Notas iniciais
EU CONSEGUI TERMINAR O CAPÍTULO!!!! *soltando fogos* Haha, dessa vez, foi um misto de tudo dando errado :'D a inspiração só veio chegar semana passada quando (finalmente) fui assistir High Speed - Starting Days (que filme amorzinho ♥), apesar de eu ter planejado já a maior parte do que ia acontecer; além disso, eu to muito mega sem tempo (to numas paradas de tradução de fã envolvendo owari no seraph, longa história. Além da faculdade estúpida, claro).... E os últimos meses tavam sendo realmente bem difíceis pra mim, psicologicamente falando, mas deixemos isso pra depois do capítulo... Cara, eu adoro vocês por continuarem lendo, mesmo com eu demorando assim ♥ acreditem, eu me sinto super mal por isso, eu não queria, não quero, deixar vocês na mão. Eu sempre falo isso, mas sei que tem alguns de vocês que desistem pelo meio do caminho, mas eu NÃO VOU abandonar essa fic, de forma alguma! Se eu to demorando, garanto a vocês que não é por falta de amor à história ♥ Enfim, vamos ao capítulo *-*

— Pelo que você nada, Mako?

Por Haru. Para estar junto de Haru. Foi isso o que ele respondeu, e ele realmente queria dizer isso.

— Por que... – Haru olhou nos olhos dele. – Isso é tão importante pra você?

Mako respirou e sentiu seu coração acelerar.

— Eu quero poder te alcançar, Haru. – Ele disse. – Eu quero nadar com você.

Haru arregalou os olhos diante do olhar determinado do amigo. Então fechou os olhos e respirou fundo. Mako ainda insistia nisso? Por outro lado, ele mesmo não queria que Makoto saísse de sua vida. Apesar de tudo, ele era importante para Haru.

— Tudo bem. – Haru disse, então fixou os olhos nos do outro.

***

Era o primeiro dia do campeonato de natação. Todas as séries individuais seriam hoje e isso incluía os 200m livres. Ele deu um passo em direção à piscina e pôs os óculos, para então se posicionar.

Era a sua última chance de nadar com Haru. Pelo menos, de uma forma que “contasse”. Após isso, eles não competiriam mais e cada um seguiria seu caminho. Mesmo que continuassem próximos, para Haru, que era quase que a personificação da natação, iria ser como se um grande obstáculo surgisse entre eles. Haru precisava estar na água. Era lá que ele atingia todo o seu potencial, era lá que ele se sentia livre, que não escondia nada, que dava tudo de si.

Mako sabia disso. E era por isso que tinha que alcançar Haru hoje.

— Em suas marcas. – A voz o fez enrijecer os dedos. O olhar fixo na piscina, porém capaz de perceber Haru ao seu lado com a visão periférica. – Preparar.

O apito soou e eles voaram em direção à água.

“Se eu for capaz de alcançá-lo, ” Mako pensou. “Se eu puder chegar ao mesmo nível de Haru, se eu puder ultrapassá-lo... ”. E a cada segundo usava toda a velocidade que tinha.

Ele girou o corpo numa cambalhota debaixo d’água, pronto para completar o último trecho. Seus braços começavam a se sentir forçados demais. Mas ele tinha que seguir em frente. Tinha que mostrar a Haru que podia estar no nível dele.

Mas...

Ele estava perdendo velocidade.

“Não... Não. Não, não, não, mais rápido! Só mais um pouco! ”

...

“Haru! ”

Bateu na borda da piscina. Haru chegara antes.

É claro.

Haru o olhava, esperando para saber qual seria a reação do amigo. Então Mako sorriu. Era assim, então. Ele não o alcançara. Mas Haru não iria embora por causa disso. Apenas...

— Eu perdi. – Makoto disse, com um sorriso tolo. Haru estudou seu rosto, então sorriu também.

.... Apenas não seria ele que estaria ao lado de Haru.

Mas, de alguma forma, isso fazia sentido.

A corrida de Haru contra Rin veio logo em seguida. Estava claro para Makoto a posição em que ele estava, vendo a disputa dos dois. Numa sincronia perfeita, uma diferença mínima de tempos, um sorriso bem mais intimista do que o que Haru dera a ele no final.

