eles e Sousuke deu um suspiro em seu subconsciente. Bem, não que isso tivesse importância mais. Ele abriu um sorriso discreto assim que o outro se virou.

— Sousuk—

— Ahhh, Sou-chan! Você não estava na competição hoje, como assim?!?! – Nagisa interrompeu Mako e passou na frente dele.

Sousuke ficou em cima do muro entre continuar tentando ser simpático e simplesmente fechar a cara para o loirinho que surgiu a sua frente.

— Não é como se eu devesse explicações a vocês.

A expressão de Nagisa de repente pareceu menos jocosa. Como se, de alguma forma, aquele garoto pudesse, talvez, falar sério.

— O que quer dizer? Somos amigos. E você é o companheiro de time do Rin-chan, então nadar contra você também é algo que faz parte da nossa rotina competitiva.

Sousuke foi pego de guarda baixa, claramente. Ele olhou para Makoto, meio confuso. O terceiro rapaz, Rei, também olhava para ele, mas ele parecia ter um pouco mais de discernimento e não entrar naquela conversa.

Mako sorriu docemente e deu um passo em direção a Sousuke também.

— Você não é tão invisível quanto pensa. – Ele se virou para Rei e Nagisa. – Vão na frente, eu já encontro vocês.

Nagisa pareceu meio contrariado. Ele não gostava de ser dispensado em situação nenhuma, mas concordou, arrastando o de óculos com ele em direção aos vestiários.

— O que foi isso? – Sousuke perguntou.

— Hm? Ah, é que você parece ter uma impressão meio errada de que não faz parte das vidas das outras pessoas...

— Eu não preciso de... tanta gente assim por perto. Eu estou em bons termos com o Rin e agora tem você por perto também. – Ele cruzou os braços. – Pra mim já está bom.

Makoto ergueu uma sobrancelha, com um sorriso meio amarelo.

— Eu admito que sua atitude kuudere tem seu charme... Mas não é você quem decide isso. São as outras pessoas que decidem o quanto você importa para elas, mesmo que você ache que está... desconectado do mundo delas.

Sousuke franziu o cenho.

— Não pense que vou ficar amiguinho de todo mundo. Isso é coisa sua, esse carisma incondicional.

Makoto não disse nada, apenas encolheu os ombros.

— Ei. – Sousuke chamou. – O que é isso? No que está pensando?

— Nada demais. No fim das contas, eu não me importo se as coisas continuarem como estão, depois que o ano acabar.

“É.... Acho que não me importo nem um pouco se for de você que eu vou precisar tomar conta no futuro”, Mako pensou, numa brincadeira particular.

Sousuke fez uma cara de que não entendia o que ele queria dizer. Mas apenas soltou um suspiro e aliviou sua expressão.

— Já vão voltar para Iwatobi hoje? – Ele perguntou.

Makoto olhou para cima um instante, lembrando do itinerário.

— Não. Só amanhã cedo.

Um instante de silêncio. Então Sousuke lentamente moveu uma mão para segurar a de Mako. Surpreendentemente, seu rosto estava corado.

— Quer fazer alguma coisa mais tarde?

Mako espantou-se pelo convite súbito. Deu um sorrisinho cobrindo parcialmente a boca com a mão livre e, com a outra, trouxe Sousuke para mais perto.

— O time vai fazer uma pequena comemoração. Mas, depois de lá, eu posso tentar—

— Não precisa. – Sousuke cortou, meio envergonhado.

Um riso.

— Tecnicamente não somos mais rivais. – Mako falou, soltando a mão dele, mas olhando em seus olhos. – Então, se o seu time não tiver outros planos, pode se considerar convidado.

Sousuke encarou os olhos verdes dele por um momento ou dois, os lábios entreabertos. Então o puxou para perto e beijou seus lábios rapidamente.

Mako sorriu, não sem seu rosto ficar vermelho.

— ... Acho que estou gostando de me acostumar com isso.

***

Muitas vozes dizendo “parabéns” repetidas vezes.

Estrelas brilhando no céu escuro.

Uma mão entrelaçada na sua, para que todo o mundo visse.

Um sorriso, ainda que discreto como ele o conhecia, no rosto da pessoa que ele amava.

