Ribellarsi
26 Capítulo XXVI
Notas iniciais
POV’ Anthony
Cheguei em casa e encontrei os três mais velhos tomando café com Eleonora, fiquei encostado no marco da porta observando como interagiam entre eles, Nessie e Matteo implicavam um com o outro, Julia olhava para ambos bem atenta se divertindo a custa deles.
– Papai! – Julia notou minha presença. – Viu como eles se gostam? – Nessie engasgou e Matteo virou um pimentão.
– Estou vendo Principessa. – Disse rindo deles.
– Ninguém gosta de ninguém aqui pequena linguaruda. – Nessie retrucou contrariada. – Por sinal acho que não gosto mais nem de você. – Julia olhou de olhos arregalados para a irmã e depois me olhou com os lábios tremendo. Ela amava Nessie e morria de medo de perder as pessoas, possível trauma por causa da perda de Victória.
– Renesmee, peça desculpa agora para sua irmã. – Não iria deixar que começassem logo pela manhã com essas coisas.
– Ok, menos Julia, eu estava brincando. – Deu de ombros e ficou me olhando, analisando minhas roupas e meu rosto. Julia já tinha voltado a comer seu cereal ignorando o pedido de desculpas da irmã. – Você chegou agora?
– Estava resolvendo uns problemas. – Peguei o copo de suco que Eleonora me oferecia.
– Crianças vão que já estão atrasados! – Eleonora guiou eles até a entrada da casa onde Dante e Nina já esperavam as crianças. – Noite difícil? – Me questionou quando chegou e me viu com a cabeça sobre o mármore da mesa.
– Você não imagina o quanto. – Suspirei.
– Pietro não dormiu direito a noite toda, mas não quis deixar ele com Isabella, ela e o amigo precisavam de um tempo sozinhos. – Entendi o recado indireto.
– Onde ele está?
– Deixei ele brincando no quarto enquanto vinha arrumar o café dos outros. – Concordei com a cabeça e fui me arrastando até a porta de Minions, bati duas vezes e esperei.
– Oi – sussurrou coçando os olhos quando abriu a porta, ele estava de pijama do Thor e com os cabelos todos bagunçados, eu realmente não merecia o amor, como fui capaz de renegar a minha miniatura como Jasper dizia.
– Acabei de chegar, mamãe está cuidando de um amigo e eu não queria dormir sozinho, acha que consegue me fazer companhia? – Questionei pegando meu pequeno garoto no colo.
– Estou sem sono. – Falou sonolento, tentei não rir só que era impossível.
– Eu também, o que acha de assistirmos um filme então? – Tinha certeza que cinco minutos de filme e ele estaria dormindo.
– Thor? – Revirei meus olhos e neguei com a cabeça. Isabella e suas influencias, ela amava esse personagem e eu tinha criado um ódio por ele.
– Que tal o poderoso chefão? – Era um clássico e tanto.
– Nunca vi. – Disse dando de ombros. Chegamos no quarto e a cama estava do mesmo modo de quando sai, sinal que Bella não tinha voltado mais para o quarto. Coloquei Pietro no lado dela e ele enterrou o rostinho em seu travesseiro, até seu amor e necessidade dela era igual a minha, essa mulher tem o poder de controlar os Masen. Só poderia ser bruxaria. Coloquei o filme para passar na TV e me deitei, Pietro se aconchegou em mim e colocou sua cabeça em meu peito, como o previsto cinco minutos de filme e ele dormia tranquilamente. A justei ele na cama e me levantei, desliguei a TV, deixei o abajur ligado e fui tomar um banho. Eu não tinha conseguido parar de pensar no cara que matei e no nome que ele falou. James poderia estar por perto, tem muitos meios de chegar e entrar em um país sem ser notado. Eu não iria permitir que ele chegasse perto da minha família, eu não estive por eles no Brasil, mas aqui as coisas seriam diferentes.
– Preciso encontrar esse Maledetto! – Resmunguei enquanto me ensaboava. Iria colocar meus homens da rua em alerta, ele poderia passar despercebido pela polícia, mas não por mim e meu submundo. Eu tenho certeza que ele não sabe que Isabella é minha esposa e muito menos que sou eu que comando a máfia Italiana, queria tanto colocar minhas mãos nele e no tal Alex, iria fazer com eles exatamente o que fizeram com as minhas garotas. Terminei meu banho e fui até o closet colocar uma calça de abrigo para dormir, quando voltei para o quarto Pietro cochilava tranquilamente. Desci os degraus e fui até o quarto onde provavelmente Jacob estaria, olhei para a porta da frente e tive vontade de rir, eram dois ursos abraçados e com corações, pois é até Emmett e Rosalie aderiram a iniciativa das crianças de decorarem a porta de seus quartos. Abri sutilmente a porta branca e entrei nas pontas do pé até estar próximo da cama, minha ira pelo desgraçado se triplicou se era possível ao ver o rosto da minha mulher manchada de lagrimas e o de Jacob cheio de hematomas e cortes, tinha lesões pelas suas mãos e braços que deveriam ter sido ocasionadas pela tentativa de defesas. Não queria nem imaginar como poderia estar o restante do seu corpo, deixei um beijo na testa de cada um e me retirei do quarto encostando a porta.
– Estava te procurando, garoto! – Pulei ao escutar a voz de Eleonora.
– Ei, fala baixo, eles estão dormindo! – Me virei para ela. – E vê se para de me chamar de garoto, já não sou um a alguns anos! – Resmunguei.
– Frase de garoto! – Petulante era ela. – Queria saber o que fazer de almoço! – Cadê a minha maravilhosa esposa nesses momentos, Dio!
– Sei lá, faça algo que todos comam. – Dei de ombros e fui em direção a escada para o terceiro andar.
– E para o amigo de Isabella?
– O que tem Jacob? – Questionei sem entender.
– O garoto está todo quebrado e tomando medicamentos.
– Como assim? – Agora estava realmente confuso.
– O garoto quebrado ou os medicamentos? – Eleonora conseguia ser insuportável quando queria, eu amava ela, mas ô mulherzinha irritante.
– Eleonora! – Resmunguei. – Não testa a minha paciência sua velha irritante. – Ela riu, riu de mim. Mulherzinha insolente.
– Garoto, trabalho tempo o suficiente com você para saber o número do médico de emergência de cor, Isabella me acordou me pedindo para arrumar um quarto para o amigo e quando vi o garoto chegando já sabia o que fazer. – Ela era totalmente irritante, mas extremamente eficiente, o que fazia com que eu ficasse em suas mãos e ela sabia disso. – O médico veio, examinou, costurou e deixou remédios receitados, pedi para que Luigi fosse buscar os remédios e Telma ajudou o garoto no banho e a fazer os curativos. Tentei fazer com que ele comece algo, mas se negou. – Fez uma careta contrariada. – Ele não quis comer a minha comida, garoto!
— Você realmente é muito eficiente, eu amo você por isso e lhe pago uma fortuna por isso também, mas continuo sem entender! – Eu só queria me jogar na minha cama e dormir, Pietro poderia acordar a qualquer momento e se eu não estiver lá vai ser um inferno fazer ele dormir.
— Não sei o que o garoto pode ou não comer!
— Faça o almoço de sempre para nós e uma sopa para ele. – Esme sempre fazia sopa quando estávamos doentes mesmo. Sai caminhando nem dar tempo de ela retrucar, cheguei no quarto me joguei ao lado de Pietro.
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