— Talvez eu estivesse com inveja de Rin... – Ele soltou, com Nagisa ao seu lado.

“Definitivamente, eu estava com inveja de Rin... ”

***

Haru beijava seu namorado com uma ânsia que surpreendia a ambos. Rin apoiou a mão na parede atrás de si e deu um risinho por entre o beijo.

— O que é isso assim de repente?

Haru segurou o olhar dele. Tinha mesmo que haver uma razão? Então ele ouviu passos se aproximando e se afastou um pouco dele.

— Amanhã é o revezamento, né?

Rin arqueou as sobrancelhas. Então riu.

— Então é por isso.

— Isso o quê?

Os passos ficaram mais altos, até seu dono entrar no campo de visão deles, para logo em seguida sumir de novo, passando reto. Rin inverteu as posições de antes, colocando Haru entre si e a parede.

— Você está enérgico porque nossos times vão competir amanhã. – Ele arreganhou um sorriso meio arrogante de dentes afiados. – E o revezamento te faz não conseguir parar de pensar em mim.

Haru franziu bem de leve as sobrancelhas.

— Está se achando de novo.... Não é você quem está mais animado, afinal?

Rin travou, corado. Então tirou os braços da parede. Haru deu um risinho quase imperceptível, então lhe deu um selinho de novo.

— Foi divertido nadar com você.

Rin desviou os olhos.

— Bem.... – Um riso sem jeito. – Eu acho que estou finalmente conseguindo chegar ao seu nível.

— Do que é que está falando? Você é melhor do que eu várias vezes.

— É, mas... – Ele suspirou. – De alguma forma, você sempre foi.... Meu ideal.

— Não precisa me superestimar assim... – Outra pessoa se aproximou e Rin se pôs ao lado dele. – Deveria se concentrar para amanhã.

— A gente deveria – ele disse, como que tendo uma ideia – era sair depois da competição.

— Sair? Quer dizer vir pra minha casa de novo?

— Não era o que eu tinha em mente... – Rin ficou intensamente vermelho. – Pensei que poderíamos... Err.... Ir fazer alguma coisa, sei lá, o seu time e o meu, talvez...

— Rin. O time da Samezuka é enorme.

— O time de revezamento. – Ele revirou os olhos, meio impaciente. Credo! Será que Haru não tinha noção do quão difícil era para ele chamá-lo para sair para um lugar em que houvesse mais do que só os dois?!

— Se formos sair, – Haru segurou a mão dele – eu quero que sejamos namorados lá também. Sem ficar escondendo as coisas.

— Tch. Não é como se eu escondesse.

— É sim.

Rin ficou sem palavras e fez um biquinho, frustrado. Haru continuou:

— Vamos estar entre amigos, certo? Do que você tem tanto medo?

— Eu... – Ele virou o rosto para o outro lado. – A maioria das pessoas.... Não sabem que... Eu estou com você.... Como um casal, sabe?

Haru olhou para ele, depois se escorou na parede de novo, sério.

— Você ainda se preocupa com isso, então?

— É claro que eu me preocupo!

— Por quê? – Ele perguntou mais alto. Rin ficou sem reação. – Por que alguma coisa tem que importar além do que você mesmo pensa?

— Eu...

— Você... – Haru abaixou o tom de voz de novo e se virou para olhar nos olhos de Rin. – Ainda tem alguma dúvida... Depois de tudo?

Por um momento, o ruivo se viu preso no azul dos olhos do namorado, até perceber que a pergunta não era retórica. Ele pigarreou.

— Acho que então.... Vamos aparecer juntos em público....

Haru olhou para ele, totalmente ciente de que ele não respondera exatamente sua pergunta, mas aceitando que seria melhor não insistir.

— Nem vai ser tão grande coisa assim...

***

Rin saiu da piscina e um sorriso se estendeu por seu rosto.

— Isso!

Ele levantou o punho, rindo enquanto os companheiros de time vinham comemorar junto com ele. Na tela, o resultado mostrado era a Samezuka em primeiro. Classificados com perfeição para as regionais!

— Conseguimos, Sousuke. – Eles bateram as palmas das mãos.

— É... – O sorriso do moreno parecia distante.

Rin franziu de leve as sobrancelhas, meio confuso. Eles tinham ganhado juntos. Por que ele não parecia feliz?