Rin estava feliz.

Tão feliz que mal viu a noite passar. Ou melhor, ele viu, mas era como se...

— Isto é um sonho...? – Ele falou em voz alta, sem querer.

Haruka virou-se para ele. Os cabelos negros do rapaz tinham um halo prateado causado pela luz da lua, algo mais para tirar o fôlego de Rin. Então, para sua surpresa, ele deu um risinho contido e passou os braços ao redor do pescoço do ruivo.

— É a vida real, Rin.

O rapaz mirou os olhos naquele à sua frente, depois os moveu de volta para a noite enluarada, meio sonhador. Haru virou-se para olhar a mesma paisagem, ainda meio abraçado nele, e deu-lhe um beijo na face.

Aquilo era realmente... a realidade que ele tinha conquistado para si? Ou que haviam concedido a ele? Ele não sabia ao certo quanto daquilo era mérito próprio... É difícil conciliar seus sonhos, ações e relações sem que comecem a se chocar... E Rin por muito tempo tivera se focado apenas em um único sonho, aquele que herdara do pai, antes de perceber que a presença de Haru em sua vida poderia ser bem mais real do que ele imaginava.

Era difícil acreditar que Haruka estava agora ao seu lado e, mais que isso, que havia decidido não mais sair do seu lado, enquanto tantas novas portas se abriam. Era difícil, mas... Ele sabia que aquela era uma verdade que nada nem ninguém mais poderia arrancar de sua vida.

Num canto de olho, seus outros companheiros – o time de Iwatobi e aqueles da Samezuka que quiseram acompanhar Rin – estavam sentados num banco ou de pé ao lado dele. Além de Rin e Haru, que calmamente caminhavam sem rumo, apenas duas outras pessoas estavam separadas do grupo. O jovem de cabelos avermelhados olhou nessa direção e encontrou os olhos de Sousuke.

O amigo sustentou o olhar dele por um momento, então sorriu de leve. Um sorriso de aprovação que, Rin percebeu, ele esperara muito tempo para receber. Por mais que Gou sempre tivesse lhe dado toda a ajuda possível com Haru, ou que outras pessoas agora também soubessem e ficassem felizes por ele, receber aquele sorriso tinha um significado muito grande para ele. Um “estou feliz por você, de verdade”, dito apenas com os olhos, mas que nem por isso era menos certeiro. O apoio de um amigo verdadeiro, de um companheiro, era algo que, ele se deu conta, fazia realmente diferença.

Contagiado não apenas de felicidade, como de paz, ele ficou novamente de frente para Haruka e beijou sua boca.

— Vamos mais adiante. – Ele falou para Haru.

Haru assentiu, segurando com força sua mão. Então, com um sorriso travesso, Rin desatou a correr. O moreno arregalou os olhos, mas então riu também e correu para acompanha-lo. Os outros amigos provavelmente se perguntariam “o que deu naqueles dois”, mas saberiam que eles não estavam num momento para explicações.

Rin não tinha um lugar específico aonde queria levar Haru, não dessa vez. E eles estavam no centro de uma cidade com a qual não estavam totalmente familiarizados, não era como se soubessem aonde ir, de qualquer modo. Mas ele parou quando chegaram numa parte mais ampla do calçadão, praticamente uma praça, onde ralos formavam círculos concêntricos e água pulava de um canto a outro de tempos em tempos.

Umas crianças brincavam de atravessar a parede de água que subia do chão para entrar e sair do círculo, rindo empolgadas. Meia dúzia de adultos as observavam dos arredores. Apenas alguns se deram ao trabalho de olhar na direção dos dois rapazes.

O primeiro que receberam não foi exatamente aprovação. Um franzir de sobrancelhas enquanto o senhor virava o rosto indiscretamente. Uma outra mulher ficou olhando para eles durante uns desconfortáveis dez segundos, mas não pareceu explicitamente reprobatória.

Rin e Haru ainda seguravam as mãos um do outro. Haru olhou para o rosto do namorado, esperando para ver se ele teria reação, mas Rin apenas soltou a respiração com um sorriso tranquilo e segurou sua mão mais forte, entrelaçando os dedos. Seu rosto estava corado e ele claramente estava com vergonha daquela situação. Seu coração batia forte.