Sousuke desviou o olhar de Rin e foi na frente dos outros, saindo da área da piscina antes que o ruivo lhe chamasse. Ele respirou fundo. Havia muito o que conversar com ele, mas.... Como é que iria falar tudo agora?

Rin se apressou atrás dele, seguido pelos outros. Ele chegou no vestiário, invadindo o lugar com a voz:

— Bom trabalho, pessoal! Com uma classificação dessa, estamos com uma boa vantagem para as regionais. O trabalho ainda não acabou, vamos nos esforçar ainda mais e manter o primeiro lugar da Samezuka!

Seus colegas de equipe deram gritinhos de vitória. Rin riu, então olhou para Sousuke. Será que deveria...

— Então. – Rin falou. – O que acham de aproveitarmos a noite de hoje para celebrarmos? Amanhã não tem treino, então pensei em roubar a noite de vocês.

Ele riu. Momotaru se apressou em concordar. Iwashimizu, que nadara peito, fez uma carinha de decepção.

— Meus pais estão na cidade e já irei me encontrar com eles direto depois daqui...

— Isso é uma pena. – Rin disse, com um sorriso triste sincero. – Bem, e você, Sousuke?

O moreno fixou os olhos nele.

— ... Acho que não tem problema para mim. – Ele demorou um minuto para constatar que realmente não tinha nenhuma justificativa para não ir.

Rin sorriu.

— Legal. Quando estivermos de volta à Academia eu chamo vocês, então.

Sousuke tinha uma expressão perturbada. O que diabos Rin pretendia?

***

— Rin-senpai. Parabéns de novo pela vitória—

— Você já disse isso quatro vezes, Nitori. – Rin olhou para o mais novo. Suas sobrancelhas estavam inclinadas numa ligeira irritação, mas ele estava de bom humor.

— B-bem... Obrigado por me deixar vir também hoje!

Rin riu.

— O planejado era uma saída entre amigos, então não tem problema... Ei, Sousuke!

O moreno os esperava na porta da escola, com um animado Momotaru ao lado, aparentemente o deixando irritado. Atrás deles, um carro preto de um modelo consideravelmente atraente. Rin arregalou os olhos.

— Wow! – Nitori soltou primeiro. – Eu não sabia que Yamazaki-senpai já dirigia...

— É, nem eu... – Rin olhou para o melhor amigo.

Sousuke soltou um riso sem graça.

— Quem dera fosse meu..

— Oe, Matsuoka, Aiichiro. – A janela do carro abaixou, revelando uma cabeleira ruiva e um sorriso bastante reconhecíveis.

Momotaru deu um sorriso de lado, tentando esconder a vergonha.

— Meu irmão se convidou e ofereceu carona, hehe...

Rin olhou para a cena, claramente perdendo a posição de líder frente ao veterano.

— Bom revê-lo, capitão. – Disse, imitando uma continência.

O outro riu.

— Qual é, não precisa mais disso. E estamos informais aqui, certo? – Outro riso antes de ele destravar as portas. – Vamos, entrem no carro.

Momo voou para o banco do carona, fazendo o irmão revirar os olhos de brincadeira. Nitori rodeou o carro, entrando no banco de trás completamente corado. Rin se espremeu para o meio, ao lado dele, e Sousuke se juntou aos dois no único espaço vago.

Rin olhou de relance para o amigo, mas Sousuke estava com o olhar perdido do lado de fora. O ruivo suspirou. Um carro lotado não era o melhor lugar para um interrogatório e ele não queria fazer nada que estragasse a noite. Seu celular vibrou e ele deu um clique, iluminando a tela.

“Apenas te esperando.

— Haru. ”

Rin leu a mensagem com um sorriso no rosto. Namorados em público, né... Seu coração acelerou, como Haru sempre conseguia fazer, mas ele não se importou.

Notas finais
Não, eu não vou ficar prometendo voltar a postar semanalmente, porque isso simplesmente não está sendo possível, e espero que entendam. É, eu sei, eu prometi que ia demorar menos pra postar esse capítulo e só to aparecendo agora, mas.... Eu não tenho muito o que fazer quanto a isso :'( Mais uma vez, agradeço a quem comentar, favoritar, etc a fic ♥ significa muito pra mim ♥ ~sutoruberi kissus