Mas ele continuou segurando a mão de Haru.

E, sem pensar de novo, saltou por cima de um jato de água. Sua calça se molhou um pouco por um erro de cálculo. Crianças perto dele riram e uma menininha bateu palmas. Rin abriu um sorriso largo para elas, logo antes de ver Haru se juntando a ele.

As crianças não ficaram lá, continuaram sua brincadeira, mas os dois jovens mantiveram os olhos um no outro enquanto esguichos d’água iam e vinham. Rin deu um passo atrás, brincalhão e Haru saltitou por entre os ralos.

Eles riram. Um riso gostoso de quem percebe que não tem com o que se preocupar. Eram jovens e o futuro estava nas mãos deles, não o contrário. Eles podiam, inclusive, parar de pensar nele e serem livres.

Haru tropeçou numa poça e caiu desastradamente.

— Haru! – Rin precipitou-se até ele, já estendendo a mão.

— Mff... Ahahaha!

Mas Haru levantou-se sozinho, assim que conseguiu parar de rir. Rin desejou que ele não parasse. Era tão bom vê-lo assim...

Algum tempo depois, eles saíram de lá, para fazer o caminho de volta. Uma das crianças acenou um simpático adeus para os dois, a que Haru ficou levemente sem reação, mas Rin respondeu prontamente. A esse ponto, bem mais do que só a barra de suas calças estava molhada, mas isso parecia tornar a diversão mais preciosa.

Haru ergueu o olhar para o céu.

— A lua está linda.

Rin corou imensamente. Ele nem soube o porquê, dado o quanto eles já haviam avançado um com o outro. Mas ergueu os olhos para o céu também.

— Sim. – Ele assentiu. – Está, sim.

Ele imaginou que, se isso fosse o final de uma história, haveria algo a mais nos arredores: fogos de artifício, ou as estrelas brilhando mais forte por um segundo...

Exceto que aquilo definitivamente não era o final.

Haru deu um risinho para ele e esbarrou em seu ombro.

— Está soando como uma adolescente com o primeiro namorado de novo.

Rin franziu o cenho, corado.

— Cale a boca. – Resmungou. – E está correto, mesmo que eu seja um cara, então não tem por que me importunar com is—

Rapidamente, Haru o puxou para junto de uma árvore e o pôs contra o tronco. Seus olhos azuis brilhavam com sensualidade e ele exibia um sorriso curto que fez o coração de Rin acelerar.

— Então diga em voz alta.

— D-Dizer o quê?

— Você sabe.

Rin procurou a resposta nos olhos do outro. Mas ela não estava escrita de forma precisa, então ele teve que arriscar.

— Eu gosto de você. Não quero mais ficar te... deixando para trás, mas eu pretendo fazer faculdade fora...

— Eu sei. Eu percebi quando estivemos na Austrália.

— Então, Haru... – Ele o interrompeu, respirando fundo. – Eu não quero que tenha que esperar até eu voltar. Eu nem sei se de lá irei para outro canto.... Enfim! Eu quero que a gente continue... junto. Não que você tenha que ir para lá, mas é só que....

Haru olhou para ele enquanto Rin perdia as palavras. E o beijou.

— Então vamos fazer uma promessa dessa vez. – Haru falou. – Isso aqui ainda existe. Isso, que agora é o nosso presente, vai continuar existindo. E você tem a obrigação de zelar por isso.

— Eu?!

— Ué, não é isso o que estava dizendo? – Ele inclinou um pouco o rosto. – Fazemos parte da vida um do outro, então... é um senso de “para sempre”.

Rin ruborizou do pescoço até as orelhas. Ele arregalou os olhos e parecia quase amedrontado. Só que ele sorriu, um sorriso torto com um riso meio soluçado. Então passou a mão no rosto e se recompôs, porém mantendo o sorriso.

— Para sempre, é? – Ele segurou a cintura de Haru, trazendo-o para mais perto. – Olhe bem, Nanase Haruka. Eu sempre cumpro as minhas promessas.

Notas finais
Enfim ^^ é isso! Eu espero do fundo do coração que tenham gostado de ler e me acompanhar nesses quase 3 anos (!!!!) Sutoruberi kissus~